Manual de Sedução Ii - do You Love Me?

12 Capítulo 12 - A festa: o passado de Shion


– E o que é para ele saber?

– A reação do pai quanto ao seu pecado. O que Shion faria sabendo que vocês... – Não conseguiu concluir.

– E você sabe o que ele fez? – Milo confirmou com a cabeça. – Então diga logo!!– Milo voltou a olhar aqueles olhos tão angustiados e considerou tudo para depois responder:

Dentre outras coisas, tentar te matar. Aquele atropelamento não foi acidental. – Disse deixando Camus boquiaberto.


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Você está realmente bem? – Saga perguntou vendo que Shaka ficava cada vez mais pálido e fraco diante de si e nem mesmo o ar fresco do amplo jardim estava ajudando.

– Sim, obrigado. – O loiro não quis preocupá-lo e por isso mentiu. A verdade era que não estava se sentindo muito bem. Aquelas palavras até mesmo agressivas de Milo o pegou em cheio, atordoando-o. O loiro sabia muito bem que o pai não era exatamente um santo como sempre gostou de apregoar, mas aquelas palavras recheadas de tão amargor o fez pensar no que Shion poderia ter feito para deixar o escorpião daquele jeito.

Mas não parece. – A frase dita de forma suave o pegou de surpresa fazendo com que voltasse seu olhar para o homem que o sorria docemente. – Até parece que perdeu aquele brilho de quando chegou. – Shaka sorriu.

Eu apenas fiquei um pouco tonto. Não gosto de estar em locais muito cheios. – Tentou ser o mais convincente, mas sabia que não o enganaria. Percebeu em seu olhar que ele não estava satisfeito.

Se me permite a intromissão, acho que as palavras de Milo o deixaram assim.

– Não posso negar que, de uma forma ou de outra, aquelas palavras afetam qualquer um que estivesse em minha posição.

– Imagino que sim.

– Você estudou conosco, não? Eu acho que estou me lembrando de você agora. – Shaka deu um sorriso tímido.

– Sim, estudamos juntos.

Eu me lembro de vê-lo junto do Camus.

– Éramos muito amigos mesmo, antes de você aparecer vivíamos sempre juntos. Quer dizer, tinha o Milo também, éramos os três mosqueteiros por assim dizer, mas eu e Camus éramos mais ligados. – Riu um pouco causando risos no indiano também.

E depois que cheguei tudo mudou entre vocês. Até entendo porque Milo sentia-se daquele jeito. – Disse com certo pesar, embaraçando Saga.

– Que jeito? – Saga quis saber.

– Ele ficou um pouco enciumado da minha aproximação com Camus. – O geminiano riu um pouco.

– Não se preocupe. Milo não reconhece, mas sempre foi ciumento. Até comigo!

– Mas ele não deixava de ter razão. Eu...

– Você...

– Eu realmente me apeguei ao Camus de uma forma... inusitada e diferente para mim.

– O que quer dizer? Vocês...

– Não... Camus nunca sentiu nada além de uma grande amizade, mas eu não posso dizer o mesmo de mim. – Nem sabia direito porque estava contando tudo aquilo, mas estava se sentindo melhor à medida que desabafava.

Você gostava dele? – Saga ficou espantado e o loiro suspirou.

Gostava. E por um tempo achei que era correspondido, mas depois descobri que não. Depois que ele sumiu da minha vida, fiquei sabendo do que tinha acontecido entre ele e o Milo e percebi que o que aconteceu conosco não passou de carência da parte dele. – Desabafou e depois, percebendo que falara demais, acabou corando. – Desculpe... Eu acabei desabafando com você.

– Não se preocupe. – Saga sorriu. – Eu não posso dizer que tudo isso seja de fato uma surpresa pra mim. O Camus me falou algo a respeito na época. Mas eu não sabia que você tinha se apaixonado.

– Eu não diria que me apaixonei. O Camus me mostrou um mundo totalmente novo e eu me deixei encantar por tudo aquilo. E eu me sentia confortável porque meu pai confiava bastante nele. Foi a primeira vez que eu pude me sentir como um garoto normal.

– Você não se sentia normal? – Perguntou e o viu corar e desviar o olhar. – Desculpe, não precisa responder...

– Não, tudo bem. Eu... eu não sou mesmo muito normal e acho que você já deve ter percebido isso.

– Porque diz isso? – Perguntou e Shaka ponderou um pouco antes de responder.

– Bom... eu não fui criado pra ter uma vida convencional. Mas agora entendo que é o meu caminho, o destino que Deus traçou pra mim.

– Deus ou o seu pai? – Shaka sorriu.

– Eu sei que as atitudes dele não são compreendidas por vocês, mas acredito num bem maior. O meu pai tenta me proteger porque não quer que aconteça comigo o que aconteceu com ele. – Shaka então olhou profundamente nos olhos de Saga e depois procurou por algo ao seu redor e sorriu. Aquela seria a hora.

– Há muito tempo, os pais dele foram mortos numa emboscada quando ele era ainda um bebê e então o seu padrinho o encaminhou para um colégio de padres. Quando tinha por volta de uns cinco anos, ele recebeu a visita de um oráculo, porque depois que ele nasceu, muitas desgraças aconteciam à volta dos que os cercavam. Então ele foi levado por um sacerdote para o Tibete para ser deixado lá depois que seu padrinho morreu. E lá se encontrou com outro oráculo, uma espécie de guia espiritual dos habitantes de um pequeno vilarejo. O sacerdote negociou a sua partida do templo dos monges porque o guia daquele vilarejo acreditava que ele poderia regenerar o seu povo. Então, depois de alguns anos preso no templo, ele deixou o lugar e foi morar com o guia. Lá ele era venerado por muitos que diziam ser ele a reencarnação de Buddah. E tudo ia muito bem para ele até que apareceu um outro homem e mudou tudo. Ele foi desmascarado por esse homem e humilhado na frente de todo o povo e então fugiu, prometendo a todos que traria o verdadeiro Buddah. Depois de muito procurar, ele me encontrou ainda bebê num orfanato na Índia e ouviu a lenda de que todos os doentes que me tocavam ficavam curados. Acreditando que eu era a reencarnação de Buddah, ele me adotou e me treinou para ser aquele que traria luz e esperança para aquele povo que o rejeitou.

– Porque está me contando tudo isso? – Saga não entendeu porque ele estava lhe falando todas aquelas coisas.

– Eu não sei quando será a próxima que poderei ter alguém para conversar assim, sem me cobrar e pensar mal de mim. E sei que posso confiar em você, vi isso em seus olhos. – Disse simplesmente e depois de um tempo com Saga calado, continuou:– Sabe, eu sempre tive certas dúvidas quanto a minha missão, principalmente depois que conheci o Camus. Mas penso que sim, que esse é o meu caminho. Antes minhas dúvidas eram fundadas em desejos de adolescentes, mas hoje eu tenho mais consciência dos meus deveres.

– Obrigado pela confiança. Quanto ao que disse, eu não sei, eu acho que você nunca quis isso. E também não acho que tenha sido Deus que escolheu esse caminho para você. Acho que você foi levado a isso...

–Isso já não importa mais... — O indiano deu de ombros.

– Como não?

– Não, porque eu já fiz a minha escolha.

– Mas você não tinha como negar. Com o seu pai no seu pé, acho difícil...

– Sim, é difícil, mas não impossível. Todo o desejo dele na verdade é que o povo se redima do mal que fizeram a ele, porque ele acredita não ser merecedor do que lhe fizeram ainda criança e adolescente. E trazer para eles o verdadeiro rei espiritual que trará novamente a justiça para aquele vilarejo.

– Você o coloca como se ele apenas quisesse o bem daquele povo, mas antes você disse que ele queria vingança...

– Sim, ele quer vingança. Meu pai é um homem muito vingativo, é por isso que ele não conseguiu ser o sucessor do guia, rei daquele povo. – Saga ficou encarando os belos olhos do loiro e, sem saber se fazia o certo, mas intuindo que sim, resolveu perguntar:

– Eu posso fazer uma pergunta?

– Claro.

– O que acha que ele faria se você não fosse a reencarnação de Buddah?

– Eu não sei, e sinceramente prefiro não pensar nisso.

– Você tem medo do que pode descobrir?

– Tenho. Ele é meu pai, e eu amo muito, apesar de saber que ele não é um dos homens mais santos do mundo.

– Entendo que seja difícil, mas se você teme, então creio que pense não ser algo bom. E se é assim, você acaba se tornando responsável pelo que ele faz.

– Sim, já pensei nisso. – Disse desviando o olhar.

E mesmo assim continua inerte? E se for algo muito ruim? – Saga perguntou e Shaka ficou calado por um momento. É claro que já tinha pensado sobre tudo isso que ele falava.

Algo muito ruim? Como o que, por exemplo?

– Eu não sei... o Milo parecia muito atordoado. E acho que tem a ver com o seu pai.

– Sim, imagino que sim. Ele disse que meu pai sabe o que aconteceu entre nós. – Comentou mirando o nada. – Mas ele não agiu como se soubesse... – Estranhou, porque se seu pai soubesse que não poderia mais ser o rei daquele povo, então porque continuou com aquele discurso?

– Talvez tenha algo a mais nisso que nenhum de vocês saiba... – Minos comentou enquanto se aproximava deles. – Desculpem-me a intromissão, mas não pude evitar ouvir a conversa e creio saber onde podemos encontrar todas essas respostas. Por agora, devo avisar que seu pai está a sua procura, Senhor Shaka.

Os sim, eu vim aqui porque me senti um pouco mal e precisava de um pouco de ar. – Justificou-se o loiro.

– Entendo, no entanto creio que já é hora de ir e se encontrar com seu pai. – Minos aconselhou. E acatando o conselho, eles seguiram para dentro do casarão.

Enquanto isso, em outro ponto da festa, Camus ouviu o que Milo disse, mas não conseguia acreditar, nem falar e nem nada. Ficou tão branco que deixou Milo ainda mais apreensivo pela sua reação. O ruivo não teve reação imediata porque era de fato algo que jamais poderia imaginar ou supor. O que aquilo significava? Shion era um assassino? Então apenas ficou encarando um Milo visivelmente nervoso enquanto tentava dar sentido e razão a tudo aquilo. E quando finalmente conseguiu abrir a boca para dizer alguma coisa, a única coisa que saiu foi novamente para expressar suas duvidas. É claro que aquilo não foi bem visto pelo loiro, que bufou.

– Milo... isso... o que quer dizer com isso?

– Exatamente isso o que você entendeu. Shion tentou matar você. Aquele “acidente” não foi um acidente coisa nenhuma! – Foi curto e grosso. Camus não conseguia acreditar, simplesmente não conseguia e então, olhando para os lados para certificar-se sozinho com ele, puxou o loiro para um canto mais afastado.

Pelo amor de Deus Milo! Essa é uma acusação muito séria!!

– Eu sei, é claro que sei disso. – Camus levou as mãos ao rosto e cabelo, completamente atordoado.

– E você tem provas disso? – Milo desviou o olhar, sabia bem o que viria.

– Não... eu não tenho.

– E como você faz uma acusação dessas sem ter provas!!?? Isso é leviano!!

– Faço sim porque eu sei que é verdade! Ele mesmo me confessou isso com todas as letras! E mais de uma vez!

– Mas por quê? Porque ele iria querer me matar?

– Por que ele queria te punir por você ter transado com Shaka... – Camus arregalou os olhos.

Ele sabe?

Sim, sabe. Sempre soube. Foi o que eu disse a Shaka. – Eles ficaram em silêncio um tempo, com Milo ansioso pelo que estaria passando na cabeça dele e Camus tentando assimilar tudo aquilo.

E depois? – Camus finalmente perguntou.

Como assim depois?

Bom, se a idéia era me matar, então ele deve ter desistido porque eu estou aqui vivo. – Milo não soube o que dizer. Ficou encarando-o até que Camus perdeu a paciência.

Vamos Milo! Você tem a obrigação de me contar! É sobre a minha vida que estamos falando!

Sobre a minha também... – Revelou baixinho.

O que quer dizer? Ele tentou matar você também? – Assustou-se.

– Não, não tentou me matar...

– Então...? – Milo suspirou angustiado ainda desviando o olhar.

– Ele nos colocou como responsáveis pelo bem estar do Shaka, para cuidar dele, lembra disso? – Perguntou de forma vaga e incerta, e Camus percebeu isso. Ele ficou um tempo calado, refletindo e depois falou:

Sim. Mas o que tem a ver? – Camus perguntou ansioso.

Bom, ele sabe do que aconteceu... e nós dois éramos meio que responsáveis por ele. Acho que não preciso dizer mais... – Disse desviando o olhar para as pessoas que passavam enquanto Camus o encarava seriamente.

– Então, ele me culpou por Shaka não ser mais virgem e por isso tentou me matar? E depois viu que era um erro... talvez Shaka tenha dito a verdade para ele... .– Milo arqueou a sobrancelha.

Que verdade?

– Naquele dia... eu... – Camus corou. – Nós dois bebemos além da conta. Muito mesmo. E então acabamos nos excedendo por que... eu estava triste naquele dia porque tinha visto uma coisa que me desagradou e me deixou arrasado. Então eu fui desabafar com o Shaka e ele me chamou para beber com ele. E aí, entre lágrimas e álcool, acabamos indo parar na cama. – Confessou para a surpresa de Milo.

– Shaka ficou bêbado? – Camus confirmou e ele revirou os olhos.– Mas aquele santo está me saindo um safadinho! E o que te desagradou tanto a ponto de te fazer beber desse jeito?

– Eu... – Calou-se um tempo encarando o rosto indignado de Milo e então resolveu prosseguir. – Eu vi você com um garoto... – Disse e corou ainda mais, desviando o olhar e por isso não viu a expressão de Milo mudar para a surpresa.

Está dizendo que... você foi para a cama dele por minha causa? – Espantou-se.

Eu sei que eu não devia... Sempre soube do seu jeito, da sua fama, que você nunca se contentava com apenas um. Mas uma coisa é saber, outra é ver com os próprios olhos... Não consegui evitar. – Confessou com a voz baixa e trêmula, sem conseguir encará-lo. E Milo nunca tinha se sentido tão mal pelo que tinha feito. Nunca se arrependeu com tanta força como agora. Aquela era a primeira vez que ouvia Camus falar daquele jeito e sentiu-se até emocionado. Aquilo era uma declaração velada, e ele sabia bem que para Camus ter confessado aquilo, era porque realmente tinha doído, e muito.

Camus... eu sinto muito. – Tentou se aproximar, mas Camus recusou tentando esconder uma lágrima.

Não se preocupe, já passou. Agora eu só quero entender o que se passou depois disso. – Disse olhando firme para Milo. O loiro, por outro lado, não escondeu a tristeza que aquelas palavras lhe provocaram e então, respirando fundo, continuou.

Ele desistiu de perseguir você. Nos encontramos no hospital e... – Milo hesitou um pouco. – Ele confessou que tinha feito aquilo com você, mas que se você tinha sobrevivido, era porque os Deuses o queriam vivo, algo assim. E então desistiu de você algo contra você. – Terminou de dizer rapidamente e desviou o olhar. Não queria que ele visse a mentira em seus olhos sofridos. Sim, havia dor, mas havia muito mais mentira e tinha receio que ele percebesse. Depois do que ouviu de Camus, depois daquela declaração velada, que sabia ser muito custosa para ele, depois de descobrir que fora indiretamente o responsável por Camus ter ido parar na cama de Shaka, depois de ver o sofrimento estampado na cara dele, depois de se sentir responsável por tudo isso, que apesar de tudo, se ele não tivesse sido tão promiscuo na sua juventude, Camus não teria ido para a cama do loiro indiano e talvez nada disso estivesse acontecendo. Talvez não. Nada disso estaria acontecendo realmente. Nunca se sentiu tão culpado quanto agora e não poderia agora querer jogar a sua responsabilidade para cima do ruivo. E foi por isso que, se antes já tinha dúvida, agora tinha certeza: Não poderia contar nada ao ruivo. Não, ele teria um colapso se soubesse e tudo por sua culpa. Decidido, fez um esforço sobre-humano para não chorar e manter-se firme diante dele.

Por outro lado, Camus não parecia muito satisfeito com aquela resposta. De início até poderia fazer sentido, ou até antes de Shion voltar pedindo para assinar aquele contrato, mas agora, com tudo aquilo acontecendo, não fazia o menor sentido.

Então o que é isso tudo? – Perguntou.

O que?

Isso tudo, essa festa, as acusações para Shaka, as fotos do assalto. Seu pedido de socorro... o que é isso tudo Milo? – Ele ficou encarando-o confuso, esperando uma resposta que não vinha. – Diga-me Milo!!

– Eu... – Não sabia o que dizer e nem estava conseguindo bolar nenhuma desculpa convincente o suficiente. A verdade definitivamente não estava mais em seus planos, mas também não poderia não dizer nada. E então ficou ali, encarando aqueles olhos inquisidores para cima de si, sem saber o que dizer. Não soube dizer se foi sorte ou azar, mas a voz de Shion soou atrás de si, tirando a atenção de Camus sobre si.

– Ah então você veio... – Comentou olhando fixamente para Milo e depois olhou para Camus. – Pensei que não o tivesse trazido.

– Não trouxe. Ele veio substituir Marin. – Camus pensou rápido deixando Milo confuso.

Hunnn... então você também veio em nome da Mundus? – Perguntou visivelmente desconfiado.

É... foi. – Milo confirmou sem conseguir demonstrar firmeza em sua voz. Shion percebeu e sorriu.

E depois aproveitaram para colocar o papo em dia! Fico feliz com isso... Vocês por acaso sabem onde está o meu filho?

– Ah, ele está lá na festa. – Camus respondeu.

Ah sim, eu deveria ter pedido para que ficasse com ele Camus, mas pensei que você ficaria com ele de qualquer jeito. – Camus reconheceu aquela repreensão e também estranhou aquele tom de voz, um tanto ameaçadora.

Ele está com o Saga. Não está sozinho por aí... – Justificou-se.

– O Saga... não sei quem é, mas deve ser confiável, já que você o deixou com o meu filho. – Disse no seu melhor tom sarcástico.

– Papai? – A voz de Shaka chamou a atenção de Shion e esse se virou. Ele estava acompanhado de Saga e Minos.

Eu disse que o encontraria... – Minos respondeu a pergunta velada que os olhos de Shion faziam.

Eu fico muito agradecido, Sr. Minos. – Shion tocou os cabelos de Shaka como se ele ainda fosse uma criança e depois voltou a sua atenção para Minos. – Eu realmente fiquei curioso pelo seu convite ao Sr. Seferis, já que ele não é empresário. Pelo visto essa festa não se restringe mais aos grandes empresários. Se eu soubesse antes, traria também alguns outros convidados para ajudar na causa.

– Eu agradeço, mas a festa continua com os mesmos preceitos de sempre. Convidei Sr Milo pela sua ligação impar com a instituição Mundus, já que a dona não poderia vir. – Respondeu tranquilamente.

– Oh, é claro. Apesar de que pensei que Camus tinha sido convidado pelos mesmos motivos. – Deixou clara a sua desconfiança.

– Sim, eu fiz o convite para os dois, pois ouvi dizer que o Sr. Camus estava com alguns problemas pessoais e achei que talvez ele não pudesse vir.

– Eu? – Camus estranhou.

Sim. Meu secretário me informou que você teve alguns problemas na Mundus, algo como uma briga. – Milo olhava para Minos completamente chocado com a sua capacidade em mentir descaradamente.

Ah... sim. – Camus corou ao lembrar-se do escândalo que sem querer protagonizou com Milo e olhou para o grego. – Mas eu viria de qualquer forma.

Entenda que eu não tinha como saber e, na dúvida sobre as causas e efeitos de tal problema, eu não pude arriscar não ter nenhum representante da Mundus aqui, afinal ela é uma das indicadas ao prêmio deste ano e por isso, depois de me informar a respeito, resolvi convidar também o Sr. Milo. Acho que não tem problema, não é? – Terminou sua explicação com tamanha desenvoltura e certeza que ninguém percebeu que se tratava de uma grande mentira. Tirando Milo, todos os outros o encararam e principalmente Shion, que antes tinha certeza do complô entre Milo e Camus, agora tinha ficado na dúvida. É claro que ele poderia ter escolhido qualquer outro, mas a explicação até era convincente. Nada o impedia de chamar Milo também.

Claro que não. – O ruivo assentiu.

Bem, infelizmente não poderei para ficar e ver o ganhador do prêmio. Torço imensamente para a Mundus Camus. Mas eu não poderei ficar mais.

– Não vamos ficar para ver o vencedor? – Shaka perguntou.

Infelizmente não Shaka. Surgiu um imprevisto. Espero que compreenda Sr. Minos.

É claro. Fique a vontade. – E dizendo isso e se despedindo, Shion foi embora levando Shaka consigo. Assim que o perderam de vista, Minos voltou a falar:

Sr. Camus, tenho um convite irrecusável para o senhor. E para os senhores também. – Disse e olhou para Milo e Saga.

– De que se trata? – Camus perguntou.

Gostaria que passassem a noite em minha casa. – Milo estreitou os olhos. – Tenho certeza que teremos grandes surpresas para em breve. – Disse muito misterioso.



Continua..

Notas finais
N/A: Desculpem, sei que demorei. Mas pensei muito nesse capítulo para incluir tudo o que eu imagino ser essencial para um seguimento interessante para a fic. Vocês sabem que essa temporada foi planejada toda baseada no mistério da primeira temporada e, sendo assim, ela precisa ser muito bem pensada para que não se deixe perder nenhum ponto.
Além disso, eu penso também em fazer uma terceira temporada. Calma, o mistério e o destino de Shion termina nesta temporada. Porém, eu quero muito fazer algo que me tomaria muitos capítulos para incluir nesta temporada, envolvendo Camus e Milo. Ainda não está decidido, mas já deixo aqui que talvez a fic não termine nesta temporada.
No mais, espero que gostem do capítulo!
Grande beijo!!