Make a Wish - SasuSaku
5 Capítulo 4 - Castigo? Castigo.
Notas iniciais
Pov. Ino.
Eu não estou assim tão preocupada, afinal, a Sakura é bem esperta. Ela nunca foi de gostar muito de multidões, então acredito que ela foi para um canto qualquer para ficar um pouco sozinha — não que a turma seja uma série de pessoas, mas aquela menina é uma caixinha de surpresas. Eu sempre lhe disse que não era bom ficar muito sozinha, mas cada um com sua opinião. Eu ainda não conheço suficientemente o Sasuke para ter um palpite de onde ele possa ter se enfiado.
— Crianças, vocês podem ficar sozinhas por um tempinho?
— Claro mãe!
— Você sabe o que acontece se aprontar... — disse ameaçadoramente calma a Naruto. — não sabe? — sorriu cinicamente.
— S-sei.
— Acho bom.
Assim que a professora já não se encontrava ao alcance de nossas visões, Chouji se levantou e pôs-se em cima da mesa de Kushina.
— Não vamos ficar parados mesmo, ou vamos? — falou ele com as mãos na cintura, com um ar supremo.
— Não, não mesmo. — a voz de Tenten ecoou pela sala.
— Tá, mas o que vamos fazer? — foi a vez de minha voz ecoar pela sala.
— Hmm... — Gaara pôs-se a pensar. Bom isso acontecer pelo menos uma vez. Já contei que ele está pela segunda vez na primeira série? — esta sala está meia... morta. Não concordam?
— Vou ter que concordar com isso... parça. — falou Sai.
— Tenten, você tem aí suas fitas? — perguntou-lhe Kiba. Tenten está num clube de ginástica rítmica, e carrega sempre consigo alguns de seus materiais. A fita que Kiba mencionou é uma fita bem comprida ligada a uma espécie de varinha.
— Óbvio que sim! — dito isso ela tirou da mochila uma fita com várias cores, entre elas, vermelho, amarelo, verde, azul e roxo. — Querem usar essa?
— Colorida demais. — falou desnecessariamente, Sai.
— Ninguém aqui tem culpa se você é emo. — falei e ele ficou-me encarando com um olhar mortal.
— Vamos usar essa mesmo! — gritou Naruto fazendo com que o clima ruim entre mim e Sai terminasse.
— Alguém passa a tesoura? — perguntou Shino. Engraçado que como na sala de aula conseguimos todos nos dar bem, porque no intervalo nós meio que nos dividimos.
— Aqui! — passou-lhe Kiba. No momento estávamos todos em volta da Tenten devido à sua fita.
Shino cortou a fita separando a mesma da varinha que lhe prendia.
— Pronto, agora podemos dar um "toque" à sala de aula.
— Espera gente. — pronunciou Neji. — Uma fita não será o suficiente para colorir a sala. — falou com um sorriso sapeca.
— Ele tem razão. — falei com o mesmo sorriso que ele. — Não podemos usar todos os materiais da Tenten. Mas como sempre, eu tenho a solução.
— Qual?
— Esperem só para ver. — fui até à minha mochila e retirei da mesma vários frascos de tinta de guache. — Tcharan! — Apresentei-lhes as minhas tintas.
— Boa! Eu também tenho algumas tintas! — Falou Sai indo em direção à sua mochila.
...
— Ficou perfeito! — exclamei enquanto lágrimas de emoção escorriam pela minha face.
— Perfeito vai ser ver a minha mãe em chamas! — Naruto exclamou animado.
— Não tinha me lembrado dessa parte... — comentou Neji.
— Acho que vamos virar sushi... — comentou por sua vez, Shino.
— Sushi?! — Chouji perguntou acordando, anteriormente este estava tirando uma soneca. — Alguém aqui falou em... sushi? — perguntou já babando, que nojo...
— Não e sim. — falei. — Alguém falou em sushi sim, mas não nesse sentido. — falei e ele fez cara de cachorro abandonado. — Gorducho baka. — resmunguei.
— Você falou o que eu acho que você falou?
— Quer que eu repita? Gorducho baka. — eu estava provocando mesmo.
— Sorte a sua que eu sou contra à violência... AH! QUE SE DANE! — falou vindo correndo até mim. — NINGUÉM ME CHAMA DE GORDUCHO! — ele ia me socar, mas eu desviei o ataque simplesmente colocando a palma da minha mão à frente do seu punho.
— Se bater em mim, eu falo para a professora.
— Agora não é tempo para briguinhas. — comentou Gaara. — Temos que arranjar um jeito de... — ele não teve tempo de terminar o que ia dizer, pois foi interrompido ao ouvirmos todos a porta ser aberta. Olhámos assustados para a mesma, encontrando uma Anko furiosa.
— O que é... que está... acontecendo aqui? — falou nervosamente, pausando algumas vezes.
— Bem, nós... — não consegui terminar de falar.
— O QUE É QUE RAIOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! — explodiu.
Anko é a diretora dessa escola. Ela é bastante severa connosco, estamos aqui desde o jardim de infância. Ela tem essa mania de explodir do nada. Quando ela está calma até que se aguenta...
— Diretora Anko... err... nós... — Tenten se encontrava bem nervosa enquanto tentava arranjar uma desculpa. Ela estava até trémula! A diretora deixa qualquer um assim, eu estava até soando frio.
[...]
Ela andava silenciosa e calmamente até eles. Não sabia ainda como não os assustar, ela não gostava de pensar que poderia ser o tipo de professora severa demais, pois não queria estragar a sua relação com os seus alunos, ela gostava de pensar que eram todos amigos e que podiam confiar uns nos outros, como uma pequena família.
Chegou neles e ficou em silêncio, eles não notaram a presença da professora pois estavam rindo das piadas de Sasuke, que falava que o seu nii-san lhe contara estas.
Quando finalmente ganhou coragem decidiu tomar uma atitude.
— Sasuke, Sakura. — chamou calmamente e ambos olharam para Kushina, com medo de levar uma bronca. — Porque faltaram à aula? — perguntou docemente, realmente ela não pretendia assustá-los, afinal, eram só crianças.
— Desculpa professora... — falou cabisbaixo. — a culpa é minha, eu quis vir brincar mais e insisti para a Sakura vir comigo. — mentiu. Ele não queria que ela fosse castigada, nem que ele tivesse que ficar em seu lugar.
Kushina suspirou enquanto Sakura ficava negando-se com a cabeça.
— Professora, o Sasuke está mentindo! — falou enquanto balançava a cabeça negativamente.
— Sakura, não precisa de mentir para tentar me defender, tá?
— Sasuke, você que está fazendo isso. Não tente dizer que não porque eu tenho certeza do que falo. — intrometeu-se a ruiva. — Isso não é uma bronca, você está tendo uma bela atitude. — sorriu-lhe.
— Porque você fala que eu estou mentindo? — perguntou o moreno tentando convencer, e falhando na tentativa.
— Primeiro, pelo que a Ino disse, a Sakura tinha falado que queria brincar mais, e segundo, — falou chegando perto da rosada. — a própria Sakura está negando que a ideia foi sua. Pode ficar descansado, vocês não vão ficar de castigo. — ambas crianças soltaram um "ufa" mas antes que pudessem se pronunciar normalmente, a professora continuou a falar. — Vamos voltar para a sala, eu deixei todo mundo sozinhos... — ficou pensando. — Ah não! — começou a correr em direção à sala de aula.
— Sasuke. — a dona de olhos de cor esmeralda chamou, fazendo com que o mesmo abrandasse, sendo que estava andando apressadamente e com largos passos. — Ficou chateado? — perguntou insegura, ela estava com medo de ele não a perdoar.
— Relaxa Saky. Foi até divertido! — a rosada sorriu em resposta e começaram a correr em direção à sala.
Conseguiram alcançar a professora e quando adentraram a sala... é, pois. Você sabe quando entra numa sala de aula, e encontra a diretora da escola se espreguiçando na cadeira da professora, com creme de chá verde na cara e com rodelas de pepino nos olhos, enquanto alguém faz-lhe manicure e alguém está a limpar paredes e a tirar enfeites coloridos das mesmas? — E sem mencionar que alguém está fazendo massagem a diretora. — É bem... Óbvio que não deve saber! Isso é um absurdo! Mas bem, era isso que estava acontecendo na sala da primeira série: Ino pintava as unhas de Anko de rosa, Tenten fazia massagem nos ombros desta e os meninos tentavam limpar inutilmente as paredes que haviam pintado.
— Ino, mais suco de laranja! — falou Anko.
— Se? — perguntou, como se quisesse que Anko terminasse sua frase com ''se faz favor''.
— Se eu quiser... e eu quero então, vai! — ordenou.
Pov. Sakura.
Hoje foi o dia em que Kami decidiu que não haveria aula... e olha que é só o primeiro dia! Tá, eu admito que a parte em que eu e o Sasuke faltámos foi coisa minha, mas eu juro por tudo que me é mais sagrado nesse mundo que eu não tenho um dedo nisso!
— O que está acontecendo diretora?! — preciso falar que foi a professora que perguntou irada? Não, acho que não. Isso está escrito na primeira página do livro das coisas óbvias. Mas espera... existe esse livro?
— Castigo minha cara, castigo. — respondeu a diretora como se nada fosse.
Olhei a sala toda, ponto por ponto e percebi que algo estava mal — e não, eu não estou falando do geral. A Hina está sentada na sua carteira, quieta. Ela é a pessoa que mais fala em toda a face da terra! Okay, talvez nem tanto.
Logo cheguei perto dela. Não, a professora e a diretora nem perceberam meu movimento, essas daí tinham um assunto para tratar.
— Hina. — a chamei me sentando na carteira mais próxima da dela. — Passa-se alguma coisa? Você não está participando do castigo?
— N-não. — respondeu de cabeça baixa. Hãn?! Primeiro ela está quieta, depois, ela está de cabeça baixa e gaguejando. E... não? Isso significa que ela não tem nada a ver com isto? Essa hipótese é impossível, a Hina-chan tem sempre a marca do seu dedo marcada em qualquer coisa que se apronte, na verdade ela tem sempre as ideias. Ou talvez, ela foi repreendida de tal forma pela diretora e ficou assim. É, a primeira coisa que disse nem é hipótese.
— Passa-se sim! Conta. — mesmo assim quis que saísse da boca dela. Quem sou eu para julgá-la? Vai que estou errada?
— N-não s-sse pas-sa n-nada... — respondeu ainda de cabeça baixa. Okay..?
— Ah não? — perguntei. — Prazer, sou a Hello Kitty. — debochei. Notei que seu rosto estava vermelho. — Você não tem um único dedo nisto tudo? — rodei o indicador.
— Não. — agora fico sem saber se o facto dela ter respondido sem gaguejar foi um ''Ufa!'' ou um ''Hã?''. Como até agora ela só gaguejou podia ser um ''Hã?'', mas como isso não é normal deve ser um ''Ufa!''.
Pov. Hinata.
Pensar que o meu segredo pode ser anunciado dá-me vergonha, só de imaginar.
— S-sakura-chan! — chamei-a.
— Fale.
— Se eu...
— Eu só queria dar uma lição aos pirralhos! — fui interrompida pelos berros. — E além disso, eu estava precisando disto... — falou Anko se espreguiçando de pé. Ela não é má de verdade, tenho certeza disso e tenho provas.
— São só crianças! — Defendeu a professora.
Continua...
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