Hogwarts, sem duvida, não era uma escola igual às outras, se você esta achando que eu e o Bruno levamos uma detenção comum, esta enganado.

Quando a Sra.Fabray disse aquilo as duas estatuas que ficam no grande portal do jardim dourado, criaram vida, nos pegaram e saíram andando, acho que quase todo mundo de Hogwarts nos vira sendo carregados por aqueles gigantes de ouro, foi uma humilhação.

Eles nos levaram para uma sala enorme, ela estava vazia, excedo por um guarda-roupa gigante e velho lá no fundo. De repente os gigantes de metal dourado, desapareceram e no mesmo lugar surgiu Alvo Dumblredore e sua gata, era a primeira vez que eu o vira de perto.

– Onde estamos? – perguntou Bruno, que estava tão apavorado, que já tinha ruído todas suas unhas.

– Bem vindos à detenção – ele disse aquilo tão calmo, como se detenção fosse a melhor coisa do mundo – quando eu autorizar, vocês vão entrar naquele guarda-roupa – eu achei que ele estava louco, porque eu ficaria dentro daquele guarda-roupa? Ele pareceu ler minha mente – Aquele guarda-roupa é uma entrada para Nárnia, uma terra mágica, rodeada de mistérios, é lá que os monstros mais perversos ficam, espero que tenham a sorte de não encontrar nenhum. Vocês serão testados, daqui exatamente 48 horas a sua porta de saída será fechada e infelizmente vocês ficarão presos lá até que consigam encontrar outra saída. Uma dica esteja com a varinha na mão, mais se ela cair, tanto faz. Boa sorte.

– Mais nós ainda estamos nos segundo ano, como vamos lutar com monstros? – Bruno estava desesperado. Parecia sem chão.

– Senhor Macedo, sua jornada será longa, creio que você e seu amigo estão atrasados. – na mesma hora em que disse aquilo, ele e sua gata desapareceram, deixando eu, Bruno e o guarda-roupa.

– Não entro nesse guarda-roupa nem a pau! – disse Bruno nervoso.

Eu sai correndo rumo ao guarda-roupa puxando meu amigo medroso.Paramos em frente daquele móvel sinistro.

– Está pronto? – perguntei

– Fazer o que né!

Entramos, e de repente meu relógio do Mickey Mouse se transformou em uma ampulheta, deduzi que ela media 48 horas certinhas. Nárnia era totalmente diferente do que eu imaginara, era uma floresta congelada, neve pra todo lado, enormes pinheiros cortavam o céu, não havia uma alma viva naquele lugar, e eu temia morrer de frio.

– Vamos voltar e pegar alguns agasalhos, está muito frio – reclamou Bruno.

Concordei com a cabeça. Quando viramos, não havia mais um guarda-roupa lá, era outra parte daquela imensa floresta. Estamos ferrados, pensei.

Já estava morrendo de frio, meus dedos estavam congelados, então acabei deixando minha varinha cair, ela não caiu, simplesmente ficou pairada no ar apontando para alguma direção. Na hora lembrei do que Dumblredore dissera: “estejam sempre com as varinhas na mão, mais se ela cair, tanto faz”. Era obvio, a varinha servia como uma bússola. Na mesma hora, olhei pro Bruno.

– Você esta pensando no mesmo que eu?

– Estamos salvos! – ele sorria enquanto falava

– Mais e esse frio? – perguntei

– Acho que sei um feitiço que conjura roupas – ele pegou sua varinha, se concentrou e disse um feitiço, e na mesma hora surgiam varias roupas, formando uma montanha pequena.

– Muito obrigado Bruno, você é um amigo e tanto.

Vestimos as roupas e estávamos aquecidos, joguei a varinha no ar, para ver a direção. Ficamos seguindo a varinha, e então percebemos que não estávamos mais naquela floresta gelada, estávamos em um deserto. Eu fiquei perplexo, aquele era o pior lugar do mundo.

Tiramos nossos agasalhos e estávamos mais uma vez com o uniforme de Hogwarts. Acho que já tínhamos andado bastante, estava morrendo de cansaço e preguiça, e sede e fome, olhei pro Bruno e parecia que ele sentia o mesmo. O Sol parecia estar cada vez pior.

– Esse Sol está queimando meu cérebro – observei

– Que cérebro? Você nunca teve um – brincou Bruno – to brincando! – ele ria bastante

Eu estava morrendo de calor e de sede.

– Bruno, por favor, diz que você sabe conjurar água, eu estou morrendo de sede.

– Acho que sentir sede é o menor dos nossos problemas, olhe.

Quando vi, fiquei completamente apavorado, eu e o Bruno, dois garotos de 11 anos perdidos num deserto com um monstro daquele.

– Aquele não é o...

– Sim, aquele é o Escorpião de Dolores – fui interrompido pelo Bruno.

O Escorpião de Dolores era simplesmente o maior e mais venenoso escorpião do mundo mágico, ele era da gigante Dolores, a mãe de todos os gigantes. Acho que a pressão e o fato de estar prestes a morrer me fizeram pensar em um plano.

– Bruno, me ajude a fazer um castelinho de areia. Por favor.

– Marco, isso não é o hora pra brincar.

– Eu tive um plano, mais pra isso você precisa me ajudar a fazer o maldito castelo de areia.

– Tudo bem, mais eu espero que esse seu plano maluco dê certo.

Eu e o Bruno então, começamos a fazer o castelo de areia, no momento em que sentamos, o ambiente mudou completamente, estávamos em uma espécie de pântano, eu sei que era muito nojento.

– Como você sabia que esse plano maluco ia dar certo? – perguntou Bruno impressionado com minha inteligência.

– Eu percebi que Nárnia faz de tudo pra nos deixar chateados,primeiro com o com o frio, depois o deserto, então achei que se a gente gostasse do deserto ele iria se transformar – eu estava me sentindo tão inteligente — ,eca!Que nojo esse pântano.

– Marco, essa coisa no seu braço, serve pra que?

– Ah!Isso é minha ampulheta, serve pra mostrar quanto tempo ainda temos, eu ganhei ela quando chegamos aqui em Nárnia.

– Hum! Quando a areia ta acabando, o que significa?

Olhei pro relógio de lance, ou melhor, olhei pra ampulheta e vi que só tinha um restinho de areia. Naquela hora eu apavorei.

– Bruno pare de brincar, temos que ir embora o mais rápido possível.

– Ah! Eu estava gostando de brincar aqui, é nojento e isso é legal.

– Tudo bem, me siga!

Saímos correndo, e Bruno sempre que via uma poça de lama, pulava nela, eu acho que era só pra me irritar. Corríamos a areia ia acabando, onde será que deve estar esse maldito portal? – pensei – De repente ouço Bruno gritar, olhei pra trás e vi ele afundando.Só faltava um minuto, ou eu salvava Bruno, e ficava ali em Nárnia pelo resto da minha via, ou ia embora sem meu melhor amigo.

Fiquei com a primeira opção, claro. Pulei na imensa poça de lama, eu ouvia os gritos de socorro do Bruno, não passou alguns segundos, e eles pararam, então era a minha vez de gritar ate que cai em um chão de pedra polida, olhei pro lado e vi Bruno. Eu estava meio zonzo por causa da queda.

– Bruno, onde estamos?

– Você não percebeu ainda – ele apontou pro lado, onde havia um imenso guarda-roupa, igual àquele que entramos há pouco tempo.

Percebi então, que estávamos em Hogwarts mais uma vez.