Manhattan's Girl Vol. 1
35 H. Pensa No Amor À Irmã
Notas iniciais
- Papai? – Haven chamou, batendo na porta do escritório do pai. – Posso entrar?
- Claro, querida, entre. – Steve tirou os óculos e colocou-os sobre a mesa, ao lado do notebook.
Haven adentrou a sala e fitou o pai. Ele tinha uma aparência cansada e tinha olheiras embaixo dos olhos.
A mesa de vidro estava repleta de papeis, que pelo que Haven pôde perceber, eram contas a pagar. Ela se perguntou se as coisas estavam tão ruins que o pai não conseguia nem pagar as contas mensais. Haven também se perguntou se a irmã, Heloise, sabia da situação.
- E então? Como estão as coisas? – Haven colocou as mãos nos ombros do pai. O notebook estava aberto em uma planilha. — Já encontrou novos investidores?
- Não. E a cada dia que passa as finanças ficam piores. – o sr. Geller soltou um suspiro pesado. – Está difícil de manter a vida.
Haven gelou. Será que ele estava prestes a dizer que ela sairia da Brannemark School e que ia para uma escola pública não em Manhattan e sim no Brooklyn e depois, em vez de ir para alguma universidade da Ivy League, ela iria para a NYU? Haven estremeceu. Não poderia ser.
- Sua irmã está chegando hoje de Londres. Sua mãe vai buscá-la à noite no aeroporto. – falou Steve baixinho. – Acho que você deveria ir com ela. Heloise está realmente triste por ter que sair da New Baskerville Academy...
- Heloise vai sair da New Baskerville? – Haven perguntou meio transtornada. – Ela estudou a vida inteira lá. Espera um segundo... Se Heloise vai sair da New Baskerville, então eu vou sair da Brannemark? Papai! Não pode...
- Haven, querida, você não vai sair da Brannemark. Você vai fazer o SAT daqui a um tempo e precisa ter uma boa pontuação pra entrar em uma boa universidade. – o sr. Geller pegou na mão da filha acalmando-a. – Mas Heloise, ela tem alguns anos até o SAT e depois que tudo isso passar vamos colocá-la na Brannemark. Vai ser melhor ela morar em Nova York, perto da família, dos nossos amigos.
Haven pensou no quanto a irmã estaria sofrendo por sair da escola onde sempre estudou. Se separar das amigas e deixar tudo do outro lado do Oceano Pacífico.
- Papai, pensou no quanto Heloise vai ficar deprimida saindo de Londres? – Haven indagou juntando as sobrancelhas e cruzando os braços. – Se separando das amigas e deixando sua vida para trás. Perguntou-se no quanto ela vai ficar com raiva de você quando chegar? Esse não é o mundo dela, pai. Ela nunca viveu no meu mundo, no mundo onde nós vivemos. – Haven meneou a cabeça. – Sei que está sendo tão duro para você quanto está sendo para nós, mas será que não podia aguentar um pouco mais? Aonde você pensa em colocar Heloise para estudar? Em uma escola pública no Brooklyn ou em um colégio no Queens, onde ela corre o risco de ser esfaqueada ou estuprada. As coisas não estão fáceis, pai, mas não acho que fazer a família sofrer seja uma boa forma de resolver isso.
- Haven, não quero que sofram. Nunca pensei nisso. Mas não foi minha culpa os investidores retirarem todo o dinheiro. Além disso, sua irmã precisa passar um tempo aqui conosco em Manhattan. Sua mãe sente falta dela. Não será tão ruim. Ela fará novos amigos e vamos estar do lado dela. Não podemos ficar vendo-a apenas no Natal ou aniversário ou no Dia de Ação de Graças. Ela precisa da família. – Steve falou, cansado. Os cabelos castanhos foram arrumados por ele. – Haven, Heloise não vai para o Brooklyn ou para o Queens. Ela vai para a Brannemark. Por mais que seja tão caro quanto o internato, pelo menos não vamos não vamos mais ter as despesas que ela tinha em Londres.
Haven riu sarcasticamente.
- Então é apenas uma questão de dinheiro? – Haven foi para a porta e parou com a mão na maçaneta. – Pensei que fosse melhor do que isso.
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