Manatanama
3 Tanuma e Natsume
Notas iniciais
Varias coisas aconteceram, varias coisas passavam por sua cabeça, mas a única coisa que ele sentia prazer em pensar era Tanuma Kaname. Ele era seu melhor amigo e Natsume nutria um sentimento especial por ele, desde a primeira vez que havia o visto já sabia que tinham muito em comum.
Natsume havia se levantado mais tarde naquele dia, era uma manhã de domingo e o dia anterior havia sido muito puxado para ele.
–Nyanko-sensei e Matoba no mesmo dia? –O jovem pensou ao se espreguiçar. –E por que não fiz nada? Sou mesmo um... –Antes que terminasse uma bola de pelos saltou pela janela o assustando.
-Falando sozinho Natsume? –Nyanko-sensei disse se sentando a beira da janela.
–Já voltou ao normal Nyanko-sensei? –Disse o jovem desviando o olhar logo ao se lembrar da noite anterior.
–Já já. O que vai ter no café da manhã Natsume?
–Você come de mais assim vai ficar ainda mais gordo. –Disse Natsume saindo do quarto sendo acompanhado pelo gato.
–Eu não sou gordo, só sou redondo. –O gato o seguiu, mas logo ficou em silencio, Natsume tomou o café da manhã e foi ajudar Touko-san enquanto Nyanko-sensei mais uma vez desapareceu.
–Onde será que ele foi? –Natsume dizia a si mesmo após ter ficado sem ver o gato à manhã inteira. –Belo guarda-costas eu arrumei. –Natsume disse a si mesmo pegou a bolsa caminhando para o quintal onde Touko-san estava estendendo algumas roupas.
–Vou para casa de Tanuma, devo ficar por lá. O pai dele foi viajar de novo.
–Está bem Natsume-kun, mas ligue caso precisar. –Disse Touko-san sorrindo gentilmente para ele.
Natsume seguiu apreensivo o caminho que ia para o templo, ele sempre encontrava alguns Youkais furiosos por ali, mas com certeza aquele era um dia bom, só havia encontrado os que eram seus amigos. Enquanto caminhava a brisa gelada bagunçava seus cabelos, aquilo era reconfortante e afastava um pouco da dor que sentia pelo corpo, mas não se atreveu a pensar em Matoba ou em Madara, só queria pensar em Tanuma. Ele era gentil, se preocupava bastante com ele e sua preocupação deixava Natsume apreensivo com relação a amizade que tinham. Com certeza não ia se afastar de Tanuma, mas não queria envolve-lo em nada perigoso, queria protege-lo e mantê-lo a salvo.
Aos poucos pode ver o templo, o vento agitava as folhas das arvores de forma violenta, não era o mesmo vento de antes, era diferente. Natsume começou a subir os degraus lentamente quando sentiu algo ruim e olhou para o topo da escada. Tanuma estava lá acenando, sentado em um dos degraus da escada. “Ele parecia bem, mas o que foi aquele vento?” Natsume pensou se aproximando aos poucos de Tanuma. Tanuma o olhou sorrindo, o mesmo sorriso calmo e gentil que o acalmava e o fazia se sentir em casa. Antes que pudesse alcançar Tanuma Natsume foi surpreendido por uma criatura que nunca havia visto por ali, com certeza era um Youkai e queria alguma coisa. Natsume recuou e correu para o lado oposto, o que sentia não era bom, aquele Youkai estranho transmitia algo maligno e ele com certeza ele não queria aquela criatura perto de Tanuma.
Natsume correu mais do que suas pernas podiam correr, a criatura de boca grande e dentes afiados continuava atrás dele, disposta a pega-lo e devora-lo. Ele não queria preocupar ninguém, mas não tinha escolha a não ser correr pra longe dali.
No alto da escada Tanuma se mantinha paralisado, não sabia o que havia acontecido, mas com certeza suspeitava do que seria.
–Youkais. –Ele pensou em voz alta e desceu as escadas correndo sem pensar nem hesitar, suas pernas corriam mais do que teria imaginado que pudesse correr. O desespero de acontecer alguma coisa com Natsume o deixava mais determinado, não importa o que estava atrás dele com certeza ele faria qualquer coisa pra tentar ajudar, mesmo se falhasse ele não ia desistir.
Natsume correu pra mais longe possível do templo, ficando em um local mais isolado possível de tudo que pudesse ser afetado por aquele Youkai monstruoso que o perseguia. Ao correr não havia percebido, mas havia deixado cair o livro do amigo em algum lugar. Natsume se afastou da criatura e a encarou, enfiou a mão dentro da bolça, mas ele não estava lá.
–Merda! Não consigo mais. –Natsume disse bufando tropeçando nas próprias pernas ao correr.
Tanuma correu mais rápido possível, sua saúde era fraca então não sabia se conseguiria alcançar Natsume, mas continuou correndo com determinação. Não sabia qual direção tomar, e então pensou que havia se perdido, tinha se afastado muito do templo de seu pai e ainda não havia sinal nem de Natsume nem de nada estranho acontecendo na mata, foi então que avistou algo caído no chão, era um livro e era muito familiar pra ele.
–Esse livro... É dele. –Tanuma disse e começou a correr como por instinto, não demorou muito até que encontrasse Natsume, ele estava caído ao chão, seus olhos estavam fechados com força e suas mãos erguidas como se estivesse se defendendo de alguma coisa.
–Natsume! –Tanuma gritou sem folego, mas sua voz saiu alta. Natsume abriu os olhos e o olhou assustado.
–Tanuma, não vem. –Natsume gritou de volta, mas Tanuma não obedeceu e correu em direção dele. Uma força estranha o segurou pelo pescoço, Tanuma se sentiu fraco como se fosse desmaiar, mas ele se manteve firme, tinha que ser forte e ajudar Natsume.
–Não! Larga ele! –Natsume gritou para a criatura a tirando nela algumas pedras quando avistou o livro na mão de Tanuma. Era o livro do Amigo.
–Tanuma, consegue me ouvir? Joga-me isso que tem na mão! -Tanuma se moveu em resposta a voz do amigo, mas o Youkai havia ouvido também e pareceu se interessar pelo objeto. Tanuma se moveu lentamente, tirando força de onde podia e jogou o livro em direção a Natsume. O Livro caiu ao chão não muito longe dele e do Youkai, Natsume correu se jogando ao chão, chegando pouco antes do Youkai conseguir alcançar o livro.
–Aquele que me protege... –Natsume disse ao correr pra longe dali com o livro em mão, o Youkai correu atrás dele deixando Tanuma no chão. –Devolvo isso a você. – Natsume parou retirando uma da paginas do livro, juntando as mãos e colocando a papel em seus lábios. A criatura aos poucos desapareceu deixando tudo calmo novamente.
Natsume correu em direção de Tanuma que estava desacordado caído ao chão. Antes que pudesse sacudi-lo e tentar acordar ele desmaiou ali mesmo caindo sobre o corpo desacordado do amigo. Sua cabeça doía muito e estava muito cansado, por isso não pode evitar. Ambos ficaram ali caídos por um longo tempo e então aos poucos Tanuma despertou se deparando com Natsume em seus braços, ele parecia dormir pesadamente, não tinha a expressão cansada, parecia estar tendo um bom sono. Tanuma o aconchegou junto a seu corpo e permaneceu ali, o olhando dormir. Com cuidado ele tocou levemente seus lábios, percorrendo o contorno da boca com os dedos, como que por instinto Natsume separou os lábios deixando sua respiração tocar a mão de Tanuma. Aos poucos Tanuma aproximou seus lábios aos dele roçando levemente. Natsume aos poucos despertou com as caricias de Tanuma lhe retribuindo com um beijo, o envolvendo com seus baços.
Tanuma se surpreendeu ao perceber o que havia acontecido, mas permaneceu o beijando, puxando seu corpo pra cima do seu. Natsume o acompanhou, se ajeitando sobre o corpo de Tanuma o beijando carinhosamente. Ao perceberem onde estavam aos poucos pararam o beijo. Natsume estava completamente vermelho e Tanuma manteve seus olhos na direção do lago.
–Me desculpe? Eu não sei o que eu estava fazendo. –Tanuma disse em tom de arrependimento sem tirar seus olhos da agua tremulante do lago.
–Tudo bem. –Natsume disse levando uma das mãos ao ombro de Tanuma. –Eu gostei.
–Gostou? –Tanuma disse ao se virar encontrando o olhar carinhoso do amigo. Natsume sorriu gentilmente a ele e o tocou levemente o rosto.
–Gostei sim. –Natsume o olhou corado, mas manteve seus olhos junto aos dele. Tanuma se inclinou aproximando mais uma vez seus lábios aos dele. Natsume retribuiu a seu beijo com carinho o envolvendo com os braços. Tanuma pode sentir seu gosto e seus lábios macios, e deixou um leve suspiro lhe escapar contra os lábios dele. Natsume se moveu sentando sobre o colo dele, Tanuma o segurou pela cintura o colocando mais perto e roçando levemente seu corpo contra o dele. O corpo de Natsume ainda estava sensível, apenas sentir o calor de Tanuma o deixava excitado e seus beijos o faziam ofegar.
–Natsume. –Tanuma sussurrou contra seus lábios ao parar o beijo. –É melhor irmos pra casa.
–Vamos sim, já vai anoitecer e eu... – Antes que terminasse seu estomago roncou o deixando constrangido.
–Vamos, vou esquentar nosso almoço e agente come no jantar.
–Almoço? Você tinha feito o almoço?
–Sim, mas depois você correu e eu corri atrás e então ficamos aqui até agora. Não vai ser mais almoço. –Tanuma disse ao segurar na mão de Natsume seguindo o caminho do templo. Ao chegarem ao topo da escada Tanuma encostou Natsume em uma das pilastras do portal e roçou levemente os lábios aos dele.
–Sabia que dá sorte beijar aqui? –Antes que Natsume pudesse responder Tanuma o pressionou com o corpo contra a pilastra. Natsume sentiu um leve arrepio percorrer o corpo, não era o mesmo arrepio que Matoba lhe causava, era diferente e gostoso. Aos poucos Tanuma afastou seus lábios dos dele e lhe deu espaço.
-É verdade? –Natsume disse o segurando pela mão o acompanhando pra dentro do templo.
–Na verdade eu queria mesmo era lhe beijar.
Eles comeram e esperaram até que o reflexo do lago aparecesse. Tanuma tocou o reflexo das carpas melancolicamente e olhou para Natsume.
–Você consegue ver não é? Sabe o que as carpas significam?
–Sei sim. –Natsume sorriu e se sentou ao lado de Tanuma pegando sua mão. Seu sorriso tranquilo e olhar gentil o reconfortavam, Natsume se sentia tão bem com ele, e nunca havia se sentido assim com ninguém.
– Você me aceita com esse significado? –Tanuma o perguntou tenso o olhando nos olhos, Natsume sorriu gentilmente a ele e não deixou de olha-lo nos olhos nem por um segundo.
–Claro que aceito.
Tanuma não pode deixar de se sentir feliz com a resposta, desde que tinha conhecido Natsume não havia parado de pensar nele.
–Vem aqui. -Tanuma disse envolvendo a cintura de Natsume com um dos braços e o puxando pra seu colo. Natsume se ajeitou sobre o colo dele colocando os braços envolta de seu pescoço o beijando. Tanuma roçou levemente o corpo contra o de Natsume o fazendo deixar escapar um leve gemido, Natsume o deitou sobre o chão e se deitou sobre ele o beijando carinhosamente. Tanuma também não pode segurar um leve gemido que deixou escapar de seus lábios e então deslizou suas mãos para baixo da camisa de Natsume acariciando lentamente sua pele o deixando arrepiado.
–Tanuma, eu te quero, mas meu corpo dói. –Natsume disse ao sair de cima dele. Tanuma se sentou acariciando o rosto dele levemente.
-Tudo bem, faço com carinho e cuidado.
– Mesmo? – Natsume sorriu e Tanuma se inclinou na direção dele sussurrando contra seus lábios.
–Tem a minha palavra. –Tanuma disse voltando a beijar Natsume carinhosamente o deitando no chão. Natsume correspondeu abrindo suas pernas automaticamente deixando que Tanuma se aconchegasse entre elas.
Aos poucos ambos se despiram, do lado de fora a luz da lua iluminava a sala. Embora estivesse despido e encaixado entre as pernas de Natsume, Tanuma ainda não havia o penetrado. Aos poucos Tanuma percorreu os lábios pelo pescoço dele descendo até um dos mamilos o mordendo levemente. Tanuma adorava sentir a pele macia de Natsume e vê-lo daquele jeito, totalmente despido e com os mamilos rosados rígidos com suas mordiscadas o deixava bastante excitado, mas ele não queria ir de presa, queria sentir cada centímetro do corpo dele, toca-lo, beija-lo e ir com bastante cuidado, Natsume tinha tido um dia cansativo e havia reclamado de dor no corpo então ele não queria que aquilo fosse doloroso pra ele e sim inesquecível e prazeroso.
Natsume deixou que alguns gemidos manhosos lhe escapassem, sentindo Tanuma lhe tocar, alisar suas coxas, morder e chupar seus mamilos enquanto deixava que seu corpo nu roçasse contra o seu, o deixando completamente excitado. Tanuma não pode deixar de sentir a ereção de Natsume e então começou a penetra-lo lentamente, movendo o quadril com cuidado. Natsume deixou um longo gemido escapar de seus lábios sentindo Tanuma completamente em seu interior.
–Ele é grande... Tanuma. –Natsume disse entre os gemidos movendo seu corpo contra o de Tanuma. Tanuma aos poucos passou a penetra-lo mais rápido e profundamente, sentindo seu membro pulsar no interior de Natsume.
Natsume não pode segurar ao sentir Tanuma o preencher por dentro e então deixou que seu gozo jorrasse. Ele estava cansado e logo pegou no sono, ali mesmo deitado nos braços de Tanuma no meio da sala. Tanuma mal conseguiu dormir, não conseguia deixar de observar enquanto Natsume dormia.
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