Manhunters

53 Tente mudar o meu pensamento


Notas iniciais
Fala, pessoal! Chegamos com mais um capítulo novo. Eu não posso, primeiramente, deixar de agradecer ao lindo comentário da Raphilds no último capítulo. Seja bem-vinda e mais uma vez muito obrigada ♥ E voltamos com a nossa saga. Eu vou contar pra vocês. O Grissom queria mesmo que a Sara fosse com ele para o jantar. Depois de tudo que os dois passaram, o jantar seria uma oportunidade para o sargento conversar (mesmo que do jeito dele) com ela e tentar fazer a coisa certa. Enfim, vamos dar continuidade aos eventos. Aproveitem!

Ela respirou fundo. Seus planos em comer e assistir filmes quase chegaram ao fim, mas ela persistiu com a ideia, por mais que sua mente vagasse por outros lugares. Era verdade, a ligação que recebeu foi inesperada e terminou da forma esperada, em negação. É claro, ela gostaria de passar ao lado de Grissom e até mesmo ao lado de Rose, sua nova amiga. Mas mencionar aquela palavra despertou-a sensações desagradáveis.

Mais um compromisso cancelado. Num total de três.

Mas isso não significava que ela gostou de fazer aquilo, muito pelo contrário. Foi difícil para ela cancelar a saída com Catherine e outros integrantes da polícia para esvaziar um pouco a mente. Também foi difícil mudar de ideia quase de última hora após conversar com a amiga da terceira vítima de Zodíaco e confirmar seu encontro com ela em Pahrump. Assim como Catherine, Sara precisou se explicar com a mulher com a qual nunca se encontrou pessoalmente. Amanda estava nitidamente decepcionada, é claro, e pareceu não se contentar com a resposta. Coisas da vida. E agora um novo compromisso... era.

Sara achou que seria fácil se esquecer daquela conversa pelo telefone tão facilmente, mas a verdade foi justamente contrária a isto. Pelo celular dava para perceber o nível de entusiasmo contido nas palavras de Grissom, ainda que tentasse disfarçar. Parecia que ele realmente queria passar um tempo ao lado dela, mesmo que fosse na companhia de mais pessoas.

— Ah, que droga! — lamentou ao levar a mão ao rosto e erguer a cabeça.

Sentiu-se mal. Sentiu-se mal porque mal pensou em suas alternativas ou os "sacrifícios" que poderia fazer para aceitar o convite. Egoísmo de sua parte achar que todos tinham de entender seus sentimentos ou será que ela não estava disposta a dar uma chance a si mesma?

Enquanto tentava esvaziar sua mente para se concentrar no próprio descanso, Sara não reparou que o celular tocou algumas vezes. Apreensiva antes de ver o número que a chamava, a mulher mudo de semblante assim que viu o nome registrado.

— Ah... agora você se lembrou que eu existo? — disse a voz debochada ao atender a ligação.

Para de mentir. Eu te liguei várias vezes nesses dias aí. No mesmo tom a mulher na linha respondeu.

— E eu te enviei um monte de mensagens dizendo que não podia conversar, não se lembra? — Ela brincou.

Você não tem vida mesmo, não é, Sara?

— O que é vida? — perguntou sarcasticamente e depois mudou de assunto — E aí, Annie, tá curtindo muito a viagem? — A morena se deitou no sofá e ficou a observar o teto.

A ligação inesperada de Annie chegou na hora certa, como se a jovem soubesse do que estava acontecendo. Foi necessária para "esfriar" e até mesmo acalmar a mente de Sara. Annastasia Ross era a pessoa mais próxima dela se assim podia dizer. Filha de Cassandra, que foi a maior inspiração da sua vida, Annie e Sara tiveram no começo uma relação de amor e ódio. Só com o passar do tempo as duas começaram a saber viver como irmãs após vários e vários momentos confusos. Annastasia, para Sara, era sua versão jovem e mais rebelde; cinco anos mais nova, Annie nunca viu Sara no estilo de irmã mais velha.

Já voltei. Foi legal, até... eu tava precisando respirar outros ares. Assim como você, não é mesmo?

— Não estou aqui por diversão, você sabe. Tô trabalhando mais que curtindo! Na verdade eu ainda não aproveitei um segundo aqui. — Lamentou comicamente — Tá meio complicado, Annie, eu tenho que admitir. — Sara respondeu entre um suspiro.

Houve um silêncio na linha.

Ei... eu não... gosto de te ouvir falar assim. Vamos, se anima aí.

— Como eu vou fazer isso? — Ela brincou.

Sei lá, você sempre dá um jeito. — Annastasia fez uma pausa Já tentou falar com o teu namorado pra ver se ele te anima um pouco ao menos?

Sara franziu as sobrancelhas. Sua irmã ainda não sabia do que ocorreu há uns dias, então a detetive precisava terminar com aquele assunto o quanto antes.

— Ele não é mais o meu namorado.

QUÊ? Cara, o que houve?!

— Vou resumir a história: eu descobri que eu era a amante dele.

Cacete. Que desgraçado esse cara!

— Esquece, Annie.

Não, como é que eu vou esquecer assim, do nada? Vai deixar que esse babaca saia por aí como se nada tivesse acontecido?!

— Deixa, Ann, já falei pra deixar. Eu não quero nunca mais olhar pra cara dele, mas se o vir quando voltar eu mesma me encarrego disso.

— Ah, Sara, por que-

— Vamos mudar de assunto, por favor?! O dia hoje pra mim foi tenso.

Annastasia não gostou da repentina mudança no decorrer da conversa. Mas ela sabia que Sara não gostava de quando continuavam com um assunto no qual ela não estava à vontade em continuar; assim mesmo como a irmã mais nova.

— É? —perguntou, quase num tom desdenhoso — Conta pra mim.

— Tive que trabalhar hoje porque uma merda grande rolou no decorrer do meu caso e do Grissom. — Lembrar os acontecimentos do dia também não foi algo bom para a detetive.

— Tá arrependida de ficar em Vegas, é? Se quiser eu vou aí e te busco.

— Cala a boca, garota. — Rindo, Sara retrucou na mesma hora — Eu sei que você tá doida para vir.

— Claro, vou mentir pra quê? — Ela riu — Mas me fala desse Grissom. Como ele é?

— Não se lembra que eu te falei que já encontrei antes?

— É, é, eu esqueci.

— Só que ele tá bem diferente. Na primeira impressão você pode odiá-lo, como eu quase o fiz. Mas não consegui. O Grissom sofreu bastante de uns tempos pra cá. Estamos trabalhando nisso.

— Que bom. Ninguém merece ter você de ranzinza, ainda mais dois. Não daria certo, mesmo.

— Olha só eu vou desligar! — Ainda zombando, Sara aumentou a voz.

— Ah, não... — Annie sabia que ela estava brincando, mas entrou no clima — Continua falando como foi o seu dia. Estou sentindo falta de você. — A última frase pareceu mais sincera.

— Vou acreditar dessa vez. — Zombou, mas depois falou sério — Eu também estou, sua chata. — A morena balançou a cabeça e suspirou — Meu dia não teve nada de mais. A única coisa que teve foi o trabalho e... — Ela parou de falar aos poucos.

— E o quê?

— A amiga do Grissom, que é dona de um restaurante caseiro, chamou nós dois pra um jantar em família.

— Jantar em família? — Curiosa, Annie insistiu — E você aceitou?

— Não. — Dizer aquilo foi difícil, mas ela não podia mentir para sua irmã.

— Ué, por que não?

— Você sabe que eu não me sinto confortável com essas coisas, Ann! — Sara achou que ela iria entender de cara, mas pelo visto recebeu uma pergunta inesperada.

— Mas, Sara, isso já... isso já tem muito tempo, a mãe já-

— Por favor, não fale sobre-

— Sobre a nossa mãe?! Eu achei que... depois do que houve você... estaria mais aberta pra essas coisas.

— É complicado, Annie!

— Sei disso! Mas você não pode dar uma chance? Sei lá, aproveita isso! Janta, conversa um pouco, põe a cabeça no lugar! Fala com o Grissom o que houve nesse tempo aí que vocês ficaram longe.

A "sacudida" feita pela irmã deu a impressão que causou algum efeito em Sara.

— Pense um pouco a respeito, Sara. Tente se abrir... — A mulher suspirou — Eu sei que não sou o melhor exemplo de construção de uma boa relação, mas... faça um esforço. Se não der certo você reclama comigo depois... e te pago uma cerveja.

Annie conseguiu arrancar um riso de Sara, coisa que a detetive mal fazia nos últimos dias. Por mais que Sara estivesse quase 100% avessa à ideia de sair, Annastasia estava certa em pedir que ela desse uma chance a um evento como aquele. Não era uma festa com presença de centenas de convidados, era apenas um jantar em família, que ainda teria a presença de Grissom.

As duas trocaram mais algumas palavras antes de terminarem a ligação. Quando finalmente encerrou a chamada, Sara olhou para a tela do celular e pressionou o aparelho levemente em sua mão. Sorriu. Mesmo que estivesse longe, Annie conseguia lhe passar uma sensação confortante da qual não encontrava em nenhum lugar. Era sua família.

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Domingo, dez e meia da manhã. Grissom e seu amigo Hank, o cachorro, terminavam de dar uma volta pelo parque local. Ele trazia consigo a bengala, mas já não fazia tanto uso dela. Vestindo uma calça leve branca, moletom preto e tênis da cor da calça, Grissom estava contente em poder voltar a caminhar com mais facilidade, por mais que os vestígios daquele infeliz evento retornassem à sua mente de vez em quando.

Ele fez uma pausa. Sentou-se no banco do parque e tomou um gole de água da garrafa que trouxe. Depois pegou um petisco e deu para o cachorro, que abanou o rabo pelo agrado. Então o sargento se recostou no banco e respirou o fundo. Apoiou seus braços no encosto e ergueu a cabeça para o céu. Fechou seus olhos e tentou pensar em nada. Só que aí o celular em seu bolso tocou.

— Ah... — Grissom largou um suspiro e atendeu à ligação com total desdém — Grissom.

— Ei, sou eu. Tudo bem?

O sargento ergueu as sobrancelhas e saiu rapidamente de sua posição de conforto.

— Sara? É... sim, estou... — perguntou nitidamente surpreso.

Que bom. — Ela fez uma pausa seguida de um suspiro Eu queria te perguntar uma coisa. disse, mas sem muita perspectiva.

— Ah... diga? — respondeu, olhando para os lados.

Você... ainda vai ao jantar na casa da Rose, não é?

O sargento ergueu as sobrancelhas. Mesmo não sendo uma resposta, o teor da pergunta o deixou boquiaberto.

— S-sim, eu vou.

Hum. Você ainda estaria disposto a me levar com você?

O semblante surpreso de Grissom permaneceu. Chegou, até, a se esquecer de respondê-la.

— Claro, Sara. Eu... faço questão de levar você comigo.

Quando percebeu que disse aquilo era tarde demais.

Que bom. — Ela riu — Achei que você tinha-

— Ficado com raiva? — O sargento se adiantou — Não eu não fiquei. Você tinha seus motivos e... eu te respeito por isso. — comentou, por mais que gostaria de saber os motivos. Contudo, ela precisava de seu próprio espaço assim como ele.

Obrigada, Grissom.

Ele sorriu. Presumiu que ela também sorria pelo tom de sua voz ao lhe agradecer.

— Irei passar na sua porta às sete e meia. Tudo bem?

Claro. Está combinado.

— Ótimo. Nos vemos mais tarde, então.

Os dois se despediram. Ele foi o primeiro a encerrar a ligação. Quando guardou o celular, o sargento olhou para o cachorro que se deitou de lado.

— Ei, Hank. — falou Grissom ao se inclinar para baixo e apoiar os braços nas pernas. O cachorro ergueu a cabeça para vê-lo — Ela aceitou. — Ele sorriu novamente, mas depois o gesto sumiu de seu rosto — Estou contente por isso. — Assentiu — Muito.

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Eram sete e vinte da noite. Sara terminava de se arrumar em seu quarto. A detetive optou por usar uma calça um pouco justa da cor preta, uma bata lisa da cor azul e uma jaqueta jeans preta. Calçou botas confortáveis da mesma cor da calça e da jaqueta para se proteger do frio. Seus cabelos estavam soltos, como de costume; a diferença foi a maquiagem leve em seu rosto. Sara não tinha o costume de se maquiar sempre, então adicionou este detalhe. Em seu pescoço um cordão antigo com um pingente de borboleta prata completava o visual.

Ela se olhou pela última vez no espelho do banheiro. Se fosse para responder à pergunta: Você está 100% bem para ir a este jantar? A resposta seria não. Estava fazendo isso mais por eles que por ela mesma. Respirou fundo e baixou sua cabeça por alguns instantes. Apoiou suas mãos na pia e depois se voltou para o espelho.

— Vamos lá, Sara. — falou consigo mesma, na tentativa de se animar.

Sara deixou o banheiro e se encaminhou até a sala de estar. Sentou-se no sofá e olhou para a hora no celular: 19h25min. Ela recostou sua cabeça no móvel e fechou seus olhos.

— Queria ver a sua cara agora, Annie. — falou quase em voz alta, debochando do "empurrão" de sua irmã — Espero não me arrepender disso.

Se Grissom demorasse a chegar com certeza a mulher cairia no sono. Nesse meio tempo imaginou centenas de desculpas que poderia inventar ou que ele poderia inventar caso houvesse um imprevisto. Só que aí a morena levou um susto; seu "descanso" foi interrompido. A campainha tocou chamando a sua atenção imediatamente. Ela pegou o celular e suas chaves e foi rapidamente para a porta. Deu de cara com ele.

A primeira reação foi de surpresa, é claro. Ambos encararam uns aos outros com certa cautela, e o motivo foi que nunca o fizeram, o que seria observar esteticamente a aparência física.

— Por que não tocou a buzina? Seria mais fácil pra você. — Sara apontou para ele, mais precisamente para a bengala que ele trazia.

— Não seria educado. — Grissom respondeu, encarando seus olhos — Além disso, estou caminhando mais facilmente, agora. — Ele completou.

Em seguida observou-a novamente. Ficou nervoso, sem saber o que dizer adiante. Levá-la consigo para jantar o fez se lembrar do passado, o primeiro compromisso que não era relacionado ao trabalho em anos.

— Você está... — Ele hesitou — deslumbrante.

Sara franziu as sobrancelhas; quando ouviu aquilo ficou boquiaberta. Talvez foi o primeiro comentário de Grissom que a deixou completamente desmontada. Quase ficou sem resposta. Até mesmo ele ficou surpreso com o que falou. Novamente Grissom não mediu suas palavras e quando as disse já era tarde.

— Você... está exagerando. — retrucou rindo — Eu não fiz nada! — disse, referindo-se ao seu visual.

— Eu... — Ele virou o rosto um pouco de lado — estou dizendo apenas o que... acho. — completou-se, ao encará-la novamente, desta vez nos olhos.

— É... Obrigada. — disse um pouco tímida.

A mulher aproveitou para observá-lo com um pouco mais de atenção. Grissom vestia uma camisa social xadrez de tom claro, calça jeans escura, sapatos pretos e uma jaqueta jeans, quase da mesma cor da calça.

— Você também está... deslumbrante. — A detetive deixou escapar um sorriso nervoso.

O sargento assentiu como agradecimento.

— Obrigado. Vamos? — Grissom apontou para o carro atrás de si.

Ele não precisou de resposta. Sara fez seu caminho até o carro e sentou-se no banco do carona. Logo em seguida ele veio. Já sem muitas dificuldades, Grissom entrou no carro. Deu a partida e seguiu adiante.

— Você chegou cedo. — Sara disfarçou, ao apoiar o braço na porta.

— Queria me certificar que chegaria na hora. — Grissom respondeu, seus olhos estavam diretamente voltados para a rua.

— Hum. Pontual. — Ela sorriu quando se virou para ele.

— Pontual... — Ele repetiu, mas com desdém. Um desdém que estava mais para distanciamento da realidade que simplesmente desdém — Ele também é pontual.

— Quem? Zodíaco? — A detetive franziu o cenho — Bem, mas eu não estou te comparando com ele.

Grissom moveu os lábios na tentativa de respondê-la, mas calou-se e em vez disso, falou outra coisa:

— Foi só um comentário que escapou. — Ele expirou — Sei que você... e o Ivanenko — Ele deu certa ênfase ao parceiro temporário dela — devem estar carregados ou sobrecarregados com o caso, e você com o no-... com o caso do Zodíaco. Até porque-

— Já sei. Ele vai atacar a próxima vítima na sexta-feira e até agora não encontramos o cara que matou o Lewis. — Ela o completou.

— É... Mas... agradeço por ter vindo. — terminou olhando-a de canto de olho.

— Você queria vir? — perguntou ela sem pretensões.

Grissom levou uns cinco segundos para responder:

— No começo... não. Mas... Rose me disse que é bom que após tanto trabalho haja uma pausa... um momento de distração.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Então você seguiu o conselho dela. Hum. — Ela sorriu — Bom saber que o sargento Grissom está dando espaço para o lado bom da vida. — Terminou rindo brevemente.

Grissom a encarou um pouco atônito. Não soube se expressar com palavras.

— O que foi? Não gostou? — Desconfiada, ela ergueu uma sobrancelha.

— Não... eu gostei. Isso vai ser bom. Para nós dois.

A detetive o encarou. Viu que ele pressionava o volante um pouco além da conta.

— Estava pensando em analisar os outros casos enquanto você e ele pudessem investir na resolução da morte do Lewis. — Ele mudou de assunto.

— Você está suspenso. — retrucou seriamente — Ainda que ache alguma coisa de extrema importância e tente seguir adiante o Ecklie vai barrar você na hora.

— Se eu achar alguma coisa eu informo a você, Sara. — Ele olhou para ela rapidamente. Ficou surpreso com a relutância dela num primeiro momento.

— Para isso você precisa ter acesso aos arquivos lá na polícia, o que você não tem. E se de alguma forma descobrirem que eu te dei, a gente vai se complicar nisso.

Não pareceu, mas aquelas palavras soaram rígidas. Geralmente quem tinha esse trabalho de falar assim era justamente ele.

— Por que está falando assim? — questionou-a — Dias atrás você estaria mais disposta a concordar.

Sara franziu o cenho.

— Porque em poucos dias uma avalanche caiu em nossas cabeças. — Ela replicou, fazendo um gesto com a mão direita — Um dos responsáveis por ajudar Zodíaco foi morto — Ela hesitou — E você quase morreu! — Aumentou um pouco a voz quando tentou alcançar seus olhos.

— Isso... — Ele falou, não muito animado porque ela tocou logo naquele assunto.

— E ainda tem outros detalhes que aconteceram e que eu não quero ficar comentando. Muita coisa aconteceu em pouquíssimo tempo. — Sara balançou a cabeça — Não parece, mas ainda estou digerindo tudo isso.

Ele aproveitou a parada do carro quando o sinal fechou e se virou para a parceira.

— Então você está chateada comigo.

Céus!

— Não é isso! Não é que eu estou chateada com você, Grissom. — A detetive revirou os olhos — Só estou muito preocupada com você. — Ela o encarou — Eu não quero que tente se adiantar com o trabalho e acabe arriscando a sua carreira! — Fez uma pausa — Também estou nervosa com o dia de sexta, eu admito! Eu vou fazer o possível para reanalisar os outros casos nessa semana, tá? Só não quero que você tente se colocar à frente de tudo.

Grissom continuou a observá-la. Já ela cruzou seus braços e olhou para a frente. Estava prestes a tocar em seu ombro quando ela tomou a palavra.

— Olha aí o sinal. — Sara apontou para a frente. Sua voz apresentava desdém.

Na mesma hora ele se voltou para o volante e prosseguiu com o carro.

— Que bom que se preocupa comigo. — Ele sorriu de lado. Suas palavras lhe chamaram a atenção.

— Somos parceiros, não é? — Ela ironizou, mas no bom sentido.

Notas finais
Cês se lembram quando eu comentei sobre um capítulo que se transformou em três? Então, esse aí foi o primeiro. É, galera, houve uma reviravolta na reviravolta haha! Aí vai uma curiosidade: eu tinha planejado dois caminhos possíveis, a Sara recusar mesmo o convite sem essa mudança de planos ou ela aceitar sem problemas. Outras alterações também aconteceram no decorrer dos próximos caps que eu posso explicar depois. Tivemos a introdução da Annastasia, a irmã de criação mais nova de Sara. Eu não consegui pensar em outro nome, e aquele filme "Anastasia" não saía da minha mente enquanto eu criava a personagem, então foi kkkkkk Uma das inspirações tanto para a personagem quanto a relação dela e da Sara foram a Moira e Claire de Resident Evil Revelations 2. Anteriormente era para eu ter apresentado a Annie um pouco depois, mas achei que foi um bom momento. A história entre as duas e a Cassandra será desenvolvida pra mais tarde. Bem, eh isto. Muito obrigada a todos vocês que leram, pessoal! Um grande beijo e até o próximo capítulo! ♥