Manhattan's Girl Vol. 1

25 E. Conhece o Verdadeiro Upper East Side


Notas iniciais
oiiiiiii, pessoinhas queridas e legais, as quais não deixam reviews mas q eu amo mmo assim. Eu volteeeeiiiii. Desculpe nao ter postado antes mas as minhas aulas começaram ceeedo demaaaaiiisss e eu tive q voltar ao meu ritmo de garota estudiosa (SQN) hahahaha. Mas enfim, aqui está mais um capitulo. Espero q gostem. DEIXEM REVIEWS, por favor. XOXO. - M

- Você namora uma delas? – perguntou Emmy irritada, puxando a saia azul-marinho da Brannemark School.

Dave suspirou e revirou os olhos. Eles estavam dentro do ônibus, indo para o colégio. Eram 08:00 da manhã e Dave passara a noite lendo Guerra e Paz para a aula de Literatura Avançada. E ele estava cansado.

Tipo, esse livro tem umas mil páginas. Saca, a Bíblia?

- Não acredito que você namora uma delas. – continuou ela retorcendo-se no uniforme. – Ai, Dave. Pensei que “gostasse” delas tanto quanto eu.

- Em, Megan não é igual às outras. – disse Dave esfregando os olhos ardentes. – Você vai gostar dela.

- Megan? Você só pode estar brincando. Até o nome dela é de gente fresca. – Emmy balançou a cabeça em descontentamento. – O que mais? Ela tem amigas com o nome de Brittany, Tiffany e Ashley? O ex-namorado dela é o Capitão do time de basquete? Ela é loira?

- Não. As amigas dela se chamam Stacy, Haven e Alison. O ex-namorado dela é um universitário. Não se joga basquete na Brannemark e sim lacross. E não, ela não é loira, é morena.

Emmy bate com a cabeça na janela do ônibus e pensou seriamente quanto tempo levaria para morrer se se jogasse na Quinta Avenida movimentada.

- Tudo bem. Quem está ai? Onde está o meu irmão e o que fez com ele? – Emmy segurou Dave pelos ombros e o chacoalhou.

- Desde quando você é assim, tão dramática? – Dave franziu a testa.

- E desde quando você namora garotas riquinhas de Manhattan? – rebateu ela jogando a bolsa preta e branca que a mãe havia comprado para ela no chão.

Dave suspirou novamente, pensando se deveria encher os ouvidos de algodão ou grudar fita adesiva na boca de Emmy.

Ainda prefiro a ideia da Quinta Avenida.

O ônibus parou, Dave e Emmy desceram e foram andando pela calçada do colégio até a porta. Quando viu, Em teve vontade de gritar.

A Brannemark School era um prédio enorme, que ocupava um quarteirão inteiro, à doze quadras da Quinta Avenida. Tinha um grande portão de ferro fundido com uma placa de bronze escrito Brannemark School em letra cursiva. O pátio do colégio era cheio de mesas de pedra e canteiros com flores, que agora estavam ressecadas com o frio. Na entrada do prédio de calcário, havia uma escadaria de mármore onde algumas garotas estavam sentadas conversando.

Emmy viu todas aquelas pessoas ricas e fúteis em suas roupas de marca, entrando na escola, rindo ou falando ao celular e ela fingiu ânsia de vômito para Dave.

O pátio estava apinhado de alunos e metade deles, principalmente as garotas, olharam de um jeito estranho para Emmy. Como se elas estivessem tentando dizer: “O que você está fazendo aqui, Estranha? Este não é o seu lugar.” E era exatamente assim que Emmy se sentia: como se não pertencesse àquele lugar.

Oh! Não se sinta assim, meu bem, você não pertence mesmo.

- Ah, meu Deus! Olha só o cabelo dela. – Ela ouviu uma garota loura dizer à amiga.

- E que botas são aquelas? – A outra sussurrou.

- De onde ela vem? Da escola militar? – A ruiva questionou.

- O que esse tipo de gente tá fazendo aqui? – Uma japonesinha jogou os cabelos para trás.

- Cara, como você aguenta isso? – Emmy perguntou entrando no largo corredor principal e passando a bolsa cheia de livros para o ombro esquerdo.

- Apenas ignore. As coisas ficam bem mais fáceis assim. – respondeu Dave. – Talvez você deva fazer uma visitinha à sra. Mayr, a diretora das meninas. – Ele apontou para o fim do corredor.

- Ahn... Tá bom. A gente se vê no fim da aula.

Emmy andou rapidamente pelo corredor tentando evitar ouvir os comentários maldosos e olhar para os lados.

No fim do corredor havia duas portas, uma do lado esquerdo que dizia Christine Mayr, e outra do lado direito, que informava Leonard Crosher. Ela bateu na porta de madeira e entrou timidamente.

- Ah! Posso ajudar? – a sra. Mayr perguntou tirando os óculos e colocando-os sobre a mesa.

- Sim, hã, eu vim pegar o meu horário de aula, número do meu armário... – Emmy murmurou, sentando-se na cadeira estofada à frente da diretora.

- Oh! Claro! Você deve ser Emily Brown. É um prazer conhecê-la. – falou sorrindo.

Christine Mayr era completamente diferente de como Emmy a imaginava. Tinha olhos castanhos pequenos, cabelos escuros cortados logo acima dos ombros feito luzes. Tinha marcas de expressão, mas não pareciam ser do riso e sim da postura severa que tinha. A pele estava em excelentes condições para uma mulher de quarenta e tantos anos.

Em sorriu, desconfortável com entusiasmo exagerado da diretora.

- Você deve ser realmente boa. — comentou a sra. Mayr puxando alguns papeis das gavetas. – Não costumamos receber alunos no meio do trimestre. – Ela lhe entregou algumas folhas coloridas. – Você é um pouco diferente das meninas que costumo receber aqui.

- Já me falaram isso algumas vezes. – Emmy olhou para as folhas tentando entender para que tanto papel.

- Aí está o seu horário, algumas das principais regras da escola e o nome de seus professores. – Christine apontou os papeis sorrindo alegremente. – Seu armário é o 207, no segundo andar, logo na subida da escada. E você precisa passar na sra. Hoffman, nossa orientadora universitária. Mas pode fazer isso no final da aula. E lembre-se, nunca entre no lado dos meninos. É a regra mais importante. Agora vá. Sua aula de latim já vai começar.

- Ahn... Obrigada.

- Disponha, querida. Bom primeiro dia.

Emily levantou-se e sair da sala, carregando a pesada bolsa e os papeis da diretora. Ela suspirou.

Iria ser os três anos mais longos da vida dela.

As coisas ainda poderiam mudar.