Manu e Rodrigo - O que houve depois?
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Os dias que se passaram foram maravilhosos. Eu e o Rodrigo pudemos aproveitar ao máximo a companhia um do outro, e ainda visitamos lugares incríveis. Paris é realmente uma cidade linda e ficará marcada pra sempre na nossa história. Mas mesmo com todo o encantamento, eu já não via a hora de voltar pra minha casa e ficar perto da minha filhota.
Depois dos dias passados na cidade Luz, enfim desembarcamos em Porto Alegre. E como não poderia ser diferente, lá estava nos esperando a Ana junto com uma Júlia impaciente.
– Mamãe, papai! Achei que vocês não iam voltar mais! Trouxeram os meus presentes? – diz enquanto se agarra a minha cintura.
– Meu amor, que saudades!! Claro que trouxemos ou você acha que íamos esquecer os presentes da nossa filhota?
– E o papai também não ganha um abraço?
– Papai, eu tava com muita saudade de você também, sabia?
– Oi Ana, minha irmã, quanta saudade! – dou um abraço cheio de carinho na minha irmã – Então, essa pequena deu muito trabalho esses dias?
– Que nada, Manu. Ela se comportou como uma mocinha. Ainda mais que eu tive uma ajuda extra da vovó e do Lúcio.
– Ah... do Lúcio, é? Depois quero saber tudo sobre essa ajudinha extra viu?
– Ah sim, claro, mas antes você me contará tudo sobre sua viagem romântica – Ana pisca pra mim e depois ri.
– Tá bom, nós falaremos das duas coisas, então! Então, pessoal vamos pra casa?
– Vamos!! Papai, você vai voltar a morar lá em casa comigo e com a mamãe?
– Vou sim, meu amor, e nós vamos ser novamente uma família linda.
– Oba!! Então hoje eu posso dormir no quarto de vocês? É que eu tava com muitas saudades de ver vocês como namorados de novo.
– Jú, você sabe que não pode dormir com o papai e a mamãe. A sua cama fica no seu quarto junto com as suas bonecas e...
– Jú, façamos assim meu amor: você pode ficar na nossa cama só por um tempinho, depois você vai pro seu quarto, tudo bem? – falo tentando mediar o pedido da Júlia.
– Tá bom, mamãe! Então você pode fazer lasanha no jantar? O papai vai adorar porque é a comida preferida dele.
– Como assim, Jú, é a minha comida preferida?
– Papai, diz que é senão a mamãe não vai fazer. Eu tava com muita saudade de comer a lasanha da mamãe, e se você disser que também quer, ela vai fazer porque voltou a te namorar – ela tenta falar disfarçando para só o pai perceber.
– Ah, tá... ah, mas é claro, Jú. Lasanha é a minha comida preferida e eu estava morrendo de saudades de comer. Você vai fazer pra gente, né Manu? Quer dizer, pra mim — Rodrigo pisca pra Júlia em sinal de cumplicidade e eu e Ana não conseguimos evitar a risada com essa atitude.
Depois desse complô entre Júlia e Rodrigo, Ana se despediu da gente e depois fomos todos pra casa. A Júlia não se cabia de tanta felicidade em ver novamente os pais juntos. Enquanto eu preparava o nosso jantar, a sempre pedida lasanha, ela sempre se oferecia pra ajudar e ficava toda eufórica cada vez que flagrava eu e o Rodrigo trocando algum carinho.
O jantar foi excepcional e depois de tanto a Júlia falar, fomos todos para o quarto. Ela, esperta como sempre, tratou logo de pedir uma história inventada por nós, mas tinha que ser com o gato francês porque ela adorou a primeira vez que a contamos. Nunca pensei que pudesse ter tanta criatividade, daqui a pouco teria que registrar toda a história porque pelo visto a Júlia iria pedir muitas e muitas vezes a aventura deste gato francês.
Quando a Júlia pareceu enfim dar o braço a torcer pelo cansaço, o Rodrigo levou a nossa filha pro quartinho dela, e eu aproveitei pra tomar um banho. Quando saio do banheiro já encontro o Rodrigo deitado na cama lendo um livro. Parei na porta do banheiro e fiquei contemplando a cena. Podia parecer algo comum, mas ter o Rodrigo ali de novo no nosso quarto fez todo o sentido. Parece que o quarto voltou a ganhar vida, assim como a minha vida.
– Ué, vai ficar parada aí por muito tempo?
– Não, eu só estava distraída com algumas coisas.
– Como o que, por exemplo?
– Estava pensando em como você fez falta aqui nesse quarto, como fez falta na minha vida.
– Você também fez muita falta pra mim, meu amor. Mas agora nós dois estamos aqui, neste quarto, e com a certeza de que seremos muito felizes.
– Sim... meu amor, por que você nunca me disse que foi me ver no quarto depois que acabou a minha operação?
– Como você sabe disso? Ninguém me viu entrando lá e...
– Engano seu. O Gabriel te viu e me contou.
– O Gabriel me viu? Espera... naquele dia que eu flagrei você e ele aqui na sala foi..
– Sim, ele tinha acabado de me contar sobre isso. Ele assumiu que terminou comigo porque percebeu que a nossa relação não tinha acabado. E ele ainda me incentivou a te dar uma nova chance, viu! E você com ciúme bobo dele.
– Eu realmente não imaginava que ele tinha me visto naquele dia. E eu fiquei morrendo de ciúmes achando que ele estava querendo te reconquistar. Preciso me desculpar com ele e agradecer por tentar me ajudar.
– É sim, Gabriel se tornou um ótimo amigo. Mas você ainda não me respondeu por que não me contou nada sobre isso. Por que você não me disse?
– Ah, meu amor... depois que nos separamos, você não me dava entrada pra nada. As poucas vezes que conversávamos era sobre a Júlia. Eu não sabia como chegar a você, e as nossas conversas me fizeram tanta falta... depois que a Júlia adoeceu, eu comecei a perceber o que e quem de fato era importante na minha vida. Eu fiquei desesperado quando o médico avisou que sua cirurgia tinha dado problema, quase enlouqueci. E quando finalmente tudo tinha acabado bem, eu só queria te ver, ter certeza de que você estava bem, que você iria voltar pra mim.
– Oh, meu amor... tudo acabou bem e eu estou aqui com você.
Aproximo-me do Rodrigo e encaro os seus olhos emocionados. Eu tinha certeza que esse era o homem que eu queria pra viver comigo pelo resto da vida. E sem me demorar mais, demonstro todo o amor que sinto selando os nossos lábios com um beijo de uma mulher totalmente apaixonada pelo seu marido.
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