Manhunters

12 Uma palavrinha com o guarda e uma pausa para o almoço


Notas iniciais
Fala galera! Hoje é dia daquilo que vocês sabem. Esse, por enquanto, é o MAIOR CAPÍTULO da fic! Eu poderia ter cortado-o, mas preferi deixá-lo assim, ficou bom esteticamente e bom também para o andamento da história. Tem gente que gosta de escrever capítulos longos mesmo, mais de 3 mil palavras; eu me sinto melhor tendo a média de mil e poucas por capítulo, então pra mim, esse aqui é grande. haha Obs: até o título do capítulo é grande, minha nossa. *Música tema: Pretty Lies, do Veridia*

— Olá, senhor Philip. — A morena logo se manifestou, após o guarda entrar na salinha.

— Oi. — Ele respondeu secamente.

— Bem, assim como fizemos com Pedro Hernández, queremos conversar com o senhor sobre aquela noite na qual Vanessa Temple foi assassinada.

— E por que não fizeram isso lá fora? — O guarda questionou franzindo a sobrancelha.

— Você sabe muito bem por que. — Grissom respondeu com um sorriso irônico.

O guarda ergueu as mãos num gesto como se dissesse “vou fazer o quê”, já que não tinha outra alternativa. Ele se afastou dos policiais indo para a parte interior da sala.

— Como eu disse antes para o outro detetive... — Ele reforçou a voz — Estava eu patrulhando a área junto de Hernández e Davis. O Sam me chamou pelo rádio e pediu que fosse até o local de onde uma mulher havia sido atacada. — O guarda coçou o lado esquerdo do rosto, depois estendeu a mão — Fui até lá e vi o Davis com o homem que achou a mulher. Hernández chegou depois. Mesmo sem muita luz dava para enxergar sua cara de medo. — Ele deu uma leve risada, e vendo que os policiais não mudaram de expressão, continuou — Logo depois eu saí com a testemunha e o levei para o seu trailer. Não vi mais nada depois disso.

— Chegou a notar algo incomum nos outros guardas?

— Todos estavam estranhos naquele dia. — O guarda Philip fez um gesto com as mãos.

— Seja mais específico, guarda Philip. — Grissom falou enquanto suspirava.

— Bem... Hernández estava quase se borrando de medo, desculpe o termo. Davis... estava uma pilha de nervos, chamou logo o Lewis e ficou conversando com ele sobre o que iriam fazer. O Franklin, bem... estava normal, eu acho, já que ele era o supervisor daquele turno, tinha mais que segurar as pontas mesmo.

— O senhor Lewis deixou o trabalho tempos depois do ocorrido. Acha que isso tem a ver com a sua saída? — O sargento sondou, aproveitando que o guarda fora citado — Talvez o estresse pelo trabalho tenha ficado insuportável... até porque ele era o supervisor daquele turno e o crime aconteceu “debaixo” de seu nariz.

— O quê? — Philip moveu o tronco para frente, rindo com a pergunta — Não... não acho isso. Lewis se deu bem.

— Como assim? — O sargento perguntou intrigado.

Discretamente o guarda deu um passo em direção aos policiais.

— Soube por aí que o Lewis ganhou uma bolada na loteria. Aposto que tava agindo discretamente só pra disfarçar o que conseguiu. Não é à toa que brigou com a mulher por causa de dinheiro.

— O senhor sabe bastante coisa, guarda Philip. — A detetive provocou-o intencionalmente.

— Ah... — Ele deu uma risada — É o que o pessoal comenta... Eu não sou de me envolver muito nessa coisa de fofoca, sabe?

— Não...! — A morena balançou a cabeça e respondeu ironicamente.

— Lembra-se de como os outros guardas estavam se comportando nos dias anteriores ou seguintes do assassinato? — Continuou o sargento.

— Olha só, senhor detetive... sargento... faz muito tempo que isso aconteceu. Não vou me lembrar como aqueles caras estavam. — O guarda deu de ombros — Bem... depois disso... o pessoal ficou meio arrasado. A gente levou uma bronca do cacete por parte da administração e quase fomos demitidos. Hernández é o que ficou mais aterrorizado, é o que ficava tocando no assunto toda hora. Davis tentava se manter calmo, mas só tentava mesmo; e Lewis... não notei muita diferença nele, pareceu o menos afetado por isso.

— E o senhor? — Sara perguntou.

— Eu? — Apontou para si — Ah, a única coisa que eu pude fazer foi lamentar. Por muito tempo eu vinha avisando ao pessoal que esse parque era uma porta de entrada pra qualquer um entrar e fazer o que bem entender. Nem se deram o trabalho, e vejam só o que aconteceu.

Sara ficou encarando o guarda. Seu dizer não aparentava abatimento ou angústia. Mesmo tentando, não pareceu convencer a detetive.

— Entendo. — Grissom assentiu — Mais uma coisa: Por que você e Hernández mudaram de turno, enquanto o guarda Davis permaneceu à noite?

— A administração achou melhor que nos trocassem de horário. Eu já queria sair há um bom tempo, estava cansado demais de trabalhar na madrugada. O assassinato da moça foi só o estopim para isso. Ofereceram a troca de turno ao Davis, mas ele recusou. — O guarda respondeu sem dificuldades.

Grissom e Sara se entreolharam novamente.

— Bem, é tudo. Por agora. — Grissom concluiu — Obrigado por cooperar com a polícia, guarda Philip.

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Meio dia e cinquenta. Como Grissom e Sara finalizaram sua conversa com os dois guardas, não havia mais nada a se fazer, por enquanto, a não ser esperar, e assim, contatar Samuel Davis no turno da madrugada.

Próximo do Parque da Grande Bacia, a mais ou menos nove quilômetros a sudeste, havia uma pousada/restaurante, o local mais próximo do parque em que era possível se hospedar e que não era muito caro. O estilo do lugar era aconchegante, tipo casa nas montanhas, como a cabana do parque. Mesmo de fora era possível sentir o cheiro da comida, melhor chamariz para os negócios.

— Nossa, que cheiro bom! — disse a detetive, logo após sair do carro e se aproximar do lugar.

— É, o dono do lugar se deu bem já que esta pousada é o único estabelecimento do tipo próximo ao parque. — Grissom comentou enquanto analisava a estrutura da pousada.

— Pousada Chapman. — Sara falou com forte entonação — Espero que a estadia seja melhor que o nome do lugar.

Quando os dois entraram, Grissom foi direto à recepção para fazer uma reserva de dois quartos. O lugar estava moderadamente sitiado, sendo a maioria dos presentes pessoas sozinhas ou pequenos grupos; sem presença visível de famílias.

— Olá, sejam bem vindos à Pousada Chapman, o casal vai querer uma reserva? — cumprimentou a recepcionista.

— Não! — disseram em uníssono, depois olharam um para o outro.

— Não somos um casal, somos policiais. — Sara logo se manifestou — Queremos uma reserva, dois quartos.

— Ah, sim! Me desculpem. — A mulher que aparentava ter uns quarenta anos riu de nervoso.

A detetive ergueu os olhos. Foi um breve susto. Imagina só, eles dois juntos.

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Meia hora depois Grissom e Sara estavam devidamente registrados na pousada. Seguiram para o restaurante do estabelecimento e foram almoçar. Como não tinham escolha os dois sentaram à mesma mesa, do lado direito à janela. Sara retirou o sobretudo e o colocou apoiado à cadeira, já que o local apresentava uma temperatura agradável. Apenas a camisa de manga longa branca e o terninho cinza escuro eram suficientes, junto da calça social do conjunto. Grissom também deixou o sobretudo na cadeira, mas preferiu retirar o paletó do conjunto social, deixando à mostra a camisa azul clara e a gravata azul escura listrada. Enquanto o garçom não chegava, a dupla não falou e evitou trocar olhares.

— O que foi? — perguntou Sara, que não pode deixar de evitar os movimentos repetitivos de Grissom com a mão na mesa. Ele batia os dedos das mãos sem parar na superfície lisa do móvel.

— O quê? — respondeu, sem prestar muita atenção na pergunta.

— Você está ansioso. — Ela apontou para suas mãos — Não para de bater na mesa. — Depois se esgueirou discretamente para frente — E pelo visto não para de mexer as pernas. O que foi?

— Nada. — O sargento fez um gesto com a mão — Eu só estou... meio pensativo, é isso.

Ela sabia que o homem à sua frente não lhe contaria a verdade. Então preferiu não tocar mais no assunto. Para o alívio e felicidade dos dois o garçom chegou. Desculpou-se, também, pela pequena demora.

— Bem vindos à Pousada Chapman, o que vão querer?

— Frango frito e purê de batatas, por favor. — Grissom foi o primeiro a se manifestar.

— Uma lasanha vegetariana, obrigada.

— Vão querer algo para beber? Vinho, talvez?

— Estamos trabalhando. — Cortou logo a detetive e depois lançou um sorriso para o sargento — Vou querer somente água, por favor.

— É... o mesmo que ela. — respondeu o sargento sem olhar para os dois.

O garçom assentiu para a dupla e se retirou. Grissom voltou-se para a mulher à sua frente e comentou sem compromisso.

— Então... você é... — balbuciou.

— Sim, sou vegetariana. — Ela completou antes dele.

— Ah, sim... legal. — O homem assentiu.

— Sei. Vou fingir que acredito. — Sara deu um breve risinho.

Ao ouvir a resposta o sargento deu um longo suspiro, de quem não estava a fim de retrucar. Afinal o que mais fizeram ultimamente foi discutir. Então permaneceu em silêncio. Depois disso mais silêncio, e silêncio. Era talvez a melhor coisa que poderiam fazer.

Tempos depois o garçom chegou com os pedidos. Ambos receberam satisfeitos os seus pratos e sem reservas começaram a comer. No decorrer do almoço, um desviava o olhar quando o outro percebia, e isso se repetiu quase a refeição inteira. E o silêncio reinava para os dois. Chegou um momento que o clima ficou insuportável para o sargento e a detetive. Alguém tinha que se manifestar logo, ou nada iria melhorar a relação dos policiais para frente.

— Legal esse nosso encontro de agora. Vamos sair mais vezes. — A mulher soltou as palavras, enquanto terminava de comer a lasanha.

— Hã? O quê? — Percebendo que Sara falou com ele, o sargento perguntou surpreso.

— Bom, chamei a sua atenção. Agora vou dizer o que eu penso: — Ela deu uma garfada na comida — Aquele George não me convenceu nada. A única coisa que ele conseguiu convencer, mesmo, foi seu próprio ego. O Hernández parecia inseguro demais, talvez estava nervoso por falar conosco ou ele estava envolvido. O que você acha deles?

Grissom olhou para janela e baixou um pouco a cabeça.

Ele se voltou para ela.

— O que você acha sobre Lewis?

Sara ergueu a sobrancelha, depois fez uma careta.

— Candidato a ser um dos cúmplices do Zodíaco, também. — disse convicta — Veja a situação dele: Problemas no casamento por causa de dinheiro, três pontos que são um desastre. De repente ele "ganha na loteria" e logo depois deixa o trabalho. — completou sarcasticamente — Aposto que ele estava desesperado por uma grana e aceitou a proposta do nosso homem.

Grissom levou a mão ao queixo.

— Seria muito fácil para Lewis. Ele era o encarregado naquele dia, e sabia que seria chamado para ir até o local do crime, deixando o espaço livre para o assassino ir embora. Seria fácil, também, arranjar uma desculpa para deixar o emprego e dizer que ganhou dinheiro. — Ela ergueu um dedo — Se bem que foram os guardas que disseram isso pra gente.

— E se o tal cúmplice dele fosse um dos guardas que patrulhavam a área? — Grissom fez um gesto com a mão — George Philip, por exemplo, viu como ele citava os outros companheiros? Como se quisesse transferir a culpa para qualquer um.

— Pode ser... — Sara deu de ombros — Eles poderiam ter armado pro Franklin.

— Chamar Lewis faria com que não houvesse ninguém na entrada do Lehman Creek, como você falou. O assassino e o cúmplice poderiam se aproveitar disso e agir. — O homem deu de ombros — Isso porque ainda trabalhamos com o pressuposto de que o assassino teve mesmo um cúmplice.

Sara tomou um gole de água.

— Disso já não tenho mais dúvidas.

— Outro fato é que, como você disse, Lewis é o candidato número um para ser o cúmplice de Zodíaco. Óbvio, até demais. Ainda assim, acho válido tirarmos todas as nossas dúvidas em relação a esse homem.

— Bom. — A mulher limpou-se com o guardanapo — Não vamos descartar esses homens por enquanto. Até termos certeza o melhor seria se tivéssemos um mandado para a quebra de sigilo bancário deles, registros telefônicos e o que mais precisarmos.

— Acho difícil convencer o juiz sem uma causa provável para os guardas a não ser Lewis. Ainda assim não temos prova que ele possa ter favorecido o assassino, então não ia adiantar nada. E além do mais, se Zodíaco pagou mesmo esse ou esses caras, seria em dinheiro vivo ao invés de transferência bancária. Nosso homem é detalhista.

— Também acho difícil que as pessoas hoje em dia andem com dinheiro vivo. Tem que haver alguma movimentação no banco. — Ela olhou para os lados, pensando numa alternativa — Manipulador, talvez? — questionou — Zodíaco pode ter ameaçado um deles, alguns tem família, não é?

— Hernández é casado. Pude notar a aliança em sua mão.

— Eu vi como ele estava recuado. Poderia estar com medo de alguma ameaça. Pensou que, passado alguns meses o assunto seria abafado, e agora...

— Seria mais fácil chamar a polícia, não?

— Ele é latino. Aposto que a família dele também é. — Sara desviou o olhar do sargento — É fácil ameaçar alguém que faz parte da minoria.

Dessa vez foi ele quem notou algo diferente nela. Porém não sabia o que dizer ao certo, como se as palavras se recusassem a sair de sua boca.

O sargento se preparou e levantou da cadeira.

— O que vai fazer?

— Está pronta? Tá na hora de gastar a sola do sapato.

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Pouco movimento foi notado nos arredores do parque. Era uma época de poucas visitas, diferentemente do fim de ano, meado e começo. Melhor para o sargento e a detetive, assim não chamariam tanta atenção.

Grissom e Sara subiram mais um pouco o declive e logo encontraram o posto de segurança.

— Finalmente. — disse a detetive, observando a cabine.

A cerca de arame se estendia a leste e oeste. Não era o que se podia chamar de proteção total, mas já era difícil guardar a imensidão de terra que era a parte de baixo do Lehman. Instalada na cabine no lado direito havia uma câmera de segurança.

— Essa aí não é do modelo que estava no relatório. — comentou Sara, enquanto a analisava.

— Parece ser um modelo melhor. — Ele apontou para o aparelho — Eles são espertos. Aposto que agora há pessoas vigiando os vídeos em tempo real. — O sargento olhou à sua volta e deu alguns passos a identificar o terreno. Logo depois se aproximou da câmera, ficou abaixo dela e olhou para cima — Esse aqui é o ponto cego da câmera. — Apontou para si, e depois caminhou de lado. — Zodíaco ou o cúmplice precisariam apenas vir como eu fiz, pegar uma haste e empurrar a câmera para cima — Ele ergueu sua mão para o alto.

Segundos depois alguém apareceu, saindo da guarita de segurança. Ele não vestia roupas como as dos guardas florestais. As vestes eram pretas, facilmente identificáveis como as de um segurança terceirizado. O homem era branco, estatura média de rosto circular; detalhe para a cabeça raspada. Sua expressão era desconfiada.

— Boa tarde, posso ajuda-los em alguma coisa? — perguntou num tom como se não gostasse da presença deles por ali.

— Sargento Grissom e detetive Sidle. Polícia de Las Vegas. — Ambos mostraram seus distintivos — Estamos investigando o crime que envolveu o assassinato de Vanessa Temple, há oito meses.

O homem ergueu uma sobrancelha.

— Oito meses? — questionou assustado.

— Sim. O caso está passando por uma reavaliação.

— Você é novo por aqui, né? — perguntou Sara apontando a ele, que assentiu — Ah, sim. Não me lembro de haver seguranças na época do crime, apenas dos guardas que patrulhavam o parque. Há quanto tempo trabalha aqui, senhor...?

— Thompson, senhora. — respondeu áspero — Trabalho aqui há três meses.

— Ok... Somente o senhor trabalha aqui como terceirizado? — Prosseguiu a detetive.

— Outros trabalham vigiando o Upper Lehman e outros locais do parque. Eu fico responsável pelo Lower Lehman.

— Interessante. — disse o sargento — Podemos entrar e dar uma olhada nessas gravações?

— Tá, mas-

— Ótimo! — concluiu Grissom — Vamos logo, afinal, você não pode sair de seu posto por muito tempo. A qualquer momento algo pode acontecer. — Após dizer isso não esperou e seguiu caminhando para a construção.

O segurança virou-se para a detetive, que deu de ombros e sorriu para ele.

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O espaço de dez metros de comprimento por quinze de largura era pouco iluminado, e sua luz vinha diretamente dos monitores, que projetavam com cor vários pontos daquela área. O lugar estava um pouco quente, melhor que a friagem que fazia lá fora devido ao local montanhoso e o clima da época.

Nos fundos, diversos monitores mostravam diversos vídeos de segurança. O que mais chamou a atenção dos dois foi o vídeo da câmera do lado de fora, ou seja, a entrada para a área de acampamento. Alguns mostravam pontos de clareira, trilhas etc. Detalhe é que as câmeras estavam estrategicamente posicionadas, de modo que se podia observar um ângulo privilegiado dos pontos filmados.

— Impressão minha ou temos mais uma câmera filmando a entrada aqui? — questionou o sargento.

— Exato. — respondeu o guarda, firme em suas palavras enquanto sentava em sua cadeira, frente aos monitores.

— Prontos para evitarem quaisquer outras... casualidades. — Sara disse, enquanto "passeava" pela modesta sala.

— Exato. Aposto que o senhor me viu passando por ali e veio saber o que estava acontecendo. — O sargento dirigiu-se ao segurança.

— Pois é, sargento.

— Sabe há quanto tempo instalaram esses equipamentos, senhor Thompson? — Grissom se aproximou do homem, se curvou um pouco e tocou em seu ombro, para encará-lo o mais de perto possível.

O desconforto do homem era claramente notável. Por alguns segundos este desviou seu olhar do sargento, que não saiu de sua posição até receber uma resposta.

— Olha só, senhor Grissom. Como eu falei antes, fui contratado há pouco tempo. Não sei direito quando instalaram isso. Há uns sete, oito meses? Teria de falar com os supervisores dos guardas, eles é quem sabem disso. — disse profundamente incomodado.

— Oh sim, sim. — assentiu Grissom, fingindo satisfação — E quem faz a manutenção dos equipamentos, vocês mesmos?

Thompson pareceu dar um longo suspiro, mas bateu as mãos nas pernas como se quisesse terminar o assunto.

— Nós temos os técnicos que aparecem aqui quando precisamos. Nós ligamos e eles vêm até aqui! — O segurança virou-se para ele.

— E quando foi a última visita deles? — Dessa vez foi Sara quem perguntou.

— Eu não sei ao certo! Um mês atrás, talvez? Vocês têm que falar com o supervisor. — Antes que Grissom ou Sara dissessem algo, ele prosseguiu — Olha só, me desculpe, mas se me derem licença, eu preciso me concentrar aqui.

— Está bem. Muito obrigado, senhor Thompson. — completou o sargento, dando duas batidinhas fortes no ombro do homem. Em seguida caminhou para perto de Sara e fez um gesto com a mão para que saíssem do espaço.

— Viu as imagens nos monitores? — Ele apontou para trás de si — As câmeras foram estrategicamente instaladas. Estão modernizando o parque, aposto que o número de guardas triplicou em toda a região do Lehman.

— Ah. Eu sabia. — comentou quase inconformada — Agora que o estrago está feito eles fazem alguma coisa. — Ela ergueu os braços.

— E não é sempre assim?

Notas finais
É isso aí galera, fim do capítulo. Vou contar a vocês, não planejava antes, mas acabei por "expandir" mais a história pra mostrar mais detalhes importantes e explorar mais os caminhos, a relação interpessoal da dupla e a relação com o mundo à sua volta. Eu estou adorando fazer isso! Muito obrigada a todos que leram esse capítulo, até o próximo, beijos! Obs: A Pousada Chapman, descrita na fic, não existe, é uma localidade fictícia! Obrigada pela compreensão!