Manatanama
9 Final
Notas iniciais
espero que alguem ainda leia.
Bom, resolvi fazer desse um final por que não sei quando vou poder escrever mais. Então espero que gostem.
Passaram-se alguns dias desde o que havia acontecido com ele Madara e Tanuma, mas ainda não havia entendido aquilo. Era algo errado, mas se sentiu menos culpado do que quando Matoba e Natori havia o agarrado, Tanuma estava lá e pareceu gostar também, Natsume pode sentir dentro de si o quanto Tanuma havia gostado. Entretanto a lembrança daquilo não era a única coisa que passava em sua mente, além disso, também o incomodava lembrar que a alguns dias atrás Matoba mencionara que havia um assunto a tratar com ele e desde então não havia entrado em contato, nem mesmo Natori.
-Natsume, tudo bem com você? – Tanuma dizia enquanto o abraçava. Era um fim de semana e eles estavam estudando juntos para a semana de prova da próxima semana.
-Desculpa, só estava pensando. –Natsume disse encostando a cabeça no ombro de Tanuma.
-Ainda sobre o que aconteceu? –Tanuma disse corado.
-Não, sobre o que Matoba queria falar comigo. Ele não entrou em contato, nem Natori que já deve ter ido embora.
-Não gosto quando fala de outro assim. –Tanuma disse fingindo um ciúme que no fundo sentia.
-Mas eu amo só você. –Natsume disse e sorriu da forma que fazia Tanuma não se arrepender de ter se apaixonado por um garoto. Tanuma o apertou pela cintura e o puxou, o fazendo se sentar em seu colo.
— Não podemos, Touko-San está em casa. –Natsume o olhou nos olhos colocando seus braços envoltos do pescoço de Tanuma.
-Takashi-kun! Estou indo fazer compras, cuide da casa, por favor. – A voz de Touko-san vinha do andar de baixo fazendo Tanuma sorrir ao ouvir. –E não deixe seu amigo com fome.
-Haaaii! –Natsume gritou em resposta antes que Touko-san saísse de casa.
-Agora ela não está mais. –Tanuma disse sorrindo com malicia enquanto apertava o bumbum de Natsume, fazendo seu corpo ficar mais próximo ao dele. Natsume deixou um gemido manhoso escapar de seus lábios roçando seu corpo levemente no colo de Tanuma.
-Mas temos que ser rápidos, temos que voltar a estudar. –Natsume disse roçando seus lábios aos lábios de Tanuma, o beijando rapidamente.
-Eu te ajudo no que tiver duvida. Agente tem tempo pra namorar. –Tanuma dizia subindo as mãos lentamente por baixo da camisa de Natsume a tirando aos poucos, o deixando bastante corado com o que dizia.
-Esta bem. –Natsume disse e logo foi surpreendido pelos lábios de Tanuma em seu pescoço e as mãos dele em seu bumbum, o apertando agora com mais força.
— É tão macia. – Tanuma sussurrou contra sua pele o deixando arrepiado, e então levantou aos poucos a camisa de Natsume a tirando. Natsume acariciou seus cabelos sentindo os lábios de Tanuma em sua pele permitindo que ele tirasse sua camisa.
-Tanuma... –Natsume sussurrou baixinho sentindo os lábios de Tanuma percorrer seu tórax e mordiscar um de seus mamilos. Natsume já podia sentir o volume na calça de Tanuma enquanto roçava lentamente o bumbum em seu colo, no entanto foram interrompidos pelo som do telefone.
-Logo agora? –Tanuma disse desanimado enquanto Natsume saia de seu colo.
-Tenho que atender. – Natsume ajeitou a calça e saiu do quarto indo atender o telefone.
-Natsume? –Dizia a voz do outro lado.
-Sim, sou eu Natori. Quer falar comigo?
-Sim, me desculpe. Tive que voltar antes de poder me desculpar direito por causa do outro dia e por esse motivo também não pude combinar com Matoba de conversarmos sobre o que ele queria com nós.
-Er... Tudo bem. –Natsume disse corado ao se lembrar do outro dia. – Só não pode acontecer de novo.
-Prometo que não vai acontecer, e vou manter Matoba na linha também. Em falar nele, conversei com ele ontem e ele ainda tá por ai, e amanhã eu estarei voltando. Será que podemos marcar de resolver aquele assunto amanhã? O Matoba não quis me dizer o que era e eu estou morrendo de curiosidade.
-Tudo bem, amanhã agente resolve. Mas em lugar publico.
-Claro, agente pode almoçar no lugar de sempre.
-Combinado. Vou falar com a Touko-san.
-E eu com Matoba.
-Ah! Tanuma vai estar aqui, ele vai também. –Natsume disse sem jeito lembrando que naquele dia faria um mês que estava junto com Tanuma.
-Tudo bem, pra mim não tem problema. Não vou nem ficar com ciúmes. –Natori disse dando uma rizada brincando com Natsume.
-Não diga isso Natori. – Natsume gaguejou. –Agora tenho que ir, to estudando com Tanuma.
- Bons estudos. –Natori disse.
-Obrigado! –Natsume disse, desligou o telefone e voltou para o quanto. Quando chegou o quarto estava com as cortinas fechadas e Tanuma já sem roupa sentado na cadeira.
-Vamos voltar a estudar? –Tanuma disse o olhando enquanto tocava o próprio membro.
-Não é hora do intervalo?- Natsume sorriu corado e trancou a porta se aproximando de Tanuma.
-Claro! Então vamos nos divertir. –Tanuma disse abrindo a calça de Natsume que estava a sua frente e o acariciando por sobre a cueca. –Tá duro. –Tanuma disse ao tirar a cueca de Natsume o acariciando diretamente.
-Estava antes de eu sair do seu colo. –Natsume disse ofegando sentindo as caricias de Tanuma em seu membro.
-Eu também.
-Eu sei. –Natsume disse ainda mais corado enquanto Tanuma o puxava para seu colo. Natsume se sentou de frente para Tanuma roçando seu membro ao dele que gemia ofegante contra seus lábios. Tanuma então segurou seu bumbum e o apertou trazendo Natsume mais pra cima de seu colo o penetrando.
-Apertado. –Tanuma dizia movendo o quadril contra o bumbum de Natsume o fazendo gemer alto e se segurar.
-De vagar. – Natsume se segurou e passou a se mover lentamente sobre o colo de Tanuma, fazendo seu membro ir fundo em seu interior em seguida o tirando quase por completo. Tanuma o segurou pela cintura acompanhando seus movimentos e ao poucos começou a se mover rapidamente pra dentro de Natsume, o fazendo gemer mais alto e ofegante. Tanuma não se segurou muito, mesmo que quisesse se segurar por mais algum tempo não podia, eles tinham que ser rápido, pois logo a tia de Natsume voltaria, e como era uma pessoa gentil sem dividas iria ver se eles haviam seu alimentado direito. Então Tanuma não se segurou e manteve as estocadas até Natsume chegar a seu limite também. Mais um pouco e eles seriam pegos, Touko-san logo chegou em casa e como o esperado foi ver se eles haviam comido.
Eles jantaram tomaram banho e se prepararam pra dormir, logo o gato gordo pulava pela janela. Embora o tempo tenha passado Tanuma ainda ficava sem jeito perto de Madara.
-Não adiante fingir, eu já sei de tudo. –Nyanko dizia indo em direção do armário, o abrindo desajeitadamente e derrubando uma garrafa de sakê.
-Sabe o que? –Natsume disse o olhando.
-Oh não. Não deixa ele beber por favor? –Tanuma dizia olhando o gato com certo pavor.
-Sei de vocês dois, e não se atrevam a me roubar o sakê. –Nyanko pegou a garrafa e correu até a janela a arrastando. – Até mais, namorados. –Nyanko deu uma rizada e pulou pela janela.
— Ufa! –Tanuma suspirou aliviado e aninhou Natsume em seus braços.
-Lembra que falei sobre o Matoba, hoje Natori ligou pra agente conversar com ele. Ai eu gostaria que fosse comigo, na hora do almoço. –Natsume corou o olhando.
-Claro! Eu queria ficar sozinho com você, mas tem que resolver esse assunto logo, e Matoba parece ser perigoso, mesmo com Natori por perto não acho seguro.
-Obrigado, depois disso podemos ir pra outro lugar. –Natsume sorriu aliviado e ao mesmo tempo se sentindo culpado. Não queria envolver Tanuma em algo perigoso, mas queria estar com ele naquele dia e queria que Tanuma entendesse que ele é parte importante da vida dele. Tanuma o abraçou forte e ambos dormiram.
***
Natori havia tido um longo dia, ser um ator e exorcista tirava todo seu tempo e não sobrava tempo algum pra ele. Finalmente conseguiu uma folga decididamente ia descobrir o que Matoba queria com Natsume, não importava o tipo de relacionamento que agora tinha com Matoba, ele tinha que defender o amigo nem que tivesse que enfrentar o cara que a pouco tempo o havia feito sentir tanto prazer.
-Então já chegou? –Matoba se escorava na porta aberta do quarto de Natori que havia acabado de chegar no hotel.
-Bom, é o que parece não é? –Natori colocou as malas no chão e olhou para Matoba. –Cheguei agora. Por favor, entre e feche a porta. – Matoba logo fez o que ele pediu, olhou o corredor e fechou a porta depois que entrou.
-Parece que alguém sentiu minha falta. –Matoba se aproximou de Natori que ainda o olhava.
-Temos um assunto pendente. –Natori sorriu ajeitando os óculos. –E tenho um jeito de te fazer abrir o jogo. –Natori sorriu novamente, no entanto demonstrando malicia.
-Se é sobre o assunto com o Natsume amanhã você saberá. –Matoba disse se fingindo de inocente.
-Sabe que não é disso que estou falando. –Natori se aproximou ainda mais dele o pegando pelos pulsos e o encostando contra a parede.
-Parece que tem alguém que realmente sentiu minha falta. –Matoba disse roçando uma das coxas por entre as pernas de Natori, massageando com o joelho o volume na calça de Natori.
-Ele não é o único que sentiu sua falta. –Natori disse baixinho e ofegante roçando seu corpo ao dele, levando seus lábios até o pescoço de Matoba o dando um forte chupão.
-Eu também senti sua falta. –Era estranho pra Matoba dizer aquilo, mas era o que realmente sentia. De alguma forma o pouco tempo que havia passado junto de Natori o havia feito se sentir de uma forma que nunca havia sentido antes, e o tempo que ficou longe dele lhe causou um sentimento desconfortável que com certeza seria saudade.
-Eu fico feliz. –Natori disse puxando o laço do kimono de Matoba o tirando aos poucos deixando seu corpo a mostra. Natori deslizou as mãos pelo corpo semidespido de Matoba se afastando um pouco para olha-lo.
-O que foi? –Matoba corou o olhando, sentindo um arrepio percorrer seu corpo com o toque carinhoso do loiro em sua pele.
-Só estou olhando. –Natori alisou as coxas de Matoba e o acariciou por entre as pernas o dando um apertão no volume de sua cueca. –E tocando.
-É mesmo, com a permissão de quem? –Matoba o olhou nos olhos desejando não ter que usar aquele tapa olho, mas tinha que fazer se não ficaria sem ele.
-Não preciso de permissão, vou castiga-lo. Lembra? –Natori sorriu e Matoba pode ver sua tatuagem descer pelo pescoço dele imaginando os lugares por onde ele poderia passar por baixo das roupas do loiro. –Ela o incomoda? –Natori interrompeu seus pensamentos, sua pergunta soou um tanto quanto ressentida.
-Não mesmo, só pensei em como seria legal acompanha-la enquanto ela caminha por seu corpo, mas ainda está vestido. –Natori sorriu aliviado e soltou os pulsos de Matoba para tirar as próprias roupas, no entanto foi surpreendido.
-Sei onde fica a cama, vem quando se livrar de suas roupas ou eu que terei que castiga-lo. –Matoba disse correndo em direção do quarto e parando por um momento tirando a cueca e a jogando pelo caminho.
— Está bem. –Natori disse o olhando correr e seus cabelos esvoaçarem ao se soltarem da fita que os prendiam.
Natori se livrou das roupas, no entanto teve duvida em tirar a cueca, e então olhou o corredor e a cueca do outro jogada ao chão. Ele então tirou a cueca e foi em direção do quarto sorrateiramente, mesmo que eles tivessem um tipo de relação diferente da comum Matoba ainda era um cara perigoso e ele tinha que ter cuidado. Natori foi nas pontas dos pés e ao chegar pode ouvir sua voz ofegante e baixa. Quando pode ver Matoba estava deitado sobre a cama, seus cabelos se espalhavam no lençol branco e ele se tocava com uma das mãos enquanto crava as unhas com a outra mão no lençol. Ele estava rígido e suas pernas bem abertas de forma que Natori pudesse vê-lo perfeitamente. Natori segurou o próprio membro e começou a se tocar lentamente enquanto se aproximava ainda sorrateiramente do outro, ao se aproximar da cama Matoba abriu os olhos o olhando com desejo se tocando ainda mais rápido deixando que Natori olhasse cada movimento seu. Matoba se ajeitou na cama e parou de se tocar, virou de bruços empinando o bumbum na direção de Natori deixando bem a mostra seu orifício apertado.
-Sabe o que fazer, eu fui um garoto levado. –Matoba disse o olhando por sobre o ombro.
-Foi muito levado, começou sem mim. –Natori disse se ajoelhando na cama roçando a glande pulsante contra o orifício de Matoba. –Eu devia te dar umas boas palmadas. –Natori disse o penetrando de uma só vez, fazendo seu membro entrar de uma só vez no interior dele que gemeu de dor.
-Não... Não tenha pena de mim... –Matoba gemeu movendo o bumbum de leve contra o quadril de Natori como se desse permissão pra ir mais fundo e mais rápido. Natori o segurou pela cintura e moveu seu quadril com força contra o bumbum de Matoba, fazendo um alto barulho com a estocada e o fazendo gemer ainda mais alto.
-Quem disse que terei pena. – Natori disse entre os dentes dando um forte tapa no bumbum de Matoba deixando a marca vermelha de sua mão nele.
-Isso... mais. – Matoba gemeu empinando mais o bumbum movendo seu corpo contra o de Natori que o penetrava ainda mais forte segurando agora sua cintura com bastante firmeza deixando as marcas de seus dedos na pele branca e macia do moreno. Natori a cada estocada tentava alcançar mais fundo impondo cada vez mais força, Matoba se segurou na cama sentindo as estocadas de Natori alcançar sua próstata. – Mais forte...mais. – Matoba gemia junto a Natori que o obedecia indo mais forte até que não aguentasse mais e o preenchesse com seu gozo o fazendo gozar também.
-Sentiu mesmo minha falta. –Matoba ofegava se jogando cansado sobre a cama. Natori tirou o membro de dentro dele e se jogou ao lado dele.
-Bom, acho que também sentiu. Você pedia tanto por mais. –Natori sorriu convencido tirando alguns fios de cabelo que cobria o rosto de Matoba.
-Agora fiquei sem argumentos. –Matoba também sorriu o olhando. Natori ficou em silencio o olhando, tocando seu rosto com carinho, ele conseguia ser encantador quando não estava fazendo coisas erradas, e algo dentro de si lhe dizia que o que Matoba queria com ele e Natsume não eram algo errado, de alguma forma sentia agora mais confiança nele.
Logo ambos adormeceram Matoba durante o sono se aninhou involuntariamente junto ao corpo de Natori que pode sentir seu calor e sua pele ainda despida junto à dele. Natori estava Bastante cansado, a viajem tinha sido longa e ele precisava mesmo descansar. Pela manhã um barulho o despertou, era o som pesado e estranho e sentia uma presença muito forte vinda de dentro de seus aposentos. Antes que conseguisse enxergar tateou o lugar ao seu lado da cama, mas estava vazio. “Merda Matoba, não consegue ficar sem aprontar” ele pensou antes de se levantar pegando os óculos no criado mudo. A presença ao pouco desapareceu e então ele caminhou em direção ao corredor sorrateiro pra ver o que Matoba estava aprontando, no entanto viu um pequeno rastro de sangue o que fez ele deixar de lado a cautela e andar mais de pressa. A pequena sala estava bagunçada, a luz fraca do sol que nascia entrava pela fresta da janela iluminando Matoba que estava sentado ao chão cobrindo o rosto com as mãos ensanguentadas.
-Matoba! O que houve? –Natori correu e se abaixou próximo a ele.
-Meu olho. –Matoba disse ainda tampando o rosto. –Ele veio buscar... Um minuto que ele ficou destampado enquanto eu dormia... –Matoba tirou as mãos do rosto deixando visível o sangue que escorria de seu olho.
-Calma, eu vou te levar pro hospital. –Natori tentou se levantar mais foi puxado por Matoba.
-Não! O que vai dizer a eles? – Matoba suspirou fundo e disse com a voz firme. – Me faça um curativo. –Matoba se levantou surpreendendo Natori. –Vai ficar ai? –Ele disse segurando um dos olhos e abrindo o outro pra que pudesse enxergar.
-Esta bem. –Natori se levantou e o acompanhou até o quarto, Natori providenciou o material de primeiros socorros e fez o curativo em Matoba que logo em seguida o colocou para procurar seu tapa olho.
-Eu gostaria que contasse a ninguém sobre isso. –Matoba disse ao cobrir o olho com o curativo.
-Mas vai ter que tomar antibióticos.
-Eu vou ficar bem, quero que guarde segredo sobre eu não ter mais esse olho. – Matoba disse pensativo. –Eu teria que explicar muita coisa, e não quero que por isso achem que sou um fraco.
-Te acho forte até de mais. Está sem um olho. –Natori disse se levantando da cama indo até o telefone. –Vou ligar pro Natsume e desmarcar. Posso falar que eu não estou muito bem.
-Não desmarca, inclusive o acontecimento de hoje interfere no meu plano. – Matoba disse demonstrando desapontamento.
-Mas, deve descansar. Isso ai pode voltar a sangrar.
-Eu não sou de vidro. –Matoba se levantou e caminhou até ele dando um tapa na mão de Natori o fazendo largar o telefone.
-Não é de vidro, mas não quero que se machuque mais ainda. –Natori disse acariciando levemente o rosto de Matoba.
-Não vou me machucar, o assunto é rápido já que muitas coisas mudaram em meus planos. Eu diria pra esquecerem... Mas tenho certeza que vão querer saber do que se tratava. – Matoba estava corado por sentir a caricia de Natori em seu rosto.
-Por que não me conta e eu conto a Natsume?
-É algo que eu quero resolver por mim mesmo. E ele acharia estranho você levar um recado meu, seria como se tivesse se bandeado pro meu clã.
-Faz sentido. –Natori disse sem jeito.
-Tenho que ir pro meu quarto, tomar um banho. –Matoba suspirou pesadamente. –Não vai ser complicado acostumar com isso, eu já não usava muito ele.
-Toma banho comigo? Depois podemos tomar o café juntos. –Natori disse demonstrando sua preocupação. Matoba que já estava caminhando em direção da porta sorriu e se virou.
-Pode lavar minhas costas? Acho que depois do jeito que fez ontem mereço que me dê um banho mesmo. Ainda sinto minhas pernas bambas. –Natori caminhou até ele o pegando pela mão, quase o arrastando consigo para o banheiro. Sabia que Matoba não estava fraco por causa do que fizeram, ele nem fez tão forte, mas sim por que perdeu muito sangue. Não era confiável ele ficar muito tempo sozinho. Não por enquanto.
Ambos tomaram banho, Natori fez o que Matoba desejava, lhe deu um bom banho sem malicia alguma já que não seria legal abusar de Matoba naquele estado. Mesmo Matoba tendo sido detestável por um longo tempo ele não merecia aquilo. Em seguida Natori pediu o café da manhã disse que estava com muita fome e por isso pediu tudo em dobro, ele mesmo mal comeu, não conseguia parar de pensar naquilo e queria que Matoba se alimentasse bem.
Depois de um Tempo Matoba foi para seu quarto e Natori ficou lá pensando no que Matoba teria a dizer. Talvez fosse algo realmente importante pra ele. Natori também não pode tirar da cabeça a forma como viu Matoba no chão, tão vulnerável e diferente do Matoba exorcista tirano. Ele escondia alguma coisa, algo que o fez ficar daquele jeito, talvez algum dia ele tenha sido bom, se isso fosse possível talvez ele poderia voltar a ser.
Logo Matoba e Natori se encontraram no hall de entrada do hotel e então foram encontrar Natsume. Natsume parecia feliz e como havia dito estava com Tanuma que parecia um tanto quanto avoado com a presença de Matoba.
-O que foi pirralho? Nunca me viu? – Matoba disse irritado com Tanuma o encarando.
-Não! –Tanuma disse franzindo o cenho.
-Mais um do clube dos que me odeiam. –Matoba disse desanimado fazendo Natori dar uma gargalhada.
-Oi Tanuma! Lembra-se de mim não é? –Natori disse cumprimentando Tanuma que o cumprimentou de volta.
-Claro! Lembro sim.
-Então como deve desconfiar esse cabeludo aqui é o Matoba. – Natori disse apontando Matoba que estava sentado a seu lado. – Por favor, sentem-se.
-É bom te ver de novo Natsume-kun. –Matoba disse o olhando com malicia e logo foi chutado por Natori por baixo da mesa.
-Podem pedir o que quiserem, é por minha conta. –Natori disse sorrindo.
-Não precisa, já almoçamos. –Natsume disse corado. –Agente veio mesmo pra resolver esse assunto de uma vez por todas.
-Então vamos começar! –Matoba disse alto o que chamou a atenção de uma das garçonetes. Ele a olhou fixamente e começou. – To com fome, então me traz: sukiyaki, salada de kani, tempurá, sushi e yakisoba. –Matoba disse fazendo todos olharem pra ele surpresos, menos a garçonete que anotava tudo.
-Só não te bato... –Natori fez uma breve pausa. – Por que estamos em um restaurante.
Logo o almoço de Matoba chegou e ele passou a comer de forma concentrada, como se fosse algo muito importante.
-Fale logo Matoba, o que quer? – Natsume disse o olhando, algo nele havia mudado. Como se a parte assustadora de Matoba não estivesse ali.
-Na verdade eu quero agora a sobremesa. –Matoba disse e olhou pra Natori. –Bom, mas acho deixar pra depois, o Natori vai me pagar um sorvete mais tarde.
-Eu vou?
-Vai sim. –Matoba o olhou de forma assustadora. – Bom o fato é que não quero mais nada. Coisas aconteceram e eu não preciso mais de vocês.
- Oque? –Natori e Natsume disseram juntos enquanto Tanuma os olhava sem entender muita coisa.
-Eu tinha intenção de caçar o Youkai que amaldiçoou minha família, pra que ele não me roubasse o olho. Pretendia reunir pessoas qualificadas pra isso. Mas não quero mais. – Matoba disse olhando o prato vazio.
-Era só isso? –Natsume disse aliviado. –Não podia ter dito por telefone?
-Eu vim pra cá só por isso?- Natori disse o olhando.
-Nós dois sabemos que não veio SÓ por isso. – Matoba e Natori se olharam por um tempo o que fez Natsume estranhar a situação.
-Então não vai me perseguir, nem nada assim? –Natsume disse.
-Não vou, inclusive acho que vou te deixar em paz. Ultimamente tenho encontrado passatempo melhor. –Mais uma vez Matoba e Natori trocaram um olhar e então só um cego não perceberia.
-Então tá, acho então que vou indo. Tanuma e eu temos assuntos pendentes. –Natsume se levantou junto de Tanuma.
-Desculpa por qualquer problema que te causei. –Matoba disse de forma sincera o que Natsume pensava que nunca veria no mundo.
-Tudo bem. –Natsume sorriu foi embora com Tanuma, deixando Matoba e Natori lá.
Natsume e Tanuma passaram a tarde juntos logo depois Tanuma o levou pra casa e voltou para o templo. Matoba e Natori também passaram a tarde juntos, Natori pagou um sorvete pra Matoba e o levou pro hotel onde fingiram ser inimigos até chegar a madrugada e Matoba escapar para o quarto de Natori.
Nyanko passou a tarde com uma garrafa de sakê, se casou com ela e ficou viúvo logo em seguida quando terminou de bebe-la e atirou a garrafa vazia em um outro Youkai que estava rindo das musicas que ele cantava.
Notas finais
até uma proxima quem sabe.
Kizu ;*
Fale com o autor