Manhattan's Girl Vol. 1
22 The Wild Brunch
Notas iniciais
P.S: Tenho outra fic que estou postando, tão boa quanto essa e que se passa depois de quando acaba a série de livros. O nome é Você Vai Me Adorar. Por favor leiam.
XOXO.
- ML.
No fim da manhã de domingo, o saguão do Palace Hotel estava abarrotado de gente. Turistas, principalmente, faziam check-in e carrinhos passavam para cima e para baixo, cheio de malas.
Dentro do hotel, no luxuoso salão de festas, estavam servindo o tradicional brunch que era oferecido a todos os sócios e convidados da alta sociedade nova-iorquina e suas famílias. Era um excelente local para fazer festas noturnas, com o brilho suave da lua refletindo nas modernas paredes de vidro e lustres de cristal. Mas era péssimo para um brunch. Estava quente e os gigantescos quadros pendurados nas paredes não combinavam em nada com salmão, ovos e chás.
O sol brilhava intensamente entrando pelas janelas de vidro. Além dos aquecedores estarem ligados e o salão estar cheio de pessoas em constante movimento. E ainda nem era verão! Junte tudo isso e até a mais leve ressaca se torna dez vezes pior.
Aliás, quem foi o imbecil que criou o brunch? O lugar mais adequado para uma pessoa em um domingo de inverno é a cama.
A sala estava cheias de mesas redondas e moradores bem-vestidos do Upper East Side. Elizabeth Bridgeman, os Geller, Capitão e Natalie Burckhardt, os Thornton e seus filhos estavam alí, sentados ao redor de uma mesa.
Alison estava sentada entre Elizabeth e Natalie Burckhardt. Como ela queria que seu pai estivesse alí e não na França, pensou ela mal-humorada. Haven estava sentada à sua frente com um vestido que ela até poderia ter considerado bonito se não fosse pelo enorme laço vermelho no vestido amarelo. Duas cores que não combinavam com o inverno. Nick estava calado desde que chegara. Talvez fosse pelo fato de Alison ter recusado o seu beijo. O único que parecia estar confortável alí era Josh, que bebericava calmamente seu Dry Martíni. Haven estava meio que quicando na cadeira depois de beber seis xícaras de café e Josh sussurrava para ela ficar quieta.
– Eu adoro vir aqui. — comentou o Capitão Burckhardt cortando a omelete de salmão e alho-poró e enfiando o pedaço em um pão de centeio. — Faço qualquer coisa para sair de casa em um domingo.
E eu faço qualquer coisa para ficar na minha., pensou Alison cruzando os braços.
Haven cortava a sua omelete em quadradinhos perfeitos e fazia pilhas altas com eles, antes de colocar-os na boca.
– Acho ótima a ideia da gerência do hotel em fazer o brunch cada domingo em lugar diferente. — a Sra. Thornton falou enquanto o grarçom colocava os pratos de scargot na mesa. — Ah! Amo scargot.
Alison franziu o nariz para a comida. Blargh! Aquilo era nojento e gosmento.
– Pode comer o meu. — disse ela empurrando o prato para Louise Thornton.
– Nada disso. — a Sra Thornton empurrou-o de volta. — Você está em fase de crescimento.
– E isso ajuda a pele. — disse Natalie Burckhardt com seu sotaque francês.
– Elas estão certas, querida. — Elizabeth respondeu. — Coma.
– Não, obrigada. — falou Alison com seu sorriso forçado. — Não como lesmas.
Josh colocou a taça de Dry Martíni na mesa e logo pegou outra. Nick falou:
– Deixa que eu como.
– Ah! Nick, mais essa. — repreendeu-o a Sra. Burckhardt. — Deixe de ser mal educado.
– Mas ela disse que não vai comer, não é, Alie? — Nick sorriu para ela docemente.
Alison passou o prato por cima da mesa e ele pegou na mão dela, demorando a soltar. Ela viu o que ele estava usando: o suéter de cashmere verde-musgo Hermès que ela dera para ele no Natal do ano anterior. Ele ficava tão lindo com aquele suéter e a cor deixava seus olhos ainda mais brilhantes.
Nick colocou um pouco de scargot na boca e mastigou-o vigorozamente. Aquilo deu ânsia de vômito nela. Alison colocou o guardanapo na mesa e levantou-se:
– Com licença.
Ela saiu andando rápido para o banheiro feminino, os saltos Broad de tirinhas douradas batendo no piso de mármore. Alison entrou no toillet e viu uma garota loura que ela se lembrava vagamente de ter visto uma vez, que estava se maquiando na frente do grande espelho. Alison entrou em um dos reservados e vomitou tudo o que havia ingerido.
Depois, deu a descarga e saiu do reservado. A garota já havia ido embora e não ouviu a "sessão nojo" de Alison. Ela colocou água na boca e a limpou. Ajeitou o vestido estilo grego de chiffon Oscar de la Renta e usou um pouco do antisséptico bucal do hotel.
Maldito scargot., pensou ela com raiva.
Nick estava na porta do banheiro quando Alison saiu. Ele a fitou preocupado e ela sorriu levemente.
– Você está bem? — perguntou ele segurando a mão dela.
– Estou. Deve ter sido algo que eu comi.
– Foi o scargot?
– Não sei. — Ela parou e soltou a mão dele, pensando no que Josh havia dito. — Nick, ahn, Josh me falou que você quer voltar.
– Ele falou isso?
Nick realmente queria voltar com Alison, mas não queria parecer desesperado. Ele nunca poderia aparecer assimpara uma garota. Nick olhou para ela e depois para o chão. Ele a beijou, prendendo-a contra a parede. Obeijo dele era doce e não brusco como o de Josh. O pior era que ela gostava dos dois.
Ela pôs a mão em seu peito, parando-o.
– Não podemos aqui. — Ela sussurrou, ofegante. — Temos que voltar.
Alison saiu do corredor e entrou no grande salão, mas não voltou para a sua mesa, procurou por Stacy e Megan. Ela as encontrou no canto norte da sala, com as duas bebendo champanha. Megana acenou para ela e indicou uma cadeira vazia ao lado. Os pais das duas garotas estava andando pelo brunch, fazendo a social e por isso as meninas tinham a mesa só para elas. A não ser por Carter, irmão mais novo e infantil de Stacy, que estava fazendo bolinhas de papel e atirando-as com o canudo em uma senhora de uns 80 anos.
– E ai? Como está a sua mesa? — perguntou Stacy fitando as costas de Josh.
– Uma droga. Pelo menos vocês tem a sua toda de vocês. — Alison pegou uma mimosa da bandeja que um garçom carregava. Ela olhou para Nick. — Preciso da chave de um quarto.
– Acho que consigo para você. — Megan disse.
Ela saiu em direção ao pai, perto do bufê. Falou algo para ele e o Sr. Dickinson lhe entregou um cartão. Meg voltou para a mesa e sacudiu a chave para Alison. Ela pegou e viu o nome do quarto: Suíte Vanderbilt. Um quarto presidencial.
– Divirta-se! – Megan sorriu maliciosamente.
Rapidamente, Alison voltou para sua mesa e viu sua mãe devorar o salmão defumado. Ela balançou a cabeça em desaprovação e ouviu a Sra. Thornton dizer:
– Haven, você está organizando o baile do colégio com Alison, não é?
– Estou, mas Alison é a presidente da comissão. – Haven pegou a sétima xícara de café.
– Ah! Lembro-me de quando organizava eventos escolares. – a Sra. Bridgeman falou, engolindo o ultimo e enorme pedaço de salmão. – Nossa maior preocupação era se os garotos iriam aparecer. Não precisamos nos preocupar com vocês, precisamos meninos?
– Não. Tô dentro. – Nick respondeu do jeito lindo e sexy dele.
– Contem comigo. – Josh disse.
– Lembre-se, Patrícia, do Baile de Formatura? – Elizabeth indagou depois de tomar um gole de champanhe. – Foi na noite que assumi finalmente que estava namorando Richard.
– Claro que lembro. – riu a Sra. Geller. – Fomos até com modelos de vestidos iguais, mas o seu era vermelho e o meu era azul.
Elizabeth e Patrícia, assim como Alison e Haven, eram melhores amigas desde crianças. Sempre faziam tudo juntas, iam a festas, fazer compras, ao banheiro... Eram quase irmãs.
Aquelas famílias eram amigas à gerações e, de uma forma ou de outra, todos estavam presos uns aos outros.
Alison girou os olhos azuis, impaciente. Ela odiava quando a mãe começava a relembrar o seu passado com as amigas.
Lentamente, Alison se aproximou de Nick, que estava de pé, ao lado de uma janela de vidro obliqua. Alison parou na sua frente e ele envolveu sua cintura com os braços fortes.
– Você quer sair daqui? – perguntou ela, sorrindo lascivamente.
– Para onde vamos? – Ele sorriu também.
– Eu... consegui um quarto. – Alison puxou o cartão da suíte.
– Agora? – Nick questionou parecendo surpreso com a súbita mudança de ideia de Alison.
– Eu quero você agora. – sussurrou ela no ouvido dele sedutoramente, puxando-o para fora do salão, em direção ao elevador.
Josh viu Alison sair com Nick do brunch sem falar com ninguém. “Mas que porra.”, pensou ele terminando de colocar um croissant no prato de porcelana.
– Isso deve estar realmente muito bom. – Uma voz fina e cala disse atrás dele. – Já é o terceiro que come.
Virando-se rapidamente, Josh viu Stacy sorrindo pra ele, com uma mimosa de laranja nas mãos.
– É, eu tô morrendo de fome. – disse ele em resposta, afastando-se dela. Josh tentou se esquivar de Stacy, mas ela o segurou pelo braço com as mãozinhas pequenas do jeito não-tente-fugir-de-mim-sei-onde-mora.
– Por que não atende as minhas ligações? – Ela fez um meio-biquinho e piscou os olhos castanhos miúdos.
– Mudei de número. – Mentiu. – Desculpe não ter te avisado.
– Tudo bem. – disse ela. – Olha só, Meg conseguiu um quarto para Alison e Nick. Acho que pode conseguir um pra gente também. – Stacy tirou o prato da mão de Josh, colocou-o na mesa e passeou com as mãos pelos ombros largos dele.
– Ahn... Acho melhor não, Stacy. Não estamos mais juntos.
Ele saiu com o prato em direção à sua mesa. Stacy observou ele se sentar ao lado de Haven e bateu um pé no chão, irritada.
Hum. Acho que seu domingo ainda pode piorar, S.
Alison saiu do elevador aos beijos com Nick. Ele a segurava firme contra o corpo enquanto eles andavam em direção á Suíte Vanderbilt.
Ela estava excitada. E sentia – no sentido literal da palavra – que Nick também estava. O cabelo dele estava enrolado nas mãos de Alison. A boca macia dele desceu para o pescoço dela e deu beijinhos leves nele.
A Suíte Vanderbilt era enorme e uma das suítes presidenciais do Palace Hotel usada apenas para celebridades ou pessoas muito ricas que vinha fazer
parte de alguma premiação no Met ou algum evento beneficente em prol das
crianças da África . A gigantesca cama King Size com dossel estava aninhada
entre duas mesas de cabeceira de mogno com detalhe dourado. O grande lustre de cristal brilhava intensamente com o sol que entrava pela claraboia. As cadeiras em estilo Luís XVI tinham lindas almofadas douradas que combinavam perfeitamente com a roupa de cama.
Lentamente, Nick deitou Alison gentilmente nos travesseiros de pena de ganso na cama. Ela sorriu maliciosamente, mordendo o lábio inferior. Ele deitou ao lado dela e beijou-a novamente. A mão dele passou pelos ombros nus e macios de Alison. Ele inalou seu perfume. Ela tinha cheiro de rosas e Chanel Nº5.
– Eu te amo, Alison Bridgeman. – Nick sussurrou no ouvido de Alison, roçando os lábios no lóbulo da orelha dela com o pequeno-mas-lindo brinco de diamante David Meister.
– Eu também. – Não era um “eu te amo”, mas era uma boa resposta para o que ele havia dito.
Não parecia certo dizer “eu te amo” para Nick enquanto seus sentimentos em relação à Josh não estivessem esclarecidos. Nick não merecia isso. Ele era bom demais, legal demais, amoroso demais para Alison fazer isso com ele. Ficar com os dois ao mesmo tempo, mesmo que oficial com um e por trás com outro, era errado.
Desde quando se preocupa com o que é certo ou errado?
“Argh! Como era difícil.”, pensou ela deixando Nick levantar a saia
do seu vestido até a sua cintura, deixando bem à mostra a calcinha fina e de
renda branca La Perla, enquanto ela tinha uma discussão interna.
Parando de beijá-la, Nick puxou o vestido que ela usava, revelando toda a sua lingerie branca contrastando com o corpo escultural bronzeado. Ele estava com a garota mais gostosa e desejada de Manhattan e estava prestes a transar com ela. Puta que pariu! Ele era um cara de sorte.
Own. Todas sabemos disso.
Com dedos ágeis e rápidos, Alison desabotoou a calça de Nick e a empurrou para baixo, mordendo o lábio ao ver o tamanho do pênis dele sob a cueca box Calvin Klein. Depois, tirou o suéter verde-musgo dele e passou a mão pelo seu tórax definido.
Ele olhou para ela e sorriu bobamente quando ela o abraçou, apertando seu corpo junto ao dele. Nick jogou o cabelo desgrenhado para o lado antes de beijar o busto dela. Ele desceu a alça do sutiã de renda dela e beijou o seu ombro nu. As mãos dele voaram para o fecho da lingerie quando...
Uma nova mensagem chegara aos celulares de Nick e Alison. Eles pensaram e ignorar, mas era muita coincidência duas mensagens nos dois celulares ao mesmo tempo. Ela pegou o iPhone na bolsa enquanto Nick caçava o Blackberry nos bolsos da calça.
A mensagem chocou Alison e rezou para que Nick acreditasse que fosse mentira ou que fosse montagem.
“Bom dia, galera do Upper East Side! Acho que está na hora de soltar a bomba. Antes era apenas uma bomba caseira, mas depois acabou se tornando uma bomba que vai cair como uma bomba atômica. Mas vamos ao que interessa.
Parece que A. quer tudo e não tem nada. Algumas semanas atrás, boatos correram de que ela estaria traindo N. Mas
eram apenas boatos e, como boatos, ninguém sabia se era verdade. Então, veio o jantar da mãe de M., que foi quando A. e N. terminaram. No dia seguinte, J. e S. romperam. Finalmente, alguns dias atrás, recebi a foto abaixo, de A. e J. se beijando na casa dela. Mas, e agora? A. quer N. ou J.? E quanto a S.? vai ficar sobrando nessa história?
Façam suas apostas.”
Era isso que estava escrito na mensagem da Manhattan’s Girl, junto de uma foto de Alison e Josh se beijando.
Alison encarou Nick atordoada e sem reação, já este pulou da cama e vestiu-se rapidamente, catando as suas roupas no chão. Alison fez o mesmo e eles saíram do quarto, entrando no elevador.
– Não acredito que fez isso comigo! – Nick esbravejou batendo o pulso na parede do elevador. Alison assustou-se e se encolheu. Não podia culpa-lo por estar assim.
– Nick, Josh me agarrou! E isso aconteceu enquanto tínhamos dado um tempo. Eu sinto muito. Nunca trairia você! – Ela tentou explicar, mas ele virou-se abruptamente.
– Então foi por isso que terminou comigo? Para ficar com Josh? – Nick saiu do elevador.
Agora, eles entravam no salão do brunch. Todas as pessoas que haviam recebido a mensagem olharam para eles.
Pisando duro, Nick foi para a mesa aonde havia se sentado com a família e viu Josh em pé ao lado da cadeira branca. Haven estava ao seu lado com o celular na mão e, ao fundo, Stacy estava parada com um olhar de raiva. Megan estava ao lado de Stacy com uma expressão surpresa e o Nokia metalizado na mão. Nick agarrou Josh pela gola da camisa e o segurou furioso.
– Por que agarrou minha namorada?
Josh tinha um olhar relativamente calmo para o momento. Seus olhos pousaram em Alison atrás de Nick. Stacy correu para a roda com Megan em seus calcanhares. De repente, todo o salão ficou em silencio, observando a briga.
Impossível não observar.
– Ela não era a sua namorada nesse dia. – Josh falou estrangulado pela camisa. – Tinham terminado.
– Alison, que porra é essa? – Stacy guinchou jogando o celular no chão e espatifando-o. – O que eu disse, Megan? Alison é uma vadia.
– Eu defendi você. – murmurou Megan balançando a cabeça.
– Pensei que éramos amigos! – Nick empurrou Josh e este caiu por cima de um garçom, fazendo-o derrubar a bandeja de taças e o vidro se espalhou no carpete.
– Nick! – uivaram Alison e Stacy ao mesmo tempo.
– Não o empurre! – Stacy ajoelhou-se ao lado de Josh e colocou a mão no seu ombro.
– Não preciso que você me defenda, Stacy! Não estamos mais juntos! – Josh levantou-se.
– E você! – Alison apontou para a ex–amiga de cabelos cacheados. — Olha o que você fez
Alison saiu do salão, seguida por Nick e Haven. Stacy sentou-se em uma cadeira e Megan colocou as mãos nos seus ombros, solidariamente. Josh ficou estático, esperando que alguém dissesse algo. Ninguém o fez.
Bom, bom, bom. O circo pegou fogo, mas talvez agora tenhamos um pouco mais de diversão.
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