Marcados
6 Capítulo 5
Nunca imaginei que fosse ter conselhos de Sean, principalmente sobre relacionamentos, mas tudo bem. Sean sempre foi o mais sério de nós três mesmo.
Acordei mais disposta. Levantei e fui tomar café. Dean estava terminando um copo de leite quando entrei na cozinha.
— John disse que precisamos de mais algumas baterias. Vou reunir um grupo de buscas e sair hoje mesmo.
— Ok.
— Tudo bem?
— Sim, por que?
— Está com um sorriso estranho no rosto.
— O que tem no meu sorriso?
— Fazia tempo que você não sorria desse jeito. Fica bonita.
— Para de bobagem, Dean.
— Ok. Estou de saída. — Ele beijou minha bochecha e se afastou.
Quando terminei o café segui para os meus trabalhos do dia.
— Horda. — Sean avisou de cima do muro.
Dean que estava preparando o carro para sair correu para os muros. Corri também. Observei a horda de uns 20 zumbis ou mais.
— Atirar? — Rick perguntou.
— Normalmente eles passam direto. — Todos estavam me olhando esperando minha resposta. — Arqueiros! Sean pega gasolina e roupas velhas. — Ele sorriu antes de saltar do muro.
— O que vão fazer? — Glenn perguntou.
— Uma estratégia que funciona muito bem.
Quando Sean retornou os zumbis estavam mais perto, peguei meu arco assim como mais 3 pessoas do grupo que eram os arqueiros se arrumaram também.
Amarramos pedaços de roupas nas flechas e esperamos os zumbis se aproximarem.
Molhamos os panos com gasolina depois acendemos um fogo com isqueiro. Começamos a acertar os zumbis, logo estavam todos embolados no chão queimando
— Desperdício de flechas. — Daryl resmungou.
— Não se podemos fabricar quando quiser. — Respondi vendo zumbis queimar a nossa frente.
— Fabricar?
— Sim. Eu já falei temos um gênio da tecnologia conosco. Logo estaremos fabricando balas também.
— Vamos ter que esperar agora. — Dean comentou observando de cima dos muros.
— Um hora. Se não virmos mais movimentação podem ir. — Ele assentiu.
Desci dos muros e Daryl me seguiu.
— Você dá as ordens aqui.
— Eu sou boa com estratégia. Dean é a força bruta, Sean é só balas. Mas eles precisam de mim.
— Acho que todos precisam de você. — Sussurrou.
O encarei.
— Eles confiam em mim. — Dei de ombros. — Não é nada demais. Já me viram lutar tantas vezes.
— Dias e você já tem admiração de todos da família.
— E a sua? — Não freei as palavras.
— No começo achei meio idiota toda aquela encenação quando saiu, postura firme, séria, virou as costas para nós não por confiança em nós, mas nos seus irmãos que eles atirariam caso nos movimentássemos.
— Não foi encenação. São hábitos que pegamos com o tempo.
— Cheia de marra.
— Olha quem fala, o marrento número 1 do apocalipse. Sério, mal humorado. — Ele soltou uma risada curta. — Risada curta. Você não gosta de chamar atenção para si, mas se olha no espelho Daryl. Você foi feito para o apocalipse. Todo marrento, com uma besta nas costas e colete estiloso. Não precisa fazer mais nada, só isso e você já chama toda atenção para si. Então, quer conhecer John?
— John?
— O cara que fabrica as flechas?
— Depois. – Respondeu e olhou em volta. — Podemos ir para a sua casa?
Segui para casa com ele em meu encalço, Sean e Dean continuariam nos muros, isso era bastante óbvio.
— Escondido de todos. — Falei.
— Prefiro assim. — Sem palavras ele me beijou.
Fui pega de surpresa no começo, mas logo correspondi seu beijo. Quando nos afastamos ele colocou sua testa encostada na minha e puxou o ar com força. Seus olhos ainda fechados.
— Precisava fazer isso.
— Pode fazer isso quando quiser. — Seus olhos azuis me encararam.
— Você não vai querer isso.
— Por que?
— Não sou bom para você. — Se afastou. — Eu... Sim, eu nasci pronto para o apocalipse por que minha vida sempre foi uma droga. Minha mãe era uma bêbada, meu pai só sabia bater em mim e meu irmão um drogado. Em um mundo diferente você nunca olharia para mim.
— Sempre fui a ovelha negra da família. Pode ter certeza que olharia. Se tem uma coisa que sempre soube fazer é ser dona de mim. Não importa quem era sua família. O importante é você Daryl e seu enorme coração. Pode não querer mostrar, mas é a verdade. Vejo isso quando está olhando para Judith, todo o amor e devoção por uma criança. Acredite, é difícil encontrar homens assim. — Me afastei dele. — Se vamos falar de pessoas quebradas... Bom, eu sou uma pessoa quebrada, cheia de cicatrizes.
— Você é uma mulher forte. Não são muitas que passam pelo que você passou e sai de queixo erguido. Aquele cara foi um babaca com você e mesmo assim deu a ele uma chance. Eu nunca teria feito isso.
— Não vou perder tempo. — Sua expressão ficou confusa. Mas esclareci com um beijo. — Quero você. — Sussurrei.
— Eu não... Não sei.
— Mas eu sei. — Segurei sua mão e caminhei em direção ao quarto o levando junto.
Ele me seguiu com passos meio incertos, mas estava decidida. No quarto fechei a porta e o beijei.
Se rendeu começando a tirar nossas roupas depois me levou para cama.
Passei os dedos pelas cicatrizes enquanto ele fazia o mesmo no meu corpo. Éramos marcados pelo passado. Duas almas marcadas que se reencontraram.
Quando me penetrou me senti completa como nunca tinha me sentindo antes. Nossos corpos se moviam em sintonia. Carícias e beijos trocados.
— Achei que estava enferrujado. — Sussurrou e sorri.
— Nunca mais tinha feito isso depois que o apocalipse começou? — Toquei seu queixo e seus olhos azuis me encararam.
— Não. Nunca fiquei com uma mulher mais de uma noite. — Meu coração se apertou só de imaginar o fora que eu levaria depois daquela transa perfeita. — Achava que não podia me envolver com alguém dessa maneira. Que ninguém iria ficar com um Dixon. — Sorri. – Viu, está rindo de mim.
— Estou sorrindo. Sorrindo por que achei que você fosse me dizer que não iria mais transar comigo.
— Quem eu achava que diria isso era você.
— Você nunca teve um pouco de amor próprio não é? Já imaginou quantas mulheres você perdeu só por não achar que elas te queriam?
— Acho que foi melhor assim, do contrário nunca conheceria você.
— Você é perfeito Daryl Dixon. E é bom voltar para a minha cama ou o expulsarei da comunidade. — Ele sorriu.
— Voltar? Eu não penso nem em sair. — Sorri mais.
— Ótimo. — Virei para ele pegando seus braços para envolver minha cintura.
— Nessa posição é melhor ainda. — Ele sussurrou no meu ouvido.
— Essa é a intenção. — Respondi virando meu rosto para beijar seu queixo. — Não pretendo sair da cama tão cedo.
Quem quer deixar a cama tendo Daryl Dixon nela? Só se eu fosse uma louca.
Sua mão agarrou meus cabelos enquanto a outra mão passeava pela minha bunda apertando-a, arrumou seu membro e me penetrou de novo. Se a primeira vez foi boa, a segunda foi melhor ainda.
E todas as outras vezes depois daquele dia.
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