Marcas da Paixão
17 Capítulo 17
> LR: Quando trabalhamos com casos antigos, o normal é preencher as lacunas. Nem sempre temos evidências sólidas. O fato concreto, é que uma pessoa pode mentir em um interrogatório. Várias não. então se pegarmos casa pedacinho de mentira de todas as pessoas envolvidas, é meio caminho para achar a verdade. Claro que nós também acreditamos firmemente nas provas físicas.
Sara percebe que a conversa estava enredando para um lado que ela não era muito boa. Análise de fibras, digitais.Anagramas e códigos.Tudo era com ela.Mas com as pessoas...Não sabia como obter a verdade de alguém. Pois não confiava em ninguém. Principalmente se essas pessoas são suspeitas de algum crime.Lilly aprendeu a confiar desconfiando.Sara sabia que a arte de interrogar, era algo que se aprendia com o tempo. Certo dia estava em sua casa procurando apostilas forenses novas, quando uma notícia lhe chamou a atenção.\"Delegada Chefe Da Polícia de Los Angeles Encontra Serial Killer Procurado Em Todo O País\"A notícia era rotineira, quando se tratava de grandes laboratórios. Mas ali, sequer tinha estrutura para isso. Claro que tinham um laboratório. mas não comparado as melhores do país, como era o que ela trabalhava.Sara leu de passadela o restante da matéria, quando uma linha da reportagem pareceu piscar para ela.\"Delegada obteve apenas algumas evidências de onde achar o restante dos corpos desaparecidos, confirmou e desconfirmou boatos ligados ao sociopata.\"Mais uma linha ia chegando aos olhos de Sara. Era tudo o que estava procurando e não achando durante algum tempo.\"A Delegada fez isso utilizando poucos recursos. Extraindo uma confissão legítima, difícil se tratando de criminosos que sabem mentir como ninguém.\"O coração de Sara disparou naquele momento.\"A Delegada concordou em troca de maiores orçamentos para sua divisão, dar aulas de interrogatório.\"Os olhos de Sara brilharam com a possibilidade de receber aulas de uma pessoa que entendia melhor do que ninguém do assunto.
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