Mansão de Vampiros

8 Historia por tras de tudo. Eles começam a agir!!


Notas iniciais
Aqui começa tudo. Tem a explicação da historia dos nossos vampiros, acho que isso pode resolver muita coisa na cabeças de vocês.Bom... Hoje como to sem nada pra falar vamos direto para a fic.

Mansão de vampiros!

Silver a havia levado para seu quarto, e fechara todas as entradas de luz para que pudessem conversar mesmo já tendo amanhecido. Encontrava-se no momento, sentada na cama enquanto via Silver fechando a porta de seu quarto. Estava preocupada com ele já que parecia que ele ainda estava mal com o que havia acontecido.

Quando ele sentou na cama pôde ver perfeitamente e expressão de cansaço que ele tinha. Aproximou-se dele e colocou uma mão em seu rosto, fazendo com que ele o virasse para vê-la. Deu-lhe um pequeno sorriso para logo depois unir seus lábios com o dela em um doce beijo, mas que durara pouco já que teve que se separar para soltar um gemido de dor. Normalmente um vampiro, como muitos outros seres da noite, eram fortes e quase invencíveis, mas quando se tratava de enfrentar sua própria espécie ou de poder equivalente...

Blaze se preocupou ainda mais e deitou a cabeça dele em seu colo, acariciando levemente seus cabelos tentando fazer com que relaxasse. Silver continuou com o rosto contorcido em dor por mais alguns instantes, para logo depois relaxar fazendo Blaze sorrir.

– Te devo muitas explicações não devo? – perguntou com um ligeiro sorriso no rosto a mirando docemente enquanto levava uma mão até o rosto dela e o acariciava levemente.

– Shhh! – sussurrou Blaze levando uma mão ate a dele que estava em seu rosto enquanto a outra o acariciava lentamente. – Não precisa me explicar nada agora. Tem que descansar para recuperar energia.

– Vampiros não dormem. – falou Silver sorrindo levemente, mas ainda sentindo seu corpo doer. Era muito difícil fingir que estava bem, mas como não queria vê-la preocupada não lhe importava fazê-lo.

– Isso explica muita coisa, mas mesmo que não durmam podem relaxar. – rebateu Blaze dando um ligeiro beijo na testa do garoto que fechou os olhos, prazeroso. Podia estar de olhos fechados e sentindo muita dor, mas ainda queria explicar para Blaze tudo o que estava acontecendo, ela tinha o direito de saber agora que se encontrava envolvida em toda essa história.

– A mais ou menos 300 anos eu morava em um vilarejo na Europa. Cresci aprendendo como cultivar os alimentos que plantávamos e como ser um homem honrado e homem de família. – falava sem abrir os olhos. – Era um vilarejo muito simples que ficava perto de uma floresta.

– E como você virou um vampiro? – perguntou Blaze curiosa, prestando bastante atenção na história que o garoto albino contava.

– Um dia eu estava conversando com uns amigos meus quando ouvimos um grito, mas quando fomos ver... – seu rosto se contorceu em raiva e dor, o que preocupou muito a Blaze. – Alguém estava atacando o vilarejo. Lembro de que quando cheguei algumas casas estavam em chamas enquanto alguns corpos estavam aos pés de uma sombra de um homem, não muito velho, mais ou menos da nossa idade, que tinha a boca completamente cheia de sangue. Era Nazo que ao parecer havia gostado do meu sangue. Fugi junto com meus amigos para a floresta que tinha nos arredores, mas ele nos alcançou e matou meus amigos na minha frente.

Blaze podia sentir a tensão do corpo do garoto enquanto seu rosto se contorcia em uma mistura de emoções que variavam da tristeza ao ódio. Silver que continuava de olhos fechados, podia rever toda aquela cena que tanto tentara esquecer nesses últimos 300 anos, mas que agora voltavam como um filme em sua cabeça.

– Dizem que todo vampiro que possui um dom o tem desde quando era humano, e por alguma razão eu consegui liberar esse dom enquanto ainda era um. – continuou Silver. – Fiquei com tanto ódio que quando dei por mim já o havia lançado em um penhasco que tinha ali perto junto com uma pedra que caiu encima dele. O problema é que já estava muito machucado e liberar meu poder tão de repente me fez ficar exausto. Tudo que eu fiz foi deitar no chão e esperar a morte, mas Sonic e Shadow chegaram nesse momento e me transformaram em um vampiro.

Blaze ficou em silencio. Não sabia que a história do garoto era tão marcante, e depois ficava reclamando da sua. Podia ver a dor que ele sentia ao lembrar daquilo tudo, e sabia que não tinha sido fácil. Deu um pequeno beijo na testa do mesmo vento como ele relaxava, o que a fez sorrir.

– Não entendo ainda por que eles nos querem. – confessou Blaze colocando sua testa na de Silver e fechando os olhos. Era tão bom senti-lo tão perto. Sentir aquela pele fria contra a sua que normalmente era mais quente que o normal, o que transmitia faíscas elétricas pelo corpo dos dois por causa do choque térmico.

– Ele ficou preso por cem anos até Mephiles o encontrar e o tirar de lá. – falou Silver já mais relaxado e aproveitando o máximo que podia da aproximação que tinha com a garota. – Acho que ele ficou com raiva por ter sido derrotado por um humano e agora esta atrás de vingança. E qual a melhor maneira de fazer seu inimigo sofrer se não eliminando o que ele mais aprecia? Por isso eles estão atrás de nós esse tempo todo, só esperando o momento em que nos deixemos levar. E pelo visto eu já estou perdido.

– E o que faremos? – perguntou Blaze sentindo um calafrio percorrendo seu corpo. Tinha um mau pressentimento sobre aquilo tudo. Talvez depois de tudo não iam conseguir escapar dessa.

– Esconderemos vocês até eles desistirem da idéia que estamos apaixonados. – falou Silver dando de ombros. Realmente não tinha uma idéia exata sobre o que fariam, mas essa era a opção mais razoável.

– Ora Silver. Eles estão mais que convencidos que vocês estão apaixonados, dava para ver perfeitamente. – disse Blaze. Ela tinha sua própria opinião do que fazer, mas não sabia se ele iria aceitar muito bem. Bom... Quem não arrisca não petisca. – E se virássemos vampiros? Eles não teriam como nos machucar.

Silver se sentou em um salto ao ouvir aquilo. Isso também fez com que sua testa se chocasse com força na de Blaze que voltara a ficar sentada direito. Silver se virou para vê-la com os olhos arregalados, cheios de medo e surpresa.

– Como pode dizer uma coisa dessas?! – exclamou enquanto Blaze passava a mão na testa tentando fazer a pequena dor passar. – Não poderia fazer isso. Não com você!

– Mas qual o problema?! Você queria me morder desde que cheguei aqui então por que não pode fazer agora?! – indagou Blaze não entendendo a reação do garoto. Qual era o problema de virar uma vampira?

– Isso foi antes de descobrir o que sinto por você! – falou ele para logo depois segurar fortemente os ombros da garota. – Você não sabe o que daria para estar com minha família e com meus amigos. Só fiquei assim porque não tinha nenhum dos dois, mas você tem Blaze! Você tem chance de aproveitar sua vida com eles!!

– Família?! – exclamou Blaze desconcertada. – Silver, meu irmão é um líder de trafico de drogas que me faz passar por treinamentos pesados para me obrigar a substituí-lo, meu pai é um beberrão que só pensa nisso, em beber, e me agrediu várias e várias vezes porque estava bêbado e eu nem tenho mãe!! Isso não é ter uma família!!

– Mas você tem seus amigos! – voltou a falar tentando convencê-la que se transformar não era a melhor opção.

– Vamos nos separar depois dessas férias Silver, eu vou ficar sem eles de qualquer jeito! – exclamou Blaze de novo. – Não vejo problema algum em me transformar e...

Mas antes que pudesse terminar de falar Silver a puxou para um forte abraço, o que a fez esquecer completamente o que estava falando. Passou seus braços pelas costas do garoto e se aconchegou em seus braços. Silver podia ter um corpo duro e frio, mas para Blaze era bem aconchegante e convidativo.

– Não vamos mais falar sobre isso, ok? – sussurrou Silver em seu ouvido a fazendo estremecer. – Agora melhor você descansar. Ficar acordada todas as noites não faz bem para nenhum humano.

– Já estou acostumada. – falou Blaze sorrindo levemente. – Meu irmão me acorda bem sedo para treinar, isso quando não me faz ficar a noite inteira fazendo exercícios.

– Mesmo assim. Todo humano precisa de um descanso, por isso durma. – Silver encostou suas costas na parede que tinha na parte de cima da cama e aconchegou Blaze em seu peito para que ela pudesse ficar em uma posição que não a incomodasse e a fizesse dormir.

Normalmente Blaze não dormia de dia, já que estava acostumada a acordar muito cedo (no meio da noite) e ficar elétrica o resto do dia, mas nesse momento estava tão confortável e relaxada que o sono começou a dominá-la lentamente. Sentiu as pálpebras pesarem e não recusou em fechá-las enquanto se aproximava mais de Silver, que acariciava sua cabeça com movimentos lentos e delicados.

Em poucos instantes já havia caído completamente dormida enquanto o garoto apenas a observava com um sorriso e continuava acariciando sua cabeça, só que dessa vez variando entre as costas e o rosto também. Só esperava que nada acontecesse a ela.

–0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-

Já haviam chegado em casa e estavam na sala. Sonic havia ficado exposto a alguns raios do sol, mas fora apenas por alguns segundos. Amy achara que isso não seria nada de mais para ele, mas quando chegaram em casa viu como ele estava cansado, com varias gostas de suar no rosto e a respiração muito acelerada. Rapidamente saiu dos braços dele, já que ele a havia carregado até em casa, e começou a fechar todas as janelas e portas que tinha na sala, enquanto Sonic tentava recuperar o fôlego em um canto escuro.

Quando terminou, foi até Sonic que estava encostado na parede com a respiração agitada e entrecortada. O levou até o sofá e o sentou no mesmo, mas antes que pudesse pelo menos se distanciar um pouco ele a puxou para si fazendo um pequeno corte em seu pescoço usando seus caninos afiados, mas de uma maneira que o veneno não fosse liberado no organismo dela.

Sem aviso Sonic começou a beber desesperadamente o sangue de Amy, o que causava nela uma sensação de prazer descontrolado. Ficaram assim por alguns minutos até Sonic se sentir revigorado mais uma vez. Afastou-se da garota se sentando no sofá, já que havia deitado em cima da garota que acabara sendo deitada no sofá, e limpou o sangue que tinha escorrendo na boca.

– Da próxima v-vez avisa q-quando for f-fazer isso. – falou Amy com a respiração descompassada e se sentando também no sofá só que um pouco mais lentamente.

– Desculpa, mas é que quando fico exposto ao sol perco energia, e preciso recuperá-la. – falou Sonic dando de ombros com um sorriso divertido no rosto.

– Então parece que a lenda de que vocês morrem ao entrar em contato com a luz do sol é apenas mito. – disse Amy cruzando os braços e mirando o garoto com curiosidade.

– Não devia acreditar em tudo o que ouve princesa. – falou Sonic soltando uma gargalhada e se deixando relaxar no sofá, colocando as duas mãos atrás da cabeça.

– E agora que esta melhor você poderia me explicar o que esta acontecendo aqui, não poderia? – perguntou Amy olhando criticamente para o garoto. Ainda estava um pouco confusa pelo que havia acontecido a noite. – Quem era aquele garoto? Como ele conseguiu fazer aquela pulseira se expandir daquele jeito?Por que ninguém notou o que estava acontecendo?

– Eu não deixei que eles vissem. – disse Sonic sem dar muita importância ate receber um olhar confuso da garota. – É o seguinte princesa. Eu consigo controlar o corpo das pessoas com a mente, possibilitando também que elas tenham ilusões ou que não percebam uma coisa que esta na frente deles. Sem falar que... – de repente o corpo de Amy começou a se mover sozinho se aproximando de Sonic até deixar seus rostos muito perto. – Posso fazer eles fazerem o que eu quiser.

Mas antes que Sonic pudesse juntar seus lábios Amy conseguiu recuperar o controle de seu corpo e o empurrou com força enquanto sentava no sofá de novo, já que havia se ajoelhado no mesmo. Cruzou novamente os braços e mirou feio o garoto que se encontrava um pouco surpreso, mas logo se recuperou e sorriu um pouco.

– Ok, vamos voltar para o que interessa. Aquele garoto é o Scrooge, um vampiro conhecido meu a muito tempo, e como eu consigo controlar os corpos humanos, Silver ter telecinezia e shadow conseguir controlar as sombras, o Scrouge pode controlar o metal. – falou Sonic se ajeitando no sofá já que com o empurrão de Amy ele acabara caindo em uma posição desconfortável.

– Mas porque ele estava tão estressado com você? – perguntou Amy se lembrando da cena que tinha visto entre o garoto de cabelos verdes e Sonic.

– Bom... isso foi há muito tempo. Eu sou um vampiro primeiro, ou seja, um dos cinco que nasceram da criadora dos vampiros. – falou Sonic. Amy começara a ter curiosidade sobre a história e se ajeitou no sofá para poder ouvi-la melhor. – Eu, Shadow, Mephiles, Menic e Sonia fomos o fruto da união de um demônio com uma humana. Vivíamos como os únicos vampiros da face da terra. Manic como o rei de todos por ser aquele que controlava os quatro elementos. Um dia Sonia achou um bebê perto da floresta onde vivíamos. Esse bebê era Scrooge.

Sonic revivia tudo em sua cabeça. Parecia agora que estava de volta aquela floresta de sua infância perto do castelo onde morava vendo sua irmã trazendo o pequeno bebê nos braços. Amy também recriava tudo em sua cabeça. Olhou em volta e podia jurar que não estava mais na sala e sim em uma floresta escura perto de um castelo feito completamente de pedras firmes enquanto quatro vampiros estavam perto da porta vendo como mais uma garota se aproximava com um pequeno lençol na mão.

– Sonia implorou para Manic a deixar ficar com o bebê e Manic como não via problema nisso aceitou, mas com uma condição: Quando ele fizesse vinte anos ela o transformaria em vampiro. O bebê cresceu com ela sendo que ela o ensinava nossa história e segredos do passado.

Amy agora estava em um jardim com um gramado verde e cheio de árvores e flores para todos os lados. Mais para frente estava o castelo enquanto envolta do jardim tinha grandes muralhas de pedra. No jardim uma garota de cabelos rosa e roxo brincava com um garotinho muito parecido com Sonic, pareciam estar bem felizes juntos.

– Mas quando Scrooge completou vinte anos e virou um vampiro, as coisas começaram a mudar. Ele começou a querer ser mais e mais forte e tentava nos superar o tempo todo. Manic e Sonia não viam no que ele estava se tornando até que aconteceu. Scrooge planejou um jeito de tirar Manic do poder, uma maneira de matar um vampiro primário. Ele esperou Manic ficar sozinho e então o prendeu com seu poder de controlar o ferro.

Amy agora estava em um corredor bem largo cheio de colunas ao parecer de ouro maciço e o chão de um mármore azul onde podia se ver refletida nele. Mais na frente tinha dois garotos conversando, um de cabelos azuis e outro de cabelos verdes. O garoto de cabelos verdes estava preso em uma das pilastras e usava uma longa capa de veludo vermelho enquanto o garoto de cabelos azuis usava uma armadura prata, só que sem o capacete.

– O único jeito de matar um vampiro primário é com o veneno de outro vampiro, não importa se normal ou primário. Scrooge planejava fazer isso se eu não tivesse chegado e estragado os planos dele. Lutamos até fora dos limites do castelo. Eu estava na vantagem por causa de minha experiência com os anos, mas também não queria matá-lo e magoar minha irmã. Eu tentava fazer com que ele esquecesse dessa história ridícula de se tornar o rei dos vampiros, mas ele não me escutava. Foi quando apareceram os lobisomens.

Amy agora estava novamente naquela floresta só que em uma parte mais escura, onde as arvores eram mais próximas umas das outras, o que fazia os raios da lua não conseguirem penetrar e chegar ao chão. Em uma parte da longa área da floresta podia ver dois garotos muito parecidos só que usando armaduras da cor diferente, um prata e outro dourado. Mais na frente deles tinham cinco lobisomens com os dentes a mostra enquanto a saliva escorria sem parar por toda a parte de suas bocas.

– Não podia me envolver com lobisomens porque isso quebrava o contrato de paz que tínhamos com eles, por isso fui embora deixando Scrooge sozinho. Quando ele voltou estava diferente. Ao parecer um dos lobisomens o havia ferido no estomago enquanto outro o havia mordido injetando o veneno canino dele. Scrooge sofrera uma transformação que mudara seu cabelo para uma cor verde e deixara com todos os dentes pontiagudos e não só os caninos. Ele agora era meio vampiro e meio lobisomem. Manic o expulsou, mesmo com as suplicas de Sonia, e ele ainda me culpa por todas as desgraças que aconteceram com ele.

Amy voltara a realidade nesse momento. Era uma história bem triste se pensasse bem. Mas ao parecer isso interferia no que ia acontecer com ela mais para frente, o que lhe causava um medo devastador.

– Então é por isso que ele tem tanta raiva de você. – falou em um sussurrou quase inaudível. Respirou fundo algumas vezes para logo depois falar ainda mais baixo. – Não é uma história muito alegre.

– Não, não é. – sussurrou Sonic ainda lembrando do rosto triste de sua irmã quando isso aconteceu, mesmo sendo a mais ou menos 2000 anos atrás.

Um silêncio fúnebre tomou conta do local e Amy tinha o ligeiro pressentimento que esse ódio do garoto de cabelos verdes ia cair mais sobre si.

–0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-

Encontrava-se no sótão ainda, mas isso porque a garota albina não conseguia mexer nenhum músculo depois do que havia acontecido a pouco tempo. Estavam sozinhos o que dava a oportunidade perfeita de fazê-la falar o que estava acontecendo.

Ajudou-a se sentar em uma das caixas que tinha no local e logo depois se sentou do lado dela. Viu como ela respirava fundo algumas vezes. Demorou alguns minutos até a garota albina se recuperar completamente do que havia acontecido.

– Se sente melhor? – perguntou Knuckles vendo como a garota tossia algumas vezes. Ela apenas assentiu enquanto se deixava relaxar nas caixas que no momento, para ela, pareciam muito confortáveis. – Agora poderia me explicar o que está acontecendo aqui?

– Eles eram um grupo de vampiros que pode se dizer que só estão juntos por causa de uma coisa. Se vingar de cada um de nós. – falou Rouge sem saber se contava mesmo para ele ou se só dizia isso, mas ao ver a cara de curiosidade do garoto suspirou e começou a contar. – Todo vampiro tem um inimigo, sem exceção. Não importa se é lobisomem, fantasma, vampiro, não importa, todos têm um. A minha é a Fiona.

– E por que ela quer se vingar de você? – perguntou um pouco preocupado, já que vira a velocidade daquela garota e, ao seu ver, a albina a seu lado não parecia ter muita chance.

– Há muito tempo quando havia acabado de me transformar em uma vampira Fiona fora minha primeira amiga e minha primeira companheira. Viajávamos e caçávamos juntas, mas um dia Fiona se envolvera com umas pessoas que não eram muito apropriadas. Eu tentei convencê-la de que não era uma boa idéia ficar com eles, mas ela não me escutou. – Rouge olhava para baixo, não conseguia encarar a Knuckles. – Um dia esse grupo enfrentou um grupo de lobisomens, mas ao parecer Fiona fora a única que levava a sério enfrentá-los, eu tentei convencê-la que era idiotice, mas de novo ela não me escutou e foi com eles. Eu segui de perto e quando vi que seus companheiros a deixavam na mão no meio da batalha eu entrei, só que os lobisomens estavam em maior numero e me feriram gravemente no peito me obrigando a me afastar. Foi quando ela conheceu Scrooge. E desde então ela diz que eu a abandonei, e de vez em quando eu penso assim também.

– Não se culpe tanto. – tentou animá-la. Sabia que não era tão bom quanto Amy, mas no momento tinha que tentar. –Não tinha como você continuar lutando feriada. Não podia fazer nada por ela, sem falar que a culpa foi dela por ter se envolvido com um grupo que não deveria.

– Mas ainda penso que devia ter feito mais alguma coisa por ela, quem sabe se tivesse tirado ela de lá junto comigo... – tentou dizer Rouge, mas fora interrompida por Knuckles que segurara seu queixo para que o mirasse.

– Você fez o que podia por ela. Se ela não sabe reconhecer o que você fez o problema é dela. – falou Knuckles e um sorriso extenso apareceu no rosto da garota que se aconchegou novamente no peito do garoto, o que o fez corar levemente.

– Obrigada Knuckles. – sussurrou alegre, ouvindo a musica que era os batimentos do garoto.

–0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-

A tinha levado para o quarto dela e fechado todas as entradas de luz, para que não corresse o risco de acabar se expondo a ela. Deixou Maria trocar de roupa, no banheiro é claro, e logo que ela acabou se sentaram na cama para conversar. Maria se sentia mais confortável agora que usava uma roupa descente e não um simples pijama. Usava a mesma roupa que tinha usado quando Shadow a beijou e bebeu seu sangue pela primeira vez.

– O que aconteceu? – perguntou preocupada. Shadow esperava aquilo depois do que ela tinha visto no sótão. – Por que aqueles vampiros nos queriam?

– Mephiles quer vingança pelo que eu fiz com ele a muitos anos atrás. – falou Shadow não querendo revelar muitos detalhes de seu passado.

– O que aconteceu? O que você fez com ele para ele querer se vingar? E porque eles querem a nós? – Maria o bombardeava de perguntas, o que Shadow teve a conclusão que não poderia ficar sem contar nada para ela.

– Maria. – chamou fazendo-a se calar e o mirar expectante. – Olha, tudo começou muito tempo atrás quando um grupo de aldeões de um pequeno vilarejo me acolheu quando eu estava muito ferido por causa de uma luta. Eles cuidaram de mim até eu ficar completamente curado, mas havia uma pessoa que me incentivava a ficar lá. O nome dela era Mire. – Maria sentira uma pontada no coração ao ouvir aquilo. – Ela cuidara de mim e me fizera me apaixonar por ela. Era muito parecida com você.

Maira tentava conter as lágrimas que queriam sair de seus olhos. Saber que ele era apaixonado por outra lhe doía muito, mas no momento isso não era hora de pensar em seus problemas.

– Essa pulseira que você estava usando. – disse levantando a mão dela e passando um dedo pela pulseira. – Eu fiz exatamente para ela, mas quando fui entregar, Mephiles atacou a aldeia e a matou na minha frente. Fiquei com tanto ódio dele que o selei nos destroços que haviam ficado da vila. Ele demorou uns 200 anos para se libertar, mas quando o fez saiu com todo o desejo de vingança. E pensar que tudo aquilo aconteceu por minha culpa.

Maria ainda se sentia dolorida, mas sabia que ele também estava sofrendo pelo o que aconteceu. Aproximou-se dele e colocou suas mãos por cima das dele, chamando sua atenção. Sorriu gentilmente para ele tentando animá-lo.

– Posso não ser muito boa para animar os outros como a Amy. – confessou com um sorriso divertido no rosto. – Mas tenho certeza que a Mire não te culpa pelo o que aconteceu. Sei que se ela morreu não queria que você se sentisse mal pelo que aconteceu. E mesmo ela estando longe, sempre vai estar em dois lugares. Aqui. – colocou a mão na cabeça dele com delicadeza. – E aqui. – e logo depois colocou a mesma mão em seu peito, bem no local onde estava o coração.

– Não seja ridícula. – falou Shadow virando seu rosto para o outro lado. Por que se sentia tão constrangido com ela lhe tocando desse jeito? – Nós vampiros não temos coração nem alma. Principalmente um que nasceu desse jeito.

– Posso não senti-lo batendo. – continuou Maria sem tirar o sorriso do rosto. Ela também continuou com a mão no peito de Shadow e fechou os olhos, como se realmente estivesse sentindo alguma coisa. – Sei que esta ai, e sei que bate com carinho e amor.

– Não sabe do que está falando. – disse Shadow. Por alguma razão não se sentia conformado com o que a garota estava dizendo. Afinal sempre fora tratado como um monstro. – Já disse que vampiros não têm alma nem coração. Não podemos sentir essas coisas, como carinho ou amor.

De repente Shadow pode ver de canto como a mão de Maria vinha rapidamente na direção de seu rosto. Usando seus reflexos rápidos segurou a mão dela antes que pudesse encostar em seu rosto. Suspirou pesadamente, será que ela não tinha aprendido a lição na ultima vez?

– Será que quase quebrar a mão não fora o sufi... – mas antes que pudesse terminar de falar se virou para ela e se chocou com a cena que vira. Maria estava com o rosto cheio de dor e as lágrimas escorrendo livremente por seu rosto. – Maria?

– Tudo que você fez, todo o carinho que eu via que você tinha por mim era mentira? Você nunca gostou por mim? Você roubou meu primeiro beijo apenas para ter o prazer de fazer? – perguntava com a voz mergulhada em dor e sofrimento. Alguma coisa dentro de Shadow se encolheu nesse momento e teve vontade de consolar a garota. – Se não sentia nada por mim então por que não me entrou logo para aqueles vampiros?!

Maria saiu correndo do quarto. Não queria ficar perto de alguém que não a queria. Enquanto isso Shadow agonizava no quarto se arrependendo do que tinha feito.

O que nenhum deles sabiam é que um pequeno espião vigiava na sombra, vendo cada momento intimo e romântico entre cada um da casa, e agora seguia em direção a cidade para contar todas as novidades que tinha pare seu mestre.

Voou até um apartamento que tinha na cidade e foi até o ultimo andar onde dois garotos se encontravam sentados no sofá vendo TV. Na verdade apenas um se encontrava vendo, o outro andava de um lado para o outro impaciente. Era Nazo que ainda não se conformava com o fato de que haviam saído da casa sem encontrar nenhum dos humanos.

– Não acredito que você fez a gente ir embora sem arrancar nenhuma informação deles! – exclamou irritado enquanto Mephiles apenas passava os canais sem realmente ver nenhum. – Ah!! Eu quero acabar logo com aquele desgraçado do Silver!!

– Calma Nazo. Vamos acabar com eles. – falou Mephiles tranqüilo, quando Bokkun chegou, entrando pela janela e parando na frente de Mephiles fazendo uma pequena reverencia. – Ah! Meu querido Bokkun! Que informações você tem pra mim?

Nazo se aproximou curioso dos dois. Sabia que Mephiles havia mandado seu pequeno escravo vigiar o grupo de Silver, mas não sabia que ele estava na casa até agora.

– Trago informações valiosas mestre. – falou Bokkun um pouco temeroso. – O garoto albino esta mais que envolvido com uma garota de cabelos lilases. O garoto de cabelos azuis ainda não admite que gosta da garota de cabelos rosados, mas se nota de longe que estão apaixonados. A vampira albina também esta mais que envolvida com o garoto ruivo e o garoto moreno também esta apaixonado pela garota loira por mais que não admita e teve uma pequena briga com ela.

– Hum... – disse Mephiles enquanto um sorriso malicioso aparecia em seu rosto. – Ao parecer nossos amiguinhos arrumaram companhia. Pergunto-me o que fariam se as perdessem.

– Podemos pegar a minha, primeiro? – perguntou Nazo também tendo um sorriso maléfico no rosto. – Estou louco para ver a cara de desespero daquele pirralho. Sem falar que o seu também ta com problemas com a namorada.

– Sem problemas Nazo. Vamos pegar a sua primeira depois nos dirigimos ate a minha. – disse Mephiles desligando a TV e se levantando do sofá. – E o Scrooge? Não vai querer vir para a diversão também?

– Ao parecer ele já tem a sua própria. – disse Nazo apontando para uma das portas dos quartos que estava fechada. Por ela passavam risinhos e gemidos que iam aumentando lentamente.

– Vejo que tem razão. – disse Mephiles com um pequeno sorriso no rosto. – Vamos então.

Os dois vampiros desapareceram. Deixando o coitado do Bokkun sozinho na sala. Seu pequeno corpo tremia de medo e desejava sorte para os alvos dos dois garotos, já que o que planejavam fazer não era nada bom.

–0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-

Havia se passado algum tempo e agora todos se encontravam na sala, todos exceto Blaze que ainda continuava dormindo, já que Silver não teve coragem de acordá-la. No momento Sonic estava em pé perto de uma das poltronas enquanto, Shadow estava escorado em uma das paredes. Silver sentado em um dos sofás enquanto Rouge estava sentada no colo de Knuckles no sofá para dois. Maria estava abraçada com Amy no sofá na frente de Rouge e Knuckles, sendo que a rosada mandava miradas assassinas para Shadow e Sonic. A sala estava praticamente toda fechada para que nenhuma luz do sol entrasse.

– E então? – perguntou Knuckles vendo que mais ninguém falava. – O que faremos em relação aos vampiros do mau?

– O que é certo é que temos que esconder vocês até as coisas acalmarem. – falou Silver. – Se eles os acharem tudo estará perdido.

– Mas se não podemos nem ir embora como escaparemos deles? – perguntou Amy. – Vocês mesmos disseram que se formos embora eles seguiram nosso rastro.

A sala voltara a ficar em silêncio, todos pensando no que poderiam fazer para sair dessa encrenca. De repente ouviram como alguém batia na porta. Amy se levantou e foi ate a mesma, dando a oportunidade perfeita para Shadow se aproximar de Maria, mas no momento o mesmo mal tinha coragem de olhar nos olhos dela. Estava muito mal pelo que havia acontecido entre eles.

Amy abriu uma pequena brecha da porta e olhou para fora, mas o que vira fez seus olhos se arregalarem. Eram Cosmo, Cream e Tails. Todos vestindo roupas frescas e com malas na mão, sorrindo de orelha a orelha.

– O q-que vocês estão fazendo aqui?! – exclamou Amy sem acreditar no que seus olhos lhe mostravam.

– Nossos pais nos liberaram para vir nos divertir com vocês, não é legal?! – disse Cream feliz, sorrindo mais que qualquer um.

– Q-que bom. S-só esperem um minutinho que ta tendo um pequeno probleminha aqui dentro e eu já volta. – entrou novamente na casa e fechou a porta rapidamente deixando a todos, tanto os que estavam de fora quanto os que estavam dentro, confusos. – São Cream, Cosmo e Tails, Eles vieram passar o resto das férias conosco.

– Ah droga! – exclamou Knuckles. – E como vamos distraí-los?

– Pode deixar isso comigo. – disse uma voz vinda da escada. Todos olharam e viram Blaze que vestia um short jeans curto e uma blusa branca. – Eu os distraio enquanto vocês decidem o que vamos fazer.

Ela desceu o resto das escadas e já ia na direção da porta quando Silver se levantou e a puxou pelo braço, dando um profundo e apaixonado beijo nela, como se tivesse medo de deixá-la ir.

– Cuidado viu? – disse acariciando o rosto da mesma que apenas sorriu.

– Está de dia. Eles não podem sair de onde quer que estejam, então estou segura. – falou se separando e indo na direção da porta. A abriu dando de cara com seus amigos. Sorriu extensamente e logo disse. – Oi pessoal! Estamos com um ligeiro problema aqui dentro, mas não se preocupem, rapidinhos eles resolvem. Por enquanto vamos até a paria nos divertir.

Blaze colocou as malas deles dentro da casa e os empurrou, literalmente, na direção da praia. Devia ser mais ou menos uma da tarde, então não devia se preocupar muito em dar de cara com um vampiro. Levou seus amigos até uma área perto da casa, já que tinha que voltar antes do sol se por.

Não se passaram nem uma hora de diversão entre eles quando dois garotos apareceram fazendo Blaze se levantar de um salto e se posicionar na frente de seus amigos, os deixando um pouco confusos. Ouviu como os dois garotos riam e logo se virou para seus amigos.

– Voltem para dentro de casa e falem para os outros o que esta acontecendo. – falou autoritária se mantendo em uma posição defensiva e sem tirar os olhos dos dois garotos que tinham sorrisos maliciosos no rosto.

– Mas Blaze... – tentou falar Tails, mas a mesma o cortou antes que terminasse.

– Vão logo!! – gritou fazendo seus amigos saírem correndo até a casa que devia estar a mais ou menos alguns metros de distancia.

– Se pensa que seus amigos conseguiram te salvar está muito enganada. – falou Nazo inclinando ligeiramente a cabeça para o lado. Blaze nada respondeu.

Respirou fundo e se virou rapidamente e começou a correr na direção da mansão em que seus amigos também foram. Não conseguiu correr mais de dez passos antes que o garoto de aura branca se posicionasse na sua frente com um sorriso de orelha a orelha. Virou-se novamente e deu de cara com o garoto demoníaco.

Agora estava presa entre os dois e tinha que pensar rápido para poder sair dali. Mas antes que pudesse se quer tirar a faca que tinha escondida no short alguma coisa lhe puxou para baixo e a manteve deitada na areia. Os dois garotos se aproximaram lentamente, enquanto uma idéia surgira em sua mente. Quando os dois estavam bem perto, conseguiu mover as mãos tacando areia nos olhos de um e logo depois lançando a faca que tinha escondido em outro.

Nesse momento de distração conseguiu se levantar e voltar a correr na direção da casa. Mas quando achara que ia conseguir o garoto de cabelos brancos, em que havia tacado a faca, havia tirado a mesma de seu ombro, onde o atingira, e a lançado em sua direção, fincando certeiro na perna, a fazendo cair no chão sem movimentos.

Virou-se na para poder encarar os garotos e começou a se arrastar na areia tentando escapar dali, mas os dois vampiros foram mais rápidos e chegaram até ela em um piscar de olhos. O garoto demoníaco colocou uma mão na perna que ainda continuava ilesa e a apertou com tanta força que chegou a quebrar, e a fazendo soltar um grito de dor. O outro garoto se agachara até ficar na sua altura e levou uma mão até seu pescoço, fazendo com que não só começasse a sufocá-la como também fazia uma preção tão forte dentro de seu corpo que parecia que ia explodir de dentro para fora.

– Se não tivesse outros planos com você juro que te matava agora. – sussurrou em seu ouvido. Blaze usou as ultimas forças que tinha para mover sua mão e dar um murro no rosto do garoto, causando apenas que sua mão se quebrasse. – Não adianta garota. E por mais que queira acabar com você aqui, tenho que fazer seu garoto sofrer um pouco.

Blaze começou a perder a consciência, mas a única coisa que tinha em sua mente agora não era as dores nem a possibilidade de morrer. Era...

– Silver.

Notas finais
E então o que acharam? Desculpa pelo suspense que eu coloquei no final, mas é que o proximo precisa disso (sem falar q o cap tava ficando muito grande ¬¬) Bom... Agora se quizerem saber o que vai acontecer só esperando o proximo cap, Hihihihihihihihih!Bjssss!