Maníaco
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Quando Caroline acordou, estava toda suada. Seus olhos viravam involuntariamente e sua visão estava borrada. E nossa, como sua garganta estava seca..
Se a tinham drogado, por que não uma contra dor?! Por que, puta merda, estas algemas estavam realmente machucando.
Ela soltou um bocejo e tentou dar uma vistoria da área.
-Olha, que espada legal. — Sussurrou ela deixando escapar uma risada histérica.
"Ei! O que está acontecendo comigo?" Pensou.
Fechou os olhos por enquanto para se concentrar.
De repente, a porta abriu e ela obrigou-se a levantar a cabeça. Quem era?
— Oi — disse uma voz masculina muito simpática. Mas tudo que ela enxergava era um borrão.
— Eu trouxe água...- disse ele, pondo um copo a sua frente.
— Por favor, me dê! Estou morrendo de sede.
— Ah, não sei...- disse ele dando de ombros.- Você merece?
Ela abaixou a cabeça envergonhada.
— Faria qualquer coisa.
— Qualquer? — perguntou ele aumentando o tom da voz, e aproximando cada vez mais o copo de água.
— Venha aqui — disse ela, examinando o cara — eu te mostro. — disse Caroline dando um sorriso manipuladoramente desafiador.
— É só você tirar essas algemas... Para eu ... Ter o que fazer com as mãos. — E escancarou um sorriso.
Ele pegou um pano e limpou o rosto dela.
Oh não! Era ele, o cara do “Maquiavel”
Era impossível não estar chocada. Era ele com certeza. Mas como ela iria imaginar?
Ele olhou sério para ela.
— Algo de errado? — ele enfiou a mão no bolso e pegou uma pequena chave. Deslizou suas mãos até encontrar as dela.
Estavam frente a frente.
Teve vontade de cuspir nele. Mas aí, seu plano não iria dar certo.
Ele tateou as algemas e continuou com o olhar fixado nela.
Assim que se viu livre daquele troço, caiu de ajoelhada no chão, e ele a ajudou a se levantar.
- Seu copo. — disse ele pegando lentamente o copo do chão.
Caroline já estava sentindo o gostinho de água na boca.
Mas e o plano? Ele estava entrelaçado nela, com um dos braços agarrando sua cintura. E ainda estava muito fraca.
Ele levantou o copo de água e...
Derramou. No chão, tudinho.
Ela olhou com um ódio mortal para ele.. ele estava brincando, só podia.
- As coisas tem que ter emoção sabe? — Disse ele, finalmente entregando o copo vazio a ela.
Ela juntou toda sua força, e caprichosamente, estourou o copo na cabeça dele.
- Concordo- disse dando um sorriso satisfeito.
Ele caiu aos seus pés, e ela quis pisar nele.
- Nojento — disse cuspindo.
Ele agarrou seu tornozelo e enfiou alguma coisa nele.
- Aaaaaaaaaaaaaah- gritou ela, sentindo a dor sufocar lhe a garganta.
As lágrimas escorregavam e manchavam sua visão.
Ele foi se arrastando, em cima das pernas dela, e ela lhe deu um belo chute na fuça.
Saiu destrambelhadamente daquela casa, e deparou-se com a estrada.
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