Maktub

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Faaaala galera sensual. Obrigada pelos comentários, vocês são foda! Desculpa pela demora pra postar a continuação, alguém sabe onde vende tempo? rs Chega de enrolação. Boa leitura.

Terminaram de se vestir, Clara pegou as chaves do carro e ajudou Marina à chegar até o carro. Ao chegarem ao hospital, conseguiram atendimento na emergência para fotógrafa e foram encaminhadas para a sala de espera para aguardarem o atendimento médico. Alguns minutos após chegaram à sala de espera:

– A paciente Marina Meirelles pode entrar, por favor — uma voz suave soou da porta do consultório

Marina se levantou, mas sentiu-se tonta, e foi amparada por Clara que a acompanhou até dentro da sala

– Boa noite, podem sentar — fez uma pausa e esperou que as duas mulheres se sentassem à sua frente– Sou a Dra. Ana Torres, médica plantonista da emergência. Qual de vocês é a paciente Marina Meirelles? — questionou intercalando o olhar entre Clara e Marina

– Eu sou Marina, e essa é minha esposa Clara

– O que você está sentindo? O que aconteceu? — a médica questionou a fotógrafa

Quando Marina ia responder, Clara a interrompeu...

– Ela desmaiou, ficou desacordada por alguns minutos, ficou pálida, bom ela já é branca, mas ficou mais branca ainda, parecia uma folha de papel — Clara falou rápido quase sem respirar

A médica sorriu e disse — Calma — olhou para Marina quase ignorando tudo o que Clara havia terminado de dizer e continuou a falar se dirigindo à fotógrafa– Marina o que aconteceu? O que você sentiu? — a publicitária ficou se perguntando se a médica não tinha acreditado nela, mas deixou sua esposa responder a pergunta dessa vez.

– Bom, eu estava trocando de roupa para ir dormir, até que tudo começou a girar e ficou escuro, depois só lembro da Clara me chamando.

– Você está sentindo algum tipo de dor agora, na cabeça ou no corpo devido a queda? — a médica continuou a questionar Marina

– Não, não estou sentindo dor, mas estou com náuseas — respirou fundo– tenho sentido náuseas constantemente nos últimos dias.

Dra. Ana examinou Marina, e optou por uma internação para que a fotógrafa ficasse em observação por causa da queda ocasionada pelo desmaio, assim também aproveitaria para investigar melhor os sintomas que Marina havia relatado.

– Tudo bem, eu vou pedir alguns exames, e essa noite você ficará internada apenas para observação, amanhã dependendo do resultado dos exames, e de como você estiver se sentindo, você recebe alta.

– Tem certeza mesmo que é necessário tudo isso? — disse Marina olhando primeiramente para Clara e em seguida para a Dra. Ana.

– Claro que é necessário né Marina? — a publicitária falou não acreditando no questionamento que tinha acabado de ouvir de sua mulher

– Sim Marina, realmente é necessário, precisamos descobrir a causa do desmaio e dos sintomas que você relatou. — disse a médica encarando a fotógrafa

– Tudo bem, vocês venceram — disse levantando as mãos mostrando rendição

Enquanto Marina fazia os exames, Clara resolvia a burocracia para internação de sua esposa, após todos os detalhes da internação serem acertados, a morena foi encontrar sua esposa já no quarto do hospital. A fotógrafa já estava tomando soro e uma medicação para náuseas. Tendo terminado a aplicação da medicação e conferido se estava tudo bem com Marina, a enfermeira saiu do quarto, deixando as duas mulheres a sós.

– Como você está se sentindo? — Clara perguntou

– Agora estou um me sentindo um pouco melhor — respondeu com uma voz manhosa

– Que bom. Tomara que os resultados dos exames saiam logo, estou preocupada com você — acariciou o rosto de Marina

– É, eu confesso que também estou apreensiva com esse resultados. Será que estou com alguma doença grave?

– Não fica assim não, vai ficar tudo bem — continuou fazendo carinho no rosto de sua esposa e lhe deu um selinho– Agora você precisa descansar

– Você também precisa descansar, trabalhou o dia inteiro e quando ia finalmente dormir, eu passei mal — abaixou a cabeça sentindo-se culpada pelo cansaço de sua mulher

– Para com isso amor, você não tem culpa, ninguém passa mal de propósito — pausou – seu dia deve ter sido horrível com todas essas náuseas e indisposição, mas agora você vai descansar, e eu vou ficar aqui ao seu lado pra garantir que ficará tudo bem

– Mas você tem que dormir também, amanhã você vai trabalhar e vai acabar dormindo no escritório

– Ei relaxa, não se preocupa comigo. Amanhã eu tiro o dia de folga, afinal eu não sei que horas vão te dar alta médica, mas se preocupe só em descansar e ficar bem, tá bom? — selou seus lábios com o de Marina rapidamente– Amo você!

– Tudo bem. Também te amo — selinho– muito! — outro selinho

Como estava muito cansada a fotógrafa logo dormiu e Clara também acabou adormecendo na poltrona que havia ao lado da cama de Marina. A noite passou tranquilamente, visto que a fotógrafa estava medicada, portanto não sofreu de mal estar durante a noite. Ao amanhecer a fotógrafa sentia-se melhor, mas estava preocupada pela demora na entrega do resultado dos exames e na demora da Dra. Ana, que ainda não tinha aparecido no seu quarto durante toda a manhã. Clara já não agüentava mais ficar no quarto sem receber respostas sobre os sintomas que sua mulher estava apresentando, fora o corpo dolorido por ter dormido toda torta na poltrona ao lado da cama de Marina, também estava preocupada com o trabalho, isso a deixava mais impaciente. O dia passou devagar para as duas mulheres ali naquele quarto de hospital, e somente no final da tarde a Dra. Ana apareceu para ver o estado clínico de Marina.

– Boa tarde senhoras — falou adentrando no quarto, sorriu docemente para a sua paciente

– Boa tarde — respondeu Marina

Clara estava resolvendo alguns problemas da empresa pelo celular, mesmo não indo trabalhar, haviam decisões urgentes que somente ela poderia tomar, sendo assim sua secretária e sua assessora podiam ligar a qualquer hora para seu celular. Quando terminou a chamada, percebeu que a Dra. Ana já estava no quarto conversando com Marina.

– Desculpe, precisava resolver algumas coisas importantes — falou um pouco envergonhada por nem ter percebido a entrada da médica no quarto

– Sem problemas Clara, eu já estava explicando a Marina, que encontrei algumas alterações no exame de sangue dela, mas preciso fazer mais um exame para fechar o diagnóstico.

– Mas é grave? Já passamos tanto tempo aqui que a cada hora que passa fico mais preocupada com a saúde da minha mulher e com o resultado de todos estes exames — falava rápido demonstrando toda a preocupação pelo estado de saúde de Marina, não entendia o porquê que tudo estava sendo tão demorado

– Calma amor! — disse Marina tentando acalmar sua esposa

– Exatamente isso que eu peço a vocês, calma. Não é grave, mas quero apenas confirmar o diagnóstico, portanto preciso que vocês me acompanhem agora para que Marina faça uma ultrassom, prometo que esse será o último exame, o resultado sai na hora, e assim que terminarmos dou a alta para a Marina. Tudo bem?

Marina e Clara respiraram aliviadas só em pensar que já sairiam do hospital, e concordaram quanto a realização do exame. Acompanharam a Dra. Ana até a sala de ultrassom, a fotógrafa foi preparada para realização do exame, deitou na cama conforme a doutora havia pedido.

– Marina eu vou aplicar um gel na sua barriga, ele estará gelado, então pode ser que incomode só um pouquinho, mas nada de dor. — Explicou a médica — Posso começar?

– Claro, sem problemas — respirou fundo e segurou firme a mão de Clara que estava do seu lado.

Iniciou o exame, congelou uma imagem no monitor e falou:

– Marina seu níveis de hormônios estão alterados, e por isso pedi para fazer esse último exame, que é essa ultrassom. E o diagnóstico é que... você está grávida — Falou a médica olhando para as duas mulheres e não pode deixar de notar a cara de espanto de ambas.

– Gra..grávida? — Clara olhou assustada para Marina e soltou sua mão

Notas finais
E agora? Obrigada por lerem mais um capítulo. Comentem, favoritem, recomendem. @mvtoujour