Notas iniciais
Ahhh... morri de inveja enquanto escrevia esse capítulo.
A partir deste capítulo as coisas começam a ficar mais interessantes.

Eu o analisava enquanto me aproximava, dessa vez Bill estava bem diferente, ele usava uma calça jeans azul, blusa de mangas compridas verde escura, tudo bem solto em seu corpo (ao contrário das roupas que ele usou anteriormente) com um tênis branco e óculos escuro. Apesar do óculos pude notar que a maquiagem dele também era bem discreta, ele estava bem diferente mas de maneira nenhuma menos bonito.

Me aproximei dele um pouco sem graça, ele sorriu segurou uma de minhas mãos e selou meus lábios abrindo a porta do carro para que eu entrasse, notei que era o mesmo em que ele veio ontem .Entramos e seguimos para o parque.

Assim que Bill estacionou, saímos e fomos comprar o passaporte entramos no parque que estava bem vazio, pelo menos por enquanto. Bill parecia bem mais tranquilo e a vontade hoje.

Tinha muito tempo que eu não ia ao Hopi Hari, da última vez que fui foi com meu irmão, não pude evitar entristecer com a lembrança .Eu não estava muito animada para subir e descer naqueles brinquedos mas iria onde Bill fosse.

Era pouco mais de 1 hora quando nos sentamos em uma mesa para almoçarmos, eu nem sabia o que estava comendo, apenas me lembrava do que tinha visto ontem na internet e estava com muita vontade de perguntar várias coisas para ele, tinha contido a vontade de fazer isso a manhã inteira mas agora eu já estava desesperada.

–– Bill? –– Chamei.

–– Hum. –– Ele respondeu se virando para me olhar.

–– Alguém sabe que você esta aqui?

–– Como assim? –– Ele perguntou, parecia confuso.

–– ...Ontem... eu fiquei curiosa... e procurei sobre sua banda na internet. –– Assumi um pouco envergonhada.

–– O que você viu? –– Ele parecia interessado na resposta.

–– Nada demais, não quis ver muita coisa, olhei apenas algumas fotos e depois parei. –– Ele me olhava enquanto eu respondia parecia um pouco desconfiado.

–– Hum... as pessoas acham que estou em Los Angeles. –– Respondeu pensativo.

–– Porque você não contou?

–– Queria ficar sozinho por um tempo ,afastado de tudo.Estava me sentindo infeliz... . Mas não vai demorar muito para descobrirem.

–– E quando isso acontecer o que você vai fazer?

–– Talvez voltar ou ir para outro lugar, não sei. Ainda não pensei nisso . –– Não gostei nada da possibilidade de que ele fosse embora. –– Queria te pedir para não falar para ninguém que eu estou aqui.

–– Não falarei nada, não quero que você vá embora. –– Falei abaixando a voz.

Terminamos o almoço e passamos o resto da tarde entre um brinquedo e outro ou andando pelo parque que para nossa sorte estava realmente bem vazio. Conversávamos bastante enquanto observávamos as pessoas a nossa volta.

Já escurecia quando nos aproximamos de um lago. Bill se colocou de frente para mim e se aproximou, segurou meu rosto entre suas mãos e selou meus lábios, eu estremeci, e ele se afastou me olhando confuso.

Nunca tive tanta vontade de me dar um soco, me odiava pelo fato de tê-lo feito se afastar. Ele me tirou de meus devaneios perguntando:

–– Fiz algo errado?

–– Não, claro que não. –– Não queria que ele pensasse isso.­

–– Você não quer...?

–– Não, não é isso... é que... eu... não sei o que fazer. –– Falei corando levemente.

–– Como assim? –– Ele perguntou confuso.

Que humilhação.

Nunca tinha admitido isso para ninguém, e morria de vergonha de admitir. Principalmente para ele, que é tão bonito, com certeza estava acostumado a mulheres lindas e experientes e eu nem de longe era assim. Ele sorriu de maneira doce e voltou a dizer:

–– Não entendi?

–– ...É que... eu... nunca... beijei ninguém. –– Falei, dessa vez corando violentamente e encarando o chão.

Ele pareceu um pouco surpreso e disse:

–– Ah sim. Agora eu entendi. –– Ele me abraçou e beijou meu rosto com cuidado. –– Não precisa ficar constrangida. Com certeza é porque você quer fazer isso com alguém especial, não vou te pressionar.

–– Nunca tinha me interessado por ninguém... ,mas... gostei de você. –– Falei com o rosto em seu peito, sentindo seu perfume doce e suave.

Ele sorriu e me olhou, parecia refletir e disse:

–– Você quer tentar agora?

Assenti ainda sem levantar o rosto, estava morrendo de vergonha, minha vontade era de começar a cavar e enfiar minha cabeça num buraco para não precisar olhar para ele.

Bill me puxou e se sentou na grama me colocando entre suas pernas. Ele me aproximou de seu corpo colocando minhas pernas em volta de sua cintura e me abraçou, eu estava muito feliz por estar com ele, ainda não conseguia acreditar, coloquei minha cabeça no seu pescoço me apoiando em seu peito enquanto ele acariciava meus cabelos, ficamos assim por alguns minutos até que ele me afastou um pouco e me olhou nos olhos. Ele notou meu nervosismo e disse:

–– É so relaxar, não faça nada, ok? –– A voz dele estava ainda mais doce.

Eu apenas assenti.

Deus! Eu estava com tanto medo de fazer alguma coisa errada e que depois ele não quisesse mais ficar comigo. Afastei essas idéias de minha mente, não queria pensar nisso muito menos agora.

Bill se aproximou novamente e dessa vez eu não me afastei.

Beijou meus lábios com muita delicadeza, não consegui não estremecer com a proximidade, era muito diferente e novo para mim. Ele disse sem se afastar:

–– Calma, você não precisa fazer nada. –– Sentia a respiração dele contra a minha. Apesar do nervosismo estava adorando a proximidade.

Ele voltou a me beijar com muito cuidado, senti sua língua entrar por entre meus lábios, eu apenas dei passagem, era muito diferente de qualquer coisa que eu tivesse imaginado era estranho sentir sua língua macia, úmida e quente em minha boca, eu gostei da sensação.

Senti o momento em que sua língua se encontrou com a minha, e ele aproximou mais meu corpo do dele colocando sua mão entre meus cabelos, era claro que eu estava gostando, estava feliz por Bill ser o primeiro a me beijar, pelo menos tentar, mas não podia evitar o nervosismo ,eu não sabia o que fazer, ele percebia que eu estava nervosa e se afastou ,enterrei meu rosto em seu peito.

–– O que foi? –– Ele perguntou.

–– Estou morrendo de vergonha. –– Respondi manhosa.

–– Não precisa ficar com vergonha.

–– Hum... . –– Resmunguei me encolhendo.

–– Você é uma gracinha. Olha so para você ficou toda tímida. –– Ele disse sorrindo. –– Gostei de você. –– Bill disse levantando meu rosto para me olhar diretamente.

–– Também gostei de você. –– Falei corando levemente.

Ficamos ali sentados por um bom tempo ele acariciava meus cabelos enquanto eu acariciava com cuidado seu rosto perfeito, guardando cada detalhe em minha mente, adorava ficar perto dele.

–– Acho que é melhor voltarmos, esta ficando tarde. –– Falei, me amaldiçoando por interromper esse momento, mas estava realmente tarde.

–– É, você tem razão.

Nos levantamos e andamos de volta ao estacionamento.

*****

Me sentei no banco do passageiro observando Bill entrar no carro, o trajeto entre o parque e a minha casa foi bem tranquilo. Ele parava o carro em frente a entrada quando eu em um segundo de valentia (que só Deus sabe de onde veio) falei:

–– Não vá embora agora. –– Olhei para ele esperançosa, queria muito que ele ficasse.

Bill se virou sorriu e disse:

–– Tudo bem, se não houver problema. –– Sorri vitoriosamente.

Abri o portão da garagem para que ele estacionasse. Entramos em casa e eu disse:

–– Vamos... ver algum filme? –– Não tinha muita idéia do que sugerir, essa foi a melhor opção que encontrei.

–– Pode ser.

–– Tem alguns ali, escolha qual quiser que eu já volto. –– Falei me afastando dele e indo em direção as escadas.

Fui até meu quarto matar a saudade que estava de meu querido espelho ,troquei minha blusa e ajeitei a maquiagem. Eu estava bastante cansada com o passeio de hoje e provavelmente ele também estaria ,mas mesmo assim fiquei muito feliz por ele não ter ido embora. Voltei para a sala e Bill já me esperava no sofá, coloquei o filme que ele havia escolhido e me sentei ao seu lado.

Senti as mãos dele em minha cintura me puxando para mais perto de seu corpo, fazendo com que minha cabeça repousasse em seu peito e uma de suas mãos começasse um cafuné tranquilo em meus cabelos.

Se o mundo acabesse agora eu não me importaria. Nem sabia que filme eu havia colocado, não me importava com isso apenas me concentrava em sua mão que afagava meus cabelos. Segurei a outra mão dele a acariciando com a ponta de meus dedos ,ela era muito delicada, sua pele era macia e sedosa, as unhas que estavam com esmalte na cor preta eram compridas e muito bem cuidadas, eu gostava das mãos dele, eram lindas, a aproximei de meu rosto e a beijei, mesmo sem poder ve-lo sabia que ele tinha sorrido, aproveitei que hoje eu estava corajosa e disse:

–– Eu... quero... de novo. –– Senti meu rosto ficar corado. Esperava que não fossem necessárias maiores informações.

Ao ouvir isso ele se afastou um pouco me encostando no sofá, senti um leve nervosismo pelo o que eu sabia que viria em seguida, Bill se sentou de frente para mim segurando meu rosto com uma de suas mãos e disse praticamente num sussurro:

–– So tente acompanhar.

Eu sentia a respiração dele se chocar com a minha enquanto ele falava, fechei meus olhos e Bill se aproximou voltando a me beijar, senti a língua dele pedir passagem por entre meus lábios para aprofundar o beijo eu apenas cedi, ela explorava minha boca de forma calma acariciando cada canto e entrelaçando-se com a minha língua tranquilamente, dessa vez eu podia sentir com clareza seu piercing gélido roçando em minha língua, ainda era um pouco estranho mas eu estava adorando a sensação, tentei por em prática o que ele disse e comecei a acompanhar os movimentos calmos que ele fazia. Dessa vez eu estava mais a vontade, sentir ele assim tão próximo a mim era muito bom e diferente, o ar infelizmente se fez necessário e ele se afastou selando meus lábios para finalizar o beijo.

–– Você ficou mais calma agora. –– Ele disse me abraçando. Eu me aconcheguei em seus braços satisfeita com esse beijo apesar de ainda não saber ao certo o que fazer.

Senti algo se movimentando em volta de mim e abri meus olhos com um pouco de dificuldade devido ao sono. Pude ver Bill me colocando na cama com cuidado, agora me dando conta de que dormi enquanto \\\\\\\\\\\\\\"assistia\\\\\\\\\\\\\\" ao filme,ele ainda não tinha percebido que eu havia acordado quando começou a se afastar. Me apressei e segurei uma de suas mãos. Ele se virou um pouco surpreso e disse:

–– Me desculpe, não queria te acordar.

–– Não vá embora, já esta tarde. –– Falei lutando contra meu sono. –– Dorme comigo?

–– Não sei se devo... . –– Ele começou a falar mas o interrompi.

–– Porque? Fica, não quero ficar sozinha. –– Falei manhosa.

–– ...Ok, tudo bem. –– Ainda estava bastante sonolenta, mas mesmo assim muito feliz por ele ter aceitado.

Puxei seu braço, fazendo com que ele se deitasse ao meu lado.

–– Posso? –– Perguntei me aproximando de seu peito.

–– Claro. –– Me aninhei em seu peito e ele colocou o braço em volta de minha cintura, o cansaço logo tomou conta de meu corpo e eu adormeci num sono calmo e profundo.

Acordei ainda com o braço de Bill em volta de meu corpo, me afastei com bastante cuidado para não acordá-lo. Levantei da cama e fui em direção ao armário pegar algumas roupas para em seguida tomar um banho.

Saí do quarto fechando a porta com o cuidado de não fazer nenhum ruído. Decidi tomar meu banho no banheiro do quarto de Michelle para não acordar Bill. Tomei um banho bem rápido mas relaxante, me vesti com uma roupa bem simples e confortável apenas uma calça jeans cinza e uma blusa rosada de um tecido bem leve.

Voltei para meu quarto e vi que Bill ainda dormia, me deitei ao seu lado e fiquei o observando, ele tinha um rosto tão sereno e... lindo, não pude evitar tocá-lo com a ponta dos dedos bem devagar, percorri toda sua face tranquila, cortonei com cuidado seus labios e me lembrei do beijo de ontem... .Senti ele estremecer e me afastei.

–– Desculpa, eu não queria te acordar.

–– Não tem problema. –– Ele disse segurando uma de minhas mãos.

–– Dormiu bem? –– Perguntei acariciando as costas de sua mão.

–– Sim e você?

–– Dormi, fiquei muito feliz por você ter ficado. –– Falei voltando a repousar minha cabeça em seu peito escutando os batimentos calmos de seu coração.

–– ...Isso é estranho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.