Maldita Nami

1 Assim você me faz parecer um idiota


Notas iniciais
Boa leitura

O homem acabava de acordar, mas mesmo assim continuava sonolento, parecendo até que não tinha dormido, se bem que a noite de ontem havia sido ótima para ele, graças a uma certa ruiva.

Ele tateou o outro lado da cama a procura de algo. Abriu um olho primeiro e depois o outro e bufou irritado quando viu que faltava algo lá ou melhor, alguém.

— Tsc. Maldita, Nami. Custava ter se despedido? – bagunçou os cabelos impacientemente, antes de se levantar da cama, ainda nu. – Quem sabe ela tenha... – olhou em volta do quarto.

Jogadas no chão, encontravam-se suas roupas. Olhou para os lados em uma insistente procura.

— Merda. Nenhum bilhete, como sempre. – praguejou, contrariado.

Zoro nunca planejou amar aquela ruiva nem mesmo conhecê-la. Se a visse andando na rua, certamente passaria longe ou nem a olharia, mas não, ele tinha que ser um fracote e se apaixonar justo pelo tipinho que mais odiava.

Ele não imaginou que apenas um olhada seria fatal. Não pensou que com aquele olhar atraente dela seria seduzido, nem passou por sua cabeça que algum dia viria a ser amante de uma mulher que já estava para casar.

Oh céus! O que ele tinha feito para merecer isso? Quando criança sempre foi um bom garoto. Obedecia os pais e quando adolescente, bem... ele se metia em algumas confusões, às vezes, mas nem por isso merecia passar pelo o que estava passando.

Justo no pior papel. Zoro sempre acreditou que esses homens que viravam amantes de mulheres não tinham amor próprio, o mesmo valia para as moças. Em sua opinião não importava quem quer que fosse, se tinham amantes ou tinham coragem de se prestarem a tal papel, então essas pessoas não valiam nada.

Inúmeras foram as vezes em que Zoro se fez a mesma pergunta. Por que casar se sabiam que não seriam fiéis? Será que os maridos ou esposas não davam conta? Ou essas pessoas apenas se casavam por interesse?

Qualquer que fosse o motivo pelo qual decidiam trair seus parceiros não importava mais tanto assim. Graças aquela ruiva, ele acabou mudando a própria opinião após se contradizer várias vezes.

Ora! Se não tinham amor próprio então ele também não tinha quando decidiu virar o amante dela.

Por mais que tentasse colocar em sua cabeça que Nami não valia nada, nem mesmo a própria comida que ela comia, não conseguia pensar tais coisas sobre sua ruiva favorita.

Ainda nu, Zoro se dirigiu ao banheiro. Parando no caminho para pegar suas roupas e uma toalha verde musgo. Quando ligou o chuveiro, enfiou a cabeça em baixo da água enquanto relembrava de como conheceu a maldita que o atormentava em seus pensamentos.

Ele era um homem de classe média. Não tinha muito dinheiro e se duvidasse não teria nem onde cair morto e ela, bem...

Ela era rica e com certeza já tinha seu espaço reservado quando morresse, o que felizmente não seria agora.

Ele era bruto. Ela delicada, porém autoritária. Eles eram totalmente opostos, mas como aquele velho ditado tanto insistia em dizer. Os opostos se atraiam.

Zoro a conheceu graças à Luffy, seu amigo desde os tempos da escola. O moreno era sempre tão animado e na maioria das vezes palhaço demais. Em alguns momentos, o Roronoa achava-o idiota além da conta, mas mesmo assim gostava dele.

Luffy era uma pessoa bondosa e sempre se empenhava em animar os amigos quando via que estavam tristes. O moreno também possuía uma significativa quantidade de dinheiro, o que quase nem dava para notar devido ao jeito que ele se comportava e se vestia.

Luffy gostava de andar de shorts. Chinelos e uma blusa vermelha, simples. Sempre que Zoro lhe perguntava o motivo pelo qual ele continuava a se vestir tão casualmente e despreocupadamente, o amigo dizia a mesma coisa de sempre.

'' – Está muito calor, Zoro e eu não quero andar de ternos pra lá e pra cá nem usar gravatas. Odeio roupas quentes demais. Acho que sou o tipo de pessoa que não nasceu para ser chique, sem contar que andando assim eu me tornaria um chamariz para ladrões...''

Claro, muitas vezes ele era confundido com um pobre qualquer, mas Luffy não se importava com isso. O rapaz nunca foi do tipo que se importou com o que diziam sobre ele.

Certo dia, por incrível que pareça, Zoro decidiu ir em uma festa à qual tinha sido convidado. Luffy estaria lá, afinal a festa era da namorada dele. O Roronoa só queria sair um pouco de casa e conhecer pessoas novas. Uma ideia inocente que acabou fazendo com que entrasse em uma verdadeira enrascada.

Zoro tinha ido na festa pensando só em se divertir e nada mais, mas tudo isso mudou quando sentado com seus amigos a viu. Ela estava sentada em uma mesa próxima lhe olhando atrevidamente. Pena que já estava acompanhada de um loiro bem vestido que a abraçava possessivamente.

No fim, Zoro não aproveitou nada e ainda passou a festa inteira olhando para a ruiva. Que desperdício!

No fim da festa, acabou tendo a oportunidade de conhecê-la antes que ela e seu companheiro fossem embora. Eles aproximaram-se da mesa no intuito de se despedirem da mulher que havia dado a tal festa, Hancock. Educadamente o casal aproveitou para se despedir do pessoal que estava sentado junto dela.

E como aquela ruiva era atrevida, aproveitou para abraça-lo e ainda passar o próprio número a ele. Ela estava bem vestida assim como todos da festa. Zoro notou que além de rica aquela mulher era bem vulgar. A moça usava um vestido super curto, roxo cintilante com um enorme decote nas costas e na frente.

Ele foi burro quando caiu na dela. Sabia que ela já namorava e mesmo assim ligou para a mesma, não queria se envolver, mas se envolveu. Na primeira vez que se encontraram Zoro descobriu que a ruiva estava de casamento marcado, contudo quem disse que isso o impediu de aceitar encontra-la novamente?

Como teria coragem de recusar ir a um encontro com Nami? Ele era um caso perdido. Estava amando aquela mulher que conhecia há tão pouco tempo.

Cada vez mais se encontravam e em meio a tantos encontros, eles acabaram indo finalmente para a cama. Da parte de Zoro os dois já teriam dormido juntos desde o primeiro encontro, mas como a ruiva não queria ele esperou pacientemente.

Logo se arrependeu de ter feito amor com ela. Oh sim! Para ele era amor e não apenas sexo. Já para Nami não tinha certeza, talvez apenas uma transa casual? Quem poderia saber o que se passava na cabecinha daquela pequena mulher?

A única certeza que tinha era que quando faziam amor, aquela ruiva sempre gemia em seus ouvidos, clamando apenas pelo nome dele. Por diversas vezes escutou-a sussurrar que o amava, seria verdadeira sua confissão?

Ou seria apenas da boca para fora? Do momento? Ele não fazia a mínima ideia, mas ainda tinha esperança que ela pudesse ama-lo verdadeiramente e chutar aquele loiro patético para que ficassem juntos, no entanto por que ela faria isso?

Ele era só mais um pobre enquanto o loiro era um riquinho mimado, entretanto Zoro continuava esperançoso que ela desse um basta no noivado, mesmo que fosse apenas um sonho distante.

Zoro não aguentava mais se envolver com a ruiva. Era errado e ele sabia muito bem disso, mas não conseguia evitar. Não conseguia resistir. O Roronoa sentia que se ficasse longe de Nami sua vida não teria sentido.

Depois de uma noite de amor, Nami ficava com ele até o mesmo pegar no sono ou até antes e depois ia embora. Pela manhã, Zoro sempre acordava sozinho. Céus!

Ele queria pelo menos acordar uma vez com sua deusa ao seu lado, lhe olhando sorrindo, fazendo carinho ou até mesmo vindo-lhe trazer o café na cama. Zoro queria que ela fosse apenas dele e de mais ninguém.

Ele era egoísta, não gostava de dividir. Não queria mais ninguém tocando-a. Queria chama-lá de sua, apenas sua. Doce ilusão. No entanto, Zoro só conseguia continuar sonhando com o dia que Nami finalmente fosse dele.

Zoro apenas aguentava tudo isso por ela. Aguentava acordar sozinho. Aguentava ter que dividi-la e tudo isso para não perde-la porque a amava demais. O amor o deixava cego para encarar os fatos.

— Droga. – ele esmurrava a parede do banheiro violentamente. – Aquela maldita mulher não me deixa nem nos meus pensamentos.

Desligou apressadamente o chuveiro e correu. O telefone tocava e poderia ser ela, poderia não, tinha certeza que era Nami.

— Zoro? – a voz manhosa e sensual do outro lado saudou-o.

— Oe, Nami! Por que dessa vez você nem deixou um bilhete se despedindo? – indagou rudemente.

— Zoro, calma, ok? Eu ia deixar, mas esqueci... Que tal esquecer isso, hein? Vou passar essa noite com você e prometo que não vou me esquecer de deixar um bilhete para você, até já vou levar minha caneta e o papel.

— Tsc... Assim você me faz parecer um idiota.

— Por que idiota?

— Ficando irritado por causa de um maldito papel com miseras palavras. – do outro lado se ouvia apenas uma sonora risada.

— Eu não te acho idiota por isso. Acho muito fofo.

— Tsc. Não quero saber se é fofo ou não, Nami. Vê se não vem muito tarde, estou com saudades de você.

— Hai, hai.

Ela sabia que o Roronoa estava com saudades, inclusive estava ciente dos sentimentos que o mesmo nutria por si, no entanto mesmo sabendo disso, a ruiva ainda não largava do loirinho, o que contribuía para o descontentamento de Zoro.

Seria o loirinho melhor que Zoro? Independente da resposta, Nami preferia passar a noite com ele do que com o noivo dela. Isso podia ser considerado como um bom sinal.

Notas finais
Eu sei,ficou podre a história,tava até com vergonha de postar aqui ;xmas fazer o que,não sou boa ainda em escrever ones e muito menos histórias.deixem reviews,pls,nem que seja pra falar que não gostou.