Notas iniciais
Boa Leitura 🤍

Eu andava rapidamente, tentando acompanhar os passos de Ha-joon. Já haviam se passado três semanas de trabalho e eu ainda tentava entrar no ritmo de tudo.

— Está nervosa? — perguntou em um tom paciente e amistoso.

— Menos do que achei que ficaria.

Ha-joon fazia muito bem seu papel de parceiro de equipe, me orientando pelo departamento, mas, para além disso, tinha se mostrado extremamente amigável e gentil. Às vezes era ansioso demais, coisa que eu definitivamente não julgava, mas tomava cuidado para não entrar na pilha.

Naquele momento, tínhamos em mãos três câmeras, dois tripés, LEDs, microfones e uma quantidade considerável de equipamentos.

Saímos do elevador e caminhamos por um extenso corredor que dava acesso às salas de dança. Câmeras de segurança acompanhavam nosso percurso, coisa que ainda me causava certo incômodo.

Com certeza, a HYBE enxergava até a minha alma através delas.

O ensaio ainda não havia começado, então, apesar da alta circulação de pessoas no corredor, a sala em que entramos estava vazia. Começamos a posicionar os equipamentos e verificar se estava tudo certo.

Aquela seria a primeira captação em que eu trabalharia diretamente com o Bangtan.

A primeira longe das ilhas de edição ou das salas de reunião.

Também seria a primeira vez que os veria realmente de perto desde a festa.

Jung Kook e eu havíamos trocado algumas mensagens curtas durante aquelas semanas, quase sempre relacionadas à música, mas nada que me preparasse para vê-lo novamente pessoalmente.

— Tudo pronto — disse depois de verificar a última câmera.

— Tudo bem. Vou pegar mais uma bateria para garantir e já volto.

Assenti antes de vê-lo sair.

Meus olhos curiosos começaram a passear pela enorme sala. Havia alguns pontos marcados no chão, uma cesta de basquete à esquerda e espelhos que ocupavam uma longa parede. Também havia cadeiras, algumas plataformas de madeira e um sistema de som interligado a quatro caixas instaladas nos cantos do teto.

Era realmente um mundo novo do qual eu fazia parte agora.

Eu tinha essa percepção em alguns momentos do dia, principalmente quando chegava, parava diante do prédio imponente da HYBE e lembrava que aquele era, de fato, o meu trabalho.

Às vezes, ainda parecia que alguém apareceria para dizer que tinha acontecido algum engano.

— Oi!

Ji-na surgiu na porta com seu característico batom vermelho e um sorriso enorme no rosto.

Havíamos conversado algumas vezes por mensagem durante aquelas semanas. Ela sempre perguntava como eu estava e parecia se desdobrar em três enquanto supervisionava as equipes e cuidava dos assuntos relacionados ao show em Busan.

Ela estava dando tudo de si naquele projeto.

Todos estávamos.

— Oi. — Sorri quando ela entrou e me abraçou.

— Como você está? Essas semanas passaram voando. O Ha-joon não está dando trabalho, não, né?

— Eu que estou dando trabalho para ele, Ji-na.

— Eu duvido. Às vezes ele consegue se atrapalhar até sozinho.

— Bom, não precisa se preocupar. Está tudo bem e acho que estou conseguindo me virar.

— É um alívio. Menos uma coisa para me preocupar durante a minha pausa.

— E você está fazendo alguma, por acaso?

— Só quando me obrigam.

Soltei uma risada e olhei em direção à porta.

Ele estava lá.

Mochila nas costas, calça e blusa pretas de mangas compridas, chapéu e máscara. Seu perfume também o acompanhava; eu podia jurar que o aroma havia chegado à sala antes dele.

Curvei-me em respeito na mesma hora.

A coreana ao meu lado se limitou a acenar com a cabeça.

— Vocês duas de novo — comentou Taehyung, entrando logo depois de Jung Kook.

— Eu já tenho que voltar para o trabalho — lamentou Ji-na.

— Precisamos de outra festa. Só assim para a gente conseguir se ver.

— Você só fala isso porque gosta de farra.

— Depois desse show vou dar uma festa na minha casa. É sério.

— Vou cobrar.

— Pode cobrar.

— Agora eu realmente preciso ir. A gente se fala depois.

Ji-na fez questão de dar dois tapinhas no ombro de Taehyung antes de sair.

— Danielle.

Ouvi a voz de Jung Kook me chamar do lado esquerdo da sala, em frente ao espelho.

— Sim?

Fui rapidamente até ele.

Meu corpo parecia ter esquecido completamente que três semanas haviam se passado desde a festa, porque eu estava nervosa de novo.

Nem sequer sabia como deveria tratá-lo depois da nossa conversa sobre música a caminho da minha casa.

Mais formal? Casual? Chamaria pelo nome?

Era, tecnicamente, um dos principais artistas com quem eu trabalhava, afinal.

Jung Kook pegou um de seus fones sem fio e o estendeu para mim. Coloquei no ouvido esquerdo e reconheci a música imediatamente.

Era California Dreamin', da banda The Mamas & the Papas.

Não consegui evitar o sorriso.

— Não consigo parar de ouvir. É viciante.

Seus olhos ainda brilhavam como naquela noite. Não consegui desviar o olhar.

— O quê? — perguntou ele.

— Nada, é que essa música é muito boa. Talvez ainda haja esperança pra você.

— Engraçadinha. Eu ainda vou estragar seu gosto musical.

Ele soltou uma risada.

Os outros membros começaram a entrar na sala e nós dois endireitamos a postura quase ao mesmo tempo, afastando-nos quando a voz de Namjoon surgiu em um cumprimento.

Ha-joon vinha atrás deles, já parecendo levemente desesperado. Assim que nossos olhos se encontraram, gesticulou para as câmeras.

Certo. Trabalho.

Corri para ligar os equipamentos.

Meu celular vibrou no bolso durante uma pequena pausa.

Olhei primeiro para Ha-joon. Ele estava concentrado em regular uma luz teimosa que continuava estourando na imagem de uma das câmeras.

Peguei o aparelho.

Pai.

Fiquei alguns segundos encarando a notificação antes de abrir a mensagem.

"Estou no hospital."

Uma pontada atingiu minha têmpora na mesma hora.

Li novamente. Logo abaixo havia outra mensagem.

"Estou fazendo alguns exames. Se conseguir passar aqui depois do trabalho, gostaria de te ver."

Franzi a testa.

Minha cabeça, extremamente talentosa quando o assunto era imaginar tragédias, começou imediatamente a preencher todas as informações que ele não havia dado.

"Aconteceu alguma coisa?"

A resposta demorou alguns segundos.

"Não se preocupe. Só venha se puder."

Excelente.

— Danni?

Guardei o celular rapidamente. Ha-joon me observava.

— Sim?

— Está tudo bem?

— Está. Meu pai só mandou uma mensagem.

Ele me encarou por mais um instante.

— Problema?

— Espero que não.

Não tive tempo de explicar.

A pausa havia acabado.

***

— É a última vez, de verdade — prometeu Jimin, sorrindo docemente para a câmera em minhas mãos.

O ensaio já passava de seis horas de duração e eles se preparavam para a última sequência de dança, com MIC Drop e Run BTS.

Depois das duas coreografias, os sete ainda permaneceram algum tempo sentados no chão, analisando o vídeo e apontando detalhes que poderiam ser aprimorados no próximo ensaio.

Eu começava a entender por que aquilo parecia tão fácil quando chegava ao público.

Exatamente porque não era.

Nada ali era feito de qualquer jeito.

Até os detalhes que provavelmente passariam despercebidos por milhares de pessoas eram discutidos, repetidos e analisados.

Às vezes, quando todos começavam a falar ao mesmo tempo, parecia até que possuíam uma linguagem que somente eles entendiam.

Mas havia ordem mesmo no caos.

Em algum momento, Jung Kook olhou diretamente para minha câmera e fez uma careta.

Precisei morder a parte interna da bochecha para não rir.

Minutos depois, durante outra sequência, nossos olhos se encontraram novamente pelo visor.

Dessa vez, ele apenas sorriu.

Baixei o olhar para verificar o foco como se houvesse alguma coisa extremamente importante acontecendo ali.

Não havia.

Por sorte, Ha-joon estava ocupado demais para perceber.

Quando o ensaio finalmente terminou, os membros começaram a recolher seus pertences e a deixar a sala aos poucos.

Ha-joon e eu fizemos o mesmo com nosso equipamento, conferindo tudo na lista antes de guardar cada item e repassá-los para Lindy.

Eu ainda pensava na mensagem do meu pai.

Precisava descobrir em qual hospital ele estava e quanto tempo levaria para chegar até lá.

— Srta. Quinn.

Virei-me imediatamente na direção da voz.

Era Jung Kook vindo em minha direção.

Seu rosto estava completamente sério.

— Já acabou seu expediente?

Olhei para Ha-joon. Ele também parecia ter parado de respirar.

— Quase. Só precisamos terminar de guardar algumas coisas.

— Quando acabar, pode vir comigo?

Comecei a listar mentalmente todas as coisas que poderia ter feito de errado naquele dia.

Talvez eu tivesse deixado alguma câmera ligada.

Filmado alguma coisa que não deveria.

Até mesmo ter sorrido demais.

Deus, o que eu tinha feito?

— Hum...

— Pode ir — Ha-joon se adiantou. — Eu termino aqui.

Aproximei-me dele e diminuí a voz.

— Tem certeza?

— Claro que tenho certeza. Quando o chefe te chama, você vai.

Ele sorriu, talvez achando graça do meu desespero.

— Me encontra no terceiro subsolo — continuou Jung Kook. — Seu crachá tem acesso?

— Acho que não...

Olhei para Ha-joon. Ele já estava com o celular na mão.

— Eu resolvo — disse ele.

— Tudo bem. Até daqui a pouco — respondeu Jung Kook.

Ele deixou a sala.

Esperei alguns segundos antes de soltar o ar.

— Já falei com a Ji-na. Ela vai liberar seu acesso — disse Ha-joon.

— Obrigada. Tem alguma dica?

Ele ficou sério.

— Responda tudo que ele perguntar, faça tudo que ele mandar e, acima de tudo, não faça besteira.

Arregalei os olhos.

Ha-joon começou a rir.

— Estou brincando, parceira. Vai logo. Não deve ser nada.

— Palhaço.

— Vai!

Peguei minhas coisas no armário e praticamente joguei tudo dentro da mochila. Antes de entrar no elevador, porém, mandei uma mensagem para o meu pai pedindo o endereço do hospital.

O terceiro subsolo pareceu demorar uma eternidade.

Quando as portas finalmente se abriram, encontrei Jung Kook encostado em sua Mercedes. Ele já tinha trocado a blusa de mangas compridas por uma camiseta preta larga.

Assim que me viu, sorriu, completamente diferente do homem sério que tinha entrado na sala minutos antes.

Isso diminuiu cerca de sessenta por cento do meu medo.

— Então... Precisa de mim?

— Preciso.

Meu coração acelerou novamente.

Ele esperou alguns segundos antes de continuar.

— Preciso de mais das nossas conversas e de um café para acompanhar. O que você acha?

Pisquei, inclinando a cabeça para o lado, totalmente confusa.

— Café?

— Café.

Soltei o ar.

— Ah, é isso! — Pus a mão sobre a testa.

Ele soltou uma risada.

— Eu te dei um susto, não foi?

— Eu achei que levaria uma bronca do chefe.

— Não me chama assim, por favor — respondeu, sem graça.

Foi minha vez de rir.

— Podia ter sido só um pouquinho mais sutil.

— Desculpa. Eu estava tentando bancar o profissional na frente do seu parceiro.

— Por quê?

— Não queria te causar problemas por te tratar tão informalmente na frente de alguém do seu departamento.

Aquilo me fez parar por um instante.

Ele tinha realmente pensado nisso?

— Bom... Acho que não tem problema me tratar informalmente.

— Então, vale para os dois lados.

— Fechado.

Meu dilema daquele dia tinha sido resolvido de uma forma quase ridiculamente simples.

— E o café? — perguntou.

— Ah, o café...

Olhei para o celular em minha mão. A conversa com meu pai ainda estava aberta.

— Eu quero, mas não consigo agora.

O sorriso de Jung Kook diminuiu.

Ele não conseguiu disfarçar a decepção e, por algum motivo, aquilo me incomodou mais do que deveria.

— É o meu pai — expliquei rapidamente. — Ele está no hospital.

A expressão dele mudou imediatamente.

— Ele está bem?

— Acho que sim. Está fazendo alguns exames, mas não explicou muita coisa. Eu disse que passaria lá depois do trabalho.

— Claro. Você tem que ir.

— Me desculpe...

— Danielle, seu pai está no hospital.

— Eu sei, mas...

— O café não vai fugir.

Sorri de leve.

— Outro dia?

— Outro dia.

Nos despedimos e voltei para o elevador.

Só quando as portas se fecharam percebi que estava sorrindo de verdade.

***

O hospital ficava a pouco mais de meia hora da empresa.

Passei praticamente todo o caminho olhando o celular, esperando alguma mensagem ou ligação que explicasse o que estava acontecendo — ou até alguma notícia trágica.

Song-hwa também não tinha dado sinal de vida. Nada.

Quando cheguei, segui as informações que Joseph havia enviado e, depois de passar pela recepção, subi ansiosa até o andar indicado.

Meu coração já estava acelerado antes mesmo de encontrar o quarto.

Song-hwa estava sentada em uma das cadeiras do corredor, tranquilamente lendo um livro, com um copo de café na outra mão.

Ela ergueu os olhos.

— Danielle!

Sua tranquilidade ao me abraçar me confundiu.

— Oi. Eu te liguei umas dez vezes.

— Ah, me desculpe, querida. Minha bateria foi com Deus. Não achei que você chegaria tão rápido.

— Cadê ele?

— Está terminando.

— Terminando o quê?

— Os exames.

— Song-hwa... Ele está bem?

Ela franziu a testa, confusa.

— Está.

Pisquei algumas vezes, mais confusa ainda.

— Como assim "está"?

— É só uma checagem de rotina.

Fiquei parada.

— Uma checagem de rotina?

— Sim.

Soltei o ar, incrédula.

Olhei para a porta. Depois para ela. Depois para a porta de novo.

— Meu pai me mandou uma mensagem dizendo "estou no hospital".

Song-hwa fechou os olhos lentamente.

— Ah — suspirou.

— "Ah"?

Eu a encarei.

— Eu disse que ele não deveria escrever dessa forma.

— Então você sabia?

— Sabia que ele queria te mandar uma mensagem, mas não assim. — Mais um suspiro. — Ele queria que você viesse.

Demorei alguns segundos para processar.

— Ele me fez atravessar Seul pensando em mil coisas que poderiam ter acontecido com ele porque queria me ver?

— Tecnicamente, ele não disse que estava doente...

— Você está defendendo ele?

— Não! Pode acreditar, isso ainda vai render uma boa conversa entre nós dois. Mas olha... O seu pai é péssimo nisso.

— Nisso o quê?

Song-hwa me olhou por alguns segundos.

— Em pedir.

Antes que eu respondesse, a porta se abriu.

Joseph apareceu ajeitando a manga da camisa. Ele parou assim que me viu.

Por alguns segundos, nós dois apenas nos encaramos.

— Você veio.

Tive que fechar os olhos, controlando a raiva que crescia dentro de mim.

— Você está bem?

— Estou.

— Então por que me mandou uma mensagem dizendo que estava no hospital?

— Porque eu estou no hospital — respondeu como se fosse óbvio.

— Meu Deus...

Nem Song-hwa aguentou a cara de pau dele. Ela se sentou novamente, já sabendo o que viria a seguir.

— Você poderia simplesmente ter dito que queria me ver! Tem ideia de como me assustou?

Joseph ficou em silêncio.

— Eu não sabia se você viria.

A resposta me pegou desprevenida.

— Você podia ter perguntado.

— Podia.

— Você podia ter me ligado. Meu telefone funciona dos dois lados.

— Eu sei.

Cruzei os braços.

Ele colocou as mãos nos bolsos.

Era impressionante como nós dois conseguíamos transformar qualquer tentativa de aproximação em uma disputa sobre quem deveria ter tentado primeiro e quem tinha mais razão.

— Você está trabalhando bastante — disse ele.

— Estou.

— Não queria atrapalhar.

— Então, me fez acreditar que estava doente?

— Eu não fiz você acreditar nisso.

— Joseph... — Respirei fundo, tentando respeitar pelo menos um pouco o lugar em que estávamos.

— Danielle...

Revirei os olhos.

Por um segundo, quase ri. Não sei dizer se de ódio ou incredulidade.

— Se eu tivesse perguntado se você queria jantar comigo, você teria vindo?

A pergunta me fez ficar em silêncio.

Só consegui olhá-lo.

E ele percebeu. Claro que percebeu.

— Foi o que imaginei.

— Não tire conclusões. Eu não disse nada... E isso não justifica.

— Não disse que justificava.

Suspirei.

Eu ainda estava irritada. Muito.

Mas havia outra sensação misturada àquilo.

Uma sensação que eu me recusava a analisar naquele momento, naquele corredor.

Meu pai queria me ver.

Talvez esse fosse o problema.

— Você já terminou seus exames?

— Terminei.

— E está tudo bem?

— Está. Está tudo bem.

— Ótimo.

Ele assentiu.

— Quer jantar conosco?

Dessa vez, ele tinha perguntado.

Direto e claro.

— Hoje não.

— Tudo bem.

Ele sorriu sem graça.

Já sabia qual provavelmente seria a resposta. Ainda assim, a decepção apareceu em seu rosto.

— Mas... Outro dia?

A surpresa apareceu discretamente em sua expressão.

— Outro dia?

— É como eu disse... Meu telefone funciona dos dois lados.

Talvez aquilo fosse o máximo que conseguíamos por enquanto.

Ainda assim, surpreendentemente, a distância entre nós parecia alguns centímetros menor.

Quando sai do hospital, o céu já estava escuro.

Coloquei os cabelos para trás, sentindo o peso daquele dia duas vezes mais do que deveria.

Procurei o celular dentro da mochila para chamar um carro e havia uma mensagem esperando por mim.

"Seu pai está bem?"

Era Jung Kook.

Respondi antes mesmo de pensar.

"Está ótimo... Longa história."

Os três pontinhos apareceram quase imediatamente.

"Que bom."

Segundos depois:

"A oferta do café ainda está de pé."

Olhei para a hora.

Depois para a entrada do hospital.

Então li a mensagem mais uma vez.

Meus dedos se moveram antes que eu pudesse começar a listar qualquer motivo para dizer não.

"Onde?"

Notas finais
Darcy Again! Desculpem por não ter conseguido postar na semana passada. Obrigada por continuarem por aqui. Espero que tenham gostado do capítulo — e nos vemos na próxima atualização, com extra também. 👀🎧
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.