Notas iniciais
Oi galera! Hoje é segunda-feira, mais uma semana começando. Vamos curtir mais um cap?

Ela o encarou nos olhos e percebeu que não havia ironia ou má intenção em suas palavras dantes. Surpresa, pôde falar apenas o que era de praxe:

— O-obrigada... — respondeu meio desconcertada.

— Vamos, temos algo a mostrar pro capitão Brass.

— Peraí, “vamos”? — A detetive ergueu uma sobrancelha.

— Claro! Como deve imaginar, teremos de voltar ao parque e falar com os guardas novamente.

— Tá, tudo bem, mas eu posso ir sozinha. Da outra vez eu fui com um oficial. Vou ficar bem, e você pode continuar a procurar pela arma do crime. — Ela comentou, sem ironia ou quaisquer más intenções.

— Não. — Ele insistiu — Eu irei com você. — Seu tom mudou ligeiramente para sério.

O quê aconteceu com esse homem? Ontem mesmo ele queria ficar o mais longe possível de mim!

O sargento seguiu até a porta e deixou a sala.

— Eu não tenho escolha, né...

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— O que vocês dois tem para mim agora? — perguntou o capitão, sentado em sua mesa.

— Temos uma trilha que pode nos levar ao assassino. — O sargento respondeu, vindo a sentar na cadeira à frente. Sara não estava junto deles.

— Ah, ótimo, ótimo. Prossiga.

— A detetive Sidle analisou os vídeos segurança do Lehman Creek, no Parque da Grande Bacia. — Grissom entregou uma pasta com as fotos dos vídeos — A câmera de segurança da entrada do caminho foi movida, de modo que ninguém conseguisse ver o assassino entrando ou saindo.

— Tá... — Brass observou cada uma das fotos — Mas por que foram achar isso apenas oito meses depois do crime? — Jim perguntou rigidamente, encarando o sargento — Sabe que o Ecklie adora ficar enchendo o saco.

— Jim, não é culpa minha que o detetive Sales não fez o trabalho direito!

Sales foi o primeiro responsável a pegar o caso. Logo foi substituído quando notaram que tratava de um assassinato em série e porque seu desempenho em resolver os crimes não estava sendo satisfatório. Por motivos desconhecidos foi transferido para o turno da noite.

— Ele não está mais no caso, e era responsabilidade sua atentar para qualquer detalhe já que você insistiu em trabalhar sozinho!

Grissom cerrou o punho direito. Queria retrucar a altura, mas viu que só pioraria a situação. Ele sabia que no fundo tinha parte da culpa, e se não fosse a vinda de Sara, o sargento levaria um tempo maior para descobrir aquilo.

— Por isso que vocês trouxeram a Sidle. Estão satisfeitos agora? — Grissom disse quase em deboche.

Alguém bateu à porta duas vezes e entrou. Era Sara, que se aproximou dos homens com alguns arquivos em mão.

— Tenho boas e más notícias. — disse a detetive, sentando em uma das cadeiras.

— Desembucha. — respondeu o capitão.

— George Philip, Pedro Hernández e Samuel Davis continuam a trabalhar no parque; George e Pedro mudaram o turno da noite para o dia. A má notícia, se assim posso dizer, é que Franklin Lewis saiu do emprego há uns cinco meses. Coincidência ou não, ele foi o último a sair da cabine de segurança, já que não estava na cabana . Logo depois o nosso suspeito vai embora. Ele ainda mora na região segundo, e vejam só: — Ela entregou o arquivo para Grissom, que após uma olhada, entregou para Brass — Ele foi fichado recentemente por agressão à ex mulher. Tudo por causa de dinheiro.

— Continue, Sidle. — O sargento fez um gesto com os dedos.

— Em depoimento, a esposa disse que ele não queria dividir o dinheiro no divórcio. Segundo ela, as finanças do casal aumentaram significativamente em pouco tempo. Quem sabe se ele esteve acobertando o nosso homem e recebeu por isso. — Sara se voltou para os dois.

— É por isso que precisamos ir até lá, Brass. — O sargento disse convicto, e agradeceu mentalmente a Sara por ter trazido boas novas — Não dá pra ficar aqui especulando.

— Vocês dois sabem como é burocrático pedir a liberação de oficiais da polícia estadual, não é? Podem esquecer de irem hoje para lá.

— Já esperava por isso. — Grissom revirou os olhos e depois deu um longo suspiro.

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De volta à sala do sargento. De volta às suas respectivas cadeiras.

— O nosso assassino foge do normal. — comentou a morena, após se ajeitar na cadeira.

— Continue.

— Ele não ataca conforme o padrão de um assassino em série, em espiral, por exemplo. Pelo contrário, diria que são locais completamente fora de uma ordem.

O sargento ouviu com atenção o comentário da parceira e levou uns cinco segundos para responder:

— Zodíaco deve ter poder aquisitivo. Pode se locomover a vários pontos de Nevada. — disse ele.

— Não me surpreenderia se ele pagou mesmo alguém de lá para ajudá-lo. Ele pode ser alguém que trabalha viajando. Tipo caminhoneiro, fotógrafo... até geólogo, visto que Nevada é a Disney para esses caras.

— Concordo. — Grissom assentiu.

A detetive sorriu.

— Ou ele pode ser apenas um cara rico que precisa estar presentes nos compromissos e aproveita para satisfazer seu desejo doentio. Sabe como essa gente rica é. — Ela deu de ombros — E se for um rico com desejo insaciável de matar, pior ainda.

— Existem muitas possibilidades sobre seu comportamento e estilo de vida. Vamos por partes; suas características físicas, por exemplo.

— Bom, o que temos até agora é o palpite que ele seja homem, de mais ou menos um metro e oitenta, e destro. Isso nos limita a milhões de candidatos só na costa oeste do país. Isso se ele não for um de fora do país. — Sara balançou a cabeça, pensando no atraso em que a investigação se encontra. Ela se virou para ele: — Onde está o detetive que pegou o caso antes de você?

— Turno da noite.

— Hum, é fácil deixar um caso assim, quase sem nada...

— Se pararmos para reclamar do passado não vamos conseguir nada.

Sara não respondeu, mas no fundo concordou com a opinião do sargento.

— Ok. Voltando para o assassino. — Ela disse — Temos uma lista dos presentes na noite do crime, certo? Todos tinham álibi, aparentemente. Uma família e os seguranças do parque.

— Não há registro de um homem ou mulher indo, sozinho ou sozinha, visitar o parque naquele dia. — Grissom comentou.

— Então pode ser que ele tenha aparecido somente no horário do crime. E com certeza teve ajuda. Não ia simplesmente subir lá em cima para virar a câmera, não teria como, levantaria suspeitas facilmente. — A mulher ergueu as sobrancelhas — Quem sabe, se ele... ou eles contrataram um técnico para “mexer” na câmera sem levantar suspeitas.

— Eles. Está se referindo aos guardas? — Grissom apontou o polegar para trás de si.

— E quem mais seriam? Eram eles que tinham o acesso as câmeras e eram também os responsáveis por patrulharem o local.

— Se o que está dizendo é verdade, que eles passariam de testemunhas a cúmplices, por que ajudariam um assassino a matar uma mulher que não tinha sequer relação com eles? — questionou o sargento, dando de ombros.

— Dinheiro cega as pessoas, sargento Grissom.

Um breve silêncio tomou conta da sala.

— Além disso, por que o assassino teria tanto trabalho para matar uma mulher no Lehman? Por que lá? — Sara questionou — Se ele foi para um lugar tão incomum para “cumprir com a sua agenda assassina” — Ela fez um gesto com os dedos — Não deve ter sido por mera coincidência. Seria muito mais fácil matar alguém num beco de rua ou em qualquer outro lugar aberto. Mas por que tinha que ser logo lá?!

— Ou a vítima estava na mira do Zodíaco desde antes, ou ele a escolheu no momento oportuno.

Grissom levou a mão ao rosto e respirou fundo. Era notável o seu cansaço.

— Temos que ir para o parque o mais rápido possível. — Grissom se manifestou — Estamos atrasados há meses.

Notas finais
O sargento e a detetive finalmente farão sua "primeira viagem" haha. Esse capítulo foi uma espécie de transição, por isso foi bem curtinho (na minha opinião). Muito obrigada a todos que leram, beijos e até o próximo capítulo!