Mansão de Vampiros

10 Localização revelada.


Notas iniciais
Oi galera ainda to viva!!! Bom... acho q mesmo se eu morresse ia continuar escrevendo essa fic já que, por mais incrivel que parece, estou gostando muito dela. Agora chega disso! To meio triste por que de quatro leitores - pelo o que vi nos reviews anteriores - apenas um mandou um review no capitul anterior. Qual é a dificuldade de deixar um comentario hen T-T? Bom... Vamos a fic, e nessa eu quero bastante reviews!!!

Mansão de vampiros!

Quando havia sido o momento que perderá a consciência? Ah, é mesmo. Garoto demôniaco a havia nocauteado porque tentava escapar para ajudar a Shadow. Abriu os olhos rapidamente ao se lembrar do moreno. Sentou-se e olhou em volta. Não tinha quase nada para ver, estava em um quarto de parede de metal e sem moveis.

Tentou se mover, mas seus braços estavam presos por uma corrente de metal presa na parede. Cada um de seus pulsos e tornozelos estava algemado com uma corrente que era presa a parede. Estavam bem apertados e machucavam sua carne, fazendo pequenas gostas de sangue escaparem e escorrerem por seu braço.

Agora que notara que estava usando apenas a camisa branca e que sua jaqueta jeans havia sumido. A sala, por ser fechada não fazia frio, para sua sorte, mas o chão de metal que estava em contato com suas pernas e a parede também de metal que estava encostando em suas costas e braços, sendo que as costas só tinha um tecido bem simples tampando, lhe transmitiam calafrios a todo momento.

De repente a única porta que tinha no local se abriu revelando aquele garoto demôniaco que a havia levado ali. Não demonstraria medo a ele, já que sabia que era isso que ele queria. Dessa vez seria forte como seus amigos, como Blaze... Como Shadow.

Respirou fundo e se preparou para o que é que fosse que viesse agora. O garoto se aproximou até ficar a poucos centímetros dela e logo depois se agachou para ficar da altura dela. No momento queria ver o medo nos olhos dela como vira uma vez, mas no rosto e nos olhos dela só demonstrava determinação.

– Qual foi essa mudança tão repentina? – perguntou sorrindo divertido, mas ao mesmo tempo frustrado já que não era o que esperava. – Bom... Pode não ser o que eu esperava, mas logo, logo verei esse seu rostinho lindo contorcido em medo e dor igual a ultima vez.

– Ultima vez? – perguntou Maria confusa. Ele nunca fizera alguma coisa com ela, como poderia dizer mais uma vez? – Do que você esta falando?

– Simples garota. – falou se afastando dela e ficando novamente de pé. – Mas creio que para fazer você entender vou ter que contar uma pequena história.

Maria encarava o garoto, curiosa. Realmente não o achava mais tão assustados, mesmo tendo essa aparência de monstro, esse jeito tétrico e esse sorriso maligno. Sabia que ele era sim um monstro que queria machucá-la, mas já não tinha medo dele, agora tinha uma coisa que nunca sentira por ninguém antes, raiva e ódio.

– Há muito tempo eu e meus irmãos vivíamos em uma floresta no castelo que nosso pai construíra para nós. Eu era o mais velhos, depois vinha Shadow, depois Manic, depois Sonia e depois vinha o Sonic. Manic, o irmão do meio era o rei de todos nós por poder controlar os quatro elementos e ele propusera que ficássemos ocultos, alimentando dos humanos e convivendo com eles, mas sem que eles saibam o que somos ou que causemos um massacre em massa.

– E isso incomodava você. – concluiu Maria vendo os punhos do garoto se fecharem com força. – Você não gostava dos humanos como seus irmãos.

– Sonic os achava divertidos. Manic, interessantes. Sonia os amava. E Shadow nem ligava, para ele ter ou não eles ali dava na mesma. Eu pelo contrario os odiava e queria que desaparecem da face da Terra, do nosso reino. Tive varias discussões com Manic por causa disso, mas ele sempre ficava com a mesma idéia e terminava com o assunto.

Maria ouvia atentamente a história tentando achar alguma coisa que poderia usar para provocar o vampiro até ao ponto que ele se cansasse dela e a libertasse e ao mesmo tempo queria saber mais sobre a história de Shadow, afinal duvidava que ele contasse isso por se próprio.

– Em um dia desses tive um plano. Traria meus irmãos para o meu lado e Manic não teria outra escolha a não ser mudar de opinião. E qual a hora mais perfeita para fazer isso se não a que a família esta se desintegrando? Tentei convencer Sonia, mas ela não me escutava, Sonic nunca parava em casa já que estava sempre tentando conhecer o mundo, então Shadow seria o que me ajudaria. Mas quando ia falar com ele fomos atacados por lobisomens, Shadow acabou ferido e fora acolhido em uma aldeia que tinha perto do local.

– A aldeia onde ele conheceu Mire. – sussurrou Maria, mas o garoto demoniaco conseguiu ouvir.

– Isso mesmo. A cada dia que o via ele estava mais diferente, começara a não querer sair de lá, a se importar pelo bem estar dos outros, a se preocupar pelos humanos... Ele estava se apaixonando por aquela garota que via o mundo como um mar de rosas, mesmo com todos os problemas, ela o estava transformando em um fraco.

– Se preocupar com os outros não é fraqueza!!! – gritou Maria o interrompendo e tentando ir até ele com vontade de dar um murro nele, mas as correntes a impediam. – Isso torna as pessoas boas, e a fazem querer ficar mais fortes para protegerem quem amam!!

– Calada!!- rebateu o garoto, mas Maria continuava se contorcendo tentando sair do lugar. – Continuando... Eu tinha que fazer alguma coisa para que ele não caísse nas redes daquela garota, então, enquanto ele estava distraído fazendo um presente para sua querida humana eu ataquei a aldeia. Matei alguns ali, outros aqui e logo cheguei onde a garota estava. Ela era tão frágil que depois de umas torturazinhas ela quase pediu a morte, mas ai chegou Shadow e ao parecer ela já se havia apaixonado por ele, o que tornava as coisas ainda mais divertidas. Lutei contra Shadow, mas eu era mais forte que ele e enquanto ele estava incapacitado no chão eu matei aquela garota na frente dele.

– Aí ele te selou nos destroços da aldeia por 500 anos. – concluiu Maria sem poder evitar um pequeno sorriso ao ver o rosto do vampiro deixar de ter um sorriso para ter uma cara se raiva.

– 600 anos na verdade, 600 anos 4 dias e exatamente 22 horas. – falou enumerando nos dedos. Maria riu sem emoção.

– E o que isso tudo tem haver comigo? – perguntou mirando o garoto sem entender o que toda essa história tinha haver com o momento atual.

– Simples. A alma de um humano, quando não comete nenhum pecado, mas tem um assunto a ser terminado volta a Terra tomando outro corpo. Como Mire não tinha feito nada de errado, mas não pudera passar seu tempo com quem amava teve o privilegio de voltar a terra para reencontrá-lo. – falou olhando diretamente para Maria que tinha cada vez mais os olhos arregalados. – Então, o que me diz Mire?

– N-não pode ser. – sussurrou Maria. Sempre ouvira essas histórias de sua mãe que passara a ser espírita, mas nunca conseguia acreditar que uma alma, se é que existia, poderia voltar para a terra com um novo corpo e uma nova vida. – E-eu n-não posso ser ela. N-não tem como.

– Pois pode acreditar. Você é Mire, só que esta com uma vida e um nome diferente. Nem mesmo a aparência mudou. – disse o garota se aproximando da garota que continuara atordoada. – Agora, é hora de dar inicio ao meu plano de vingança.

Mephiles deu um empurrão em Maria a fazendo bater na parede e cair sentada no chão. A mesma não teve nem tempo de se recuperar do golpe já que o garoto demôniaco se ajoelhou perto dela e levou uma mão até sua cintura e, usando suas unhas que mais parecia garras, fez um corte profundo na mesma. Maria mordeu o lábio para não gritar de dor, não ia dar esse gostinho a ele.

O garoto se irritou um pouco e levou a mão que estava em sua cintura até o rosto da garota, o sujando com seu próprio sangue. Deu um pequeno sorriso sínico para ela antes de cortar todo o lado direito de seu rosto, deixando linhas vermelhas bem evidentes indo de um pouco a cima do olho até o queixo. Ela podia sentir o sangue escorrer lentamente, sorte que o corte não era profundo como o da cintura, mas mesmo assim doía, mas não ia gritar. Se recusava a isso.

Logo o garoto levou a outra mão até a perna esquerda de Maria e usando novamente suas garras a arranhou desde a coxa até um pouco abaixo do joelho, sendo que na parte da coxa o corte fora um pouco mais profundo. Maria já começara a pensar que não ia agüentar mais nenhum golpe de tanta dor que sentia, mas mesmo assim não gritava.

Mephiles se afastou e logo depois as sombras perto de Maria subiram por seu corpo causando as ilusões que, finalmente, a fizeram soltar um grito de dor que ate mesmo Mephiles acreditara que Shadow tinha ouvido. Sorriu vitorioso e se aproximou da garota que ainda agonizava de dor. Lambeu o sangue que ela tinha escorrendo no rosto e logo depois saiu, deixando a garota aos gritos no local.

– Não se preocupe. – falou antes de sair do quarto. – Logo, logo Shadow vai estar aqui. Essa noite se eu estiver certo.

Maria nem prestava muita atenção com a dor que sentia isso era praticamente impossível. Mas o que Mephiles não sabia era que acabara de proporcionar a garota um pouco do passado de sua doce alma, aquele que ele mesmo a havia contado.

Estava sentada em um campo de flores colhendo algumas das mais variadas cores que conseguia encontrar, mas as que mais gostava eram as vermelhas, que enfeitavam completamente seu pequeno buque com diversas flores, mas todas vermelhas, como algumas exceções como o azul. Antes lhe encantava mais o azul, símbolo da liberdade e esperança, mas desde que o conheceu só conseguia pensar na cor vermelha, na cor dos olhos dele.

De repente começou a ouvir gritos das pessoas da aldeia. Levantou-se rapidamente e olhou mais a frente e pode identificar uma fumaça cinzenta saindo do meio da aldeia. Deixou as flores caírem no chão e já ia correr naquela direção quando um garoto de aparência monstruosa apareceu entre as casas que estavam a sua frente com o corpo de uma pequena garotinha.

Levou as mãos à boca impedindo que um grito de horror escapasse de seus lábios quando viu o corpo da pequena garotinha que não devia ter mais de 6 anos cair no chão em um golpe seco. Olhou novamente para o garoto e o mesmo apenas sorriu mostrando seus caninos afiados.

Ia sair correndo, mas quando deu a volta sentiu como o garoto a segurava pela cintura com uma mão enquanto a outra segurava seu rosto e o inclinando para o lado. Podia sentir a respiração dele em seu pescoço. Fechou os olhos com força esperando que ele a mordesse e a matasse de uma vez.

– Agora você pagara por ter estragado meu plano. – sussurrou para logo se afastar e fazer com que as sombras ao pé da garota a rodeassem causando alucinações terríveis que eram tão reais que ela sentia o que via.

Ficou um tempo assim agonizando ate que o garoto se cansou de vê-la daquele jeito. Quando já ia pedir que acabasse logo com aquilo tudo ouviu um grito muito familiar. Olhou para trás e se encontrou com Shadow que tinha os olhos arregalados de surpresa. Sorriu ao vê-lo e mesmo estando fraca devolveu o abraço que ele lhe dera quando se aproximou.

– Mephiles que diabos pensa que esta fazendo?! – gritou Shadow sem parar de abraçar a garota que ainda continuava fraca. – Por que esta atacando esse povoado?!!

– Estou te fazendo um favor Shadow. – falou se aproximando dos dois enquanto Shadow apertava mais a garota contra si. – Você esta se tornando fraco por causas desses vermes!

– Não seja idiota!! – gritou Shadow a deixando no chão e logo depois se jogando contra o garoto. A luta fora tão rápida que não conseguira acompanhar os movimentos. Não sabia quem ganhava ou quem perdia, não sabia quem batia em quem, não sabia nada.

Até que Shadow caiu no chão completamente machucado com o garoto de aparência monstruosa a sua frente com um sorriso sínico. Logo depois de sussurrar alguma coisa no ouvido de Shadow ele olhou para ela e começou a caminhar em sua direção. Tentou se levantar parar fugir, mas seu corpo não lhe respondia.

Antes que pudesse imaginar o garoto já estava segurando-a pelo pescoço a levantando do chão e a deixando suspensa no ar. Fechou os olhos ouvindo os gritos de Shadow pedindo para que o garoto parasse, mas logo sentiu que seu estomago era atravessado por afiadas garras. Também sentiu seu corpo atingir o chão em um golpe seco como se fosse uma boneca de pano.

Ainda não estava morta e pôde ver como Shadow se levantava e ocasionava que varias sombras prendessem a Mephiles enquanto pronunciava palavras estranhas de uma língua que não conhecia até que o garoto monstruoso desapareceu e no chão onde estava aparecia um circulo feito de letras estranhas.

Shadow se aproximou de onde estava e a sustentou delicadamente. Podia ver pequenas lagrimas cristalinas escorrendo pelos olhos do garoto.

– V-vamos S-shadow. N-não chore. – falou com dificuldade levando a mão ate o rosto dele e limpando as lagrimas que escorriam.

– Como quer que não chore sendo que você esta morrendo e a culpa é minha?! – gritou ele deixando sair ainda mais lagrimas. Sorriu tristemente para ele e logo depois olhou para o campo de flores.

– Shadow. Está vendo aquelas duas flores ali? – disse mostrando duas flores, uma vermelha e outra azul que cresciam juntas no meio de todas as outras. Eram as mais majestosas e belas que existiam naquele imenso campo. Shadow assentiu. – Enquanto elas continuarem vivas eu continuarei com você. Não importa que esteja morta ou viva, sempre estarei ao seu lado.

E logo depois de dizer sua mão caiu no chão e seus olhos se fecharam para nunca mais voltar a abriu. E a ultima coisa que conseguiu escutar era o grito de dor de Shadow.

Abriu os olhos rapidamente olhando para todos os lados. Estava deitada no chão sentindo todo seu corpo doendo, mas não se importava. Então esses foram os últimos momentos de sua vida passada? Sorriu, queria poder um dia ir visitar aquele campo florido.

Levou uma mão ate sua cintura tocando levemente o machucado que tinha lá. Logo depois olhou para sua mão vendo toda sua luva branca manchada de sangue, de vermelho. Vermelho, igual aos olhos dele. Sorriu e caiu inconsciente no chão. Queria vê-lo mais uma vez.

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Blaze estava deitada ainda naquele chão frio de metal quando ouviu os gritos de Maria. No mesmo momento o garoto albino entrou com um sorriso no rosto, mas logo que olhou para a gata no chão seu sorriso aumentou ainda mais.

– Ora, vejo que continua acordada. Isso é impressionante!! – exclamou ele se ajoelhando perto de Blaze que apenas o mirou com ódio e fúria, mesmo que uma pitada de medo ainda estivesse em seus olhos pelo o que havia acontecido antes.

– O que estão fazendo com a Maria?!! – gritou se contorcendo no chão tentando se libertar mesmo sentindo como suas pernas latejavam de dor junto com seu corpo. Conseguira nesse meio tempo tirar totalmente o pano de sua boca, podendo assim falar o quanto quisesse e fosse entendível.

– Mephiles só esta a preparando para quando seus amigos chegarem. – falou sem dar muita importância e levando uma mão ate o rosto da garota o acariciando com delicadeza. – Eu pensei ate que ela iria gritar mais sedo que isso. Afinal, Mephiles precisou usar suas ilusões para fazê-la gritar dessa maneira ao invés de ela gritar com todos os ferimentos que teve.

– Ora seus... – mas antes que pudesse terminar de falar aquele garoto albino tomou seus lábios em um beijo selvagem e brutal. Blaze podia sentir o horrível sabor da boca do garoto e sabia que se a morte tivesse gosto era esse que estava sentindo agora.

Quando o garoto se separou dela Blaze começou a cuspir tentando desesperadamente tirar esse terrível gosto da boca. Esse tinha sido o pior beijo que havia dado, e pensar que os que havia dado com Silver eram tão bons, tão cheios de amor e carinho que a deixava nos ares. Com esse garoto era uma coisa brutal sem nada de nada.

– Ora não faça tanto drama gracinha. – falou o garoto sorrindo sinicamente. – Sei que sou dez vezes melhor que aquele vampiro insignificante que estava com você antes.

– Está enganado. – sussurrou Blaze, mas o garoto conseguiu escutar – Silver beija bem melhor que você em todos os sentidos. Ele é doce, você é amargo e pútrido. Ele é carinhoso e gentil, você é rude e bruto. E é por isso que Silver te supera.

A cara do garoto perdeu o sorriso e antes que Blaze pudesse se quer pensar ela foi lançada na parede de metal que tinha atrás de se. O albino se colocou na sua frente e começou a beijar seu pescoço de uma maneira selvagem enquanto Blaze tentava inutilmente se separar dele.

– Vou te mostrar que sou melhor que aquele idiota. – falou para logo depois beijá-la mais uma vez. Blaze por sua parte não correspondia, só se contorcia e fechava os olhos com força, sentindo o medo a invadir mais uma vez.

Nazo continuou beijando-a enquanto passava a mão por suas pernas e subia por seu quadril. A outra mão estava na cintura da garota a acariciando com fervor. Ele lambeu seu rosto e logo depois desceu para o pescoço, suas mãos subiam e desciam por seu corpo ameaçando tocar suas partes intimas. Mas Blaze fechara as pernas com força o que dificultava um pouco o problema agora eram os seios. O garoto albino passou a mão por debaixo da blusa de Blaze e subiu lentamente, mas antes que pudesse encostar nos seios, Blaze usou a perna que só tinha o corte para empurrar o garoto para longe.

– Você nunca vai ser como o Silve!!!! – gritou com as lagrimas escorrendo pelos olhos. A muito tempo não chorava, mas no momento estava com muito medo para lembrar da promessa que fizera a se mesma. – Ele é bem melhor que você e não tem como você superá-lo!! Não importa se você me matar agora o depois, o Silver vai te derrotar e você verá que nunca foi páreo para ele.

O rosto de Nazo se contorceu em fúria e antes que o cérebro de Blaze pudesse analisar o que havia acontecido, ela já havia sido jogada na parede tendo seu cabelo puxado pelo ouriço, gritando de dor por causa de sua perna quebrada que tinha que sustentar o corpo para que seu cabelo não fosse arrancado. Logo depois foi lançada novamente contra outra parede só que dessa vez caíra de cara no chão.

– Quando ele chegar. – sussurrou no ouvido dela que a duras penas estava acordada. – Eu vou derrotá-lo na sua frente e logo depois te mato para ver o sofrimento nos olhos daquele bastardo.

O garoto saiu do quarto deixando Blaze com suas dores. Devia ter quebrado algumas costelas, mas isso não importava. Se Silver viesse, ele sofreria, e se ele não viesse, ela morreria. Bem que de qualquer maneira iria morrer então era melhor que ele não viesse e se poupasse do sofrimento.

Fechou os olhos e deixou levar pela escuridão, torcendo para que Silver não a viesse salvar. Para que não sofresse mais uma vez como sofreu quando era humano.

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Estava sentado em uma das varia caixas que tinha no sótão. Não conseguia pensar em mais nada alem de que Blaze estava nas mãos de um completo demônio. Imagens dele violando-a, machucando-a ou ate mesmo matando passavam por sua mente o torturando ainda mais. Queria parar de pensar nessas coisas e acreditar que ela estava bem, mas não conseguia.

O que Nazo havia dito antes de desaparecer noite passada o perturbava mais que nada. Cada vez mais sentia a vontade de ir ate Blaze mesmo que isso significava enfrentar aos quatro vampiros sozinhos. Cada vez mais queria ver a garota, cada vez mais queria tê-la em seus braços, cada vez mais queria poder dizer a ela um tudo ficará bem e cada vez mais queria ter aqueles lábios quentes contra os seus.

Levou as mãos à cabeça e a apertou com força. A queria de volta o mais rápido possível, mas sabia que isso não se realizaria se não soubesse onde ela estava. Afinal eles poderiam ter deixado ela e Maria em qualquer lugar da cidade, ou do estado, ou do país, ou até mesmo do mundo!! Precisava de uma informação para achá-la.

Levantou-se cabisbaixo e começou a andar na direção da porta quando ouviu um barulho vindo de um canto do sótão. Aproximou-se curioso já que sabia que todos estão na sala conversando sobre o que fazer. Então quem estaria escondido ali?

Na sala todos discutiam as varias maneiras de tentar encontrar as garotas, mas ao mesmo tempo não chegavam a uma escolho lógica ou pelo menos razoável para executar.

– Não adianta!! – falou Rouge se deixando cair no sofá de uma maneira frustrada e cansada. – Nunca as encontraremos se não tivermos nem uma pista de onde elas estão!! Podem estar em qualquer lugar do planeta!!

– Talvez esse bichinho aqui possa nos ajudar. – disse Silver chamando a atenção de todos na sala que olharam na direção da escada.

Ele segurava um garoto bastante moreno com uma pequena mochila a jato nas costas. O coitado tinha uma expressão assustada e tentava escapara de todas as maneiras possíveis. Silver o tacou no chão e antes que ele pudesse sair voando tentando escapar o garoto de cabelos prateados colocou um pé encima dele o prendendo no lugar.

– O capacho do Mephiles? – perguntou Sonic se aproximando.

Shadow, que estava esse tempo todo em um transe mental, só despertou agora, ao ouvir o nome do que no momento era a causa de seu ódio e sofrimento. Olhou para a direção dos dois ouriços e viu ao pé de Silver o “mascote” de Mephiles. Perdeu a maior parte do interrogatório que fizeram a ele, mas isso não importava.

– Por que não fala logo onde seu mestre está escondido bicho miserável?! – gritou Silver apertando ainda mais o pobre garoto moreno contra o chão. Seu ódio era visível por todos, mas Sonic sabia que ele não ia passar da fúria no momento.

– Deixa eu tentar Silver. – falou Rouge se aproximando dos dois garotos que interrogavam Bokkun. Ela havia pego uma das roupas de Amy e agora usava uma calça jeans bem justa, uma blusa roxa que não tinha alças e no tecido da barriga ela tinha um corte que ia ate a parte do seio, deixando todo seu ventre plano descoberto. Usava também uma pequena bota de salto alto da cor preta e que pegava por cima da calça jeans.

Ela se ajoelhou para ficar na altura de Bokkun que corou fortemente ao ver os atributos da vampira que tinha cruzando os braços para deixá-los maiores do que já eram. Knuckles ao ver aquilo soltou um pequeno grunhido de irritação o que fez a garota albina rir um pouco e logo depois voltar a se concentrar em Bokkun.

– Vamos lá gracinha. Me fala onde está Fiona e os outros que eu te dou um presente. – falou com a voz mais sedutora que pode, fazendo todos os garotos na sala se estremecerem.

Bokkun corou ainda mais e teve uma leve/grande hemorragia nasal. Amy então decidiu entrar na brincadeira de Rouge com um pequeno chamado da mesma. Ela se aproximou e se ajoelhou ao lado de Rouge com a mirada de Sonic sempre sobre si. Ela vestia uma saia jeans curta e justa, uma blusa preta sem mangas e gola que cobria metade de seu pescoço, e um sapato boneca preto simples.

– Vamos. Por que não conta pra nós duas? – perguntou com uma voz doce e sorrindo gentilmente para o bichinho que cada vez ficava mais vermelho.

Dessa vez fora Sonic que soltara um grunhido. Ela fazia isso com o inimigo, mas nem sonhava em usar isso com ele e quando ele usava com ela, ela se irritava. Essa garota era muito estranha.

Bokkun olhou para as duas com o nariz ainda sangrando, o rosto completamente vermelho e uma pequena gota de baba escorrendo pelo canto de sua boca, mas sabia que mesmo que a tentação fosse grande ele não poderia dizer. Afinal se falasse seria um garoto morto. Respirou fundo e virou a acara para outro lado.

– Não. – disse simplesmente fazendo as duas garotas se estressarem de sobremaneira e pular em cima do coitado do bichinho. Silver a duras penas conseguiu sair de perto antes que as duas acabassem o matando também.

Shadow apenas mirava a cena apenado vendo como as duas garotas estrangulavam Bokkun como duas feras raivosas. Soltou um suspiro. Se esse garoto não falava por bem ele iria falar por mal. Se aproximou das garotas e ergueu a mão na direção das duas que pararam de estrangular o coitado.

– Deixe isso comigo. – falou com seu típico tom sério, mas dessa vez ele tinha um tom sóbrio que dera calafrios em todos.

As meninas entregaram o garoto moreno para Shadow que o levou até um quarto que tinha ali perto. O coitado gritava pedindo por ajuda, mas ninguém queria e também não era louco de ajudá-lo. Não com Shadow naquele estado.

– Ele ficou abalado mesmo. – falou Sonic sentando no sofá, só esperando que Shadow viesse com a informação que todos queriam.

– Sonic. – chamou Amy olhando distraidamente para a janela da sala. Sua mirada estava perdida e seus olhos sem brilho. – Como um vampiro pode ter um servo?

– É simples princesa. – falou o garoto sem dar muita importância. Ainda estava irritado pela garota nunca ter usado aquele jeito sexy com ele. – Quando um vampiro encontra ou um vampiro ou um humano a beira da morte eles podem fazer o intercambio de sangue. Ai o vampiro ou o humano servirá ao vampiro que o salvou. Simples.

Amy não disse mais nada apenas continuou olhando para a janela. Ainda se sentia culpada por ter subestimado a Maria do jeito que fizera. Ela era como uma irmã para Amy igual a Blaze, e nunca pensara que Maria poderia ser forte como as duas. Ela sempre era a mais doce, a mais inocente... E devia sofrer tanto por pensar que eles não acreditavam no potencial dela...

De repente a porta em que Shadow havia entrado se abriu revelando o mesmo. Todos o miraram expectantes esperando saber a localização das duas garotas.

– Elas estão em um galpão que eles alugaram. – falou serio. Olhou para o relógio. Sete horas da noite, a melhor hora para começar a agir, já que era praticamente o inicio da noite o que lhes daria tempo suficiente para salvar as duas.

– Então vamos. – falou Sonic se levantando do sofá e começando a andar ate a porta.

– Eu vou com vocês. – falou Amy indo atrás do garoto de cabelos azuis que parou de andar no mesmo instante.

– Ah! Mas não vai mesmo princesa. – disse se virando para encará-la com uma expressão reprovativa. – Você vai ficar aqui com seus amigos.

– Não, eu não vou! – rebateu Amy. – Maria e Blaze são minhas amigas e não vou ficar aqui parada enquanto ela esta correndo perigo. Eu vou junto e ponto final!

Sonic grunhiu e já ia pedir ajuda para os outros, mas vira que até mesmo Knuckles havia convencido Rouge que iria também. Soltou um largo suspiro para logo depois colocar Amy em suas costas, surpreendendo-a.

– Então se segura princesa, por que a viajem vai ser muito rápida. – falou para logo desaparecer junto com os outros.

De repente, ainda na sala uma sombra bem no canto sorria ao ver que todos haviam saído.

– Agora falta pouco. – falou uma voz feminina para logo depois soltar uma risada maligna e desaparecer do local. Afinal tinha que chegar antes deles se quisesse se divertir com o sofrimento deles.

Notas finais
Uhuuuuu!! O final ficou ruim não ficou? Ficar sem criatividade é triste T-T... Meu deus eu estou fazendo as garotas sofrerem de mais, credo. Ate eu to me assustando com isso O.O!! Aff... Se eu não morri com a anne-chan por causa dofinal da outra eu vou morrer agora quando o arthur-kun ler esse cap xDDD. O Arthur, elas ainda tem muito o que sofrer ainda/tenso.Bom chega de manota! Bjsss galera e ate o proximo cap.E NÃO SE ESQUESSAM DOS REVIEWS!!!!!