Manhattan's Girl Vol. 1
42 E. Decide Mudar
Emmy parou em frente à loja da Chanel na Quinta Avenida e olhou a vitrine. O lindo vestido de chiffon salmão estava no manequim e Emmy viu o preço: 985 dólares. Quem pagaria quase mil dólares em um vestido curto? Tudo bem que era um lindo vestido de chiffon salmão Chanel, mas era realmente caro para um pedaço de tecido.
Como ela poderia mudar o visual se tudo o que via custava mais de 500 dólares?
Acho que mudar o visual é para poucos.
Emmy bufou, irritada. Talvez ela devesse passar na Banana Republic ou na Gap e comprar algumas blusinhas de cores femininas, ou na American Eagle e procurar por algumas saias. Ah! Ok!
O Nokia prata vibrou e Emmy caçou-o nos bolsos do casaco de esqui vermelho com capuz. Era Dave.
- O que foi, Dave?
- Em, onde você está? – A voz de Dave era longe na linha e Emmy sabia que a ligação estava no viva-voz. – Você deveria ter chegado há duas horas.
Suspirando, Emmy voltou a atenção para a vitrine. Não podia dizer ao irmão que estava na Quinta Avenida. Ele iria esfregar na cara dela que ela cedeu ao Upper East Side. Não, não, ela não daria esse gostinho a Dave. Não mesmo.
- De que te interessa onde estou? – Emmy retrucou petulante. – Fala logo o que você quer.
- Acho que papai e mamãe não fizeram um trabalho muito bom na sua educação. – Ele ouviu a irmã gritar “Dave!” – Tudo bem, só pensei que você talvez quisesse sair comigo e com a Megan. Mas acho que não foi uma boa ideia.
- Tem razão. Não foi uma boa ideia. Estou ocupada. Te vejo depois. Tchau.
Em desligou sem esperar uma resposta do irmão. Por que diabos ela iria querer segurar vela para Megan e Dave? Ela nem gostava de Megan!
A vitrine de vidro da Chanel refletia a pavorosa imagem de Emmy e ela viu a sua aparência. A camisa preta e branca grande demais para ela estava para fora da calça preta e cheia de tachas, as botas pretas tinham o cadarço desamarrado e estavam sujas de lama. Os cabelos eram uma moita de cachos louros bagunçados com uma mecha rosa perdida pelo meio. E o pior: Emmy não era feia. Se se arrumasse mais, com certeza, iria despertar inveja em algumas garotas da Brannemark.
Batendo o pé rapidamente no chão, Emmy saiu da Quinta Avenida e rumou para a Park Avenue, dobrou na esquina com a Lexinton Avenue e entrou em uma barbearia. Bom, não era beeem uma barbearia. Estava mais para cabelereiro unissex.
Quando entrou, um homem gordo e alto veio correndo em sua direção, enquanto ela se sentava em uma cadeira de couro preto.
- Mas o que houve com o seu cabelo? – perguntou o gordo franzindo o rosto. – Está na hora de tirarmos uns 4 dedos, fazer uma hidratação, tirar essa mecha malfeita...
- Quero na altura dos ombros.
- O que?! – espantou-se o cabelereiro – Mas o seu cabelo é tão saudável. Só precisa de um cuidado melh...
- Corta!
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