Mandy Mellark (Hiatus)

2 A morena do Lamborghini Veneno


Notas iniciais
Gente boa noite, quero agradecer os comentários no prólogo e os 12 acompanhamentos, confesso que fiquei insegura ao postar MM, mas o carinho e o incentivos que vocês me deram foi maravilhoso, espero não decepcioná-los com este enredo. Dedico o capítulo de hoje as Lindas Deborah, Paçoca com chocolate, Belrapunzel e Everdeen Mellark, meninas vocês são maravilhosas, e não sabem o quanto foram importantes para que eu decidisse continuar com esta história. Ps: peço desculpa pelos os erros ortográficos

Três meses antes dos acontecimentos do prólogo

— Finnick, você acabou com uma dúzia de ovos de ontem para hoje, e as duas dúzias de bananas que eu comprei não faz uma semana, onde as enfiou?

— Qual é Peetinha deixa de ser mesquinho, o que são uma dúzia de ovos e umas meras bananinhas irmãozinho, você sabe que minha dieta para manter esse corpinho musculoso e atlético tem que ser rigorosíssima, e além do mais a mamãe mandou você cuidar de mim direitinho, sabe como ela é no que diz respeito ao seu caçulinha aqui, não vai querer que eu lhe conte que me trouxe para a capital e esta me deixando passar fome vai?

Não sei por que ainda perdia tempo com meu irmão, desde que se entende por gente Finnick era vaidoso ao extremo, herdou isso de nossa mãezinha, no inicio da adolescência descobriu as academias de musculação, desde então o que já era ruim conseguiu ficar ainda pior, não posso negar que meu irmão realmente era boa pinta como mamãe sempre dizia; ele é alto, tinha a pele bronzeada, cabelos cor de areia, e para completar tinha incríveis olhos cor verde-mar, como ele gostava de ficar ostentando, mas nem ouso dizer o quanto ele é bonito, dona Effie nossa querida genitora já fez isso a vida inteira, conclusão, ela acabou criando um mimado monstro narcisista.

– Você não acha que esta exagerando com os exercícios, e essa quantidade de suplementos alimentares em cima deste balcão, sabe o que dizem de caras que puxam ferro demais não é? O cérebro atrofia.

Fiz um sinal com os dedos mostrando o tamanho do cérebro, de forma sugestiva, para deixar implícito que não era bem do cérebro dele que eu estava falando, Finn prontamente desistiu da sessão de abdominais que já tinha iniciado no chão de nosso quitinete.

– Ei! Eu não tenho chance de eu ficar com o salário mínimo ok? Ou tenho... — Ele colocou a mão na cabeça e pareceu pensar, instantaneamente comecei a rir do seu desespero.

–Para de falar besteiras, você esta é com inveja porque eu sempre fui o mais lindão da família, e sempre tive mais jeito com a mulherada.

Meu irmão fez uma dancinha esquisita apontando para si mesmo, como se ele fosse a ultima bolacha do pacote, depois se jogou na poltrona. Numa coisa ele tinha razão, sou um cara mais normal do mundo, nem bonito, nem feio, estatura mediana, cabelos loiros e olhos azuis, herança de papai, ah! E não posso me esquecer do desastre que sou no quesito garotas, culpa de minha timidez ao chegar perto delas, posso contar nos dedos de uma mão a quantidade de mulheres que tive em minha vida, três para ser mais exato, e não passou de beijinhos e abraços, a última faz quase um ano, Amanda Fines, e me deixou traumatizado, me trocou pelo filho do açougueiro quando eu ainda morava no distrito 4, alegando que eu era respeitador e lerdo demais para início de conversa.

— Finnick eu estou de saída -Antes que meu irmão começasse a pegar no meu pé por conta de minha vida amorosa inexistente, resolvi adiantar-me, já estava atrasado para meu teste de elenco nos estúdios da Lerner.

— Vai aonde senhor, eu tenho vinte e dois anos e nunca peguei ninguém? — falou ele com uma voz bem fininha, aquilo me deixou bastante irritado. Nunca dormir com uma garota, porque sempre sonhei com minha primeira vez, e acho que ela tem que ser com alguém especial, e essa pessoa ainda não aconteceu, só isso, será que tem alguma coisa errada nessa minha forma de pensar?

— Eu não acredito, você esqueceu do meu teste para o filme na Lerner hoje pela manhã?

Lerner, o maior estúdio cinematográfico do país estava abrindo testes para uma nova superprodução, consegui com muita dificuldade passar na triagem que fizeram nos distritos para uma regravação do poderoso chefão, esse foi o motivo para eu vir para a capital, eu sempre quis ser ator, e essa é a oportunidade com a qual eu sempre sonhei, já meu irmão veio atrás de mim para encher-me o saco mesmo.

— Peeta, desculpe o teste! Espera eu vou também, deve estar cheio de gatinhas lá – Finn disse já se levantando do sofá.

— Finnick, não consegue pensar em outra coisa? E você não vai a lugar algum, vai acabar estragando meu teste, onde estão as chaves do gostosão?

— Tem coisa melhor nesse mundo? Quando deixar de ser virgem saberá o que eu estou falando, e as chaves estão na minha jaqueta vermelha, e vê se toma cuidado com meu bebezinho que ele é muito temperamental.

— Finn, tu sabe que o gostosão é só um carro velho que por um milagre alheio a nossa compreensão ainda anda não é?

— Ei! Não fala desse jeito do meu carro, o gostosão é um clássico, seu idiota insensível.

Gostava de pegar no pé do meu irmão por causa do mustang 1969 amarelo que papai deixou para ele, Finnick sempre foi apaixonado pelo carro e após a morte do nosso pai ele fez um trabalho de mestre ao reformá-lo pessoalmente, “o gostosão” como ele o chamava ficou lindo, e se tornou o sonho de consumo de muitos colecionadores de relíquias automotivas que não cansavam de nos fazer propostas de compra, só tinha um defeito, o grafite com o nome do dito cujo que a ameba em coma do meu irmão colocou nas laterais do possante em enormes letras douradas.

— Tem alguém aqui que precisa de tratamento médico urgente, deixa-me ir que estou atrasado e esta chovendo.

— Não esquece que o tio Hay arrumou um trampo pra gente essa noite – gritou quando eu já estava fechando a porta.

— Trampo? Que trampo?

— Ele esta precisando de dois vocalistas para a banda que toca na boate onde ele trabalha, parece que eles vão se apresentar na festa da filha do dono algo assim, não entendi direito, ele disse que nos explicará depois.

— Ok estou saindo, depois eu ligo pra ele para saber do que se trata.

(...)

– Prim que droga eu não consigo achar o botão do tanque de combustível para botar gasolina no carro, por que não pediu o motorista para abastece-lo?

Mesmo já estando com vinte minutos de atraso tive que parar no posto de gasolina para abastecer o gostosão, o problema era a garota que estava no carro da frente falando ao celular ela aparentava estar totalmente perdida rodeando o carro tentando achar o tanque de combustível, comecei a buzinar insistentemente para ver se a morena tirava logo o carro da minha frente.

— Ei gostosão da pra parar de buzinar. Não esta vendo que eu estou falando ao celular aqui. Prima eu não consigo achar o tanque e tem um cara histérico que não para de buzinar aqui.

— Eu estou atrasado senhorita, será que dá para agilizar as coisas?

— Será que daria para o senhor ser um pouco mais educado e me ajudar a achar o tanque de combustível ao invés de ficar berrando e buzinando ai do seu carro?

Além de estar atrapalhando o fluxo do posto com um Lamborghini Veneno vermelho de dar inveja a qualquer cristão, à garota ainda era abusada, desci do carro puto da vida e fui ajudá-la.

– Esses carros normalmente não tem um botão, então você tinha que ter virado o carro para abastecer, qualquer motorista que acabou de tirar a carteira sabe disso. -sei que fui rude com a garota, mas já estava muito atrasado e não estava conseguindo raciocinar nada direito.

— Eu comprei minha carteira de motorista seu baixinho mal educado e grosso – Terminei de encher o tanque da garota e ela seguiu o seu caminho, enchi o meu e sai logo em seguida.

Cheguei ao estacionamento do estúdio e comecei a procurar uma vaga para estacionar o carro, assim que avistei a vaga vi que havia um carro tentando pegar a mesma vaga.

— Eu não acredito você de novo gostosão. Essa vaga é minha, eu vi primeiro.

— Garota, eu estou atrasado. Tenho um teste agora, dá para estacionar em outro lugar?

— Eu poderia fazer isso, mas também estou atrasada para fazer um teste então...

Ficamos uns vinte minutos brigando pela vaga até que vagou uma no outro lado do estacionamento, encaminhei meu carro para lá desistindo assim de continuar brigando com a morena. Corri em direção ao elevador já que o teste estaria acontecendo no décimo andar.

— Segura o elevador, por favor.

Ainda pude ver o sorrisinho maligno e o tchauzinho debochado que a morena do Lamborghini Veneno me lançou antes da porta se fechar, não dava tempo para esperar o elevador descer novamente então subi pelas escadas, dez andares não devia ser muito para difícil de subir andando não é?

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, foi escrito com muito carinho para vocês. Bjs até semana que vem.