Marcas do Passado
9 Acidente
Notas iniciais
Quando tudo terminou, voltei pra casa com a Kaori e a minha pequena logo foi dormir. Como ainda estava sem sono pensando em tudo que havia acontecido, fui até a varanda e fiquei a olhar para a casa da árvore. Tudo começou quando decidi fazer amor com o Sasuke naquele lugar. Mas, não me arrependo de ter engravidado da Kaori. Mas e agora? Será que vou me arrepender?
De longe avistei o Sasuke vindo em minha direção. Me virei para voltar para dentro de casa, mas acabei cedendo em ficar no mesmo lugar para ouvir o que ele tem a me dizer. Me sentei ao chão e assim que ele se se aproximou de mim, ele também se sentou ao chão bem ao meu lado. Ficamos olhando juntos para a árvore.
– Sakura... Casa comigo? – olhei surpresa pra ele.
– Você está brincando em me dizer isso?
– Não... Não estou!
– Sasuke, eu estou grávida! – falei firme olhando em seus olhos.
– E o bebê será bem-vindo em nossa família, independente de quem seja o pai! – ele falava com a voz firme e serena.
– Não posso aceitar o pedido!
– Por que?
– Itachi...
– Você pensa em ficar com ele?
– Não sei... – meus olhos começaram a lacrimejar em meio ao aperto que senti em meu peito. – Eu... Não sei o que fazer!
– Deixa eu cuidar da nossa família!
– Estou com medo de magoar ainda mais o seu irmão!
– Pare de pensar nos outros e comece a pensar em si mesma! Sakura, o que você quer? Droga! O que você quer? – ele começou a aumentar a intensidade da sua voz. – Seu pai não está mais aqui para decidir em sua vida! Ele sempre a controlou e limitou os seus desejos... Eu não estou aqui para mandar em você... Estou aqui porque te amo e sempre te amei e vou cuidar de você em todos os dias da minha vida! Então, não venha com essa história de magoar os outros, por que eu não aguento mais viver longe de você!
Em uma atitude rápida ele tomou os meus lábios e eu não pude negar o beijo. Seus lábios pediam fervorosamente por mais e acabei me deixando se levada em seus braços até a minha casa. Assim que entramos, ele me jogou sobre o sofá e continuamos a nos beijar. Minhas mãos foram até a sua camisa para tirá-la, deixando o seu peitoral bem másculo à mostra. Ele se deitou sobre mim e continuava a apalpar com força todo o meu corpo. Nos separamos quando ouvimos um barulho vindo do quarto da Kaori.
– Preciso ver o que é... – me levantei mais que depressa e fui andando até o quarto da minha menina. Assim que me aproximei, vi que foi apenas a janela que bateu com o vento. A fechei com bastante cuidado, dei um beijo na testa da Kaori e saí em passo silenciosos.
– Está tudo bem? – Sasuke estava a minha espera na porta do quarto.
– Sim... Eh... Você vai dormir aqui? – ele me puxou para mais perto de si, colando o meu corpo ao seu.
– O que você acha? – fui empurrando o seu corpo até o meu quarto e o joguei em minha cama, colocando o meu corpo sobre o seu.
– Está disposto a me ter como sua mulher? – perguntei com um sorriso em meu rosto.
– Sempre!
– Então, eu aceito! Mas... Você terá que falar com o seu irmão, principalmente se o filho for dele... Já pensou que loucura isso vai ser? – me joguei ao seu lado com a mão em minha testa, a minha preocupação é extrema!
– Hum... Tenho certeza que o filho é meu!
– Por que?
– Acertei uma vez... Consegui de novo! – ele falou fazendo deboche, mas logo começou a me olhar sério.
– Não é tão simples assim... Amanhã bem cedo farei os exames no Hospital...
– Acho que estou pronto! – nos cobrimos com o lençol e o Sasuke envolveu os seus braços em meu corpo e ficamos em silêncio na cama até adormecermos.
(...)
Abri meus olhos e percebi que a Kaori estava deitada entre nós, com os olhinhos fechados e um sorriso no rosto. Olhei para o Sasuke e ele estava acordado e fez sinal com as mãos para que eu não acordasse a nossa filha.
– Amo vocês! – ele sussurrou bem baixinho, mas eu pude ouvir.
(...)
Algumas Horas Depois...
– Dr. Haruno, aqui está o que me pediu. – a enfermeira entregou em minhas mãos os resultados dos exames acerca da minha gravidez. Dei uma olhada em todos os papéis. Não havia dúvidas alguma, então, posso voltar pra casa com uma resposta.
Assim que saí, o Sasuke já me esperava bem apreensivo na saída do Hospital. Ele esperava que eu dissesse logo alguma coisa, mas apenas entrei no carro o deixando com cara de bobo.
– Sasuke, entra logo! – ele fez o que eu disse e continuou a me olhar todo nervoso, não segurei o riso em vê-lo assim.
– Você vai me matar desse jeito!
– Gosto de te ver assim...
– E então?
– Realmente estou grávida e...
– E o que?
– A gravidez é de quatro semanas...
– Quatro... – ele praticamente se deitou no assento do carro com a respiração mais aliviada.
– Quer que eu dirija?
– É melhor... – trocamos de lugar e dirigi até em casa com um sorriso no rosto em ver o Sasuke nessa situação.
Assim que parei o carro em frente à minha casa, me virei para o Sasuke e toquei em sua mão.
– Acho melhor eu mesma ir conversar com o Itachi...
– Tem certeza?
– Tenho... Sou capaz de resolver os meus próprios problemas...
– Vou buscar a Kaori que está com a minha mãe e buscar as minhas coisas... Em breve, vamos nos casar e tudo vai ficar melhor... – ele deu um beijo em minha testa e saiu do carro.
Fui dirigindo até o local onde o Itachi trabalha. Ele transferiu todos os seus negócios para Konoha e provavelmente, pretende ter morada fixa por aqui. Pensei em todas as melhores palavras para dizer a ele, mas não encontrei nenhuma. Assim que cheguei no local, saí do carro e fui andando até o seu escritório. Quando entrei, ele estava falando ao telefone, mas assim que me viu, ele avisou que ligaria mais tarde e desligou seu telefone pedindo para que eu me sentasse em uma cadeira bem em frente à sua mesa.
– Sakura? Você...
– Vim conversar sobre a gravidez!
– Hum... Então, veio me comunicar da sua traição!
– Já sabe o resultado?
– Pela sua expressão, já fiz ideia de que eu não sou o pai desse filho que você espera... Então, se já sabe que eu estou ciente sobre isso, pode ir embora!
– Itachi... Sasuke me pediu em casamento e eu aceitei... Dessa vez, não pensei nos outros, pensei em mim mesma... E quis, por vontade própria aceitar...
– O que você quer na verdade?
– Quero que você me perdoe... – seus olhos estavam fixos ao meu e em nenhum momento nossos olhares se desviaram.
– Preciso de tempo pra isso...
– Claro... – me levantei e quando estava perto da saída ouvi sua voz.
– Sakura... – olhei para ele e ele estava sorrindo. – Finalmente, você conseguiu! – não entendi muito bem ao que ele se referia, mas sorri e fui andando até o carro para poder voltar pra casa.
No caminho, parei em frente ao sinal vermelho e fiquei aguardando, olhando para o semáforo. As ruas estavam um pouco calmas. Continuei olhando para o sinal até sentir um forte impacto em meu carro pela parte traseira, o arrastando por alguns metros. Assim que ele parou, abri meus olhos e percebi que estava com o meu corpo todo dolorido e machucado, mas por sorte, me mantive consciente por um bom tempo até que com alguns instantes, fui tirada de dentro do carro. E foi nesses instantes, que minha visão foi se escurecendo e eu não vi mais nada.
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