Manutenção - Encontrei Bill Kaulitz
3 Capítulo 3
Ele me olhou parecia um pouco confuso, em dúvida ou até mesmo desconfiado, mas respondeu (em inglês):
–– Você fala inglês? –– Ele não parecia muito confiante e nem eu fiquei.
É em momentos como esses que me arrependo profundamente por não ter me dedicado aos meus cursos de inglês. Mas nem tudo estava perdido ,nunca tive muita vontade muito menos curiosidade de aprender inglês, mas falava fluentemente espanhol e já fazia 3 anos de um curso de alemão, então ainda havia alguma esperança, e como ele parecia ser americano, imaginei que ele provavelmente também falaria espanhol. Resolvi perguntar já que sabia um pouco de inglês.
–– Não, na verdade quase nada. –– Falei devagar e então voltei a perguntar. –– E você fala espanhol? –– Ele fez que não com a cabeça, e já não muito confiante perguntei. –– E alemão?
Nesse momento ele sorriu (agradeci a Deus por cada minuto dedicado ao alemão por mais difícil que tivesse sido frequentar aquelas aulas) e ficou ainda mais lindo, parecia surpreso e então disse (dessa vez em alemão):
–– Sim, eu falo. –– Sua voz era tão doce quanto seu sorriso. –– Sou alemão.
–– E esta fazendo o que por aqui? –– Perguntei.
–– Me mudei para cá essa semana. –– Ele parecia um pouco surpreso com a própria afirmação.
–– Eu também me mudei essa semana... ,na verdade cheguei hoje e resolvi dar umas voltas pela cidade já que tinha um bom tempo que não vinha para São Paulo.
–– ...Não conheço nada aqui ,já estive aqui uma vez ,mas foi muito rápido e não tive a oportunidade de conhecer nada. Hoje é a primeira vez que saio desde que cheguei, também tinha a intenção de andar um pouco só que tive um pequeno problema.
–– Percebi que você parecia preocupado e por isso me aproximei (claro que outras coisas me incentivaram ,mas não ia contar para ele). –– Sorri para ele e perguntei. –– Qual é o problema?
–– Ao sair do táxi que usei para chegar aqui ,por descuido deixei minha bolsa no banco e quando percebi o táxi já tinha saído e agora estou sem dinheiro e celular. –– Ele me olhou e sorriu. –– E enquanto eu pensava no que ia fazer você apareceu.
Ele era tão fofo.
–– Ainda nem me apresentei, me desculpe, meu nome é Bill... ,Bill Kaulitz e você é?
–– Eu sou Stephanie Sartori.
Ele sorria enquanto eu respondia. E continuei:
–– Se quiser, você pode ir comigo para minha casa, e eu pego dinheiro pra você poder voltar, já que aqui não estou com o suficiente.
–– Eu agradeceria muito.
–– Então você vem comigo. Tudo bem?
–– Sim.
Ele chamou um táxi e abriu a porta para que eu entrasse, passei meu novo endereço ao motorista, já que ainda não o sabia de cor, como eram quase 7 horas da noite o trânsito estava lento, ainda demorariamos para chegar.
Chegando lá, abri o portão e nos entramos. Nem acreditava que ele estava comigo, as vezes olhava para trás so para me certificar que era verdade ,eu com certeza ainda não tinha me acostumado com a beleza dele, tentava me controlar para não ficar animadinha demais ,pelo menos não na frente dele.
Entramos em casa e pedi para que ele ficasse a vontade, fui direto para meu quarto em busca de um espelho, para ver minha situação. Não estava ruim, mas estaria muito melhor se tivesse me arrumado direito. Mas agora não adiantava nada e também eu nem sonhava que ia encontrar alguém como o Bill na rua. Voltei para a sala, Bill me esperava no sofá, me aproximei e perguntei:
–– Você esta com pressa para voltar? –– Fiquei um pouco sem graça ao perguntar isso, nunca tive muito jeito com homens.
–– Não, na verdade não tenho nada para fazer. –– Ele respondeu e sorriu.
–– Então vem comigo comer alguma coisa ,estou com muita fome e não quero ir sozinha. –– Eu não queria me afastar dele ainda, tinha gostado dele.
–– Ok, o que você quiser. –– Não conseguia conter minha felicidade e sorri. Tinha que ser mais discreta com relação a isso.
–– So vou pegar algumas coisas e podemos ir.
–– Tudo bem.
Fui para meu quarto ajeitei meu cabelo e a maquiagem, peguei minha carteira tirando vários cartões e notas colocando tudo no meu bolso. Voltei para a sala, Bill já estava em pé me esperando, liguei para um táxi que chegou em alguns instantes e então saímos.
Decidimos ir à um restaurante que eu conhecesse, já que ele ainda não conhecia nada. Chegamos e fizemos nossos pedidos. Conversamos sobre muitas coisas, em geral sobre minha vida, não pude deixar de notar que ele falava muito pouco ou nada sobre ele e sempre que eu perguntava alguma coisa pessoal ele desconversava, mas eu não ligava para isso, nem insistia, tinha gostado dele, ele era engraçado, educado, elegante, discreto e claro muito lindo.
O táxi parou em frente a casa dele, Bill se virou para mim e disse:
–– Foi ótimo te conhecer, agradeço por ter me ajudado.
–– Também gostei de te conhecer. –– Falei corando levemente.
–– Você quer sair comigo amanhã?
Não preciso nem descrever minha emoção ao ouvir isso... aiai.
–– Claro, adoraria.
Ele sorriu e disse:
–– Amanhã 4 horas passo na sua casa, tudo bem?
–– Sim.
Ele se aproximou beijou meu rosto e saiu do táxi.
*****
Saí do táxi com um sorriso de orelha a orelha, se minha mãe estivesse aqui com certeza me interrogaria, mas como ela não estava, não havia motivo para disfarçar. Nem sei dizer ao certo a razão de tanta felicidade, já que não tinha acontecido nada demais, mas mesmo assim eu estava muiiito feliz só de saber que amanhã voltaria a vê-lo. Nunca tinha me sentido assim por causa de um garoto, muito menos de maneira tão rápida.
Entrei no meu quarto e vesti a primeira camisola que encontrei pela frente ,me deitando imediatamente na cama. A viagem e a minha saída de hoje me deixaram exausta, logo adormeci.
Acordei com o toque do meu celular que estava do outro lado da cama ,me estiquei e o atendi.
–– Oi?
–– Como que minha garotinha esta?
–– Estou bem mãe e você?
–– Esta tudo bem também meu amor ,e o que você aprontou ontem?
–– Dei umas voltas pela cidade.
–– Hum ... e como foi a viagem?
–– Foi tranquila.
–– Vai fazer o que hoje?
–– Vou sair mais tarde.
–– Ah sim... e se eu te conheço bem você acordou agora, não é?
–– Ahhh. –– Bocejei. –– É mãe, acabei de acordar.
–– Ta bom então meu amor, se cuida esta bem?
–– Tudo bem mãe, pode deixar.
–– Amo você, mais tarde te ligo.
–– Tudo bem, também te amo mãe.
Respondi e desliguei o celular. Me levantei da cama colocando um roupão, desci as escadas e fui direto para a cozinha procurar alguma coisa para comer, encontrei apenas algumas frutas que estavam sobre o balcão, peguei algumas e voltei para meu quarto. Fechei a porta e dei uma olhada a minha volta, não tinha ficado nem 24 horas aqui e já tinha bagunçado tudo. Olhei meu celular e vi que era pouco mais de meio dia, eu não tinha nenhuma intenção de ir almoçar hoje, então decidi desfazer as malas e arrumar meu quarto.
Terminei de tirar tudo das malas e colocar dentro do armário, não estava do jeito que eu queria, sempre fui perfeccionista, mas a preguiça não me permitia continuar, ia deixar assim mesmo, depois eu dava um jeito. Pelo menos estava bem melhor do que antes.
Deitei na cama fechando meus olhos lembrando-me de ontem e que hoje eu me encontraria com Bill novamente, ainda não acreditava que ele tinha me chamado para sair. Mas pensando bem talvez ele nem quisesse sair comigo de verdade, ele podia ter feito isso só para retribuir um favor, essa idéia me deixava triste decidi afastá-la de meus pensamentos indo tomar um banho para em seguida começar a me arrumar.
Terminei de secar meu cabelo e comecei a me vestir, escolhi uma calça preta bem justa, uma sandália na mesma cor e uma blusa cinza de mangas compridas bem leve e soltinha que tinha alguns detalhes prateados bem discretos. Como eu ainda tinha tempo, fiz a maquiagem com bastante cuidado já que hoje eu tinha que estar perfeita, porque ele sem dúvida estaria. Coloquei uma sombra bem escura meio esverdeada ao redor dos olhos e terminei passando um gloss bem claro em meus lábios. Ajeitei meu cabelo e olhei o resultado no espelho, com certeza bem melhor do que ontem, pensei. Abri o armário e escolhi uma das bolsas que tinha trago colocando minha carteira, chaves e mais algumas coisinhas dentro dela.
Era quase 4 horas e agora eu sentia um misto de emoções, estava feliz, ansiosa e muito nervosa. Ainda olhava meu reflexo no espelho quando ouvi o interfone tocar.
Fale com o autor