Marcas do Passado

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Último de hoje, e aguardem meninas pois o beijo está super próximo :D :D.. Espero que gostem e Boa Leitura!

Karina

Pedro estacionou seu carro em frente ao meu prédio, do lado de dentro do carro não se via nada lá fora, nem mesmo as luzes dos postes, nem mesmo qualquer feixe de luz… Nada. A chuva havia engrossado muito e pra falar á verdade eu estava com um pouco de medo.

– Entregue – Disse Pedro me olhando e sorrindo.

– Obrigada.

– Bom, agora eu vou indo.

– Mas Pedro está chovendo muito, é perigoso.

– Claro que não Ka, eu tomo cuidado.

– Pedro… – Um grande trovão ecoou pelo céu e surpreendentemente, mas chuva veio – Olha á agressividade dessa chuva, as ruas podem está alagadas e é muito perigoso, não dá para enxergar nada.

– Karina não tem outro jeito.

– Sobe comigo e espera á chuva passar.

– Mas parece que ela não vai passar tão cedo.

– Então você dorme por aqui, isso é, se não houver problema.

– Pra mim não tem problema nenhum, mas e seu namorado.

– Ele não está aqui, eu estou sozinha, não tem problema você ficar por aqui.

– Então tudo bem.

– E a Alice?

– Ela não se preocupa com isso não.

– Você não vai avisar á ela?

– Não precisa.

– Então tudo bem.

– Olha á gente vai ter que sair daqui correndo, mas mesmo assim vamos nos molhar.

– Vamos lá então.

Eu e Pedro saímos do carro rapidamente, mas mesmo assim ficamos encharcados.

–Mas essa chuva está mesmo forte em.

– Está mesmo olha meu estado, mas pelo menos eu consegui salvar minhas pastas. Vamos lá?

– Vamos — Eu e Pedro fomos em direção ao elevador e eu apertei o botão para o vigésimo primeiro andar — Você mora sozinha aqui?

– Moro, por um tempo eu hospedei uma amiga, mas ela já foi embora e André o meu namorado, ás vezes dorme aqui.

– Humm.

Continuamos á subir, mas de repente as luzes se apagam e o elevador para.

– Aii meu Deus.

– Vixe, agora estamos presos.

– Aii Pedro não diz isso – Eu já estava me desesperando.

– Calma Ka aposto que as luzes voltam logo.

– Mas eu odeio em ficar em lugares apertados e ainda mais presa, eu tenho pavor.

– Calma tudo vai ficar bem.

– Não Pedro não vai, a gente está no décimo oitavo andar presos em um elevador, tem noção do que é isso? – Eu comecei á andar de um lado para o outro – E isso despenca?

– Karina.. – Pedro segurou em meus braços e eu soltei minhas pastas – Calma, não vai acontecer nada, tudo vai ficar bem.

– E como você sabe disso? – Meus olhos já estavam lacrimejados.

– Eu estou aqui com você e não vou deixar nada acontecer, está bem?

– Tudo bem, mas eu tenho medo – Uma lagrima ligeira escorreu por minha face.

– Calma linda, tudo vai ficar bem – Ele me abraçou e eu afundei meu rosto em seu pescoço.

Meia hora havia se passado e nada da luz voltar e nem nos socorrer. Pedro estava sentado no chão do elevador e eu estava com á cabeça em seu peitoral, seus braços me envolviam e de vez em quando me apertavam. Mais um trovão foi-se ouvido, mas esse foi tão intenso que fez o elevador balançar um pouco, ou seja pânico na certa.

– Humm – Eu apertei Pedro o mais forte que eu pude e ele fez o mesmo comigo fazendo com que metade do meu corpo ficasse em cima do seu e nossas pernas se entrelaçassem.

– Vai ficar tudo bem eu te prometo – Ele beijou o topo da minha cabeça.

– Obrigada Pê por está me passando essa segurança, sem você aqui eu não sei o que seria de mim – Eu o olhei e nossos olharem se encontraram causando uma explosão diferente em meu ser.

– Isso não é mais que minha obrigação.

– Claro que não.

– Claro que sim, eu me sinto no dever de te proteger, de ser á sua fortaleza para que nenhum mal ti atinja.

– Desde criança você é protetor assim comigo.

– É porque desde que criança que esse é meu trabalho, meu dever, ti proteger sempre em qualquer circunstância, você é como uma pedra rara para mim onde ninguém pode tocar.

– Obrigada mesmo, nos seus braços eu me sinto totalmente segura como se nenhum mal pudesse mesmo me atingir – Eu sorri sendo acompanhada por ele. Ahh como era bom vê aquele sorriso, aqueles lindos olhos castanhos dentro dos meus, como era bom ter ele ali em meus braços, me sustentando…

– É isso que eu quero, que você sempre se sinta segura comigo.

– Eu sempre vou me sentir, pode ter certeza.

Nós ficamos sérios encarando um ao outro fixamente, começamos á nos aproximar e eu já sentia seu hálito quente batendo contra minha boca. Os pelos dos meus corpos já se arrepiavam diante daquela proximidade. Nossos narizes se tocaram e nós fechamos os olhos, de repente ouvimos um barulho e a luz havia voltado.

– É… Vamos indo? – Eu disse ainda de olhos fechados.

– Vamos.

Nós nos levantamos e Pedro pegou minhas pastas, voltamos á subir e segundos depois já estávamos em meu apartamento.