Marcas do Passado
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Pedro
– Pai eu…
– Filho menos de um mês, menos de um mês e tudo estará resolvido.
– Você me disse isso á três meses pai, três meses. A Alice marcou o casamento pra daqui um mês você tem noção?
– Ô prazo acaba antes filho, já tá tudo certo, nós conseguimos.
– Espera ai – Eu o encarei – Quer dizer que…
– Nós reerguemos á empresa.
– Eu não acredito – Eu me levantei e o abracei.
– Pois acredite filho, por isso que eu peço, menos de um mês, menos de um mês e tudo estará certo.
– Tá bom pai, eu espero.
– Obrigado filho, obrigado.
Eu esperaria, mas será que Karina esperaria por mim? Faz três meses que eu não á vejo, mas meus pensamentos ainda são inteiros dominados por ela, ela ainda vaga por minha mente dia e noite, eu preciso á encontrar, preciso.
– Bom pai agora eu preciso ir, eu vou encontrar com o João.
– Mas já filho?
– É eu quero ir logo o tempo está fechando e eu quero chegar em casa antes que á chuva comece, eu vi no noticiário que vai cair muita chuva.
– Então tudo bem.
– Dá um beijo na mãe.
Eu sai da casa do meu pai e entrei no carro indo em direção ao shopping, á chuva já havia começado, mas por enquanto estava fraca. Cheguei ao shopping e fui direto para á praça de alimentação. Minutos se passaram e nada do João chegar, de repente meu celular toca.
~Ligação On~~
– Cara onde você está?
– Pô Pedro não vai dar pra chegar ai não, á chuva está muito forte, tá tudo parado aqui, as ruas todas alagadas.
– Caracas João mais já tá assim?
– É cara tá critica á situação, você não tá vendo isso não?
– Não eu já estou no shopping, tava ti esperando né, mas já vi que não vai dar pra você vim.
– Pois é. Cara agora vou ter que desligar, vou tentar voltar pra casa.
– Tudo bem.
– Falô.
– Até mais.
~Ligação Off~
É, compromisso furado. Bom, como não tem nada para fazer eu vou ir pra casa, se isso for possível né. Eu paguei pelo suco que havia pedido e fui em direção á saída do shopping, quando virei o corredor esbarrei em alguém fazendo com que as pastas que estavam nas mãos da pessoa fossem ao chão.
– Opa me desculpe.
– Pedro.
– Karina.
Eu não acreditava que ela estava li na minha frente. Ahh que saudade daqueles olhos, á cada dia que passava mais e mais brilhantes.
– Tá tudo bem?
– Tá sim – Eu recolhi suas coisas e entreguei á ela – E você como anda?
– Humm, digamos que eu estou indo – Ela sorriu.
– Tá voltando do trabalho?
– Tô indo pra casa.
– Bom eu não sei se você vai conseguir.
– Por quê? – Ela franziu o cenho.
– Tá mó chuva lá fora.
– Mais no noticiário falaram que iria chover só mais tarde.
– Você sabe como é né, essas pessoas nunca acertam.
– É eu deveria está acostumada com isso.
– Mas vamos até á saída vê se está chovendo muito forte.
– Vamos.
– Deixa que eu levo – Eu me referia ás suas pastas.
– Não que isso, não precisa.
– Eu faço questão – Eu sorri e ela me entregou suas pastas. Nós fomos conversando até á saída do shopping.
– Putz, olha essa chuva.
– Tá forte mesmo, mas eu acho que consigo chegar até em casa eu moro perto daqui.
– Mas você está de carro?
– Não, eu pego um ônibus.
– Mas nem pensar, eu estou de carro eu ti levo.
– Claro que não Pedro, eu posso pegar ônibus de boa.
– Karina olha essa chuva – Uma rajada de vento entrou pelo shopping fazendo com que algumas plantas que haviam ali se chacoalhassem – Tá decidido eu ti levo.
– Pedro não precisa é serio, e eu não quero ti atrapalhar eu…
– Você não atrapalha em nada, eu estava indo pra casa também não custa nada ti deixar na sua.
– Pedro…
– Tá decidido Karina, vamos.
Ela bufou se dando por vencida e pegou um guarda-chuva que havia em sua bolsa e cobriu-nos, mas foi praticamente em vão já que era chuva com vento. Chegamos ao meu carro e entramos no mesmo, ela me deu ás instruções de onde ficava seu apartamento e eu fui em direção á ele.
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