Marcas Do Passado (HIATUS)

1 O casamento (do passado)


Notas iniciais
Uma rapidinha para vocês, espero que gostem. Como eu disse nenhum dos personagens serão sobrenaturais, ou seja, não haverá vampiros e tal...

POV Damon

– Pronto. — falou Alice, terminando de amarrar o cobertor em meu pescoço, o qual ela fingia ser uma capa de super herói — Agora você é um super herói.

– Tipo... o Superman ? — perguntei, sorrindo.

Alice fez uma careta, como se não gostasse da ideia :

– Não. Eu não gosto do Superman.

– Que tal o homem de ferro então ? — sugeri

Ela me olhou pasma, dessa vez como se eu tivesse falado um grande e completo absurdo.

– O Homem de ferro não usa capa, papai — falou ela dando uma risadinha.

– Ok, então qual super herói eu sou ?

– Você é o... — ela franziu o cenho, tentando pensar e nesse momento percebi o quanto ela se parecia com Elena, minha falecida esposa. — Damon Salvatore.

Revirei os olhos, desamarrando o cobertor e o tirando de mim :

– Damon Salvatore é apenas um fotógrafo, Alice — murmurei me jogando na cama e ficando deitado ao lado dela.

– Tudo bem pra mim, papai. Você é um herói de qualquer forma — sorriu ela, me fazendo sorrir também.

– E você ?

– Eu sou a Alice. Aquela que vai para o País das Maravilhas. — ela sorriu docemente — E a mamãe é um... anjo.

– Um anjo ?

– Sim. Eu sonhei com ela de novo, papai. Eu perguntava pra ela por que ela nos deixou...

– E o que ela dizia ?

– Ela disse que havia ido para um lugar melhor. Então eu disse que queria ir com ela.

Senti um nó apertar em minha garganta.

– Você não pode ir, Alice — falei

– Eu sei. Ela não quer que eu te deixe, pai. Eu também não quero te deixar sozinho. Ela disse que sempre cuidará de nós dois, mesmo que não possamos vê-la.

13 de abril de 2005. 8 anos atrás.

Quem diria que eu estaria nervoso no dia do meu casamento ? Aliás, quem diria que eu me casaria algum dia ?

– Tudo bem, odeio admitir isso, mas você está lindo, Damon Salvatore — falou Caroline, me virei para ela rapidamente, ela havia acabado de entrar no pequeno quarto onde eu estava e me surpreendeu aparecendo ali do nada. Ela e Stefan seriam os padrinhos do casamento.

Sorri torto :

– Você também, Caroline. E acredite... admitir isso é um tanto quanto difícil. — zombei — Agora se me der licença... eu preciso dar uma checada no quarto do final desse corredor.

O quarto do final do corredor... era o quarto no qual Elena Gilbert estaria. Se arrumando para enfim ser a senhora Salvatore.

– Nem pensar ! — Caroline exclamou praticamente gritando.

– Quem irá me impedir ?– perguntei desafiador.

– Bom... eu, irmão — ouvi a voz de Stefan, de repente ele estava ali, atrás de Caroline. — Já está na hora de você ir para o altar.

Horas mais tarde...

– Bom, eu tenho que te pegar no colo e te levar até lá dentro ? — perguntei olhando para a porta da frente de minha nova casa.

– É o que diz a tradição — respondeu Elena, minha esposa.

Minha esposa. Minha esposa. Minha esposa.

– Mas você não precisa fazer isso se não quiser — ela completou docemente.

– Isso é ótimo. É ótimo saber que não tenho a obrigação de te carregar até lá dentro. Você engordou alguns quilos... e eu não estou afim. — debochei, em seguida sentindo o peso da mão de Elena em meu braço. Ela havia me dado um tapa forte, então eu dei uma risada alta, me virando para ela e a pegando pela cintura, logo a joguei sobre meus ombros, fazendo com que ela desse risadas também.

– Damon ! Isso não é nada romântico — ela gritava enquanto esmurrava minhas costas.

Mais alguns passos e estávamos dentro da casa. Coloquei-a no chão.

– Hoje mais cedo você sabia que eu não era nada romântico quando disse "eu aceito" — falei.

– É verdade. — ela disse sorrindo, seus olhos transbordavam pureza, embora seu sorriso fosse malicioso. — Mas eu sabia que você tinha outras... qualidades.

– Quais ? — perguntei interessado.

– Você é sexy e gostoso. — ela respondeu mordendo o lábio inferior e reprimindo uma risada.

– Igualmente, senhora Salvatore — respondi e em seguida selei nossos lábios.

– A mamãe é nosso anjo da guarda, papai. — a voz doce de Alice me arrancou de meus devaneios.

Olhei para a pequena criança ao meu lado e sorri :

– Tem razão, Alice. Ela é nosso anjo da guarda.

Notas finais
Me digam o que acharam nos comentários e logo eu estarei postando mais. Sei que o Damon não ficou tão... bom... Damon, mas no próximo capítulo vocês verão o típico Damon que estão acostumados. Eu pretendo fazer o Damon uma pessoa que demonstra que se importa com a filha e tal...