Manatanama
7 Tanuma e Natsume – Festival parte 2
Notas iniciais
Acho que vi algo assim em algum dos episodios, só não lembro qual. O.o
Eles já haviam dormido a um bom tempo, mas a noite ainda estava longe de acabar, Nyanko-sensei ainda não havia voltado e o sono deles era pesado e imperturbável tanto que algumas vozes soaram dentro do quarto e nem foram percebidas. Embora houvessem invadido o quarto e estavam tramando alguma coisa, as vozes eram de Youkais conhecidos que viam Natsume com certa admiração.
-Natsume-sama está dormindo. –Disse o Youkai de um olho só ao seu companheiro que deu uma risada baixa.
-Perfeito, mas quem é esse ai. –Disse o outro Youkai apontando Tanuma que dormia sem perceber nada assim como Natsume.
-Eu não sei, mas Natsume-sama parece gostar de usa-lo como travesseiro. – Youkai disse e riu abafando o som de sua risada com a mão.
-Então vamos levar ele e o travesseiro junto?
-Vamos, se não ele acorda. – o Youkai caminhou até a janela e alguns outros entraram indo até Natsume e Tanuma que dormiam abraçados. Misuzu ficou parado do lado de fora esperando que os outros levassem os até ele.
-Quem é esse? – O Youkai enorme disse olhando enquanto carregavam Tanuma e Natsume até seu torso.
- É o travesseiro. – O Youkai de um único olho disse e o Youkai de grande porte bufou fazendo seus guizos soarem.
-Não sei por que tive que concordar com isso. – O grande Youkai disse levantando voo levando Natsume e Tanuma pra longe dali sem nem mesmo acorda-los daquele sono pesado e inabalável.
Ao aterrissar em meio ao Oito campos Natsume acordou assustado se deparando com o céu aberto rodeado pelos Youkais que conhecia muito bem, No inicio pensou ser só um sonho e se deitou novamente abraçando Tanuma que ainda dormia pesadamente.
-Tanuma? Ele tá no meu sonho? –Ele se perguntou em voz alta e se deitou. –Ainda bem. –Ele suspirou quando foi interrompido por um dos Youkais.
-Natsume-sama já acordou? – A voz bisonha vinha de um Youkais do porte de um urso, Natsume voltou a abrir os olhos olhando aquele Youkai que ao percebê-lo de olhos abertos o pegou pelos braços e começou a rodar com ele feliz.
- Natsume-sama, Natsume-sama, Natsume-sama! –Dizia o Youkai que logo foi surpreendido por um Youkai menor.
-Bakaa, assim vai machucar ele.
-Machucar? -O Youkai disse pausado olhando Natsume, então começou a corar abraçando Natsume fortemente. — Natsume-sama, você está bem?
Natsume se esperneou sem nem mesmo conseguir respirar e logo o Youkai o soltou.
- Tudo bem Santo, eu estou bem. –Natsume disse passando as mãos por seu pijama o desamarrotando. – Acho que não estou sonhando. –Ele disse pensativo.
- Não, não está. –Disse o Youkai pequeno na cabeça de Santo.
-Ah! Oi Mikuri, mas como cheguei... Quer dizer, chegamos aqui? –Natsume disse confuso torcendo que Tanuma não acordasse.
-Eu os conduzi até aqui. –Misuzu disse, e mesmo que o grande Youkai não fosse o machucar Natsume sempre sentia um certo frio na espinha quando ouvia a voz dele.
-E por que nos trouxe? –Natsume se aproximou do Youkai ficando entre ele e Tanuma que dormia tranquilamente sob a grama onde os Youkai os haviam colocado com muita cautela.
- Natsume-sama, é que nós... – O Youkai de um olho só disse e logo foi interrompido por Tanuma que estava agora sentado esfregando um dos olhos.
-Natsume? O que estamos fazendo aqui?
-Isso que quero descobrir. – Natsume disse e caminhou pra perto do “amigo” e o ajudou a se levantar, mas quando virou todos os Youkai tinham desaparecido.
-Mas o que? Onde eles foram? –Natsume disse olhando em volta.
-Eles quem? Youkais? –Tanuma disse com um pouco de medo, mas disfarçou, não podia pensar em nada alem de ajudar Natsume se fosse preciso.
-É, eles mesmo. Estavam aqui agora.
-Que tipo de Youkais era?
-Não eram os malvados, eram meus... Amigos?! –Natsume disse e não conseguiu achar palavra melhor pra se referi a aqueles Youkais. Tanuma o olhou sorrindo de forma aliviada.
-Queria poder ver seus outros amigos. – Tanuma disse e um arbusto se moveu, saindo dele um filhote de raposa.
-O que faz aqui? Veio me ver? –Natsume disse se aproximando da raposa, Tanuma não entendeu muito bem, mas acompanhou o amigo.
-Uma raposa?
-É um Youkai também.
-Como sabe?
-Por que eu vejo-o de forma diferente. –Natsume sorriu abraçando o filhote de raposa e Tanuma sorriu em resposta a seu sorriso.
-Então é um de seus amigos?
-É sim. –Natsume disse e logo a raposa saiu de seu abraço, correndo de volta para o arbusto.
-Por aqui Natsume. –O filhote disse o chamando.
-Aonde ela vai?
-Ele quer que seguimos ele. –Natsume disse acompanhando a raposa e sendo seguido por Tanuma.
Não demorou muito até que chegassem ao ponto de destino. Era uma clareira rodeada por lanternas de luz fraca que não ofuscavam a luz da lua, em um ponto havia um grande cartaz com as escritas “Festival do Natsume-sama”. Ao ver aquilo Natsume ficou extremamente corado e pra piorar Tanuma estava dando uma crise de riso.
-Não tem graça. –Natsume disse emburrado e Tanuma logo se recompôs.
-Desculpa, não consegui me segurar. –Tanuma disse com um sorriso discreto se segurando pra não cair novamente na gargalhada. –Eles estão aqui?
-Bem ali. –Natsume disse apontando o bando de Youkais que se reuniam em volta de uma fogueira e pra sua surpresa entre eles estava Madara já embriagado.
-Primeira vez que vejo algo assim, normalmente são os humanos que fazer festivais pra determinados Youkais, mas Youkais fazendo pra um humano eu nunca vi isso. –Tanuma disse com certo fascínio olhando em volta, vendo brevemente algumas sombras em volta da fogueira, mas a única coisa que podia realmente ver era o gato gordo dormindo abraçado a uma garrafa de sakê. Natsume estava parado, olhando de forma pensativa tudo aquilo, nunca havia se sentido assim, como se estivesse no lugar certo, com as “pessoas” certas quando de repente Tanuma viu o amigo ser suspendido e chacoalhado no nada.
-Natsume! O que está acontecendo? –Tanuma disse preocupado.
-Tudo bem. Santo para! –Natsume disse e logo foi largado. –É o Santo, ele é um pouco... Feliz. Sempre faz isso comigo. Da primeira vez ele achou que era minha avó.
-Ainda bem. Achei que fosse algo grave. – Tanuma suspirou aliviado e percebeu a atenção de Natsume em algo atrás dele. Ele se virou, mas não viu nada, no entanto sentiu uma forte presença.
-Ele não pode nos ver? –Misuzu disse olhando Tanuma bem de perto.
-Não, não pode. Acho que é meio perigoso agente ficar aqui no meio da noite. Temos que ir embora.
-Não vai Natsume-sama. –O Youkai de um olho só disse de forma chorosa.
-Não vai Natsume-sama. –Seu companheiro repetiu.
-Não é perigoso, com a ajuda de outros Youkais nós construímos uma barreira. –Misuzu disse ainda olhando Tanuma bem de perto e o farejando, o que fez seus cabelos voar e Natsume se sentir desconfortável com a situação. –Eu bem que comeria ele, mas tenho respeito por você Natsume.
-O que eles disseram? –Tanuma disse.
-Que estamos seguros aqui.
-Que bom.
-Ele não pode nos ver, o travesseiro não pode nos ver. –O Youkai de um olho só e seu companheiro disseram se dando os braços rodando.
-Travesseiro? Que travesseiro? –Natsume disse sem entender.
-Vou dar um jeito nisso. –Misuzu disse e levantou voo. Natsume encarou os dois Youkais esperando por resposta.
- Natsume-sama usava ele de travesseiro mais cedo.
-Do que estão falando? –Tanuma disse chegando mais perto de Natsume.
-Eles estão chamando você de travesseiro.
-Por quê? –Tanuma questionou e Natsume corou violentamente.
-Disseram que é por que eu... Eu estava o usando de travesseiro mais cedo. – Natsume disse sem jeito sendo surpreendido por Misuzu que pousou novamente em frente a eles fazendo um vendo repentino sopra-los.
-Natsume, dê isso a ele. –Misuzu disse o entregando um amuleto.
-O que é isso? –Natsume o pegou o objeto o olhando.
-Isso vai ajuda-lo a nos ver. –Natsume olhou para Tanuma que o olhava curioso e voltou a olhar o objeto.
-Tanuma é parte da minha vida, assim como os Youkais que já ajudei. Não seria justo separar os dois. –Natsume disse colocando o amuleto no pescoço de Tanuma sem explicar nada a ele. Tanuma deu um grito ao se deparar com o Youkai de grande porte.
-Nossa! Como ele é grande! –Tanuma disse e Natsume riu.
-Esse é Misuzu, ele que trouxe o amuleto. Obrigado Misuzu. – Natsume sorriu para o Youkai e voltou a olhar Tanuma que olhava em volta com certa admiração e surpresa.
-Ajudou todos eles?
-Sim, a maior parte deles. E eles também me ajudaram. –Natsume disse afagando os cabelos de um garotinho com orelhas e cauda de raposa.
-Ele que é aquela raposa. –Tanuma disse se aproximando do garoto e se abaixando perto dele. A raposa abraçou a perna de Natsume escondendo o rosto timidamente.
-É sim. Todos eles são meus amigos, parte da minha vida. –Natsume concluiu.
-E eu também? –Tanuma disse o olhando nos olhos.
-Você também. – Natsume disse o olhando também nos olhos.
Todos estavam felizes e pela primeira vez Tanuma se sentiu realmente parte da vida de Natsume, dessa vez ele só não podia ver o que ele via assim como podia ver os amigos dele. Os Youkais que ele chamava de amigo. Ele realmente pode sentir, aqueles Youkais por mais estranhos, poderosos, ou bobos realmente sentiam respeito por Natsume, o que muito humanos não haviam dado eles estavam dando.
-Eu preciso ir...Ér... No banheiro. –Natsume disse sem jeito se levantando.
-Vou com você. –Tanuma se levantou para acompanhar o amigo. Eles logo sumiram da vista dos Youkais que continuaram a fazer sua bagunça.
-Pode ir, vou olhar pro outro lado. –Tanuma disse se virando, enquanto o amigo abaixava as calças para urinar.
-Adoro sua cueca de bolinhas.
-Tá me espiando? –Natsume disse olhando Tanuma por sobre o ombro bastante corado.
-Eu não, mas vontade não me falta. –Natsume corou ainda mais.
-Como sabe que to usando cueca de bolinha?
-Eu vi mais cedo. –Tanuma disse dando uma risadinha.
-É mesmo, e a sua é azul. –Agora foi a vez de Tanuma ficar sem jeito. Natsume voltou a se vestir e se virou. –Pronto! Vamos?
-Agente pode ficar aqui mais um pouco?
-Quer usar o “banheiro” também? Natsume perguntou rindo.
-Não, é que eu quero ficar um pouco a sós com meu namorado. –Tanuma disse o acariciando o rosto. Natsume sorriu o olhando e antes que pudesse dizer alguma coisa Tanuma se aproximou ainda mais lhe roubando um beijo. Natsume retribuiu com carinho, se abraçando a Tanuma deixando que o maior a apoiasse a uma arvore.
-Tanuma... Alguém pode ver. –Natsume disse ao sentir os lábios de Tanuma deslizar por seu pescoço e suas mãos lhe tocarem por baixo da camisa o fazendo sentir um arrepio gostoso.
-Eles estão distraídos agora. –Tanuma disse pressionando seu corpo ao de Natsume, o fazendo arfar, de todas as coisas que sentia as coisas que Tanuma o fazia sentir eram sempre mais intensas e eram sempre coisas boas, tirando a preocupação que sentia por ele as vezes.
Tanuma roçou seu corpo ao dele mais forte, o fazendo sentir o motivo pelo qual não deveriam sair dali agora. Natsume ficou surpreso ao senti-lo rígido tão rápido. “Será que ele me espiou?” ele pensou e logo foi interrompido pela mão de Tanuma o tocando entre as pernas acariciando o volume que logo ficou rígido também.
-Tanuma, não pega ai. Eu acabei de... Ah! –Natsume disse sendo surpreendido por um aperto de leve naquele lugar. Natsume se afastou dos braços de Tanuma e o colocou contra a arvore que antes ele havia sido pressionado contra ela pelo corpo de Tanuma. Tanuma não entendeu, mas manteve os olhos grudados aos olhos dele. Natsume se abaixou de vagar abrindo a calça de Tanuma o tocando por sobre as roupas intimas. Não sabia exatamente o que fazer, mas queria fazer mesmo assim. Logo abaixou a cueca azul de Tanuma acariciando seu membro diretamente.
- Não tem que fazer isso. –Tanuma disse acariciando o rosto de Natsume, que sorriu e roçou a língua no membro de Tanuma se acostumando aos poucos com o gosto. Tanuma gemeu apertando os olhos e então Natsume colocou seu membro na boca, o sugando fortemente movendo a cabeça em vai e vem sentindo o membro rígido e quente de Tanuma pulsar em sua boca.
Tanuma cobriu os lábios com as mãos abafando seus gemidos e então Natsume passou a chupar ainda mais forte, fazendo movimentos mais rápidos.
-N-Natsume... Chega senão... –Natsume o olhou tirando o membro dele de sua boca sentindo o liquido quente de Tanuma escorrer por seu rosto.
-Não deu tempo. –Natsume disse o olhando.
-Me desculpa? –Tanuma disse constrangido desviando o olhar.
-Tudo bem. –Natsume sorriu se limpando com um lenço que tinha no bolso. –Ainda bem que gripo com facilidade, sempre tenho lenço ou papel nos bolsos.
-Ainda bem. –Tanuma disse aliviado ainda com a respiração pesada.
-Agora temos que ir, antes que dê a hora de ir pra escola.
-Vamos! –Tanuma fechou o zíper e se recompôs.
Antes que a noite chegasse ao fim eles estavam de volta em casa a tempo de dar um cochilo.
Notas finais
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