Escritor, entrega-se de coração à escrita

Transpõe por meio de palavras a emoção

Aprofundas os sentimentos na história

Que fica marcada como uma brasa quente em nossa memória

Por vezes, te jogam no esquecimento, sem notar

O coração quebra-se dentro do peito, em mil pedaços a se espalhar

Pobre escritor, às vezes perde a esperança do reconhecimento

Vagas pelos caminhos contraditórios da emoção

Joga-se com tudo em teu trabalho, que fazes de coração

Por outras vezes, esqueces de repousar

Faz os leitores viajar por mundos diferentes

Contas histórias da adolescência inconsequente

Dramatizas as situações, romantizas o amor, fantasias mundos

Dás sentimentos profundos aos teus personagens

Refletes imagens belas e horrendas em linhas

Outras vezes, és enganado pelo acaso

Demonstras desagrado ante o descaso de tuas obras

Iniciante ou profissional, tornas o mundo criado por ti real

Querido escritor, não esqueça de dar autógrafos por onde passares

Permita-se brilhar, ao menos uma vez

Não vivas de talvez, é uma palavra que deveria ser pouco usada

Jogo de cartas marcadas, te entregas completamente à escrita

Bendita seja tua capacidade de descrever paralelismos mundiais

Pego de surpresa pelo bloqueio criativo, choras, às vezes, sem motivo

Aparenta, algumas vezes, ter pouca idade

Escritor amigo, peço que não se aborreça consigo mesmo

Às vezes, as histórias tomam um rumo diferente do planejado

Não é que não tenhas tentado escrevê-la, conforme teus planos

Como qualquer pessoa, também cometes enganos

És iludido por palavras bonitas, que escondem uma mentira disfarçada

Tens diversas chaves, de cores distintas para usar

Cada uma para cada mundo ou universo que fores criar

Amante da literatura, amigo íntimo da arte

Cometer alguns deslizes também faz parte

Não esqueças, escritor, de fazer teu hobbie uma diversão

Aproveite cada segundo com intensidade

Peço para que não mascares a verdade

Sou uma fã sua, escritor, não esqueças de mim, por favor

Dê-me cá um abraço, para que sinta a emoção

Não permita, escritor, que esse nosso laço se desfaça

Não te entregues à desgraça de infortúnios ocorridos

Saibas que és querido, por teus leitores, não serás esquecido

Almejas a imortalidade, não de uma forma negativa

Querida essência de jasmim que carregas dentro de um saquinho de alecrim

A fita cor de rosa a emoldurar o saquinho, simbolizando o amor

Ao lado uma bela e delicada flor

A leitura faz parte do teu cotidiano

Vulnerável aos desenganos

Procuras na penumbra um motivo para ficar

Ser escritor é muito mais do que possa imaginar

Seu bem maior é o lençol feito de sonhos

Movido pelas penas da imaginação

Tudo o que fazes, fazes de coração

Tenho por ti, escritor, uma imensa admiração

Abraças carinhosamente a oportunidade

Mostras com gentileza, quem és de verdade

Não segure a mão do descontentamento

Não permita que a solidão seja o seu tormento

Ande na companhia da felicidade

Evite as ondas revoltas da tristeza

Não perca a beleza do sonhar

Permita que suas palavras adquiram asas

Permita-se voar sobre os espinhos de teus medos

Revele a simplicidade de teus segredos

Deixe que o espelho d'água reflita sua real imagem

Cubra-se de amores, pinte as flores

Passeie por jardins celestiais

Teus medos são, sim reais

Perceba os sinais da alma

Não deite sobre a cama de mágoa

Calce sapatos de realidade

Vista roupas de cumplicidade

Cuidado para não fugir da realidade

Caminhe por trajetos de certeza

Despeje amor em um sorriso de arco-íris

Acene, de longe para a negatividade

Não se preocupe com críticas destrutivas

Aprecie críticas construtivas

Escritor amigo, deixe-me ficar contigo

Gostaria de aproveitar tua companhia

Pôr a conversa em dia

Quero sentir a nostalgia desse momento

Proporcionar a ti um agradável alento

A razão te assalta à mente, fazendo-lhe errar

Está tudo bem, não precisa se preocupar

Dose suas emoções para não causar confusões

Meça seus passos até o sucesso

Acompanhe de perto o teu progresso

Regresse às épocas antigas

Saboreie os costumes de outra época

Analise as regras de uma sociedade antiga

Não faça analogias rebuscadas

Escolha a tonalidade da paisagem

Desenhe possibilidades fictícias

Cante a alegria do amanhecer

Vislumbre as cores vibrantes do entardecer

Encante-se com as cores solitárias do anoitecer

Fascine-se com o manto de estrelas no céu

Escreva uma bela história em um pedaço de papel

Despreocupe-se com o tempo para redigi-la

Vibre com comentários enaltecedores

Dance sem música

Visite amigos, espaireça

Só não se esqueça: todo caminho tem espinhos!

Não, caro escritor, não se sinta sozinho

Não permitirei que esmoreças

Tampouco que desista de teus projetos

Estarei sempre por perto

Se caíres, te darei a mão

Irei entender, quando disseres: "não".

Deitado em colchão de flores

Inebriado com diversos odores

Perco-me na delicadeza do toque gentil

Guardando a lembrança de forma sutil

Caríssimo, por favor

Só não cometa o desatino de desfazer do pobre amor

Sentimento singelo que nos pega de surpresa

Enche-nos de insegurança

Faz-nos mergulhar nas águas escuras da incerteza

Nadar por rios de tristeza

Perder o ar com a fineza do carinho

Sorrir com a destreza da bondade

Para ser escritor, não tem idade

Comprometer-se com o entretenimento

Sem preocupar-se com a intensidade do momento

Lembremos das asas que nos permitem voar.

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