Manuscrito - Princípios, Meios e Fins.

54 Capítulo 54 - Texto: novas tecnologias e uma nova era


Notas iniciais
Boa Leitura! Texto (trabalho) que fiz na aula de Redação Jornalistica III

André Lemos e Pierre Lévy comprovam em teoria no livro “O futuro da internet” que a internet e o seu ciberespaço é uma janela de oportunidades, pois as novas tecnologias vieram para facilitar e inovar a vida de quem estar conectado nesse meio. A liberdade de expressão é um dos principais tópicos analisados pelos teóricos, uma vez que no ciberespaço o usuário possui uma voz mais ativa e um conhecimento maior, dado que a internet contém buscadores repletos de informações sobre qualquer assunto, para receber a informação basta um clique.

A inteligência coletiva também é um dos pontos importantes na discursão, hoje o ato de colaborar é prático e versátil, existem vários meios de colaborar no espaço virtual, o famoso site Wikipédia e os antigos fóruns de discursão é um exemplo. Páginas abertas para que todos possam contribuir com o acesso a informação, a mágica que Lemos e Lévy defendem é que no ciberespaço não existe limites de fronteiras, o espaço físico deixa de existir e o usuário virtual passa a coexistir, de uma maneira que ela possa viajar sem sair de seu território local.

Em meio a tudo isso uma nova democracia surge – a Ciberdemocracia – A democracia no espaço, em que a liberdade de expressão e o direito de falar e ser ouvido é administrado de forma ‘coesa e respeitosa’. Os grupos formados em sua maioria pelas redes sociais exerce a opinião sobre determinado assunto popularizando a causa em questão e atribuindo vários e novos movimentos, exemplo, o feminismo. Tudo isso engloba a Cibercultura.

Uma nova cultura pré-estabelecida. Segundo Lemos e Lévy a Cibercultura é um avanço em vários campos, dentre eles, a educação e como ela pode ter novos meios de ensino, a exemplo, as Fanfictions, um termo que a sua tradução literal é ficção de fã e como ela pode ser moldada e adaptada para as salas de aulas, um auxílio e incentivo na leitura e escrita, essa nova ‘ferramenta’ tende a colaborar e contribuir para o ensino e o seu resultado gratificante.

A partir dos avanços e o surgimento das novas tecnologias é natural que o jornalismo se reinvente, adequando-se de forma em que elas sejam propícias para a área. As especializações é a amostra disso.

Cada vez mais nascem nichos específicos e cabem as essas especializações darem conta das informações com conteúdos únicos e valorizados, o jornalismo colaborativo veio como “uma mão na roda”, uma nova conversação entre o jornalista e o seu público-alvo. O Twitter uma rede social rápida e ágil trouxe novos aprimoramentos no quesito em dar uma notícia, hoje não é preciso mais esperar o telejornal para se informar, basta acessar o Twitter e notícias fresquinhas saem a cada segundo, uma chuva de conhecimento.

Contrapondo os dois teóricos, Domique Wolton explana outro lado da internet, um lado que não vangloria e sim questiona esse mundo em que a segurança ainda é suspeita, em seu livro “Internet e depois?” ele explica de forma clara o fascínio da internet e suas armadilhas e adverte todo cuidado é pouco.

Controle, segurança, autonomia, liberdade de expressão tudo isso não passa de uma mera utopia, uma ilusão feita para que o usuário sinta-se confortável e seguro para expor seus dados na rede.

Uma alusão dessa nova realidade é a série “Black Mirror”, que por meio de uma ficção exemplifica bem essas indagações. Ambientada em um mundo futurístico não tão distante do nosso presente a série analise e constrói uma critica pensando se as ações vividas entre os personagens são corretas ou se existe algo fora do comum.

O episódio “Hino Nacional” da primeira temporada e o episódio “Queda Livre” da terceira temporada fazem referência ao comportamento tecnológico vivida na nossa sociedade. “Hino Nacional” apresenta um hacker que sequestra a princesa, exigindo que o Primeiro-Ministro tenha relações sexuais com um porco e que seja exibido ao vivo, caso não aconteça o hacker matará a princesa. A equipe do Primeiro-Ministro faz de tudo para que não caia em domínio público, porém o conteúdo já estava na rede e questão de minutos o vídeo já era um viral. A série mostra como os indivíduos estão indefesos a esse tipo de situação, em que a sua intimidade é exposta para o mundo e o mais alarmante não é uma realidade criada e sim existente e cada vez mais frequente.

Já o episódio “Queda Livre” entra no mundo das curtidas e a influência que uma rede social exerce no cidadão. O desejo da aprovação e o valor de uma curtida e o ser aceito no mundo virtual, questionando as relações, o comportamento e o principal, o limite que vale cada curtida e até que ponto alguém vai atrás disso. Não é tão diferente do nosso convívio, o status é como se fosse uma religião e a pessoa vira refém do seu próprio perfil, muitas vezes indo contra aos seus valores, ideologias e princípios, tudo isso por uma aprovação e ser alguém na sociedade virtual.

A internet contém seus pros e contras, cabe a nós distingui-los e diferencia-los e principal checar as fontes e ser cuidadosos na hora de postar ou ceder dados pessoais.

Notas finais
Então?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.