Manhunters
32 Sem gerúndio, por favor
Notas iniciais
E então o guarda com aparência de alemão entrou na sala de interrogatório. Encontrou com o sargento e a detetive a esperar, em silêncio, por ele. A mulher estava em pé, encostada na parede do fundo, de frente para a porta. Logo pôde se encontrar com aquele olhar de outrora, da mesma forma para ela. Já o homem estava sentado, cotovelos apoiados à mesa; concentrado, olhava para a parede cinza.
O guarda vestia uma calça cinza de poliéster, uma camisa de meia manga branca e sapatênis preto. Ao entrar na sala, observou a porta que foi fechada pelo guarda do lado de fora e depois encarou os dois policiais, que dirigiram suas atenções a ele.
— George Philip. Quanto tempo, não é mesmo? — De propósito, a detetive comentou quase provocativamente.
— Pois é. — Ele deu de ombros.
— Venha logo, guarda Philip. — O sargento foi impaciente. Fez um gesto com a mão direita sem ao menos olhá-lo.
George se aproximou da mesa e se sentou na cadeira frente a Grissom. Em seguida, o loiro olhou para Sara, que permanecia parada no mesmo lugar. Jogou-lhe um sorriso surpreso.
— Vai ficar aí? — Questionou-a ao apontar para a mulher.
— Quer que eu fique aí do seu lado? — Ela respondeu, ao manter a expressão séria.
— Não, não... prefiro ter o "privilégio" de te observar daqui...
— Pare de graça, Philip. — Grissom, ao perceber o comentário mal intencionado do guarda, o cortou logo.
O homem observou o semblante de ambos os policiais, depois apontou para eles:
— Ah, não espera aí, já sei. você vai ser o policial mau, e ela... — Ele apontou para Sara — vai ser a boa, não é?
— CHEGA! — Grissom bateu a mão na mesa, o que assustou o homem à sua frente.
Deixou-se explodir com Philip. Ele não tinha o direito de falar daquele jeito com uma mulher, muito menos com ela, pensou o sargento. Muito menos com ela.
— Você está numa delegacia! Acho melhor você aprender a respeitar as mulheres, ou senão você vai aprender da pior forma! — As palavras foram entoadas assustadoramente.
Sara ergueu uma sobrancelha. Não se expressou, mas por dentro até que gostou de ouvi-lo falar sobre aquilo e daquele jeito.
— Tá bom, tá bom! — Philip fez um gesto com as mãos — Diga o que querem de mim. — Terminou ao fechar a cara.
— A gente quer a verdade, Philip. Queremos que conte tudo que aconteceu naquela noite. — Grissom foi curto e grosso.
— Mas eu não já disse isso? De novo? — George ergueu as sobrancelhas — E depois de eu ter cooperado duas vezes para a polícia, eu sou obrigado a sair da minha casa para vir até aqui em Las Vegas?! O que foi que eu fiz?
George Philip era um homem excêntrico. Poder-se-ia chamá-lo de um típico estereótipo de ficção da vida real; abusado, "galanteador", certo de si mesmo. Era o tipo de pessoa a quem se devia ter cuidado ou o "lobo" atacaria sem dó. Grissom e Sara leram os documentos sobre ele — a detetive fez questão de analisá-los primeiro —, e puderam tirar essa óbvia conclusão. Decerto, podia ser um grande suspeito e principal responsável pela ajuda a Zodíaco, até. Mas era necessário ter alguma prova (ou confissão). Caso contrário de nada adiantaria.
— Você é suspeito de ser cúmplice do assassino de Vanessa Temple. — Sara respondeu, ainda parada no mesmo canto.
O guarda se virou para a detetive e depois para o sargento. Seu semblante era mais inconformado ainda.
— O... quê?! Como assim? — exclamou ao franzir a testa — Como podem me acusar de uma coisa dessas? Eu estava a trabalho naquele dia, bem longe daquela mulher! Como é que eu poderia ajudar um maluco desses?!
— Não apenas você é suspeito, senhor Philip. — Sara caminhou em direção à mesa — Por que acha que trouxemos os seus coleguinhas pra cá?
— E eu vou saber? — George retrucou ironicamente.
Sem perder tempo, Grissom abriu a pasta de papel que estava próximo a ele. O sargento tirou as fotos de lá e mostrou-as ao homem.
— Que que é isso? — O guarda apontou com a mão para as imagens.
— Como você não identificou essas imagens, Philip? Você as via praticamente todos os dias! — Grissom respondeu quase na mesma hora — Vou facilitar pra você. Essas aqui são filmagens da entrada do Lehman. Não dá pra ver muita coisa, sabe por quê? Por que a câmera foi movida propositalmente no dia do crime.
Sarcástico, Philip jogou um sorriso para o sargento.
— E vocês acham que foi eu ou um dos outros que fizeram isso? Eu falei que tava no trabalho!
— Que engraçado, — Sara disse, ao tocar na mesa com a mão esquerda — Essa câmera foi movida pouco tempo antes da hora do crime, e não foi registrada a presença de mais ninguém. Nem de visitantes, nem funcionários.
— Bem, descobrir quem fez isso não é trabalho meu. — Philip deu de ombros e sorriu de lado.
— Pois é. O que você tem que nos dizer é o que aconteceu de verdade, no mínimo. — A detetive enfatizou as palavras.
— No mínimo? — Ele franziu o cenho.
— Se você cooperar nós podemos dar um jeito de aliviar para você. — Grissom respondeu, seu tom era um pouco ameaçador.
Philip observou os policiais por alguns segundos e depois se manifestou:
— Eu não vou falar nada porque eu não fiz nada! — O guarda estendeu os braços — Já posso ir, ou vou ter que chamar um advogado?
— Não e sim. — O sargento assentiu — Você não vai embora daqui tão cedo, Philip. Eu vou pedir para que te levem para uma cela para você pensar um pouco mais. Tem todo o direito de chamar um advogado.
Sara não perdeu tempo e se encaminhou para a porta. Ela abriu-a e chamou pelo guarda que estava próximo. O oficial entrou na sala junto dela.
— Não podem fazer isso comigo! Isso é abuso de poder! — George exclamou.
— Você entende muito bem de abuso, não é mesmo? — A morena falou baixo, precisou se conter para que ninguém a ouvisse.
Só que o sargento percebeu a parceira falar alguma coisa em baixa voz.
— Leva ele daqui logo. — O sargento apontou para a porta, e o oficial atendeu ao seu pedido. Puxou o guarda pelo braço e o levou consigo.
A detetive se voltou para ele.
— Certo. Quem a gente chama agora? Hernández? — Ela deu de ombros.
Grissom não respondeu de cara. A encarou por alguns segundos, ainda inquieto com o comentário anterior que ela pronunciou em voz baixa e que ele não pôde interpretar, mas deduziu que não era amistoso.
Pensativo, ele olhou para o lado por alguns instantes.
— O que você acha? — Ele falou, finalmente.
— Melhor, ao invés de chamarmos ele por último. Se a gente chamar ele logo, as "suspeitas" vão diminuir.
Após algum tempo, o sargento assentiu.
— Certo. É uma boa escolha.
— Ok, então... — Ela disfarçou, depois se dirigiu para fora da sala.
Grissom observou-a deixar o espaço. Após isso olhou para a sua frente e respirou fundo. Em seguida, retirou o paletó, com cuidado para não forçar muito seu corpo. Não adiantou. Sentiu uma leve pontada em sua barriga. Lembrar-se-ia de tomar um remédio assim que voltasse para sua sala. Com um pouco de esforço (e sofrimento) o sargento retirou o paletó e o deixou em cima de suas pernas. Ajeitou a gravata, o suspensório preto e apoiou os antebraços na mesa.
Não demorou muito para que a detetive retornasse. Ela entrou na sala e deu de cara com o homem a encará-la. Parou repentinamente quando o observou sem o paletó. Franziu a testa por breves segundos, e então caminhou para perto do painel de vidro fumê.
A porta não foi aberta; logo, uma figura já conhecida entrou, acompanhado do oficial, que não chegou a entrar na sala. Era Hernández; como sempre, inquieto e receoso. Sem esperar a palavra de um dos policiais, ele caminhou para perto de Grissom (do outro lado da mesa) e em silêncio, sentou-se na cadeira. Ele vestia uma calça jeans, tênis preto e uma camisa social preta de meia manga.
— Bom dia. — disse, aos dois, sem olhá-los.
— Bom dia, senhor Hernández. — Sara foi a única a responder. Grissom ficou calado, a imaginar que ela conduziria o interrogatório melhor que ele. Então cruzou seus braços.
A morena se aproximou dos homens, que a observavam atentamente. Sara, pela primeira vez, resolveu se sentar numa cadeira para o momento do interrogatório; ficou ao lado do guarda. Grissom apenas observou, atento a cada movimento de ambos. Já Hernández se mostrava um pouco incomodado com tanta "aproximação" da policial.
Ela entrelaçou os dedos e virou o rosto um pouco de lado. Falou em baixa voz:
— Sabe porque te trouxemos aqui, não é mesmo?
— Se sei o motivo que me arrancaram de casa e assustaram a minha família? — questionou-a evidentemente irritado, mas contido — Não. Sinceramente não sei. — A detetive e o sargento acharam que finalmente ele havia parado de falar, mas para surpresa deles, continuou — Achei que tudo seria resolvido, mas de repente sou surpreendido com a presença da polícia. Um bando de homens veio e, sem dizer muita coisa, me prendeu por ser suspeito de um crime!
— Todos vocês foram trazidos até aqui porque são suspeitos de terem ajudado o assassino naquela noite. Essa história foi mal contada, senhor Hernández, e por isso estão aqui.
— Mal contada? Mas eu disse tudo que vocês queriam!
— O que nós realmente queríamos, senhor Hernández, era a verdade. Mas pelo visto os senhores não cooperaram.
— O sargento Grissom está certo. — Ela falou, após se virar por breves segundos para o parceiro. Então se esticou um pouco para pegar a pasta próxima dele — Um detalhe sobre aquela noite foi omitido. — disse, após abri-la.
Num instante, Hernández engoliu em seco. O sargento, que prestava atenção nele o tempo todo, reparou naquela ação involuntária. Desde seu primeiro encontro com ele no parque e após ter lido alguns relatórios sobre o guarda, Grissom identificou-o como alguém bastante inseguro de si mesmo, ainda mais quando estava sob pressão. Preferiu permanecer em silêncio, assim como o guarda.
— Temos provas de que a única câmera presente no parque, a da entrada, foi movida. Por causa disso, o assassino pôde entrar no Lehman e matar Vanessa Temple. — A detetive falou ao encarar Hernández.
Ele franziu as sobrancelhas.
— Não... — Pedro apontou para as fotos e balançou a cabeça — eu não fiz isso.
— Se não foi você, então quem foi? — Ela perguntou, sua voz era firme. Sara o encarou nos olhos; procurou por algum ponto chave em suas feições na tentativa de pressioná-lo implicitamente.
Mas ele desviou-se dela.
— Eu não sei! — Deu de ombros, ainda inconformado por se fazer presente naquele lugar.
— Então o senhor não tem a mínima ideia de como isso foi acontecer, tanto quanto não tinha ideia que isso aconteceu? — Grissom questionou de modo irônico — Quer dizer, ninguém soube que a câmera foi movida? Ninguém analisou as imagens e alertou que ela "se moveu" antes do crime e depois "voltou ao normal" horas depois?! — Terminou após dizer aquilo em voz alta.
— O-olha. — Hernández fez um gesto com a mão, e evitou olhar para o sargento — Eu não era o responsável por isso. Quando essa mulher foi morta, a polícia ficou em cima da gente. Ninguém deu detalhes sobre nada, nem se isso tinha sido resolvido. Ficamos às escuras. Os meses se passaram e a gente achou que esse problema tinha terminado.
— Ele está longe de terminar, bem longe. — Sara balançou a cabeça — Veja, a gente precisa que você diga a verdade pra gente, senhor Hernández.
Grissom franziu a testa brevemente ao olhar para sua parceira. Não gostava do jeito que ela conduzia o interrogatório.
Pare de pegar leve com ele!
Se continuasse daquela forma, o sargento seria obrigado a fazer alguma coisa, mesmo contra a sua vontade. O caso era delicado demais e não podiam se dar ao luxo de perder uma peça importante.
— Mas eu já disse, señorita! — Ele ergueu as duas mãos sobre a mesa, na tentativa de se defender. Mal podia conter o nervosismo — Eu não tenho nada a ver com isso. — Forçou-se para dizer em curta e boa voz.
A detetive assentiu para o guarda e olhou para a mesa. Deu duas batidas nas fotos com a mão direita e perguntou em seguida ao olhar para ele:
— Por acaso foi ameaçado, senhor Hernández?
Grissom ergueu uma sobrancelha e se virou para ela.
— Por que me pergunta isso? — Ele franziu a testa novamente.
— E por que não responde? — A detetive insistiu, mas de um jeito como se não desse a mínima.
— Não, ninguém me ameaçou. — Assentiu.
— Tem certeza disso? — Retrucou, quando aumentou sua voz.
Ele olhou para ela como se tentasse dizer que aquela foi uma pergunta desnecessariamente idiota.
— Cla-
— Porque, senhor Hernández, falamos de algo muito, muito sério. — Sara falou ao apoiar seus braços na mesa e se levantar. Então empurrou a cadeira para perto da mesa.
Grissom acompanhou-a com o olhar. Era a primeira vez que a via atuar num interrogatório e não tinha uma conclusão certeira sobra ele.
O que ela está-
— Está realmente convicto disto? Por que... se o que o senhor disse for mentira e a gente descobrir a verdade, a situação ficará bastante delicada.
O guarda se voltou para a mesa. Já Grissom, recostou-se à cadeira e cruzou os braços. Ao perceber isso, Pedro olhou o sargento momentaneamente.
— Quer mesmo isso para o senhor e para a sua família?
— O-o que tem a minha família? — Dirigiu-se a ela, que caminhou atrás dele para o outro lado da mesa.
— Se a gente descobrir que você tem envolvimento nisto e mentiu pra gente, você vai ser preso por cumplicidade e obstrução da justiça.
— E aí sua família ficará sem você por um bom tempo. Sua esposa, seus filhos... — Grissom complementou o discurso da parceira. Ela não demonstrou, mas no fundo não gostou de ouvi-lo dizer tais palavras fortes. O momento do interrogatório era complexo e ambos precisavam "mostrar" sintonia e evitar quaisquer tipos de discordâncias.
— Não envolva minha família nisto... — Pedro quase lamentou, ainda sem olhar diretamente para os policiais — Eles... precisam-
— O quê? Precisam do senhor? — Grissom indagou quase ironicamente — Bem, Vanessa Temple também tinha uma família. Ela tem uma filha, sabia? De dois anos. — Ele apontou para o guarda — O senhor está vivo, não está? — Depois, para as fotos guardadas na pasta de papel, aberta por ele — A mãe daquela garotinha, não.
A detetive fechou a cara, e observou o parceiro com certa inquietude.
— Olhe... — Pedro disse, totalmente hesitante.
— Nós podemos proteger o senhor e sua família, senhor Hernández. — Sara se pronunciou, num tom mais convidativo que o do sargento. Ela se curvou um pouco para encará-lo frente ao seu rosto — Diga a verdade: o senhor sabe de alguma coisa que aconteceu naquela noite ou sofreu alguma ameaça?
Era notável que o guarda do parque parecia estar prestes a sucumbir à pressão. Retraía-se involuntariamente, respiração ofegante, suor mínimo, mas evidente.
— Responda à pergunta, Hernández. — A voz do sargento era fria, quase ameaçadora — Sim ou não?
Pedro dava a impressão que poderia responder à pergunta, mas continuava a hesitar.
— Responda. — Grissom insistiu, e o encarou nos olhos.
— Eu!...
O sargento franziu as sobrancelhas.
— Eu vou querer um advogado!
Grissom fechou o punho direito com força. Por pouco não exclamou na cara do guarda.
Sinceramente, nem Sara, nem Grissom esperava por aquela resposta/solicitação. Achavam que o guarda, finalmente, falaria algo a respeito daquela noite. Se havia uma palavra de como estava o andamento do caso? Inferno.
— Pode esquecer qualquer pedido de imunidade, Hernández! — O sargento apontou o dedo ameaçadoramente para ele.
Que droga, Grissom!
Sara não gostou nem um pouco daquela declaração. Largou um suspiro e levou a mão direita à nuca. O sargento, irritado, fez um grande esforço para se levantar o mais rápido possível e deixar de olhar para o rosto do guarda.
Ela ficou num impasse. Talvez se o cabeça dura do seu parceiro fosse mais flexível, eles teriam alguma chance de ainda conseguir algo. Sim, eles "firmaram um acordo de paz", e sim, estavam dispostos a se "suportarem mais". Mas nada a impedia de se enfurecer com aquela atitude dele. Não pôde deixar de perceber que o sargento perdia a paciência desde Lewis. Na verdade, desde quando retornou a Las Vegas, Grissom já se mostrava impaciente.
Em silêncio, Sara assistiu o parceiro se levantar e tomar suas muletas. Hernández encarava-o atônito, ao perceber que suas esperanças de conseguir alguma "vantagem" no bom sentido se apagavam como rastro na areia da praia.
Então é assim que acaba? Ela pensou, inconformada, ao lançar um olhar de reprovação a Grissom.
Poderia ficar em silêncio e acompanhá-lo de volta à sala ao lado. Mas assim que o sargento passou perto dela, Sara se manifestou.
— Então é assim, senhor Hernández? Quer mesmo fazer isso? Não quer salvar a si mesmo e proteger a sua família?
Grissom parou de caminhar, mas não se virou para os dois.
O guarda entrelaçou os dedos e observou as suas mãos.
— Não quer ter a oportunidade de fazer a coisa certa? — Ela fez uma pausa — Olhe só, se não quiser fazer isso pra gente pegar aquele desgraçado do assassino, faça isso por sua esposa e filhos! Caramba! — Ela ergueu os braços.
— Eu não... — Pedro continuou a hesitar.
— E se alguém da sua família for o próximo alvo?
— O-o quê?!
Foi naquele momento que Grissom se virou para ela. Rapidamente ele caminhou dois passos e falou quase ao pé do seu ouvido, ainda um pouco atrás dela.
— Sara, é melhor-
Mas ela ergueu a mão direita, na indicação de fazê-lo parar.
— Esse assassino já fez algumas vítimas, senhor Hernández, e nós estamos à procura dele incansavelmente. Se o senhor nos ajudar com alguma coisa, poderemos ter uma chance melhor de prendê-lo!
O guarda virou o corpo de lado, na direção da detetive, que continuava a observá-lo com olhos pedintes. Era o agora ou nunca.
— Pense neles, Pedro, na sua família!
Grissom baixou a cabeça. Perdera as esperanças que Hernández pudesse dizer alguma coisa. Já se decepcionou demais para um dia só. Alguns segundos se passaram. O sargento já estava prestes a tomar seu caminho para fora da sala.
— Droga...! — Ele exclamou. Suava bastante e seus olhos estavam vermelhos — Tá bom, eu vou falar!
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