Manu e Rodrigo - O que houve depois?
13 Capítulo 13
Notas iniciais
– Mamãe? Mamãe, acorda!!
Ainda estou um pouco sonolenta, mas a insistência da Júlia em me acordar me obriga a abrir os olhos para saber o que está acontecendo.
–Bom dia, meu amor! O que você está fazendo a essa hora acordada e quase pulando em cima de mim?
– Mamãe, acorda, hoje é domingo e eu quero passear no parque.
– Mas, Jú, o seu pai ainda está dormin.. ué, cadê o seu pai?
– Tá lá embaixo preparando a nossa cesta de piquenique. A ideia foi dele, mas ele disse pra eu não te contar. É segredo, tá mamãe?
– Tá bom, eu guardo segredo se você me ajudar a escolher um vestido bem bonito pra irmos, que tal?
– Oba!!!
Júlia corre pra abrir o meu guarda-roupa e começa a vasculhar, melhor dizendo, bagunçar todas as minhas roupas atrás de um vestido pra mim. Enquanto isso eu fui tomar o meu banho e me preparar para tomar café com a minha família.
Ir ao parque era um dos meus programas favoritos pra fazer com a Júlia e o Rodrigo. Esse costume começou quando a Jú ainda era pequena e quando eu nem pensava na possibilidade de me casar com ele. Mas sempre foi um programa divertido, e depois do nosso casamento, vir pra cá sempre era delicioso. Eu e o Rodrigo sempre aproveitávamos para namorar enquanto a Júlia se divertia com as outras crianças.
– A Júlia está se divertido bastante, né? Ela adora vir pra cá! – falo e me aproximo para sentar encostada ao peito do Rodrigo, que descansa encostado a uma árvore.
– Sim, ela adora vir pra cá, e você também, ou vai negar?
– Claro que não, seu bobo. Nossos melhores passeios com a nossa filha aconteceram nesse parque. Aqui tivemos tempo pra nos conhecer melhor, conversar...
– Antes de me apaixonar por você, sabe, eu aguardava ansioso por esses momentos. Eu sempre me sentia revigorado quando vínhamos pra cá com a Júlia. Esse parque, a companhia de vocês... era tudo o que eu desejava ter.
– Eu também! – Aproximo-me do rosto do Rodrigo e o beijo. Pego em seu rosto para aprofundar ainda mais, é incrível, mas a cada dia que passa parece que minha vontade de estar sempre o beijando aumenta. Ficamos um tempo assim namorando até sermos interrompidos pela Júlia que decide que já quer ir embora.
Quando chegamos em casa não tivemos tempo para fazer muita coisa. Eu arrumei a Júlia porque ela iria ficar com a Ana esta noite, e depois também fui me arrumar, afinal tinha um encontro a dois com o Rodrigo. Este novo momento do meu casamento estava sendo novo, mas maravilhoso. Agora com a Ana também dividindo as obrigações na educação com a Júlia, eu e o Rodrigo ganhamos mais tempo para nos curtir e divertir como um jovem casal.
Na pressa pra não deixar o Rodrigo esperando, acabo esquecendo de por o anel que o Rodrigo me deu em Paris, mas ainda bem que eu não havia perdido, somente esquecido na mesinha perto da cama.
– Meu Deus, isso tudo é pra mim? – Rodrigo fala quase babando ao me ver produzida para o nosso encontro.
– Sempre, seu bobo! – falo e depois me aproximo para presenteá-lo com um beijo.
– Nossa, então terei que ficar atento pra nenhum marmanjo ficar babando por ver uma mulher tão linda assim.
– Rodrigo, cena de ciúmes não, pelo amor de Deus. Odeio esse tipo de coisa.
– Não farei escândalo, mas saiba que não desgrudarei de você só pra garantir.
– Ah, então vou adorar ter você coladinho em mim a noite toda.
Quando chegamos ao local, pudemos ficar em uma mesa mais afastada e curtir um pouco de música ambiente. O Rodrigo até me convenceu a dançar com ele, confesso que estar em uma boate e dançar essas músicas era um pouco estranho, mas muito divertido. Depois de tentar aprender os passos estranhos que o Rodrigo insistia em me ensinar, pedi pra descansar um pouco, eu precisava beber algo. O Rodrigo aproveitou e foi ao banheiro enquanto a nossa bebida não chegava.
– Manuela?
– Felipe? Oh meu Deus, Felipe, é você? – viro surpresa ao reconhecer o antigo colega da faculdade.
– Manuela, há quanto tempo né? Acho que não nos vemos desde aquele encontro fracassado.
– Ai nem me fale. Eu sinto tanto por aquele encontro. Você não merecia ter sido largado do jeito que foi. Desculpa mesmo.
– Tudo bem, eu já esqueci. Mas nossa eu quase que não te reconheci, você está tão diferente.. você está linda! Não que você não fosse naquela época, mas agora está mais evidente, aflorado, parece que você resolveu assumir pro mundo a sua beleza – Felipe então se aproxima e senta no lugar do Rodrigo.
– Obrigada pelo elogio, apesar de eu achar um exagero!
– Não é exagero, Manu, você está muito atraente e tenho certeza que é cobiçada por todos.
– Que é isso, Felipe, assim você está me deixando envergonhada... mas me conta o que você fez durante todos esses anos?
– Ah, fiz tantas coisas... viajei pelo mundo, compus sobre tudo o que eu sentia, montei uma banda... enfim, vivi como um nômade, sem me prender a nada nem a ninguém. E você?
– Ah, eu montei meu próprio negócio, os Sabores da Juju, e continuei cuidando da Júlia. Ah, minha irmã Ana acordou, que foi a coisa mais importante disso tudo.
– Que maravilha, Manu. Você era tão próxima a ela. Eu lembro a forma sempre amável em que falava dela, era muito bonito de se ver. Imagino a sua felicidade agora.
– Ah, sim. Minha irmã é tudo pra mim, tê-la de volta foi o presente mais maravilhoso que a vida podia me dar. Nós passamos por muitas coisas, mas agora estamos bem... o que foi? Por que você está me olhando assim?
– Desculpa, mas você está tão linda que eu não consigo parar de te olhar. Vi que você não usa aliança, então pensei será que a gente podia, sei lá, conversar em algum lugar mais calmo e...
– Posso saber o que está acontecendo aqui?
Meus olhos vão em direção ao Rodrigo e percebo que o seu rosto está vermelho de ódio. Tento pensar em algo pra contornar essa situação porque sinto que um incêndio está prestes a acontecer na minha frente...
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