Mar de sentimentos
1 Capítulo 1
Escritor, entrega-se de coração à escrita
Transpõe por meio de palavras a emoção
Aprofundas os sentimentos na história
Que fica marcada como uma brasa quente em nossa memória
Por vezes, te jogam no esquecimento, sem notar
O coração quebra-se dentro do peito, em mil pedaços a se espalhar
Pobre escritor, às vezes perde a esperança do reconhecimento
Vagas pelos caminhos contraditórios da emoção
Joga-se com tudo em teu trabalho, que fazes de coração
Por outras vezes, esqueces de repousar
Faz os leitores viajar por mundos diferentes
Contas histórias da adolescência inconsequente
Dramatizas as situações, romantizas o amor, fantasias mundos
Dás sentimentos profundos aos teus personagens
Refletes imagens belas e horrendas em linhas
Outras vezes, és enganado pelo acaso
Demonstras desagrado ante o descaso de tuas obras
Iniciante ou profissional, tornas o mundo criado por ti real
Querido escritor, não esqueça de dar autógrafos por onde passares
Permita-se brilhar, ao menos uma vez
Não vivas de talvez, é uma palavra que deveria ser pouco usada
Jogo de cartas marcadas, te entregas completamente à escrita
Bendita seja tua capacidade de descrever paralelismos mundiais
Pego de surpresa pelo bloqueio criativo, choras, às vezes, sem motivo
Aparenta, algumas vezes, ter pouca idade
Escritor amigo, peço que não se aborreça consigo mesmo
Às vezes, as histórias tomam um rumo diferente do planejado
Não é que não tenhas tentado escrevê-la, conforme teus planos
Como qualquer pessoa, também cometes enganos
És iludido por palavras bonitas, que escondem uma mentira disfarçada
Tens diversas chaves, de cores distintas para usar
Cada uma para cada mundo ou universo que fores criar
Amante da literatura, amigo íntimo da arte
Cometer alguns deslizes também faz parte
Não esqueças, escritor, de fazer teu hobbie uma diversão
Aproveite cada segundo com intensidade
Peço para que não mascares a verdade
Sou uma fã sua, escritor, não esqueças de mim, por favor
Dê-me cá um abraço, para que sinta a emoção
Não permita, escritor, que esse nosso laço se desfaça
Não te entregues à desgraça de infortúnios ocorridos
Saibas que és querido, por teus leitores, não serás esquecido
Almejas a imortalidade, não de uma forma negativa
Querida essência de jasmim que carregas dentro de um saquinho de alecrim
A fita cor de rosa a emoldurar o saquinho, simbolizando o amor
Ao lado uma bela e delicada flor
A leitura faz parte do teu cotidiano
Vulnerável aos desenganos
Procuras na penumbra um motivo para ficar
Ser escritor é muito mais do que possa imaginar
Seu bem maior é o lençol feito de sonhos
Movido pelas penas da imaginação
Tudo o que fazes, fazes de coração
Tenho por ti, escritor, uma imensa admiração
Abraças carinhosamente a oportunidade
Mostras com gentileza, quem és de verdade
Não segure a mão do descontentamento
Não permita que a solidão seja o seu tormento
Ande na companhia da felicidade
Evite as ondas revoltas da tristeza
Não perca a beleza do sonhar
Permita que suas palavras adquiram asas
Permita-se voar sobre os espinhos de teus medos
Revele a simplicidade de teus segredos
Deixe que o espelho d'água reflita sua real imagem
Cubra-se de amores, pinte as flores
Passeie por jardins celestiais
Teus medos são, sim reais
Perceba os sinais da alma
Não deite sobre a cama de mágoa
Calce sapatos de realidade
Vista roupas de cumplicidade
Cuidado para não fugir da realidade
Caminhe por trajetos de certeza
Despeje amor em um sorriso de arco-íris
Acene, de longe para a negatividade
Não se preocupe com críticas destrutivas
Aprecie críticas construtivas
Escritor amigo, deixe-me ficar contigo
Gostaria de aproveitar tua companhia
Pôr a conversa em dia
Quero sentir a nostalgia desse momento
Proporcionar a ti um agradável alento
A razão te assalta à mente, fazendo-lhe errar
Está tudo bem, não precisa se preocupar
Dose suas emoções para não causar confusões
Meça seus passos até o sucesso
Acompanhe de perto o teu progresso
Regresse às épocas antigas
Saboreie os costumes de outra época
Analise as regras de uma sociedade antiga
Não faça analogias rebuscadas
Escolha a tonalidade da paisagem
Desenhe possibilidades fictícias
Cante a alegria do amanhecer
Vislumbre as cores vibrantes do entardecer
Encante-se com as cores solitárias do anoitecer
Fascine-se com o manto de estrelas no céu
Escreva uma bela história em um pedaço de papel
Despreocupe-se com o tempo para redigi-la
Vibre com comentários enaltecedores
Dance sem música
Visite amigos, espaireça
Só não se esqueça: todo caminho tem espinhos!
Não, caro escritor, não se sinta sozinho
Não permitirei que esmoreças
Tampouco que desista de teus projetos
Estarei sempre por perto
Se caíres, te darei a mão
Irei entender, quando disseres: "não".
Deitado em colchão de flores
Inebriado com diversos odores
Perco-me na delicadeza do toque gentil
Guardando a lembrança de forma sutil
Caríssimo, por favor
Só não cometa o desatino de desfazer do pobre amor
Sentimento singelo que nos pega de surpresa
Enche-nos de insegurança
Faz-nos mergulhar nas águas escuras da incerteza
Nadar por rios de tristeza
Perder o ar com a fineza do carinho
Sorrir com a destreza da bondade
Para ser escritor, não tem idade
Comprometer-se com o entretenimento
Sem preocupar-se com a intensidade do momento
Lembremos das asas que nos permitem voar.
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