Maravilhoso Novo Mundo, A Capital ou Nada!
2 Capítulo 2 - Uma Pequena Parada
Notas iniciais
Aurora
Vi o Villy caindo dentro do quarto da Margareth e alguns segundos depois ele gritando e se arrastando para fora do quarto com ela gritando e atacando algumas roupas nele, dei alguns passos para trás e vi ele se levantar e vir correndo para a minha direção dizendo para descermos e saímos de lá logo. Não tinha entendido muito bem até ele passar do meu lado me puxando pelo braço e eu ver a Margareth saindo do quarto completamente pelada e usando a varinha dela para atacar várias coisas no Villy.
Descemos as escadas, pegamos as nossas coisas e os cavalos e saímos de lá o mais rápido possível, mas a Margareth pegou uma das minhas flechas que eu tinha esquecido lá e atirou ela com a sua varinha no Villy, a flecha pegou no ombro dele. Depois de cavalgarmos um pouco para sair logo de lá, paramos e eu fui tirar a flecha do ombro dele.
Aurora – Por que tudo aquilo aconteceu?
Villy – Bem, meio que ela não estava gemendo atoa.
Aurora – Continua.
Villy – Sério que você quer mesmo saber?
Aurora – Para ela ter atirado uma flecha em você, eu acho que ela não estava só se agradando.
Villy – Sim, não era ela se agradando, era um centauro agradando ela!
Aurora – COMO? Um centauro? Pelos deuses!
Villy – Exatamente, felizmente você não viu.
Aurora – Que bom né, pelo menos um de nós vai poder dormir essa noite.
Villy – Sim... AAARGHHH! Cuidado!
Aurora – Pronto, já tirei as duas partes da flecha.
Villy – É, mas ninguém te ensinou a quebrar a flecha e tirar uma parte dela por vez?
Aurora – Quebrei e tirei tudo de uma vez para você sentir a dor de uma vez só, mas dá próxima você mesmo tira.
Villy – Tá, me desculpa.
Aurora – Uhm...
Villy – O que foi?
Aurora — Acho melhor você tomar alguma poção, olha como você está sangrando.
Villy – Melhor mesmo.
Depois do Villy ter se curado nós voltamos a estrada, ainda falta alguns dias para chegar a Damsen, felizmente há três vilarejos no caminho. Nunca conseguimos saber quanto tempo vamos levar nas viagens, já que paramos muito por diversos motivos, uma vez chegamos a ficar uma semana inteira em um pequeno vilarejo de Flügles, o Villy quase não quis seguir viagem por conta de uma Flügel dormiu com ele todos os dias que ficamos lá, só consegui fazer com que ele saísse de lá quando o lembrei que ele poderia se enjoar dela, esse era um ponto fraco dele, ele detesta se enjoar de algo e entra em parafuso quando isso acontece.
Passamos por um vinhedo e vinícola onde encontramos um monte de Werebeasts. Era um lugar fantástico, ficava bem no meio da Planície dos Sete Ventos, de lá dava para ver bem no horizonte Damsen; acho que vai levar uma semana até chegarmos lá, já que pelo visto vamos passar pelo menos uns três dias aqui. O lugar é cortado pelo rio Tlozarff, por isso há três pontes bem largas e duas normais que ligam o vinhedo maior com o menor e a vinícola. Particularmente não sou muito fã dos vinhedos de Weißen e nem dos vinhos que eles produzem; isso deve ser porque sou da Normandia, mesmo depois da unificação ainda há muita disputa sobre qual dos dois reinos produz o melhor vinho, mas para mim o vencedor é tão claro quanto os olhos do Villy, aliás, ele também concorda com isso, por mais que goste dos vinhos de Weißen.
Nossa primeira noite foi ótima, como a colheita seria em 5 dias todos estavam muito animados, especialmente duas Werebeasts que tinham se casado a dois dias. O primo de uma delas chamado Thomas me convidou para ir em um jantar na casa dele e eu aceitei, ele era bem charmoso e 4 anos mais velho. Já o Villy estava mais interessado em fazer amizade com os Werebeasts da nossa idade e, bem previsivelmente, conheceu uma bem... como posso descreve-la... animada? Acho que animada está bom, se me lembro bem ela se chama Laura. Pelo que ele me contou, depois dele e os outros Werebeasts que estavam com ele estarem quase caindo de bêbados, ele e a Laura foram para o meio do vinhedo e passaram a noite lá juntos. Enquanto isso eu jantei muito bem, conversei com a família toda do Thomas, escutei os irmãos dele tocarem e cantarem várias músicas e depois dormi em uma rede na varanda da casa deles.
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