Notas iniciais
Como prometido, o aniversário da Flávia.
Com trilha!
E... coisas ademais podem acontecer...
Enjoy.

Trilha indicada: My Chemical Romance – Ghos Of You

http://www.youtube.com/watch?v=uCUpvTMis-Y&ob=av2e


Era fim de aula, aniversário de Flávia e Daniela cantava antes de chegarmos à real festa preparada. Bruno, conosco, puxa conversa para enrolar a aniversariante junto comigo:

– Não sabia que vocês gostavam tanto de My Chemical Romance.

– Nada, Bruno, eu só sei umas aqui e acolá, a Dani que curte mais.

Flávia me cutuca:

– Pelo que me lembre, dona Milena cantava no ônibus...

E Dani fica toda presunçosa:

– Ih, você nem tá sabendo! A Milena disse que teve um cara que ela encontrou na rua que a reconheceu do ônibus... e perguntou de mim! Sou famosa, gente. Me deixem cantar.

Flávia fica incerta de acreditar, havia esquecido de contar essa.

– Isso é verdade, Milena?

– Pior que é, quase me joguei na avenida quando o cara me parou. Ele disse que me conhecia, mas eu não o conhecia... foi muito estranho.

Caminhávamos para o estacionamento juntos, de braços entrelaçados, como no dia que arrastamos Bruno para a noite do pagode. Agora tinha Flávia no outro braço indo para o carro, que íamos para a pizzaria. Já tinha falado com uma galera na noite passada e, ao entregar o presente a aniversariante hoje, disse que tinha uma surpresa pra ela. Ela acha que a surpresa é apenas ter reunido a turma para ir a uma pizzaria. A maioria já devia estar pegando as mesas por lá... por causa de uns imprevistos, somos praticamente os últimos a sair.

Enquanto isso, Daniela “aquecia” a voz cantando “Ghost Of You”, que foi outra música dramática que ela acrescentou ao repertório depois da minha dica. Com um microfone imaginário, acho que ela se imaginava o próprio vocalista no clipe. O guardinha do estacionamento nos seguia com os olhos e o riso, eu sentia. Mas nem eu, nem Flávia resistimos, e fazíamos um coro com uma Daniela comandante, saltitante e animadora no meio do estacionamento. Bruno não se arriscava tanto.

– AT THE END OF THE WORLD… OR THE LAST THING I SEE… Meninas?

– YOU ARE NEVER COMING HOME, NEVER COMING HOME…

– COULD I? SHOULD I? AND ALL THE THINGS THAT YOU NEVER EVER TOLD ME… AND ALL THE SMILES THAT ARE EVER GONNA HAUNT ME… Meninas?

– NEVER COMING HOME, NEVER COMING HOME…

– COULD I? SHOULD I? AND ALL THE WOUNDS THAT ARE EVER GONNA SCAR ME, FOR ALL THE GHOSTS THAT ARE NEVER GONNA CATCH ME…

Nessa cantoria toda, o estacionamento enorme pareceu ficar pequeno. Não sabia bem o que me esperava até que bati o olho num certo alguém encostado num carro próximo ao de Bruno. A iluminação estava meio fraca, então demorei uns segundos pra ver quem era o dono de um sorriso que me fez perder o fio de voz. Não, não pode ser. Na mesma hora eu parei de andar, sentindo um baque no estômago. E sabe quando você está andando de braços entrelaçados com alguém e para de vez? É, as pessoas continuam e você, travada ali, chama muita atenção. Principalmente se você corta a cantoria de uma estrela, que Dani se achava:

– O que foi? Por que parou?

– Hããããã...

Engoli em seco, pigarrei para encontrar as palavras e nada. Flávia seguiu meu olhar sobressaltado e acho que entendeu logo. Principalmente depois de um suspiro que sem querer deixei escapar... Foi aí que me recobrei e me ajeitei. Vinícius sorriu mais abertamente, andou até nós em passos discretos, encontrando a luz dos postes do ambiente e então todos o perceberam.

– Olá.

O que ele queria? Que eu saísse correndo e pulasse nele num abraço? Seria ótim... Não, não seria. NÃO, NÃO SERIA. Todo mundo respondeu num “olá” de volta num coro e eu só me perguntava como, por que, ele estava ali. Mas não era só eu que estava desconcertada.

– Er... Milena, hoje vim ser sua carona.

– Carona?

Bruno mal me dá espaço pra ficar desnorteada:

– Ô “amigo”, a Milena já tem companhia hoje, vamos todos sair, se você não se importar e sair do caminho...

– Bruno! Olha a educação!

– O que? O cara que é estranho, Lena.

– Desculpa, Vini, é que fiquei surpresa de te encontrar aqui... pensei que fosse procurar a professora ou algo assim. Eu... estamos de saída... ah, esses são meus amigos. Flávia, a aniversariante, Bruno e Daniela que fazem monitoria comigo. Gente, esse é o Vinícius.

– Flávia, parabéns. Gostou do presente? A Milena rodou umas três lojas atrás... Prazer, gente, sou Vinícius, amigo da Milena.

Todo mundo trocou olhares, de mim pro Vinícius. Eu devo ter ganhado o título de “sem-graça-mor”.P elo menos ainda estava um pouco escuro e não veriam meu claro embaraço... e pelo menos não teve nenhum cri-cri de gafanhotos também, porque, “bem” apresentados, Bruno se desculpa pelo chega-pra-lá inconveniente que deu e todos se cumprimentam. Daniela não perde tempo, o que eu meio que já esperava dela:

– Então, não quer ir conosco? É apenas uma pizzaria, pra comemorar o aniversário da Flávia.

– Opa, claro. Se vocês quiserem se dividir, eu tô com o carro aqui, se não, apenas sigo o carro de vocês.

Flávia me belisca discretamente e faz sinal para que eu fale algo. Ah, cara, ela já sacou quem é. Tô perdida... Talvez se eu não tivesse desajeitada ela não teria notado, pelo menos não logo. Como eu não falei nada, esperando que outro alguém, qualquer um, falasse algo, que não falou, Flávia me belisca de novo.

– Então... er... deixa eu pensar.

Se eu for com Vinícius vai ficar muito na cara. Se Flávia for junto, eu não vou poder interrogá-lo. Não dá pra separar Bruno da Daniela, e deixar Flávia com eles, sei lá, parece estranho. Pior mesmo seria deixar o Vini ir sozinho, eu não sei bem o caminho, mas... ah, vou ter que ir com ele mesmo.

– Só se eu for com o Vini para ele não ir sozinho... eu não sei o caminho, mas é só seguir o Bruno e...

Flávia me complementa:

– Tudo bem, eu vou com o Bruno e a Daniela.

Impressão minha ou todo mundo sentiu esse “vamos deixá-los sozinhos”? Quase voltei atrás. E se tivesse voltado atrás, seria bombardeada pelos meus amigos com perguntas bem “discretas”, pra não dizer o contrário. Preferi ser eu a questionar...



~;~



– Como você sabia que eu ia estar ali? Quer dizer, eu poderia ter saído mais tarde, mais cedo, poderia ter ido para a parada de ônibus, poderia estar em outro lugar...

– Tenho minhas fontes.

Vinícius não largava seu sorrisinho presunçoso da cara. Parece que se divertia em me ver curiosa. Quase encostados no carro do Bruno, dava para ver pelas luzes da avenida que a animação rolava solta ali, Dani com os braços levantados mexendo de um lado para o outro. Acho que ela não funciona à pilha, porque senão, haja pilha pra dar esse entusiasmo nela... Espero que não estejam confabulando sobre mim.

– A mesma que te arranjou o número do meu celular?

– Não se revela fontes, não dizem os jornalistas? Não que eu seja um, mas isso não impede de ter fontes... Eu tentei te ligar pra marcar de a gente sair e tal, mas hoje é o sinal de telefonia que não está prestando. Então minha mã... minha fonte citou que você tinha ido pra faculdade mais cedo, que você planejava sair tal horário...

– Hum. Por isso.

– Por isso o quê?

– Por isso que faz tempo que eu ligo pro Gui e nada de eu conseguir.

– E quem é esse?

– Ah, é um amigo da minha turma. Ele ficou de conseguir uns balões pra colocar na pizzaria. A Flávia tá achando que a surpresa dela é apenas um encontro entre amigos lá, mas a Dani deu uma ideia que não sei se vai dar certo...

– Qual a ideia?

– Surpresa.

– Ah, não. Ajoelhou, agora reza.

– Reze pra dar certo, então.

Uma risada maléfica foi minha forma de revidar. Ele não queria me deixar curiosa? Pois pronto, ponto pra mim também. E ele sabe, e como sabe, que fazer bico e olhinhos pedintes não dão certo comigo. Ele ainda tentou, dando atenção a mim e à rua, alternando quando tinha o controle do automóvel. Não valendo a tentativa, puxo outro assunto que ainda me martelava na cabeça. Havia um maior, no entanto, eu não sabia bem como puxá-lo.

– Se eu não tivesse nessa, o que você iria propor?

– Sei lá, só sair mesmo. Ia te falar sobre a minha volta lá no trabalho...

– Hum.

– Tudo bem eu estar indo pra esse aniversário?

– Tudo... eu só não chamei porque não sei se você ia querer ir ou sei lá, vai que ficasse desconfortável por não conhecer ninguém. A Dani chamou quase todo mundo, se duvidar até o segurança da portaria poderia aparecer por lá ou o cara da lanchonete... mas que bom que você apareceu. Só estando presente nessa noite épica, porque é certeza que do jeito que a Dani me falou que é a pizzaria, eu não acho que vou comentar isso tão cedo.

– Hã... é pra ficar com medo, é? O que tem nessa pizzaria, encontro espião? Treinamento de tiros? Músicas de aniversário da Xuxa?

– Quase lá. Promete que depois dessa noite, o que acontecer lá, ficará lá?

– Vou pensar no seu caso.

– Isso não me garante nada.

– Tá, depois desse mistério todo, preciso de mais dicas, né? Ou você vai me deixar entrar nesse lugar totalmente às cegas?

– Não se preocupe, você não está sozinho. A Flávia também tá no mesmo barco. Se der errado, posso culpar a Daniela.

– E se der louvor?

– Divido os créditos. Ainda assim não é digno de comentários pós-noite.

– Pra ninguém?

– Nem pra comentar consigo mesmo diante do espelho, imagina alguém próximo. Mas posso pensar no seu caso... Falando nisso... e a Rebecca?

– O que tem?

– Sei lá, você que tem que dizer, afinal... ela é sua namorada.

– Ah. Falei com ela hoje antes de ir trabalhar.

Não era bem isso que eu queria saber. Por que ele quer comentar seu dia comigo? Por que não com a Rebecca? Eles brigaram? Não que isso me deixe feliz ou algo do tipo, eu só... queria saber. Porque eu não quero ser nenhuma segunda opção. Ele não pode simplesmente me procurar quando não conseguiu outra companhia... Ele tem que me respeitar como pessoa e quero saber se isso ele está cumprindo. Porque se for isso, eu posso virar a pior companhia do mundo só pra me vingar.

– O que ela anda fazendo?

– Tá se dedicando ao trabalho acho, trabalho com a tia dela. Eu... estava pensando em dar um tempo. Quer dizer, ainda estou arrumando minha vida, as coisas ainda estão um pouco embaralhadas e ficar com a Rebecca... bom, chegamos.

Só então pude notar que estávamos no estacionamento em frente à pizzaria, e que meus amigos me esperavam na porta para entrar. Um suspiro longo fechou a conversa do carro, não ia ficar pensando nisso, coisa que só me desgastaria. Deixo minhas coisas no banco de trás e saio apenas com minha bolsa. Hora do show. Literalmente.



~;~



Não posso tirar a razão da Daniela quando falou que isso ia compensar a falta que eu tinha com Flávia. Minha amiga disse que nunca ia esquecer seus lindos 22 anos, e apesar da minha “esperteza” de ter esquecido a câmera, ela tinha uma na bolsa, assim como algumas pessoas da nossa turma.

Logo na entrada, quando saí do carro, sentia um rebuliço por dentro de ansiedade pelo que teria na festa, queria que nada desse errado. Esse troço piorou quando Vinícius me acompanhou até a porta e tive a sensação que ele ia... pegar na minha mão como se fôssemos outra coisa. Ligeiramente dei outra função a ela e, ao tentar ligar pro Gui de novo, eis que ele aparece próximo à entrada, dando um sinal de “Ok” e some. Dava para ouvir a agitação de conversas, atendimento, mas principalmente a banda que ali tocava mais no fundo. A parte da frente da pizzaria estava lotada – o que é bem estranho para uma terça-feira à noite – e nossa “reserva” era nos fundos. Pra não ficar sentindo tanto a antecipação, entrelacei no braço de Flávia e seguimos um corredor, que foi quando a banda parou.

Quando bem chegamos à área, eu senti a emoção da minha amiga, não apenas de ter a galera da nossa turma ali ou do grito deles de “SURPRESA” ou de os balões caírem sobre nós numa digna entrada... a banda então começou a tocar uma das músicas preferidas da Flávia, Admirável Chip Novo, do jeitinho que acontecia no clipe.


Trilha indicada: Pitty – Admirável Chip Novo

http://www.youtube.com/watch?v=aXJ_Ub1xbhw


Lindo.

A galera se levantou e Flávia não sabia se agradecia, se chorava, se sorria, se pulava... era bem visível isso. A plateia praticamente a engoliu no meio do salão entre as mesas e eu fiquei ali na entrada vendo sua felicidade ao lado dos meus cúmplices e Vinícius. Daniela também estava tão emocionada quanto eu.

– Te disse, ia ser perfeito.

Acenei pro funcionário da pizzaria um obrigada, lá de onde ele estava, no andar de cima. Ele que tinha lançado os balões com a ajuda de Gui, que agora no mesmo pavimento, chegou perto de nós com aquela cara de “dever cumprido”. Pra algo que foi meio que de última hora, estávamos bem. Eu só queria saber como eles conseguiram uma banda cover da banda preferida da minha amiga, praticamente de um dia para o outro.

– Não é banda cover, é só uma banda que fica aqui tocando de vez em quando. Como o microfone é aberto e quase ninguém tem coragem de ir lá cantar, eles deixam uma banda disponível, com uma pré-lista. Eles ficam mais pelo fim de semana, mas como eu liguei pra cá de manhã, a pizzaria deve ter falado pra eles terem vindo hoje. Como eu cheguei aqui primeiro, fui falar com eles, ver quais as músicas que eles sabiam tocar... aí quando perguntei sobre a Pitty, putz, a vocalista aceitou logo de cara.

– Obrigaaaaaaaada, Gui.

Dani e eu dissemos juntas, em pura coincidência, assim como o fato de ter-nos jogado sobre ele num abraço de agradecimento. Logo ele nos direcionou para uma mesa vazia que tinha, onde ele tinha deixado marcado como dele. Era rodízio, eu já morria de fome, mas não sentei logo de imediato. Enquanto a galera curtia no meio do salão, eu peguei com um guardanapo a pizza que veio e saí para subir no palco, que acabava a música. Tava morrendo já, ainda mais que mal tinha começado a comer, o nervosismo de falar assim no palco dominava minha voz, mãos e pernas, todo o corpo, só pra dar um breve discurso. Tendo total atenção da galera, a banda relaxando nos instrumentos, finalmente peguei o microfone.

– Boa noite, meus amigos. Tô morrendo aqui em cima, de nervosa e de fome também, por isso trouxe logo a pizza na mão, que a propósito, cozinheiros, está ótima. Eu quero parabenizar minha amiga, Flávia, pelo seu aniversário, e que essa seja A noite dela, para ela, com ela. Antes que eu comece a chorar aqui de emocionada ou caia do palco de nervosa, vem aqui me dá um abraço, SUA LINDA!

A galera urrava, batia palmas, assoviava, tirava fotos, tudo ao mesmo tempo. Não era somente nossa turma, tinha outros clientes também curtindo, o que aumentava mais os aplausos. Logo Flávia me encontrou no palco e num abraço de urso, a minha pizza quase grudou no cabelo dela. Entre risos, deixamos o palco e, para toda nossa surpresa, a banda começou com uma música lenta, que a vocalista dedicava especialmente para a aniversariante. Sério, até eu chorei, disfarçando, claro.


Trilha indicada: Agridoce – Dançando

http://www.youtube.com/watch?v=vOL-AvxD9w4&ob=av2e


Quando percebi de visão periférica, a maioria estava no meio do salão com suas pizzas fatiadas nas mãos, cantando junto, levando alguns braços ao alto e balançando de um lado para o outro no ritmo da música. Eu não sabia bem a letra, não importava, só queria ver esse contentamento sair de todos...


O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você (2x)


Vinícius logo surgiu do meu lado e me abraçou de lado, entregando-me um guardanapo. Não sei bem se era porque eu tinha me sujado de pizza ou pelos meus olhos molhados de emoção, aceitei sem pestanejar. Com um passinho pra cá, outro pra lá, todos pegaram o ritmo, uns do lado dos outros. Isso me relaxou um pouco mais.

Logo, para a graça de todos, Gui puxa aniversariante para uma dança e a moda pega. O ritmo leve parece ter contagiado todos, dava pra ver as pessoas se dispersando pelo salão, a banda também começava a dançar no ritmo. Não tardou e fui levada por alguém que me puxava para um contato maior. “Pronta pro mundo acabar”.


Não esqueço aquela esquina
A graça da menina
Eu só queria enxergar

Por isso eu me entrego
A um imediatismo cego
Pronta pro mundo acabar

Você acredita no depois?
Prefiro o agora
Se no fim formos só nós dois
Que seja lá fora


Vinícius guiava a dança improvisada, com um braço passando pelas minhas costas e outro de apoio na minha cintura, de passinho pra cá, passinho pra lá, risos, calor, ritmo, graça. A pizza deslizou no salão quando ele inventou de me rodar e descer como os cavalheiros fazem com as damas, naqueles chamados “mergulhos”. Foi surpresa total, não apenas por ter deixado a pizza cair, mas porque eu não esperava por isso e meu grito saiu mais como uma gargalhada. Eu realmente tive a sensação de queda e então, amparo. Estava numa bolha novamente... o tinha só pra mim bem ali. O melhor é que eu sentia que as coisas eram bem naturais, não chamava a atenção e cada um naquele salão parecia estar imerso na música. Ela poderia ser sem fim pra mim. E quando os instrumentos ditaram o fim, de um instrumental lento, eu senti meu estômago naquele buraco e disse para meu acompanhante:

– Tá, agora é hora de comer, né?

Nem preciso dizer que foi naquela hora que o silêncio chegou, como aqueles de cinema entre os trailers, que sempre tem alguém que arrisca falar e sai bem alto. Pois é, de repente senti o peso de todos os olhares migrarem pra mim num arrepio só e pra disfarçar gritei “À Flávia!”. O povo me acompanhou na bagunça e logo a banda recomeçou, mudando de vocalista e de ritmo, com algo mais punk como CPM 22. Deixei a galera por ali e fui pra mesa junto com Vinícius. Devo ter comido umas duas fatias numa bocada só de fome.

Não tardou e Daniela também reapareceu na mesa com Bruno, Gui e Flávia para comer. Gui falava de como tinha ajudado no plano, Dani, do planejamento, e riso não faltava quando ela contava os detalhes falhos, como o problema do sinal de telefonia.

Notas finais
Pausa para a primeira parte, que tem mais vindo aí #combo

E tô pegando mais a manha da plataforma Nyah :)