Notas iniciais
ELA PEDIU e eu cedi Capítulo mega especialíssimo! Preparem o core que o negócio é pra badalar ❤ (eu tô sem palavras até agora)(embora tenha rendido + de 3.200 palavras pro capítulo)

Uma noite sem trovoadas é ou não é uma noite de vitória?

Me pergunto isso há tantos anos e até hoje não sei dizer se sim, se não.

Alcanço meu celular no móvel ao lado e, com a luz baixa da tela, ilumino parcialmente o rosto da Milena. O cansaço está por todo o semblante de minha menina. Ajusto seu braço para que não passe por cima dele e para suavizar um pouco de seu porte ao sono. Quase não posso crer que estou aqui, do seu lado e com a permissão dela.

Faz tantos anos que não tem acesso a essa parte da sua vida que mal sei o que dizer ou o que fazer. Acho que fico como o Murilo, meio estabanada, querendo fazer muito, querendo achar o ponto certo. Isso porque ainda me lembro bem de como foram as primeiras crises e de como fiquei desolada de assistir ou mesmo saber que estava assim. Eu me desesperava tanto quanto ela e o Otávio não sabia como acalmar qualquer uma de nós duas.

E mesmo quando o Murilo assumiu esse posto, eu ainda não facilitava para seu pai. O Otávio sempre foi o mais prático e o mais conversador, mas ficava de mãos atadas quando ocorria. Nem ele sabia articular palavras ou ser funcional para lidar conosco daquele jeito.

Não queria que isso ficasse na mão do Murilo, que tampouco sabia como cuidar, porém, nem sei realmente como, nós deixamos. Em seus 16 ou 17 anos, ele fazia uma barreira que, em algum momento, paramos de insistir. Mas nunca paramos de considerar opções de alívio para nossa menininha, que desde tão pequena já tinha de enfrentar algo tão visceral e estranho ao corpo e à mente.

Nunca paramos de tentar algo, mesmo com as barreiras dos nossos próprios filhos. Nunca parei de chorar só de pensar no que ela vive e em como afeta seu dia a dia. Nunca que deixei de considerar seu sono e bem-estar. Mas às vezes não sei de fato como ela vive. Como sorri. Como se diverte. Como é feliz com essa monstruosidade à espreita.

De olhos cheios, me sento com cuidado na cama. É melhor eu me sair desses pensamentos todos. Preciso me lembrar que em breve isso será passado e que ela concordou em buscar um tratamento, um adequado para sua fobia. Em algum tempo, isso será só uma história. Em algum tempo, o sol vai tomar conta de seus sorrisos e fazer eles serem mais leves.

Levanto com o mínimo de movimento e atravesso o quarto para o banheiro. Ao automático, sento-me ao vaso no escuro mesmo. Tenho que me concentrar nas boas novas. Além de a Milena estar disposta a cuidar de suas feridas internas, agora ela me deixa ficar por perto. Isso por si só é enorme. Tão enorme que, se pudesse, não soltaria ela de meu colo, não a livraria de meus mimos e beijos. Permaneceria na cidade até o fim da vida, até enquanto ela me permitisse.

Já na cozinha, me oriento com o celular. De copo com água na mão, sento-me à mesa com o coração receoso e pesado, todo cheio de expectativas e incertezas. Tento me convencer de mantê-lo agradecido, ao invés de ansioso, por ela já estar em um caminho melhor. Mas se pudesse fazê-la passar logo por todas essas fases tempestuosas, ou eu mesma aguentar todo o alvoroço por ela, faria, sem pestanejar.

Isso, no entanto, é com ela. De mim, ou mesmo de seu irmão, apenas o apoio para seguir cada passo, mesmo que ela relute. Preciso manter a positividade em mim para poder repassar a ela. Dar o espaço dela. E, sempre que possível, saber parar e mudar de assunto ou de rumo. Saber o que afeta a ela. Ouvir o que tem a dizer e fazer diferente do que antes faria. É a minha parte nisso tudo para que mude sua história.

Murilo realmente me convenceu nesse ponto. Meu menino também não deixou de tentar e tentar, incansavelmente, e nem sempre na direção certa. Mesmo diante da sua mais nova ideia maluca, me admira muito sua determinação.

Conforme as goladas, fico a lembrar da minha menina e do meu menino, ela agora mulher, ele agora um homem, e suas tantas histórias. Sempre com muitos agitos, sempre com muito amor ao seu redor. Quero poder acessar mais e mais de tudo, tudo o que for possível. Ser parceira, ser mãe, ser amiga, ser... Ó, Pai Querido, cuide sempre de minha menina. E de meu menino. Coloca mais juízo naquela cabeça dele. Abençoe os dois. Eles merecem o melhor desse mundo, pois cumprem bem Teus propósitos de amor maior. Concede a ela mais paz no coração. Rogo para que haja uma virada de vida para os dois. Que possam ter essa quietude no espírito para continuar as Tuas boas obras.

Balbucio minha reza e me ajusto à mesa de olhos pesados. Quero terminar a prece, porém, as minhas forças, já pouco as sinto. A chuva baixa me parece tão convidativa. Deito-me sobre o braço só para descansar os olhos, o pensamento, as expectativas.

Acordo no pulo com um estrondo medonho que parece tremer a casa inteira. Ainda desorientada, avisto parte da sala ser tomada por uma claridade forte, pelas frestas da janela, o que significa um novo trovão intenso. Levanto-me num abalo só, mal vendo o que está na minha frente ou como minhas vistas escurecem de repente. Bato em algo, acho que o sofá e vou ao chão por um momento, só o tempo de eu poder tomar um fôlego, me colocar de pé de novo e correr, pois já consigo ouvir o grito esganiçado da Milena, de quem está mais do que assustada, está em profunda angústia.

Alcanço a porta do quarto e a abro de vez. Ao escuro do espaço, consigo distinguir pouco das silhuetas deles se movendo, minha menina em prantos sentada à cama e o Murilo ao seu lado, de pé, falando algo para ela. No que me aproximo, e outra claridade toma o ambiente, meu filho espalma a mão ao ar, sinalizando para que eu não avance mais. Sei que prometi me manter afastada, só que entro em fuso pelo próprio susto.

Como ele mantém a mão aberta, me pedindo por tal gesto para ir para trás, vou dando passos em obediência. Ao fundo de nós, mais e mais estrondos se fazem presentes, sem parar. São barulhos imensos como grandes estouros, quase a partir a casa ao meio.

Passo do portal e me recosto na parede do corredor, próximo à porta do banheiro, sem, no entanto, deixar de vislumbrar aquela bolha de ação que meu filho move, muitas vezes iluminado apenas pelos relâmpagos. De algum modo, ele está autocentrado. Ao solicitar mais uma vez para que eu me ausente, me sinto sem saída de petrificada que fico, quase a me fundir à parede.

Só sei que deslizo pela superfície e me sento ao chão, com as pernas dobradas ao alto. Por fim, cubro-me com os braços num casulo e me fecho no meu próprio choro diante dessa madrugada brutal.

É então que ouço. Ouço o que o Murilo diz à Milena, agora em voz mais alta.

T-tô aqui com você. Você tá segura. Não se fecha, não luta contra esse pavor. Me olha. Me segue. Fecha as mãos, assim... juntas. Aqui. Isso. Um concha. Vamos respirar com ela, tá? Chora, pode chorar. N-não tem... problema chorar. Mas coloca as mãos no rosto de novo. É, desse jeito. Agora... puxa esse ar de dentro. Devagar. Agora libera, devagar. Dentro. Isso. Tá segura, tá? Ó esse travesseiro, pra apoiar o braço. Isso, você tá indo super bem. Mesmo que não pareça. Mantém! Isso. Nada vai te atingir, te juro, te prometo! Nada está te fechando. Ninguém tá machucado.

Não ouso levantar a cabeça e distraí-lo, porém consigo ver os dois sentados no meio da cama por uma brechinha na posição que me encontro e por outros relâmpagos que se sucedem, ora e outra clareando o ambiente do quarto. Completamente atônita, assisto como ele a guia, como ele afirmou antes ser possível. Parece um treinador como a gente vê nos filmes, ensinando e orientando sobre cada passe. Ação, pura ação, mesmo que eu sinta tudo em câmera lenta.

— Olha, olha como teus pés estão firmes. Logo logo tudo vai ficar ainda mais firme. Vai passar. Te juro. É uma sensação horrível, eu sei. Mas é só uma sensação, não é a tua realidade. E vai passar. Em poucos minutos. Vai passar, como sempre passa. E você vence. Vai vencer com glórias hoje. Mantém a concha, não solta. Bora, tô contigo. Você consegue!

Fico hipnotizada. Tão imersa na cena a minha frente que aos poucos levanto o rosto e encaro mesmo, simplesmente maravilhada. E, ao passo que a Milena parece em transe com ele, aceitando e acatando as instruções, que ela também vacila em alguns momentos, tenho até vontade de ir lá e fazer coro, como uma torcida. Contudo, refreio esse impulso por lembrar o que Murilo havia dito horas atrás, que a minha presença o desorientou na crise anterior. Não posso atrapalhar seu momento agora. Não se o bem-estar da Milena, principalmente da Milena, está em jogo.

— Você quer... respirar comigo? Tá. Se concentra em mim. Coloca essa mão aqui em cima. E a outra aqui embaixo. Bora puxar o ar, devagar. Um, dois, três, quatro. Segura, um tantinho só. Agora solta, mais devagar ainda. O quanto puder soprar. Não puxa ainda. Agora bora de novo. Vai. Isso, isso mesmo. Tá indo mega bem!

Como a plateia mais quieta e respeitosa possível, dou graças aos céus e a Deus baixinho pela trégua que se sucede, ainda mais pelo que parece ser um sucesso nessa empreitada maluca. Resta só o barulho da chuva forte ao telhado. Chuva de vitória e de glória, como o Murilo falou. Porque a Milena também se mostra mais centrada e responsiva. Cumpre tão bem que chega a regular em poucos minutinhos o próprio fôlego. Vejo que até seu corpo pesa pelo tamanho desempenho.

— Tá acabando, mana, tá... a-ca-ban-do. Você vai ficar bem.

Já estou celebrando em silêncio quando um novo trovão reaparece, golpeando a Milena novamente, que se abate outra vez. E de novo, o Murilo entra em ação.

— Não, não para, não para não. Continua, continua. Foca em mim. Faz a concha. Vai, faz. Você consegue. É sério. Sim, consegue sim. Isso. Você não vai cair. Acredita em mim. Não-vai-ser-a-tin-gi-da. Segue desse jeitinho. Eu acredito em você e sei do teu potencial. Você consegue.

As troadas seguintes parecem ser baixas, mais amenas, a ponto de já nem quase clarear o quarto. Como meu filho, sigo repetindo suas palavras, ainda que apenas para mim mesma.

Eu acredito em você e sei do teu potencial. Vai, filha! Você consegue!

— Acha que dá... pra soltar um pouquinho aqui... na mandíbula? Só... não aperta tanto os dentes, tá? Você vai ficar bem. Tá?

Mas quando eles são iluminados de repente por uma forte luz, a gente intui a potencialidade do trovão que virá. A Milena grunhe de forma estridente, como um clamor de misericórdia. Sinto mais uma vez o impulso de ir lá e cobri-la com meu corpo, protegê-la da dor e da tortura, e me refreio outra vez.

Preciso confiar neles. Preciso ficar onde estou. Preciso.

O rimbombo que cai sobre nós é ainda maior do que todos até então, desses que não teria uma pessoa na terra que não poderia não ser abalada por tal. Ainda mais por estar acompanhado de mais uns dois ou três tão fortes quanto.

Parece um tipo de provação feroz para minha menina. Volto meus olhos para o teto quase a inquirir uma resposta divina sobre isso.

— É um barulho, apenas um barulho. É ruim, é sim. É ruim agora. É tenebroso agora. Mas-não-é-na-da-perto-do-que-VOCÊ-po-de-fazer. Fica firme, porque, caramba, você consegue! Isso, isso. Não, tudo bem chorar. Não quer dizer que não vai atravessar isso. Porque você vai. Tá? Tá acabando. Isso, tá ótimo, tá ma-ra-vi-lho-so!

A chuva torrencial bate com mais força ao telhado e me vejo em busca de ar, de boca aberta, a cabeça encostada à parede e voltada para o teto. Se parece muito para mim, não quero nem pensar no que é para a Milena.

Mesmo que os trovões subsequentes sejam mais leves.

— Olha, não parece, mas esse som... ele é bom. Também pode ser calmante. Algum dia pode vir a ser. Sim, pra você. Enquanto isso... esse barulho... não-é-maior-do-que-você. Você, Milena, é gigante! E esse barulho não vai definir teu dia. Nem a tua vida. Isso. Tá sentindo a diferença, né? Sopra devagar, desse jeitinho mesmo.

Quebrada e um tanto penosa pela violência desse desafio, ajusto a cabeça, um pouco perdida. É então que presencio a cena mais linda durante uma tragédia como essa. Mais do que quando achei que já havia acabado, que na verdade foi só o começo.

— Esse estrondo bem aí... É, esse mesmo, é estranho. Confesso que é estranho. E olha como você tá vencendo. A vitória é tua e tá perto, muuuuito perto. E tô aqui contigo, não vou te deixar. Confia em mim. Eu confio que esse barulho ainda vai ser o som da tua liberdade. Confia. Um dia vai ser só algo. Sem te afetar. Não é hoje. Mas tamo aqui, tamo atravessando. Tamo chegando lá! Esse é o som de você conseguindo.

O clarear do dia amanhecendo me permite uma visão um pouco mais nítida e serena dos meus dois filhos. A Milena não está em pânico. Não está gritando, nem grunhindo. Está em... certa paz. Cansada, bem cansada. Chega a soprar o ar de sua boca como quem se recupera de uma grande corrida. E acho que foi algo assim.

Quando ela abraça o travesseiro ao seu colo, também enxergo o sorriso realizado de meu filho. De quem fez muito e conseguiu, apesar de tão... desacreditado, como eu, acho. Que dessa vez conseguiu.

Novamente perplexa, observo a quietude deles. Até a chuva amainou.

— Muito bem, mana. Você conseguiu. Contempla isso.

A Milena assente e acho que até sorri, ainda jogando o ar que tanto lhe preenche.

— Quer um pouco de água?

Logo que ela assente, Murilo se volta para mim e dessa vez sinaliza que posso fazer algo. Entendo o recado e logo me levanto para ir em busca de um copo com água. Ao retornar à porta do quarto, hesito. Não quero interromper ou atrapalhar esse momento de triunfo. Assim, apenas me estico para poder repassar o copo ao Murilo. Só que ao alcançar o objeto, meu filho me pega pela mão, me puxando e me direcionando para onde está sua irmã. Para que eu sente do lado dela.

Fico tão perto que sequer acredito. Assisto as goladas cautelosas de uma Milena dispersa, hidratando-se, e do Murilo se movendo no quarto, para então aparecer com um aparelhinho e colocar bem no espaço entre mim e minha filha. No que ele liga, um barulhinho estranho, porém suave e baixo, sobrepõe-se sobre a quietude nossa.

Linkin Park (Feat. Kelli Ali and Michey P.) – My

Mas só consigo olhar para a Milena. Como reage ao cansaço... tão... equilibrada. Eu que me desequilibro, porque minhas emoções faltam explodir dentro do peito. Chego a cobrir o rosto para, outra vez, não interferir nesse cenário lindo de repouso.

Murilo vem para o meu lado e diz:

— Agora é mamãe que vai respirar, né, mãe?

Olho para ele, incerta do que está fazendo. Meu filho, por outro lado, me incentiva com um leve movimento de cabeça. Concordo enfim.

— É-é... E-eu vou. Vou sim.

Assim ele faz a mesma “mágica” que fez em sua irmã. Ou quase. Não faço a tal da concha que tanto ouvi ele falar. Murilo me guia para que eu coloque a mão sobre o peitoral, logo abaixo do pescoço, e a outra mão sobre a barriga. Assim me instiga a puxar o ar com cuidado e atenção ao movimento, para que eu sinta no tronco e no ventre, como um balãozinho se enchendo e esvaziando.

Conforme acolho suas instruções e ajo em conformidade a elas, as lágrimas, que tanto segurei nessa tribulação toda, descem como um grande relaxamento – e em questão de segundos! Descem, inclusive, com alívio. E tudo bem, é o que ele me diz.

Estamos os três com marcas úmidas ao rosto e tudo bem.

— Tá tocando a música inteira?

Murilo se senta ao meu lado, de maneira que fico entre os dois, só esvaziando e sem saber bem o que está fazendo, qual é essa segunda parte.

— Tá.

— Tu sabe qual é essa?

— My December, a versão remixada... do Linkin Park. O Sávio... Ele deixava essa tocando... Geralmente no intervalo... E antes de sair alguma nota de prova. Pra amenizar o clima. Descansar a mente.

— Ela parece ter esse efeito mesmo. Qual é essa nova?

Linkin Park – Leave Out All The Rest

— Leave... Leave Out All The Rest.

Recebo o copo da Milena, eu liberando devagar o sopro das emoções e do ar em meus pulmões. Tenho receios de tocá-la, mas me permito um afago ao rosto dela, que não se esquiva, nem se move. Apenas aceita.

— Ih, trocou de novo?

— Uhum.

— Essa acho que conheço. E tu?

Linkin Park – In Between

— In Between.

— Sabe a banda?

— Ainda é Linkin Park.

Murilo pega o copo de minha mão e se levanta para poder colocar na mesinha.

— Não sabia que eles tinham umas mais calminhas assim. Acompanhei pouco deles na MTV. Mas eles têm umas bem legais, né?

Logo que ele retorna para onde estava sentado, uno nossas mãos com força.

— Uhum.

Bem aprazível, fico apenas observando a conversa dos dois, principalmente porque a Milena continua a falar e até articular sobre as tais músicas. O jogo deles.

Contemple isso, disse o Murilo ainda pouco.

— Pode descansar agora, pequena.

— Não era eu gigante? Tu que falou.

— Pode descansar agora, gigante como tu é.

Leves, eles sorriem. E eu choro sorrindo junto.

Coldplay – In My Place

(até 00:58)

— In my place?

— Uhum. Coldplay.

— Essa é a Avril, né?

Avril Lavigne – How Does It Feel

(de 00:30 a 01:30)

— É.

— A Avril de novo?

Avril Lavigne – Too Much To Ask

(de 01:15 a 2:02)

— Uhum.

— É bonita.

Ouso entrar na brincadeira, mesmo sem saber as regras, ou se há regras.

— Qual o nome?

— Too Much To Ask. Significa... “muito para pedir”.

Receber a resposta de minha menina tão plena é como atingir o ponto alto da vida. Poder adentrar mais nesse jogo me é um contentamento a mais, completamente satisfeita.

Avril Lavigne – I’m With You

— Essa eu conheço! Do clipe no bar, que aparece ela caminhando na rua. Qual é o nome mesmo, filha?

— I’m with you... Significa... “estou com você”.

— Estamos com você. Pode descansar.

Com essa intervenção de Murilo, por ver o quanto a irmã já tombava na própria posição, ela segue seu delicado comando. Assim, deita-se ao colchão, aninha-se ao travesseiro, coloca o aparelhinho bem próximo de si e eventualmente dorme. Gigante como ela é, vencedora como ela é.

Dessa vez, a noite de trovões foi uma noite de vitória. Uma linda vitória.

Notas finais
E FOI UM CAPÍTULO ESCRITO ANTES DA CONTAGEM REGRESSIVA DO RETORNO DO LINKIN PARK - a beleza desse timing, nem sei dizer Foi um dos capítulos mais lindos de escrever, isso sim. Dona Helena roubou a cena no minuto certo, do jeito certo. Assim como o Murilo! Muito orgulho das minhas criaturinhas, gente ❤ VOCÊ, MILENA, É GIGANTE! (tava há dias tentando postar e agora não quero ir embora haha) (ao passo que tenho MTA coisa escrita, tenho MTA coisa pra revisar, mas VEM AÍ) Trechinhos do próximo? "— Que dia é hoje? — Dia de descansar. Se ele diz, eu acredito." e "Uma jornada digna de filme e de Oscar, na categoria de melhor direção. E de melhor atuação. E melhor trilha sonora. Um filme referência para a vida!" e "— Sempre arrumando jeitos de me quebrar e me consertar, tudo numa medida só, né?" e "— Onde te furaram? Um pouco embaraçado, Vinícius abaixa um pouco a cabeça e a voz em consequência, enquanto desliza a mão pelo próprio braço direito. — Aqui no braço... e lá... onde fica minha carteira. No bolso de trás da calça." VAMO DE SURTO DOS BONS? (◕‿◕)