Manual Das Fraldas

8 Bebês amados até a exaustão


Quando os bebês chegaram em casa, a verdadeira rotina começou. Elisa ainda precisava descansar um pouco, então Callen pediu para o FBI o liberar do estágio.

Ele foi agraciado com um último salário, que para ele era apenas uma coisa rotineira, e uma garrafa de champanhe para quando sua esposa pudesse tomar com ele.

Sophie estava apaixonada pelas irmãs. Ela trouxe um dos muitos bichinhos de pelúcia dela para que Aurora e Antonella tivessem uma companhia.

Chris observou as gêmeas dormindo e decidiu que seria super protetor com elas. Ele esperançosamente teria mais irmãos homens em breve.

Penelope trouxe Melissa para dentro do quartinho dela. O lugar era perfeito para a pequena. Ela ligou o som relaxante de cachoeira não muito alto e acionou as câmeras e o programa de monitoramento.

Eles tinham ajudado a decorar todos os quartinhos com as câmeras e David decidiu que era mais prático ter uma cama de amamentação ao invés de apenas uma poltrona.

Callen, Steve, Luke e Thomas haviam ganhado sutiãs de amamentação para quando as meninas quisessem uma saída.

“Eu estou simplesmente apaixonada por ela.” Penelope sentiu as mãos de Luke na cintura dela. “Ela é a nossa combinação perfeita.”

“Com certeza, meu amor.” Luke sorriu para ela, observando a menina dormindo em um macacão de verão vermelho. “E ela vai ser tão mimada. Todos os nossos filhos serão.”

Elisa se virou nos braços de Callen, assim que ele a envolveu com os braços e a beijou no pescoço.

“Eu amo nossos bebês com todas as forças desse mundo.” Callen sussurrou para ela. “Eu sei que você está de resguardo e tal, mas você se ofende se eu brincar comigo mesmo na sua frente?”

“Nem um pouco.’ Elisa piscou. “Só me dá mais vontade para quando eu me recuperar.”

“Amo esse seu pensamento, minha rainha.” Callen deu uma piscada e a beijou.

Os dois deram as mãos e ligaram os sistemas dos berços para que eles estivessem sempre de olho.

Sophie e Chris também dormiam perfeitamente em suas camas.

Thomas observou Juliet deitada na cama de amamentação, dando de mamar para o filho. Ele sabia que Richard era em homenagem ao ex namorado falecido de Juliet, mas ele não se importava.

Ele sentia um pouco de ciúmes no começo, mas decidiu que ficar com ciúmes de uma pessoa falecida era criancice.

“Ei, venha aqui perto.” Ela o chamou com calma. “E mais perto.”

“Isso é tão bonito, querida.” Thomas sorriu para Juliet. “Não machuca?”

“Não, é quase como quando você e eu estávamos fazendo para conceber ele.” Juliet piscou e viu Thomas corar. “Mas com menos significado erótico e mais maternal.”

“Eu entendo.” Thomas sorriu. “Eu amo você demais. E nosso bebê veio para coroar esse amor.”

“Que bom.” Juliet sorriu. “Eu queria saber... As meninas querem fazer uma renovação de votos em dois meses. Afinal, cada um vai ter de voltar para suas casas...”

“Me diga a data e eu estarei lá, com um terno, uma flor na lapela e nosso bebê.” Thomas sorriu, amando que as meninas estavam no controle. “E eu com certeza estarei com uma surpresa.”

Anna observou Steve segurando o filho em frente a janela. Ela deu um passo e observou Steve se virar com o bebê para ela.

“Eis meus dois homens favoritos.” Ela beijou Steve e segurou o pequeno bebê. “Ei, garotinho.”

“Eu estou encantado com ele, sabe?” Steve observou para sua esposa. “Você não se incomodou de eu ter mudado ‘Albert’ para ‘Freddie’, certo?”

“Eu até adorei a mudança na verdade.” Anna sorriu. “Freddie me parece ser melhor e faz referência ao seu amigo e ao meu primo que é como um amigo para mim.”

“Sim, eu amei que você sugeriu isso.” Ele pegou o bebê e se deitou na cama. “Além disso, lembra de Freddie Mercury.”

“E me lembra de você vestido como ele no Halloween de dois anos atrás.” Ela beijou os lábios do marido e também acionou o sistema de segurança.

Rossi entrou no sótão de sua casa no momento em que Penelope, Luke e Melissa foram dar uma volta pela rua, com os outros bebês.

Ele ligou a luz e pegou uma das caixas que ele guardou por quase 25 anos. Havia muitas coisas do passado de sua filha. Presentes que ele queria ter dado para ela. Brinquedos que não faziam mais sentido, mas que a filha dela e as outras crianças iriam adorar.

“Dave, o que está fazendo aqui?” Emily entrou, claramente preocupada. “Você não atendeu o celular. E como eu estava pela redondeza, achei melhor vir.”

“Ah, eu vim buscar algumas coisas aqui, sabe?” Ele respondeu e pegou a caixa. “Quando a Penelope era pequena e a Barbara e eu nos divorciamos, ela disse que não iria deixar a Penelope ter contato comigo. Acho que aquele caso a traumatizou.”

“Bom ter sua filha sequestrada por um pedofilo faz isso com uma mãe.” Emily olhou para ele. “Eu li o relatório depois que eu descobri que você era o pai da Penelope.”

“Gideon meteu uma bala nos olhos do cara.” Rossi puxou a fita e abriu a caixa. “Ele parecia incrivelmente irado.”

“Bom, eu acho que é bom que a Penelope não se lembre disso.” Emily foi sincera. “Mas o que tem nessa caixa de bom?”

Mostrando a sua chefe, Rossi sorriu. Haviam várias barbies ainda nas caixas, conjuntinhos de lego, blocos de montar e uma variedade de coisas que crianças iriam gostar.

“Posso ter tido uma fase impulsiva.” Ele apontou para outras duas caixas. “Mas decidi que é hora de fazer essas coisas saírem daqui.”

“Está mesmo chegando o natal.” Emily olhou para o subordinado. “O que acha de ser o papai noel esse ano?”

“Bom, me chame de papi noel então.” Dave sorriu e logo depois de acomodar as coisas e pegar o telefone, encomendou uma roupa vermelha.

Quando o final de semana chegou, houve mais uma das festas deles. Mas eram apenas as pessoas da família e amigos mais pertos. Os bebês ficaram em um ambiente controlado, com ar condicionado e babas eletrônicas, que Rossi gentilmente fez para eles.

A irmã mais nova de Callen chegou com Sam a reboque. Eles estavam com tanta saudades deles. Any até mesmo deu um presente para Elisa e as gêmeas.

“E aí, papai?” Danno provocou Steve, com um sorriso. “Como é ser pai?”

“Bastante cansativo, mas muito recompensador.” Ele sorriu. “Trocar fraldas é uma experiência bem única.”

“Sim, eu entendo.” Danno riu. “Aliás, você vai voltar depois do final do ano? A investigação do governo inocentou você da explosão.”

“Danno, eu explodi a casa mesmo.” Steve deu de ombros. “Não de proposito e não com minhas mãos.”

“Mesmo assim, você não teve culpa.” Danno deu um joinha para o amigo.

Eles todos sabiam que uma hora eles teriam que voltar, mas eles sempre teriam esses meses todos juntos.

Mas por enquanto, eles curtiriam bastante.