Guilherme telefona para o hospital:

- Bom dia. Eu gostaria de saber o estado de saúde da paciente Stephany Alves, do quarto 304.

- Quem deseja saber?

- Um amigo dela.

- Nome?

- Guilherme.

- Ela está bem agora, perdeu muito sangue e está tomando soro nas veias.

- Ok. Muito obrigado.

- De nada. Tchau.

- Tchau.

Ele suspirou, foi para o banheiro, se arrumou e foi para a escola. Assim que chegou lá, Diella, Jessica, Lucas, Agatha e Daniel queriam saber dela:

- O quê houve? Ela tá bem?

- Sim, eu liguei para lá. Eu irei visitá-la hoje á tarde.

- Nós também.-disse Jessica

- Podemos comprar uns presentes para ela.- sugeriu Agatha

- Boa ideia.- elogiou Lucas

O sinal toca.

- Vamos, gente.- falou Diella

Ninguém quase fez nada nas aulas, no recreio...

- Eu estou com muitas saudades dela.- disse Guilherme

- Ah, Gui, fica assim não. Ela vai ficar boa, quer ver? Amanhã, ela já vai aqui.

- Tomara, Agatha. Que Deus te ouça.

Na hora da saída, os seis amigos foram o hospital. Stephany estava de muleta, sentada na cama, bebendo chá.

- Oi, Ste. Tudo bem?- saudou Guilherme

- Oi. Tudo.

- Stephany!- gritou Diella

- Menos, Diella!- disse Jessica

- Trouxemos presentes.- disse Daniel

- Nossa! Obrigada, amigos.

- De nada, você merece.- falou Agatha

Ela abriu.

- Bombons! Flores! Cartões! Muito obrigada!

Todos sorriram.

- Vou ter alta hoje.

- Tomara, Ste.- falou Guilherme

O médico veio e deu alta para Stephany. Agatha e Lucas resolveram ir para casa de Stephany de ônibus, Daniel e Diella foram a pé, Guilherme e Jéssuca foram no carro do pai dela.

- Ste, me desculpa.- disse Gui.

- Por que?

- Eu que fiz você ir para a praia.

- Eu também peço desculpas.- falou Jessica

- Por que? Você não estava lá.

- Mas, o meu irmão estava. Eu e ele estavámos perto. Ele te viu e...

- Ah. Bem, vocês estão perdoados. Teve matéria importante hoje?

- Você sabe que a gente não anotou nada hoje? Ficamos tão preocupados com você.- disse Jessica

- È mesmo.

Enquanto isso, na rua... Diella e Daniel.

- Do quê gosta de fazer, Diella?

- Falar meu nome. Diella. Diella. Diella.

- Nossa.

- E você?

- Eu gosto de andar de skate, estudar...

- Hum... Você tem irmão?

- Não. E você?

- Também não. Bem, não até agora, vai que minha mãe aparece grávida um dia.

- Hahahaha... Você é engraçada.

- Obrigada. Onde você estudava antes?

- Num colégio em São Paulo.

- São Paulo?

- È.

- Você gosta de alguém da escola?

- Gostar como?

- De se atrair.

- Bem... sim. Ele é lindo, adora viajar, adrelina, mas os pais dele não gostam de mim.

- Ah.

- E você?

- Bem, eu também. Ela é sensível, romântica, engraçada, adora falar seu nome...

- Você tá falando de... mim?

- Sim. Eu gosto de você. E muito.

- Mas, eu... Desculpa, Daniel, eu não sinto nada por você. Somos só meros amigos, eu te conheci ontem.

- E daí?

- Foi muito rápido. Espere meses ou anos e vai que um amor por você floresça em mim.

- Ok.

Daniel foi para a sua casa e sua mãe estava assistindo TV.

- Oi, filho. Tudo bem?

- Tudo.

- E sua amiga Stephany? Está boa?

- Sim.

- E aquela menina que você gosta? Contou para ela?

- Sim. E...

- E...

- Ela não gosta de mim, eu disse para eu esperar meses ou anos e vai que um amor por mim floresça nela.

- Hahahahaha.

- Do quê você está rindo?

- Nada. Vai trocar seu material para amanhã. Hahahaha.

- Ah, mãe.

- Filho! Você estuda onde mesmo?

- Espíndola Rodrigues.

- Oh, não.

- O quê?

- Eu vou trabalhar lá, filho! A diretora me contratou! Ah, que bom! Agora, vou fazer parte do seu cotidiano escolar!

- Ah, não! Ninguém merece!

- Xi...

A campainha toca.

- Mãe, deixa que eu atendo.

- Oi, Daniel. Estava mesmo querendo falar com você.

- Vo... Você? Aqui?