Manutenção - Encontrei Bill Kaulitz
2 Capítulo 2
Depois de (eternas) 13 horas de viagem, agora faltava pouco mais de uma hora para finalmente chegar em São Paulo. Eu ainda não acreditava em como tinha convencido minha mãe a deixar que eu trancasse este período na UFOP e viesse morar um tempo com minha prima Michelle. Eu estava muito feliz em poder morar com ela, sempre gostei muito dela e também amo esta cidade.
Assim que cheguei na rodoviária desci rapidamente do ônibus e fui atrás de um táxi, estava muito ansiosa para chegar na minha nova casa, não via a hora de deixar minhas malas e sair para dar uma volta, já que fazia um bom tempo que não vinha para São Paulo.
Entrei no táxi e entreguei meu novo endereço ao motorista e em pouco mais de 30 minutos eu finalmente havia chegado. A casa dela era linda e bem grande, o portão era de grades e preto, com um gramado muito bem cuidado na entrada, a casa era de um laranja bem escuro com detalhes em branco e telhas avermelhadas.
Peguei minha chave e abri o portão, como michelle já havia me avisado que teria um congresso em Fortaleza e so voltaria em uma semana, entrei e fui conhecer a casa sozinha. Ela também tinha me dito que eu poderia escolher o quarto que quisesse (adorei a idéia) e optei por uma suíte com varanda que ficava na parte da frente da casa.
As paredes do meu novo quarto eram num tom bege bem clarinho que contrastavam com o tom bem mais escuro da grande e confortável cama de casal que ficava no centro do quarto, haviam também duas poltronas e uma cortina na mesma cor, as poltronas ficavam ao lado das portas de vidro que davam para a varanda. De cada lado da cama tinham dois criados cada um com um abajur bem delicado sobre eles e meu armário ficava do outro lado próximo ao banheiro.
Coloquei minhas malas no chão e me deitei na cama, começando a pensar no que tinha feito (sempre fui o tipo de pessoa que faz primeiro e pensa depois), por um lado eu estava muito feliz, a idéia de morar em São Paulo e poder conhecer pessoas e lugares novos me deixava bem, mas ao mesmo tempo me trazia um pouco de tristeza pois mais uma vez eu chegava em um lugar sem conhecer ninguém e completamente sozinha, já que Michelle so voltaria semana que vem, e aqui eu não tinha ninguém para ligar nem para sair ou qualquer coisa do tipo, não gostava da sensação de solidão, era triste. Mas pensar nisso agora não adiantava nada, já que eu não ia (e nem podia) voltar atrás mesmo, então peguei meu celular para olhar as horas e vi que já era quase meio dia, decidi ir tomar um banho para poder sair mais tarde.
*****
Mais alguns minutos e meu cabelo estaria seco, eu usava um vestido rosa bem clarinho com alguns detalhes em renda preta, combinando com uma sandália de salto baixo na mesma cor, meu cabelo que era bem escuro, praticamente preto, já estava seco ,agora so faltava ajeitar minha franja para que ela não ficasse sobre meus olhos. Coloquei uma maquiagem bem discreta com uma sombra na cor salmão para que destacasse bem a cor de meus olhos que eram verdes. Abri minha mala e retirei algumas bolsas, mas nenhuma delas ficava bem com o que eu vestia, e como eu não pretendia fazer nada demais, peguei minha carteira e retirei algumas notas, apenas o suficiente para pagar meu táxi e meu almoço (mais do que atrasado) colocando-as dentro de um dos pequenos bolsos que meu vestido tinha, como não conhecia ninguém também não havia necessidade de levar o celular.
Olhei para o meu relógio e vi que já era quase 2 horas da tarde, eu tinha demorado bem mais do que o planejado. Chamei um táxi que chegou em poucos minutos. Decidi ir almoçar primeiro, pois estava com fome e também já era bem tarde.
Fui ao restaurante que costumava ir com minha mãe, almocei rápido e depois fui caminhar pela Avenida Paulista, sempre gostei de andar por lá e observar o que as outras pessoas faziam. Passei pelo MASP e então entrei no Parque Trianon, tinha muito tempo que não ia para lá. Me sentei em um banco e fiquei literalmente vendo o dia passar.
Já deviam ser 5 horas quando fui para a Praça da Sé, entrei na Catedral e me sentei, fiquei lá alguns minutos e depois fui para a Praça, ainda não queria voltar para casa, não havia nada para fazer lá.
Já começava a escurecer quando vi um garoto que aparentava ter uns 20 anos a alguns metros de mim, com certeza não era o tipo de homem que se vê todo dia. Ele era alto e magro, usava uma calça preta bem justa, botas de cano alto na mesma cor, e uma regata de um tecido bem fino meio tranparente na cor branca, ele tinha uma tatuagem no braço esquerdo que eu não conseguia ver direito de onde eu estava, mas o que realmente me chamou a atenção não foram as roupas nem sua postura elegante, mas sim seu rosto que era simplesmente perfeito com traços tão delicados e femininos para um homem, mas que o deixava tão lindo, ele tinha a pele clara e muito bonita, boca perfeitamente desenhada, nariz fino absolutamente perfeito, sombracelhas grossas e escuras e na da direita um piercing, seus olhos eram de um castanho escuro, muito bem destacados por uma sombra negra ao redor dos olhos que o deixava ainda mais bonito, seu cabelo era preto cuidadosamente raspado nas laterais e na parte superior era penteado para trás com algumas mechas sobre seu rosto. Ele era lindo. Apesar de estar bastante concentrada na sua beleza também era impossível não notar que ele parecia bastante nervoso e preocupado. Depois de o observar por alguns minutos decidi reunir toda a minha coragem (que não era muita), e resolvi me aproximar dele, não podia perder essa oportunidade talvez eu nunca mais voltasse a vê-lo. Ao perceber que eu ia em sua direção ele me olhou, fiquei um pouco sem graça mas perguntei:
–– Você esta com algum problema?
Notas finais
Nos faça feliz!
Até a próxima!
Bjos
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