Marcada: Passado Nebuloso
4 Capítulo 4: Me salvando
(Roupa da Elena: http://images.orkut.com/orkut/photos/QQAAAL6N_EG4TSviVRH2jlCw82tcwmVikyuN71ysi2W2TkztExKK1cqBFtwzjK30p2dVXw36Z8ik2npfyBGlSllSQ1Y3n1aAxWf5MVH2eReKGMj3AJtU9VCeMN9ve4NGzE-tK_NAWuMvhBC_ww.jpg)
Foi difícil atender os clientes e ele com um sorriso no rosto e ainda era mais difícil trata-los com doçura. Enquanto atendia eles eu fiz o possível para não falar com dele, e apesar que foi difícil, pois ele tentou diversas vezes falar comigo.
Eu errei no meu pensamento ele realmente era um daqueles pervertidos loucos que só querem um encontro e um sexo com uma empregada. E eu pensando que era um cavalheiro... – Bufei – Eu realmente sou uma burra.
Bati a porta do armário com tudo me odiei por ter me vestido tão bem hoje. Se eu soubesse o que o dia tinha planejado teria vestido mais roupa e algo menos bonito. Respirei fundo e fui em direção a porta da frente e sai por lá. Admito que queria ficar para fechar o restaurante, mas Lexi tinha pedido primeiro.
Não encontrei ninguém e me virei para fechar a porta e vi um bilhete preso nela. Peguei e o li.
Para: Elena.
Me desculpe se a irritei com meu pedido é que eu simplesmente queria falar com você e saber o por que de você trabalhar num lugar como esse e saber um pouco sobre você, mas pelas suas demonstrações de raiva e ao não que tinha me dado então resolvi deixa-la assim não será obrigada a sair comigo. Desculpe se eu a irritei.
Fechei o bilhete e minha cabeça começou a girar. Será que ele era exatamente o que eu pensava ou não? Bufei esse garoto me deixava confusa. Senti meu coração ficar apertado e minha mente não parava de me dizer que eu devia ter falado sim. Devia ter dito sim de primeira. Encostei minha cabeça na porta. Passaria mais uma noite pensando nele. Que merda. Me virei e chutei uma parede. Depois de dar uns três socos saio fico andando pela rua.
Pensei em ir num hotel caro, mas não falava com Leo desde ontem e não gostaria de atrapalha-lo com a possível nova conquista então vou a um lugar onde sei que vão me deixar pagar fiado.
Um negocio em que Leo é o chefe e deixa que eu peguei tudo fiado. Ele praticamente era meu salvador, mas com certeza era o mais próximo de amizade que eu tinha nessa cidade.
O lugar era um hotel e tinha sua boate. Um lugar para pessoas de diversas classes sociais econômicas. Então não precisava me preocupar com meus gastos. Estava ultimamente juntando um bom dinheiro talvez eu ate conseguisse pagar Julliard ou arranjar um jeito de entrar na faculdade.
-Ei Elijah. – Ele me olhou com um olhar de pena sabia o que ele queria dizer com aquele olhar de pena.
-Senhorita Elena...
-Entendo Elijah. Obrigada. – Sai andando meio tonta.
Odiava quando me desprezavam, mas quando nem tinham a cara para me falar na cara... Bem isso me deixava furiosa, mas dessa vez eu não estava furiosa eu só comecei a me sentir sozinha. Agora teria que cuidar de mim sozinha, pois meus pais adotivos não vão fazer nada.
Eles não fariam nada, pois tinham parado de gostar de mim, pois não me amavam mais, pois não se importavam mais comigo.
Tinha uma boate ali perto e com certeza agora que o mundo me dava as costas de novo eu precisava de uma boa bebida.
Fui prensada na parede,um braço me segurava pelo pescoço. Vi uma sombra de três garotos.
-Olha o que achamos?
-Ela não é linda?
-Falem mais baixos seus idiotas. – senti um bafo horrível e soube na hora que era do homem que me segurava e tentei bater nele de todas as maneiras possíveis. Eles somente riem.
-Olha ela está tentando lutar. Ela é tão boba. – senti beijos no meu pescoço e mãos me apalpando e luto mais ainda.
-Menina tola para de lutar. – sinto uma mão em minha perna e luto mais ainda.
Uma mão para de me apalpar e logo em seguida outra e sinto que o apertão diminui, assim que fui solta cai no chão e vi a sombra de dois homens brigando.
Fico olhando os golpes que eles dão um no outro. Estava paralisada, meu coração batia muito forte e parecia que o mundo estava rodando e caindo ao mesmo tempo. Eu estava tremendo de medo. Um dos homens caiu e o que ganhou veio em minha direção um feche de luz passou pelos olhos dele e pude ver os lindos olhos azuis do rapaz. Poderia ser Damon, mas podia ser qualquer outro estranho.
O rapas fez um movimento e o vejo tirar a blusa e colocar ao meu redor. O cheiro é parecido com o de Damon, um cheiro único para mim e tenho certeza de que é ele quando me toca e sinto aquele formigamento e aquele calor.
-Tudo bem com a moça? – nego é como se as palavras não saíssem.
Ele pega minha mão e me ajuda a me levantar e meu coração começou a bater mais forte. Me levanto e saímos do beco escuro depois de uns minutos.
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