Manhunters

41 O passado por outros meios


Notas iniciais
Olá, querido(as) leitores(as), venho por meio desta fazer-lhes esta pergunta: hoje é dia de quê? DIA DO ÚLTIMO CAPÍTULO DO ANO! Pensei, pensei e decidi que postaria o cap 41 nesta sexta-feira. Pois é, eu não me aguentei rsrsrsss Quero agradecer a todos vocês, pessoal. São quatro meses que postei essa fanfic e tem sido só alegria. Vocês todos são muito especiais pra mim. Desejo tudo de bom a todo mundo que estiver lendo essa mensagem, beleza? Enfim. Finalmente a Sara vai descobrir o que aconteceu com a falecida parceira do Grissom. Vamos lá! Obs: TEMOS NOVIDADES! E após mais 84 anos, está no ar a playlist de Manhunters no YouTube! E essa playlist é meio que especial, já que ela possui 3 músicas que a playlist do Spotify não tem (motivo: essas músicas não estão disponíveis lá). São estas: This Circle, do Paramore; It Can't Rain Everyday, do POD; e A Fear I Used To Know, do Demon Hunter. Então pode chegar junto, show de bola? Show de bola! VAMOS AO CAP!

Droga. Por que tudo com ele tem que ser TÃO DIFÍCIL?

Difícil de acreditar. Saber da boca dele que matou sua própria parceira era quase irreal. Ela não acreditou, não podia ser verdade. E mesmo que fosse verdade, tinha de haver um motivo; algo que o levasse a "matar" a própria parceira.

Acidente? Tiro acidental? Bala perdida? Céus, Grissom!

Sara não tinha mais condições de ficar naquela sala. Ela a deixou e a trancou. Não queria passar mais um minuto ali. Ao olhar para a chave em sua mão, pressionou-a forte e a guardou em sua bolsa.

"Eu a matei."

O sargento poderia ser tão frio a ponto de fazer aquilo? Ele não explicou o motivo, e nem como o fez. Mas dentro de si, a detetive sabia que tinha algo errado com ele. Tinha de saber o porquê. Sua única escolha? Voltar ao passado por outros meios.

Ela estava disposta a descobrir o real motivo daquela forte declaração que recebeu de Grissom. Ele não estava bem, sua voz, semblante e comportamento evidenciavam aquilo. Parecia doente, mas não fisicamente, e sim, emocionalmente e psicologicamente. Mostrava-se completamente diferente, um alguém atormentado pelos fantasmas do passado; como se o Grissom de antigamente fosse engolido por sombras e se transformado em outra pessoa.

A detetive seguiu para a sala de arquivos, contrariando seu auto desejo em investigar o caso de Zodíaco. Foi para o bem maior. Não tinha como seguir trabalhando com Grissom quando sabia que ele estava daquele jeito.

Dessa vez já tinha sua própria senha, então não teve problema. Dentro desta sala havia um banco de dados digitalizado no qual era possível acessar o código dos arquivos dos casos e achá-los naquela imensa área. Sara não sabia como procurar pelo caso de Gribbs corretamente. Então aproveitou a presença de um computador simples com acesso à internet e procurou sobre o caso em notícias antigas. Se tivesse sorte, acharia o que desejava no lugar certo sem precisar acessar o banco de dados da polícia.

Com um pouco de hesitação em seus dedos, Sara digitou o nome da falecida detetive na ferramenta de buscas. Temia o que pudesse ver adiante. Ao usar as ferramentas de busca avançada ela optou por procurar notícias de oito anos atrás e logo deu de cara com poucos, mas importantes resultados.

Policial é baleada e morre em Las Vegas

A detetive Holly Gribbs, de 25 anos, foi atingida por dois tiros durante uma investigação num conjunto de apartamentos em Michael Way. Ela foi levada ao hospital logo após o ocorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O crime aconteceu na quarta-feira por volta das oito horas da noite. Segundo informações da Unidade de Homicídios, a detetive participava de uma investigação sobre um assassinato e interrogava os moradores dos apartamentos quando foi baleada.

Sara leu o restante da notícia com um grande peso em seu peito. Chegou na parte em que citaram o nome de Grissom:

"O sargento da polícia Gilbert Grissom, que trabalhava com ela no momento, não quis falar sobre o ocorrido."

Talvez porque... estava abalado demais, pensou ela. Então arregalou seus olhos ao se lembrar de outro detalhe. O suspeito.

"Segundo testemunhas, o suspeito de cometer o crime fugiu do local usando as escadas de emergência."

Será que ele tentou fazer alguma coisa? Ela pensou logo em Grissom, e se ele seria capaz de perseguir o responsável em atirar na ex parceira.

Ao fechar a notícia e procurar por uma recente, Sara encontrou a resposta:

Suspeito de balear policial é preso e confessa crime

Era o bastante para a morena.

— Foi um acidente. — disse em voz baixa. Balançou a cabeça repetidas vezes.

Ao passar a matéria, ela viu novamente a foto de Gribbs. Olhou-a por vários segundos. Era jovem, assim como ela, na época. Tinha uma carreira promissora e sofreu um terrível fim.

Finalmente, Sara compreendeu o porquê de Grissom agir estranhamente com ela no começo. Ele a queria longe, sim. Não porque não gostava de sua presença, mas se importava tanto com ela que tinha medo de perder mais uma parceira, ainda que não se lembrasse de tê-la conhecido anos atrás. Quando a repreendeu por ter ido à casa de Francine Parker e quando arriscou sua vida erroneamente porque achou que Sara estava em perigo, Grissom dizia, sem palavras, que prezava desesperadamente por sua vida.

— Ah, Grissom... — sussurrou melancolicamente.

O sargento era um homem complicado. Muito, muito complicado. Ele não tinha culpa naquela morte, isso era fato. A única e verdadeira culpa que ele tinha era de ser o mentor do próprio sofrimento. Proteger Sara era um modo de tentar se redimir de uma culpa inventada por ele mesmo.

Grissom sofria por um tempo longo demais.

— Isso não é justo.

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Sara precisava concluir os relatórios atrasados e, se possível, analisar os modelos de punhais contidos nos catálogos, e, adiantar-se no caso da terceira vítima de Zodíaco. Sozinha, no começo ficou um pouco perdida e desorientada já que se acostumou com a presença de Grissom. Acuada e sem a sua melhor ligação com a polícia de Vegas, não teve escolha melhor e retornou à sala do sargento, único lugar no qual se sentia mais habituada; ainda que não se sentisse 100% bem após descobrir toda aquela história.

Ficou lá pelo resto do dia. O silêncio do espaço não a ajudou em sua concentração. Em quase todo o momento se pegava pensando em Grissom e em Gribbs. Pensou na possibilidade em que ela própria seria sua parceira, ela e o sargento. Quem sabe se, não seriam eles os responsáveis por resolver aquele caso no qual Holly perdeu a vida.

Não, não era bom pensar naquilo.

Ao tentar mudar seu foco, acabou voltando no tempo. Mais especificamente, há oito anos.

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— Q-quer que eu fale sobre mim? Quero dizer... é... me desculpe. — A jovem detetive de olhos cativantes se enrolou nas palavras e deixou escapar uma risada.

— Não se preocupe, eu também fico nervoso às vezes. — O detetive sorriu, ao dar umas batidinhas na mesa com os dedos — Pelo visto... você gosta de borboletas, não é? — Ele apontou para o pingente em seu cordão.

— Ah, sim, eu... gosto, principalmente das azuis. — disse, ao tocar em seu pingente com a mão direita — Elas tem um significado forte pra mim.

— Metamorfose, evolução da vida... — Ele falou, ao manter-se fixo na mulher.

— Você é bem entendido. — A jovem gracejou — Não é à toa que é um grande detetive.

— Eu não sou um grande detetive. Apenas... tento fazer o melhor. — O homem fez um gesto com o pescoço.

A garçonete chegou e serviu duas xícaras de café. Ambos a agradeceram.

— Sabe o que a borboleta azul também significa? — perguntou ele ao tomar um gole do café.

— O quê? — Curiosa, a detetive ergueu uma sobrancelha.

— Sorte. — respondeu sorrindo.

Ela olhou para baixo, sorrindo também. Deslizou uma mecha de cabelo para trás e depois se voltou a ele.

— E você, do que gosta?

O detetive ergueu as sobrancelhas, surpreso com a óbvia pergunta, justamente porque não estava preparado.

— Bem, eu... eu gosto de... — Olhou para a mesa, buscando uma resposta.

— Tudo bem, eu também fico nervosa às vezes. — A detetive debochou inocentemente da frase dita por ele antes, depois tomou sua bebida. Conseguiu arrancar um breve riso dele.

— É, você me pegou. — Ele assentiu, e após alguns segundos, continuou: — Montanhas-russas.

— O quê?

— Eu gosto de andar em montanhas-russas.

— Ah é? Interessante. — respondeu empolgada.

Eu poderia levar você comigo em um dia desses, que tal? Ele pensou, mas sabia que nunca diria aquilo. Ambos mal se conheciam direito e por acaso se tornaram "amigos" em pouco tempo. Só que a conversa fluía tão naturalmente que pareciam se conhecer há anos.

— Mas então... por que você quis seguir a carreira policial?

O detetive olhou para a xícara e segurou-a com as mãos.

— Sabe que eu nunca pensei nisso?

— É só um comentário pessoal, mas você parece um cientista.

— Eu? — Apontou para si — Acho que... não me vejo com um jaleco e tubos de ensaio.

Os dois começaram a rir, de repente. Alguns segundos depois, continuaram a tomar o café e um silêncio reinou entre os dois.

— Sara?

— Oi?

— Você virá nos outros dias?

— Com certeza. — respondeu convictamente — Por quê?

— Não, nada. — Ele balançou a cabeça — É que eu estou contente que você aceitou tomar o café e... queria saber se poderíamos fazer isso novamente.

Ela arregalou as sobrancelhas. Ficou surpresa com o "convite". Não era qualquer um que a tratava daquele jeito como ele a tratava.

— Claro que posso. — respondeu alegremente. Não tinha como recusar um pedido dele; ainda que o conhecesse há pouco tempo, tinha algo que a fazia se sentir muito bem perto dele.

A conversa entre os dois era tão natural. Para eles, não haviam barreiras ou obstáculos; era como se tudo fluísse, assim como o rio. Algumas amizades demoravam dias, semanas para se firmar; om aqueles dois foi diferente. Era como se houvesse uma química ou lei de atração que os fizeram se tornar tão próximos. Só que eles mesmos mal deram conta disto. Não deram conta que não era sempre que duas pessoas pudessem criar um laço tão forte em tão pouco tempo; algo que ninguém podia explicar, nem mesmo eles.

Porém, esse ciclo foi interrompido e nunca mais foi o mesmo.

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— Sara?

Os pensamentos da morena foram interrompidos. Ela virou para trás bruscamente devido ao susto. Era Catherine, que havia dado duas batidas na porta e depois entrado na sala. A detetive a encontrou sentada na cadeira frente à mesa de Grissom.

— Ah!... Oi, Catherine. — Sara a cumprimentou, e preferiu permanecer na mesma posição.

— Eu soube do que aconteceu com o Grissom. — A mulher não esperou. Fechou a porta e caminhou em direção à morena.

— É... — Envergonhada, Sara soltou um sorriso nervoso — parece que eu sou a nova sargento daqui.

A loira riu com o comentário, depois se deslocou para o lado da mesa e a encarou.

— Está conseguindo se virar?

— Estou. — Assentiu, ao olhar para o caderno em seu colo — Já trabalhei várias vezes sozinha, então não será um problema.

— Que bom. — Ela disfarçou e puxou outro assunto — Sabe... o Gil é um bom homem, mas às vezes exagera um pouco. Até imagino o motivo de seu afastamento. — Balançou a cabeça.

— Ele me contou que foi afastado por problemas... psicológicos. Justamente por causa da morte da... parceira dele.

— Então... ele te contou, não é?

Sara hesitou por alguns segundos.

— Mais ou menos. O Grissom me falou que... ele a matou. — Sara respondeu ao olhar para baixo.

Cath ergueu as sobrancelhas. Chegou a ficar boquiaberta por alguns segundos.

— Céus! — A detetive ergueu os braços — Tem horas que ele é exagerado demais!

— Eu pesquisei sobre o caso. Foi um acidente. — Concluiu em voz baixa.

— Ah, meu Deus! — lamento — Olha só, eu peço desculpas por ele. O mesmo não consegue admitir que não é o culpado pela morte da Gribbs. Eu tentei falar com ele, várias e várias vezes, mas ele é um cabeça dura.

A morena baixou o olhar.

— Isso só está fazendo mal a ele. Mas acho que... ele não percebe isso.

— Tem horas que ele se fecha pra todo mundo e... você deve saber, não tem jeito de argumentar.

— Eu percebi. — A morena assentiu ao olhar para a outra detetive.

A conversa que fora finalizada involuntariamente deixou um clima "pesado" entre as duas. Para consertar isso, Catherine tomou a palavra novamente:

— Mudando de assunto, o Gil me contou que vocês se conheceram há um tempo atrás. — Ela apontou para Sara, que ergueu as sobrancelhas.

— Ah é? É... nós nos conhecemos numa Conferência lá em São Francisco. — Sara deixou escapar um sorriso.

— Sua presença aqui vai fazer muito bem pro Gil, sabe? Vocês, já se conhecem, devem ter uma "sintonia"... então já é um caminho andado. — Catherine sorriu — É ótimo para ele ter por perto alguém que fez parte do passado bom dele.

Passado bom... Ao repensar nestas duas palavras, Sara ficou alegre ao saber que fazia parte de alguma coisa boa.

Acabou por desviar seu olhar da outra detetive. A alegria no olhar da morena deu lugar a tristeza.

— Olha só, não desista dele. Como eu falei antes, Gil é uma boa pessoa. Ele enfrentou muita coisa, desde a morte de Gribbs até hoje. Agora está tentando se reconstruir.

As duas se encararam. Para não sair mal, Sara sorriu de lado e depois desviou seu olhar.

— Entendo... — Sem ter o que dizer, Sara apenas falou aquilo.

— Vou sair para te deixar terminar o trabalho. — Catherine disse após alguns segundos de silêncio.

— Ok.

— Ah, você quer sair para tomar uma cerveja na sexta? — Quando Cath seguiu em direção à porta, parou e deu meia-volta.

Sara fez uma careta já que ficou surpresa com a súbita pergunta.

— Venha, vai ser divertido. Quem sabe você não se apaixona por Vegas e fica aqui direto? — Ela brincou.

A morena olhou para o lado a pensar numa resposta. Estava a fim de ir ao mesmo tempo que não. O trabalho era seu maior empecilho; em segundo lugar vinha a bebida. Sua outra metade queria muito dar um tempo a todo o peso do trabalhoso caso do serial killer e se divertir um pouco. Não queria pensar por muito tempo para não dar a impressão de ser alguém indeciso demais ou ser alguém que fez pouco caso com a proposta e queria apenas inventar uma desculpa boba.

— Vamos sim. — No começo, ela pareceu hesitar, mas depois falou com firmeza.

— Ótimo. Até mais. — Catherine acenou e depois foi embora, fechando a porta em seguida.

Novamente seus pensamentos lhe guiaram até o sargento. Tudo remetia ao passado, presente e futuro que poderiam ser diferentes caso um dos dois estivesse disposto a dar um passo em relação a eles mesmos. Em oito anos tudo mudou. Enquanto ela construiu sua vida mudar com o passar do tempo, ele teve que praticamente começar do zero.

Você tá se reconstruindo, não é? Ela pensou, após suspirar.

Será que se eu tivesse aqui as coisas seriam diferentes?

— Com certeza.

Notas finais
ALERTA DE TEXTÃO! E por fim, fechamos o ano com essa "descoberta" da Sara. Obs: O lead e os títulos das matérias que a Sara achou são fictícios, eu que inventei mesmo. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. No ano que vem ou mês que vem ou semana que vem (kkkk) vamos começar a conhecer melhor o Zodíaco. Talvez muitos estejam se perguntando sobre essa ausência dele. Digo-lhes que vocês vão conhece-lo bem, muito bem. Vamos também conhecer um personagem novo e rever os antigos. "Mas, My (ou Dama das Estrelas), isso já é a segunda temporada?" Entãão... o conceito de "temporada" estava na minha mente ao mesmo tempo em que não estava. Está mais pra ciclo que temporada, se bem que são praticamente a mesma coisa. Se for pra dizer que essa temporada/ciclo está fechada(o) não será agora, será em um certo momento da fic em que vocês logo vão descobrir (hehehaaa). Concluindo, este não é o fim do ciclo, já que no próximo eu vou mudar a capa. Na verdade fiz duas capas, uma normal e outra alternativa pra essa "nova fase". E vocês me perguntam o motivo de eu ter feito isto; bem, é porque eu gostei muito e não me aguentei, hehe. RESUMINDO, O QUE TEREMOS NO PRÓXIMO ANO: ° Capa nova ° Fase nova ° Aparecimento do Zodíaco ° Mais tretas ° Bastante GSR (HA) Acho que isso é tudo. Não posso terminar sem deixar um super obrigada. Vocês aí que leram, comentaram, favoritaram e recomendaram a fanfic são responsáveis por deixar alguém feliz demais, ou seja, eu (rsrs). Mas, sério, eu sou muito agradecida por esse apoio que tenho recebido desde o primeiro cap. Valeu, pessoal! Feliz 2018, nesse novo ano desejo que todos vocês possam realizar seus sonhos e chegarem a lugares altos. Fiquem com Deus e até mais! ♥