Notas iniciais
FALA, PESSOAL! Hoje é véspera da véspera de Natal! Mas, esse não é o motivo pelo qual estou postando esse cap. Como pedido, está entregue esse capítulo como presente à querida leitora Bruh GSR Sidle! Feliz aniversário! Muita saúde, bênçãos, um grande beijo para ti! Bem, sobre o capítulo *risos*... Eu não vou falar nada não tá bom kkkkk Um beijo a todos que estão lendo e tals, amo muito vocês! ♥ ♥ ♥

O sargento e a detetive chegaram ao andar correspondente no prédio da polícia. Assim que passaram pela área principal, uma mulher que vinha da sala do capitão Brass avistou os dois e seguiu em direção a eles.

Grissom ergueu as sobrancelhas. Reconheceu de cara a figura.

— Sargento Grissom. — Ela sorriu. Era loira de cabelos longos e lisos, um pouco alta, magra e de rosto quadrado. Quando se aproximou dele apertou sua mão intensamente. Mal olhou para Sara — Soube do que aconteceu com você. — Deu de ombros — Tenta não morrer da próxima vez.

— Vou tentar. — O homem sorriu de lado, pela primeira vez desde que saiu do restaurante.

Sara, a propósito, observava os dois como se fosse uma mera espectadora.

— O que está fazendo aqui, Sofia?

Sofia Curtis. Era o nome da detetive da Homicídios do turno da noite. Assim como Sara, tinha uma carreira promissora e uma boa reputação. Assim como sua mãe, Curtis também seguiu a carreira policial. Na maior parte do tempo agia e trabalhava com seriedade. Não era muito de sorrir, mas tinha um bom humor quando a oportunidade lhe permitia.

— Você sabe. Ecklie.

O sargento assentiu, olhando para baixo. Já desconfiava que a presença dela significava aquilo. Por causa da boa relação que tinha com o xerife, Sofia trabalhava na Corregedoria e auxiliava-o nas correções administrativas.

— Imagino que você não deva falar comigo devido à nossa relação.

Relação? Irritada, a morena franziu as sobrancelhas.

— Sua conversa é com o Ecklie. — Ela apontou com o polegar para trás — Eu vou falar com a detetive Sidle.

Grissom se virou um pouco para trás, de onde Sara se encontrava. Por um breve momento se esqueceu que ela ainda estava lá.

— É, sou eu. — Não muito satisfeita, a morena falou, dando um passo à frente.

A detetive Curtis se dirigiu a Sara:

— Olá, sou a detetive Sofia Curtis. Estou encarregada de fazer uma entrevista com você para a Corregedoria. — A loira assentiu.

— É sobre o caso do posto de gasolina, não é? — Seriamente, Sara manteve sua voz rígida.

— Sim. Vamos começar logo. Peço que me acompanhe.

— Ótimo. — Sara não tratou de esconder o comentário sarcástico.

— Vá para a sala de interrogatório dois, Grissom. Ecklie chegará logo. — Ela se virou para o sargento e depois para a detetive, fazendo um gesto com a mão direita, chamando-a para ir consigo.

— Eu vou daqui a pouco. — respondeu o sargento, claramente desmotivado.

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Sara entendia que era errado tirar uma primeira impressão de alguém. Mas tomou uma exceção à regra. Não gostou daquela detetive que seria a responsável por lhe fazer a entrevista. Não gostou dela, não por causa do jeito que se apresentava, mas foi por causa de Grissom. E mais uma vez o sargento era o motivo que a tirava do sério. Ou talvez fosse somente Curtis. Ou os dois.

— Certo. — A detetive loira ligou o gravador analógico — Podemos começar.

— Tá. — respondeu secamente.

— Ecklie me falou sobre você e aproveitei para ler sua ficha. Sara Sidle, detetive da unidade de homicídios de São Francisco...

Parece que todo mundo leu minha ficha, menos ele.

— É... — A morena deslizou as mãos sobre as pernas para conter seu impaciente estado.

— Diga-me qual foi o motivo para te trazerem à Vegas para trabalhar com o sargento Grissom. — Sofia deu de ombros — Quero dizer... é algo incomum que isso aconteça. O "normal" seria que colocassem alguém daqui para auxiliá-lo.

Você, por acaso?

— Olhe, detetive Curtis, achei que esse "questionário" seria sobre o evento no posto de gasolina. — questionou-a quase sarcasticamente.

— E é, detetive Sidle. Quero apenas me manter atualizada sobre a situação. — Ela falou de modo que pudesse evitar quaisquer discussões exageradas.

Sara fechou o punho esquerdo e franziu ligeiramente as sobrancelhas.

— Recebi uma proposta do próprio Comissário da polícia da Califórnia em trabalhar ao lado do sargento Grissom para resolver um caso aqui. Eu aceitei e cá estamos. Satisfeita?

Curtis reparou na hora a hostilidade com a qual Sara apresentou ao responder à pergunta.

— Está bem. — Sofia queria fazer um comentário pessoal acerca disso, mas corria o risco de fugir ao objetivo — Vamos falar sobre o episódio do posto.

Ah, até que enfim! Pensou a morena.

— Diga o motivo pelo qual você e o sargento Grissom foram até aquele local. — perguntou genericamente.

— Fomos até lá porque o nosso objetivo principal era seguir à Baker e conversar com o ex guarda Franklin Richard Lewis. Tivemos que parar no posto de gasolina porque o veículo do sargento estava com pouca gasolina.

— Como se encontrava o local?

— Vazio, praticamente. Três carros: o do sargento, a viatura e o carro próximo à loja de conveniência.

— Quais os procedimentos que vocês tomaram ao chegarem lá?

Sara franziu as sobrancelhas ao ser questionada daquela forma.

— Procedimentos? Nós não tomamos procedimentos, detetive. Quando nós chegamos lá, não vimos a necessidade de fazer isso. Pergunte aos policiais ou — ela deu ênfase às últimas palavras — ao sargento Grissom.

A morena sabia que poderia se complicar caso se mostrasse irritada àquelas questões pessoais. Assim que percebeu a si mesma, tratou de se recostar à cadeira.

— Está bem. — Sofia repetiu as palavras — O que aconteceu depois?

Sara apoiou os antebraços na mesa.

— Enquanto o sargento abastecia o carro, eu fui para dentro da loja para comprar algumas coisas. — Ela olhou para o lado rapidamente — Não percebi de primeiro momento que um assalto estava ocorrendo no lugar. — Deu de ombros — Assim que o balconista e o jovem olharam para mim, esse último apontou a arma para mim e atirou...

Sara baixou o olhar. Aquelas cenas voltaram à sua mente como num passe de mágica. Lembrou-se logo de Grissom, caído no chão, sangrando... morrendo.

— O que você fez, detetive?

Ao ouvi-la, a morena se voltou a ela.

— Eu pulei para o canto. Foi por pouco. O tiro quase passou de raspão. O jovem veio atrás de mim, peguei minha arma e, quando vi que ele ia atirar, eu atirei duas vezes contra ele. O primeiro tiro passou, e o segundo atingiu o ombro direito. — Ela balançou a cabeça — Se quiser saber das notícias, ele não morreu.

— E em seguida?

— Quando eu contive o suspeito, eu verifiquei o estado do balconista, que não foi ferido, estava bem, e... em seguida fui para fora. — A morena engoliu em seco — Então encontrei o sargento Grissom caído no chão. — terminou falando em voz baixa — Eu auxiliei o oficial Souza nos primeiros-socorros a Grissom. Chamaram a ambulância... e em alguns minutos ela chegou. Levaram-no para o hospital e eu fiquei. Depois o xerife de Baker veio e me interrogou. Podem falar com ele o que eu disse. Fiz todos os procedimentos indicados após o "incidente".

Tirando o fato que ela destravou a arma do parceiro para evitar que ele sofresse alguma sanção, fez tudo corretamente.

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Quase ao mesmo tempo e na sala ao lado, o momento da "entrevista" de Grissom com o xerife acontecia. Grissom chegou antes e precisou esperar uns cinco minutos até que Ecklie chegasse. Um conjunto de fatores o deixou de mau humor. O desejo dele em passar o dia num bom estado foi por água abaixo.

Quando Ecklie chegou, não carregando aquele sorriso sarcástico de sempre, mas em vez disso, um semblante sério e quase irritado, Grissom largou um suspiro. Sabia que a "conversa" duraria um bom tempo. No começo, houve um princípio de discussão provocada pelo sargento, que reclamou sobre o local da avaliação ser numa sala de interrogatório ao invés do próprio escritório da Corregedoria. Grissom estava irritado, então arranjou um motivo qualquer para discutir com o homem pelo qual não tinha muito apreço. O xerife também não ficou para trás. Demonstrou sua irritação ao ter que fazer o trabalho do corregedor, que não estava presente. Nem mesmo os outros integrantes do corpo de avaliação puderam estar presentes no momento.

Mas fagulha se desfez. O sargento tinha em mente que não podia exagerar em suas palavras ou ficaria encrencado. Diminuiu o tom aos poucos. Assim que Ecklie o solicitou, Grissom contou toda aquela história do episódio do posto de gasolina. Foi bem, até, em suas palavras. Mas o que o pegou foi o momento em que tentou disparar sua arma e não conseguiu, justamente porque parava de pensar na parceira.

— Por que você não disparou sua arma, Grissom? — perguntou seriamente o xerife, enquanto escrevia numa caderneta.

— Foi por causa do que eu disse antes. Estava preocupado com a detetive Sidle. — Ele fez um gesto com a mão direita — Acabei cometendo uma falha.

— Falha essa que custou a vida do assaltante e quase custou a sua. — O xerife retrucou, ao encará-lo.

— Desde quando você se importa com a vida de um assaltante? — O sargento também retrucou, dessa vez um pouco mais alterado.

— Desde quando o seu erro causou esse problema todo! Não está sabendo que o Souza e McCarty estão foram indiciados pela mãe do garoto que levou sete tiros?!

— Eu sei, Ecklie. — Grissom tentou amenizar, mas não adiantou.

— Sem contar que a polícia do outro condado está fungando no meu cangote e no do comissário, sabia? — falou sarcástico — E logo logo aqueles abutres da imprensa estarão batendo na nossa porta. Eles vão estar loucos para saber desse "erro" de um policial que levou dois tiros de um garoto que mal saiu da puberdade!

Grissom fechou seus olhos por alguns instantes. Se respondesse àquele comentário enfrentaria sérios problemas; disso ele tinha certeza.

— Achei que precisaria fazer uma análise sobre a sua avaliação, mas vejo que não será necessário estudar o diagnóstico. — Ecklie apontou para o sargento — Você está abalado e psicologicamente incapaz de trabalhar.

Na mesma hora que o ouviu, Grissom se inclinou bruscamente para a frente.

— Estou bem, Ecklie! — Grissom apoiou as duas mãos sobre a mesa.

— Não, não está. Ainda não superou a morte da detetive Gribbs e ainda não está hábil em trabalhar num caso de um serial killer, visto o que aconteceu com você no passado.

— O que está pensando em fazer, me tirar do caso?! — Ele ergueu as sobrancelhas.

— Está suspenso por quinze dias. — Ecklie assentiu, sua expressão era das mais burocráticas possíveis.

— Não pode fazer isso comigo! Zodíaco vai atacar novamente daqui a alguns dias! — O sargento ergueu as mãos. Sua voz estava mais alterada ainda.

— A detetive Sidle está aí para isso. Deixe-a dar conta do trabalho. — O xerife se preparava para levantar, quando dirigiu a palavra novamente ao sargento — Você tem sorte que não te suspendi por um mês ou mais.

— Ei, olha só. Me deixa continuar no caso, Ecklie. Depois que a gente resolver isso você pode me suspender pelo tempo que quiser, seis meses, um ano! Só me deixa continuar!

Mas o xerife balançou a cabeça convictamente. Parecia irredutível.

— Essa é a minha palavra final. — disse, ao se levantar — Agora entregue seu distintivo e arma ao capitão Brass e vá para casa.

E estava mesmo.

Num súbito movimento, Grissom se levantou e tomou sua bengala. Saiu da sala de interrogatório antes dele.

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Sara voltou para a sala antes mesmo de Grissom. Estava demorando. Achou até que a situação tinha piorado pra ele. A detetive esperava ansiosamente por seu retorno. Queria discutir e terminar aquele assunto de vez. Certo que a sua curiosidade era gigantesca, mas ela precisava saber o que aconteceu realmente para entender o motivo de Grissom ter mudado radicalmente o seu comportamento. De quebra questionaria a presença da detetive Curtis, a quem não gostou muito. Ou melhor, a quem não gostou bastante.

O sargento estava de volta à sua sala. Irritado, torcia para que ela não estivesse lá para não ter que dar justificativas. Na verdade, não queria falar com ninguém. Todavia suas preces não foram atendidas.

— Oi, Sara. — Ele falou, quase resmungando. Não manteve seu olhar fixo a ela.

— Oi. — Ela respondeu secamente — Estava te esperando pra gente continuar com o caso.

— Não vai dar. — Grissom balançou a cabeça, assim que ela terminou de falar.

— Por quê?

— Eu fui afastado por quinze dias. — Ele respondeu, ao seguir para a sua mesa. Não chegou a sentar em sua cadeira.

— O quê? — Sara franziu as sobrancelhas — Mas por quê?

Ele, que procurava incessantemente por algo que não sabia direito, olhou de repente para ela.

— Porque, segundo Ecklie, eu estou psicologicamente inapto para trabalhar no caso. — Em seguida, continuou a procurar.

A mulher olhou para baixo. No fundo, Sara não discordava totalmente da opinião do xerife. Ficou em silêncio.

— Ele me deu um veredito baseado no que aconteceu anos atrás. — resmungou, ao se aproximar do quadro das vítimas. Olhou para o chão e se agachou.

— A morte da sua... parceira, não é?

— Não foi só por isso que ele me afastou. — Ele se enfatizou nas últimas palavras — Vai muito além disso. — concluiu, ao revirar uma pilha de livros. Finalmente encontrou o que queria. Pegou três livros que mais pareciam catálogos e os trouxe à mesa.

Ela tentou fazer contato visual, mas Grissom insistia em não o fazer.

— O que foi, então? — Sara ergueu os braços ao se aproximar da mesa, impaciente com a falta de atenção dele.

Grissom revirou os olhos para os lados, mal se mantinha fixo nela. Ele pegou o sobretudo pendurado em sua cadeira e depois uma chave no lado esquerdo do bolso do paletó.

— Quer saber o que aconteceu com a detetive Gribbs? — perguntou, ao encará-la nos olhos, finalmente.

— O quê? — Sara franziu a testa, surpresa por Grissom tocar naquele assunto de uma hora para outra.

— Eu a matei.

Notas finais
RESUMO DO CAPÍTULO: Deu ruim. Deu muito ruim, mano, nossa! Hoje foi aquele cap que foi tenso. A Sara deve tá por conta com todo mundo (Sofia) kkkkk E acho que todo mundo deve ter pensado: GRISSOM, VOCÊ FEZ O QUÊ????? Ai, galera sei nem o que dizer. O nosso sargento já tava sobrecarregado (e suspenso) e agora solta essa bomba. Tá complicado, hein, Sara! Não desistam de mim que no próximo capítulo isso aí vai ser explicado, haha. Um beijão a todos! E mais uma vez um beijo pra Bruh, quero bolo hein kkkkkk brinks Até o próximo capítulo! ♥