Notas iniciais
Oi galera, to bem atrasada. Eu sei, eu sei. Demorei pra cacete. Mas tem justificação, na verdade tem várias: preguiça, falta de tempo, bloqueio criativo temporário, falta de ânimo e PC quebrado. Nem tudo ao mesmo tempo, mas ok. Nem sempre as coisas saem como o planejado. Quero que entendam. Mas mesmo assim perdão. Se tiver qualquer erro me notifiquem, plis. To escrevendo e postando pelo cel.

CAPÍTULO 6 — EVIL CALLING

Mas, eu conhecia aquela voz...

– Jill? — perguntei, mesmo que soubesse a resposta. Era ela por trás da arma.

– Claire? — abaixou a arma e me encarou – Que diabos você faz aqui?

– Cadê cordialidade, o "Que bom te ver por aqui!" — disse irônica.

– Engraçada como sempre, — disse quase para si mesma, num tom baixo – O que faz aqui?

– Vim salvar vocês, o que mais seria?

– Mas, acabamos de vir de missão, praticamente... Como pôde saber que estávamos em perigo?

– Eu sei do seu segredo, aliás, foi um deles que nos trouxe aqui.

Jill fez uma breve expressão de dúvida, mas que logo a abandonou. Fez um expressão de surpresa, que também logo também se desfez. Deu mais dois passos, com a arma no coldre.

– Piers? Está falando de Piers? — disse desconfiada.

– Exatamente. — respondi-lhe.

– Ele está com Barry agora, certo?

– Er... — não sabia o que lhe dizer, não iria conseguir falar a verdade na lata, mas não poderia manter uma mentira – Não.

– Como assim não? — elevou seu tom – Onde ele está, Claire?

– Iremos resgatá-lo. Isso é uma promessa...

– Eu não acredito, — começou, inconformada – Meu bebê, não... Tive tanto trabalho pra protegê-lo.

Ela parecia fraca e vulnerável, como nunca a vi antes. Sua decepção era tanta que passou um pouco mal, era como se sua pressão abaixasse, e suas mãos foram ao joelho, tentando se reequilibrar. Senti uma pena extrema por Jill, e a observei a todo momento, do momento que vacilou até o momento que se reergueu, fixando seu olhar a mim, longe e frio, um tanto raivoso.

– Viu quem fez isso? — perguntou-me.

– Infelizmente não, mas com Chris, você e eu na caça, ninguém vai escapar. Somos os melhores da área. Só falta o Leon pra completar o time perfeito!

– Assim espero. — disse fria, ao mesmo tempo que pegara a sua arma e carregara. – Vamos nessa.

Jill já estava voltando para a passagem secreta quando eu me lembrei de algo que não deveria ter esquecido:

– Hey, onde está Chris? Falando nele...

– Nos dividimos, ele está na parte contrária dessa, onde nos colocaram. — disse sem cessar seu passos, eu a segui, junto a meu parceiro – Me comunico com ele de vez em quando.

– Podemos encontrá-lo?

– Uhum, — respondeu, andávamos por um corredor estreito, a seguindo, mas por um segundo ela parou, e se virou para mim pedindo: – Claire, não conte agora sobre os gêmeos, assim que acharmos Piers, eu direi quem ele é.

– Mas... — comecei.

– Eu sei que é inapropriado, mas é assim que quero. — Jill me interrompeu levemente, e eu a entendi, embora achasse que ela queria dar um tom ainda mais dramático as coisas, mas a obedeci.

No fundo, ela me intimidava um pouco. Uma mulher forte como aquela, me faz questionar como é ser assim. Por anos, durante toda a tempestade de mortes e monstros, quis ser forte e fria a tudo. Ver o sangue dos meus companheiros e não me importar. Só que agora, eu acho que estou mais como Jill e ela esta mais como eu.

Ela era a mocinha insegura, e eu era a durona. De vez em quando.

Agora, a única coisa que queria era ver meu irmão. A encarei por mais alguns segundos antes de poder falar algo, e ela continuará a me fitar, como se quisesse saber o que passava pela minha cabeça.

– Vamos nos encontrar com Chris? — questionei.

– Afirmativo. Agora mesmo.

– Não precisa falar comigo como se fosse da B.S.A.A, soldado. — disse dando ênfase ironicamente no final da frase.

**

Jill nos guiou até o caminho. Durante cada passo que dávamos era um tiro na cabeça dos afflicted, o sangue podre pingava por toda parte, e tudo que pude sentir naquele momento era ansiedade de rever o meu irmão e o sobrinho e darmos o fora dali o mais rápido. Tem uma fase do nosso trabalho que o nojo simplesmente some, assim como qualquer outro sentimento que não seja a ansiedade ou a raiva.

Davis andava atrás de nós, quieto. Parecia que ele não queria atrapalhar aquele momento em família. Com os Redfields é assim: as únicas reuniões em família eram no campo de batalha, era o único jeito. Nós matávamos um monstro enquanto discutíamos se iríamos passar o feriado de Ação de Graças juntos. Só haveria um feriado juntos se realmente devêssemos em campo. Geralmente, os presentes de natais era munição. Aniversário então, era uma puta arma ou um kit granadas. Algo assim. Engraçado me referir a Jill como uma Redfield, mas ela sempre foi mesmo. Ela sempre passou os momentos com a gente, era como se tivéssemos a adotado.

– A última vez que entrei em contato com ele, ele estava aqui. — disse Jill. Droga... Já está na hora da gente parar de brincar de cão e gato, Chris.

A sala era outra divisão científica experimental, dessa vez não havia maca alguma. Pelo que pude notar, era algo relativo ao líquido. Por que a sala era repleta de aquários com corpos quase humanos, deformados, boiando num recipiente cheio d'água, não posso afirmar que havia algum tipo de vírus na água, mas não podemos arriscar. Só espero que aquele vidro não quebre. Havia pelo menos 20 corpos amontoados naqueles lugar, todos juntinhos com desleixo total. Ao lado, haviam pequenos recipientes cheios da mesma água, mas dessa vez, eram partes dos corpos. Tinha olhos, dedos, cérebros. Era repulsivo. Não conseguia ficar olhando aquilo por muito tempo. Ninguém com a sanidade em perfeito estado poderia.

Jill encarou o painel. Nem sinal de Chris.

No lado oposto, da sala, havia uma parede com um aquário ainda maior. A água de forma intrigante, diferente demais até para explicar, era transcendental, de um modo estranho. Não era como água na verdade, esse não é o termo certo, era um líquido não identificado. Não era incolor. Tinha uma cor esverdeada. Entretanto, o que dava um frio na espinha não era o mistério em estado líquido, mas sim, a criatura grotesca que flutuava nela. Era gigantesca, mal cabia no recipiente. Quase em forma oval, com braços e pernas grossas e gosmenta, mãos de tamanhos diferentes, e com quantidades de dedos aleatórios. A cabeça não tinha bem uma divisão com o corpo. Para ter uma visão melhor, parecia um réptil, tinha a mesma pele enrugada e características, era verde também. Várias bolas pulsantes espalhados em seu corpo, e no peito, uma pele fina cobria seu coração gigantesco e que fazia um movimento de vai-e-vem aflicionante.

Não importa o que isso é, mas está vivo! Mas os olhos continuavam fechados.

De alguma forma, fez meu coração apertar um pouco, minhas mãos molharam de suor, e meus nervos atacaram. Pude sentir um clima tenso no ar. Entre olhei meus companheiro, e notei Davis boquiaberto, mas Valentine serena.

– Já havia o visto? — questionei em direção de Jill.

– Sim. Agora pouco. — disse normalmente.

Hesitei por um segundo em dizer algo mais, o que não pude fazer, pois o painel acendeu, e o rosto feminino estampou a tela novamente.

– Parecem que encontraram minha sala da diversão. Preparadas para ver o que essas criaturas fazem. — disse do outro lado, soberba. FODEU.

– Sua vaca, onde meu filho está? — Jill disse descontrolada correndo em direção do painel, que se desligou assim que ela o encarou de perto. A tela preta frustrante novamente. Nervosa e emotiva, fechou seu punho e bateu no painel, desequilibrada. – Por que? — disse sussurrante.

– O que ela quis dizer? — Davis perguntou retoricamente.

Não esperamos muito para termos nossa resposta. Um som de segurança apitou pela sala e o vidro do aquário abaixou, jogando toda a água em nós, derrubando-nos. Os bichos menores foram liberados e avançaram em nós rapidamente. Atiramos por baixo mesmo, até que uma oportunidade de levantarmos aparecesse. Era aproximadamente umas 15 delas andando até nós, que atirados loucamente, derrubados os 3 primeiros, Jill levantou rapidamente e derrubou mais um. Um tempo depois Davis levantou e derrubou outro, me ajudando a levantar em seguida. Derrubamos oito com umas 50 balas, em equipe. Antes que matássemos o oitavo, o mesmo som ecoou na sala liberando o monstro boss.

Dessa vez corremos contra a água, que só nos alcançou quando estava muito baixa para nos derrubar. Mas derrubou as outras duas criaturas. O "MonsterBoss" abriu os olhos que revelou ser da cor vermelha, e também abriu a boca em um grito bem assustador. Venho em nossa direção estranhamente calmo, disparamos tiros por toda a parte de seu corpo, ele passou do lado de um dos corpos no chão tentando levantar, e com o seu grande pé, esmagou seu tronco com uma pisada. Parou e nos encarou, paralisados.

Continuávamos a atirar, miramos na circunferências pulsantes espalhadas, cada uma que estourava, se transformava em tentáculos, e um grito saia forte de sua garganta. Ela avançou na gente e derrubou Davis, que permaneceu no chão, inconsciente. Fugimos para o lado oposto da sala e atirados, até que a criatura avançasse novamente. Até que minha munição acabou. Jill permaneceu atirando por mais dois minutos até que sua munição também acabasse e a criatura venho em nossa direção. Nos esquivamos por baixo e seguimos para perto da porta, rezando para achar alguma munição.

De repente, ouvimos um disparo de uma arma calibre 9mm direto no coração, que explodiu em pedaços, fazendo o corpo moribundo cair duro no chão. Olhamos para porta e pudemos ver nosso herói...

Notas finais
Quero coments, pra já!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.