Marcas do Passado
1 Prólogo
Notas iniciais
~ 11 anos atrás
Karina
– Eu ti proponho uma coisa.
– O que? – perguntou Pedro tentando cessar o choro.
– Vamos fazer uma promessa.
– Que tipo de promessa?
– Vamos prometer um ao outro que daqui á 11 anos nós iremos nos encontrar nesse mesmo lugar e nessa mesma hora.
– Por que 11 anos?
– Porque esse é o meu tempo de estadia nos Estados Unidos só depois eu poderei voltar.
– Daqui á 11 anos quando eu estiver com 23 anos e você com 22?
– Isso, e vamos nos encontrar um dia depois do meu aniversário.
– Dia 06 de maio.
– Aham.
– Nossa que loucura.
– Eu sei, mas eu estou desesperada. Eu sei que nossa vida irá mudar que novas pessoas podem entrar em nossa vida, eu sei Pedro mais é que eu não estou aguentando essa dor – As lágrimas voltaram á rolar por minha face.
– Ô minha princesa vem cá – Pedri ajoelhou-se em minha frente e me abraçou – Eu aceito.
– Aceita? — Eu o olhei e pude ver que ele também havia voltado á chorar.
– É, aceito
– Então vamos fazer isso direito – eu me ajoelhei da mesma forma que Pedro e entrelacei nossos dedos olhando fixamente para ele – Pedro Ramos, eu prometo que daqui á 11 anos exatamente no dia 06 de maio eu vou está aqui ti aguardando.
– Karina Duarte, eu prometo que daqui á 11 anos exatamente no dia 06 de maio eu vou está aqui ti aguardando.
– Promessa feita – Eu sorri dentre ás lágrimas.
– Promessa aceita e no dia vai ser promessa cumprida.
– Eu te amo, jamais se esqueça disso.
– Eu também te amo, você foi, é, e sempre será o meu grande amor. – As lágrimas ainda desciam insistentes por seu rosto.
Eu me aproximei de Pedro e selei nossos lábios. Eu não sei como seria daqui pra frente sem ele, nós fazíamos tudo juntos, nós descobrimos o amor juntos. Pedro aprofundou o beijo tornando-o inesquecível.
– Lembre-se sempre dos nossos beijos, dos nossos sorrisos e até mesmo das nossas lágrimas, Lembre sempre de mim Ka, jamais me esqueça.
– Nem se eu quisesse eu poderia, você está aqui – eu coloquei á mão sobre o peito – Toma, isso é para você sempre se lembrar de mim – eu lhe entreguei uma foto minha com uma dedicatória atrás.
– Eu também tenho uma pra você – Ele me entregou uma foto sua também com uma dedicatória atrás.
– Pê eu tenho que ir meu pai deve está á minha procura.
– Tudo bem – ele tocou em meu rosto – Eu te amo. Para sempre.
– Para sempre.
Eu me aproximei de Pedro e selei nossos lábios. Lágrimas e mais lágrimas escorriam por minha face e se juntavam ao nosso beijo, nosso ultimo beijo.
– Boa viagem meu amor, até daqui 11 anos – disse Pedro colando nossa testa.
– Até daqui 11 anos.
Nós demos um último selinho demorado. Eu me levantei e tentei forçar um sorriso para Pedro, ele também tentou retribuir o sorriso que saiu tão fraco quanto o meu. Aquela noite estava fria, mas á lua estava bem evidente no céu. As folhas das arvores chaqualhavam-se com o vento e ás mesmas se soltavam dos galhos bailando sobre o ar. Quando eu estava um pouco longe eu olhei para trás e Pedro continuava ajoelhado de baixo daquela árvore solitária… chorando. Meu coração se quebrou em mil pedaços, lágrimas continuavam inundando meu rosto. Eu respirei profundamente aquele ar gélido e parti, deixando para trás uma grande parte de mim.
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