Make Up

8 Capitulo 8


Notas iniciais
SIM EU AINDA TO VIVO. Bem, eu vou começar a mesclar mais o humor ácido que alguns personagens me cedem com o romance mais suave daqui em diante. Garanto que vai ficar ótimo, então, sem demoras: Boa leitura :3

Já passava do segundo período na aula de terça. Cheguei atrasado pela primeira vez no ano, por estar dormindo. Na segunda-feira eu havia acordado com o perfume de Julie no cobertor, e um bilhete escrito "Sai para a aula, vejo voce amanhã. Não quis sair daquele conforto, banhado no perfume dela, em uma transe profunda e... e... caralho, é muita viadagem. Bora voltar ao normal.
Aula de geografia: nosso professor Thomas, sempre tentava dar aula, porém duvido que alguem prestasse atenção no que ele falava. Depois de um tempo ele percebeu que a aula dele era em vão e resolveu aderir ao "Foda-seísmo", um método de ensino muito popular, que é resumido em "leia essa pagina", "faça esse exercicio", "prova com consulta", "ta passado de ano". Era só estar lá que estava passado de ano. Mesmo assim eu conseguia dormir na prova, ignorar a atenção. Eu ainda estava pensando em Julie, e só saí desse transe quando eu ouvi o sinal para o terceiro período, acordei com a prova toda babada. Tive a cara de pau de ir a mesa e entregar a prova para o professsor.
— Então Thomas...— Sim, eu chamo ele pelo nome. – Tive um pequeno acidente.
Ele olhou a prova e a pegou pela ponta dos dedos.
— Nem to ligando— Ele sorriu — Eu vo te passar de ano de qualquer maneira. É tu que deixa de aprender, não eu de receber.
Ele se levantou, arrumando as coisas dele para sair da sala, e colocou a prova no lixo. Eu fiquei surpreso e feliz, eu ia voltar para a minha mesa e dormir. Aula de artes era sempre desenho livre ou qualquer outra porcaria assim. Eu poderia dormir até a hora do recreio.

— Não tem aula de artes— Veio a múmia, digo, a monitora de meia idade, anunciando pra sala — Não vai ter aula pra substituir o período.— Todos comemoraram. — Mas a professora deixou atividade pra passar.— E todos ficam tristes. — Mentira, todo mundo liberado, só tava afim de sacanear voces— E ela saiu da sala. Em poucos segundos, quase foi atropelada por uma manada de alunos. Pena que não morreu.

Eu tinha dois períodos vagos, um antes e outro depois do intervalo. Eu resolvi ficar na quadra aberta onde algumas pessoas estavam jogando basquete. A quadra é livre, então qualquer pessoa pode fazer o que quiser lá. Eu me preparava para ir embora (afinal ir na padaria era uma opção melhor a assistir bípedes atras de uma bola quando ouço uma voz vindo de tras de mim:
— Eae Nathan.
Eu olhei para tras e me deparei com o Frank. Ele estava com o uniforme do time de futebol. Desde aquele dia meu coração já acelera quando eu penso ou vejo nele, mas dessa vez foi um susto quase infartante.
— O-Oi Frank.
Ele se sentou do meu lado.
— Tudo bem?
— Tudo...— Ele nunca havia falado comigo, provavelmente ele queria algo.— Posso ajudar em algo?
— Então... O Jason falou que voce conhecia a garota da festa.
SABIA!!!! Se eu não consegui me fazer de dificil na festa, é agora que eu dou o troco.
— Hm... qual festa? Sabe acontecem várias.
— A de sabado. O nome dela era...
— Nathalie?
Ele abriu um sorriso alegre.
— ISSO! Voce conhece ela?
— Conheço até demais. Fiquei sabendo que voces se conheceram.
— É... a gente ficou na festa mas eu esqueci de pedir o numero dela. Voce tem o facebok, telefone dela ou algo assim?
Por dentro eu estava morrendo de rir. Ta certo que o plano era da Meg, mas eu tambem ia querer me divertir as custas dele. Eu não vou me entregar tão facil.
— Na verdade ela não tem facebook.— Fiz uma cara simulada de decepção. — E ela fala comigo por orelhão. Ela ta trabalhando pra comprar um celular novo.
— Mas ela é daqui?
— Italia. Mas fala nosso idioma fluente.
Ele me olhava de uma forma estranha
— Sabe... voces são até que parecidos.
— Ela é minha prima— Fechei um pouco a expressão tentando disfarçar — É obvio que ela se parece comigo, é família.
— Ahh... mas ela já volto pra Italia?
— Na verdade não. Ela tá morando comigo, mas ela mal para em casa. Adora sair, essa menina.
— Serio? Achei que ela era diferente das outras.
Olhei serio pra ele.
— Eu disse baladeira, não vadia. Ela sai pra dançar mas raramente fica com alguem.
— Hmm... – Ele se levanta — Tudo bem então. Voce pode dizer a ela que eu quero me encontrar com ela?
— Quando ela chegar em casa hoje, eu passo o recado pra ela.
— Obrigado.— Ele andava para a quadra e se virou. — Te devo uma.

**************

Eu havia saído da aula, já passando a padaria quando tres rapazes me fecham. Eles tinham o uniforme do time de futebol. Todos eram mais altos que eu (Afinal isso não é tão dificil). O do meio falou.
— Então amiguinho acho que não nos conhecemos ainda.
Medo.
— Eu me chamo Lucas. Lucas Batson. Estes são William— Apontou para o da direita – E Damon – Apontou para o outro. – E a gente gostaria de bater um papo com voce.
Os tres estavam em uma posição parecida, tipo capa de boy band com os carinhas de braços cruzados. Boa coisa não ia vir.
— Ficamos sabendo que voce conhece a garota da festa de sabado.
Suspiro
— Sim eu conheço ela...
— Então amiguinho, eu ia tentar alguma coisa com ela, mas infelizmente o Idiota do Frank conseguiu antes de mim.— Ele veio pro meu lado e me abraçou pelo ombro. — E eu gostaria de que voce me ajudasse.
— Hmmm... Sei não.
— Ora meu caro Nathan.— Ele tirou uma soqueira do bolso — Voce realmente não quer me ajudar?
A expressão dele gelou do nada. Junto disso uma voz surgiu.
— Ou tu larga essa merda— Falou Meg atras de nós dois — Ou a minha faca vai entrar na tua espinha.
Ele guardou a soqueira no bolso.
— Meg... Voce não vai querer fazer isso aqui.
— O Nicolas tambem duvidou do que eu queria. E olha o que aconteceu com ele.
Ele sem protestar se afastou de mim.
— Ora Meg. Só estava pedindo um favorzinho pro Nathan.
— Que favor?
— Só pedi pra ele me apresentar para a amiguinha dele que tava na festa.
— Hmmm— Meg me olhou, e depois voltou o olhar para Lucas. — Ela tava comigo.
— Como?
— Ela foi comigo e com minhas amigas. E acredite, voce não vai conseguir nada com ela.
— Sério? Eu acho que vou. Não é Nathan?
— Cara, eu tenho mais medo dela do que de voce. Se ela diz que não, ta dito.
Ele abriu um leve sorriso, e falou em tom sarcastico.
— Vamos ver se não.
Ele deu um tapa no braço do William e os três foram embora, em direção a escola. Meg veio para o meu lado.
— Voce está bem?
— Estou... Cara, eu fiz tanto sucesso assim?
— Até demais.— Ela olhou para tras — Melhor a gente seguir caminho.

Fomos para minha casa. Meg como de costume havia se atirado no sofá e eu me sentei do lado dela.
— Nathan, voce deu sorte de eu ter aparecido— Ela se revirou e deitou a cabeça no meu colo. — Ele não é uma pessoa que se queira ter ao lado.
— Notei. Típico de gente que acha que faz bullying.
— Nem me fale, quando ele estava no clube, todo mundo zoou ele no primeiro dia.
— Que clube?
— Primeira regra do clube: Não se fala do clube.
— Entendi... Mas enfim, o Frank pediu pra encontrar a "Nathalie"— Fiz as aspas com as mãos — Mas não sei se vai rolar.
— Eu tenho uma ideia... Que tal ir com ele no baile de outono?
O baile ia acontecer dia 3 de novembro. Era dia 22 de setembro, ainda daria tempo de criar uma ilusão para o Frank de garota apaixonada.
— Olha, eu tinha planos para esse dia.
— Ah eu fiquei sabendo...— Meg tirou um maço de cigarro do bolso e se levantou — Voce e a Julie estão amiguinhos demais né?.
— Pois é...— Ela foi em direção ao terraço e eu a segui porem fiquei no marco da porta — Digamos que estamos nos entendendo.
— Ela é uma vadia— Ela acendeu o cigarro — E das grandes.
Se eu não fosse uma pessoa controlada teria a empurrado ela da sacada. Não, melhor: teria chegado com os dois pés na nuca dela e o estrago a seguir era diersão. Porém resolvi canalizar minha raiva em um simples:
— Como assim?
— Vadia— Ela baforou — Puta, cachorra, safada, mochila de criança. Ela chupa qualquer um.
— Não entendi..
— Bilada na cara e tapa na teta, bola na bunda e pau na buceta, como assim não entendeu?
— Não entendi da onde voce tirou essa merda.
— Cara, eu ja cansei de ver ela nas festas saindo de banheiros com vários caras.
— Não, voce tá mentindo.
Ela ergueu uma sonbrancelha e puxou a fumaça.
— Por que caralhos eu mentiria?
— Sei lá, orgulho, não quer que eu desvirtue do plano, vai saber o que se passa na sua cabeça.
— Sexo, drogas, yaoi, e putaria. O basico.
— Yaoi? Mas quem é doente a ponto de ver yaoi? ( ¬u¬/ ) Se é pra ver coisas assim que seja ao vivo.
— Foda-se, isso não vem ao caso. O que importa é: Julie é uma vadia, se eu fosse voce eu sairia fora.
Eu estavas prestes a mandar Meg a merda, porém meu celular tocou bem na hora. Eu ia atender e Meg retirou da minha mão atendendo.
— Fala viado. [.....] É a Meg quem ta falando? [......]— Eu ia tirar o celular da mão dela porém. — Oi Frank, como voce ta?— Gelei. – [.....] O Nathan foi passar a semana na casa de um amigo. [.....] AH é que ele esqueceu o celular aqui e eu e a Nathalie viemos buscar pra ele.— FILHA DA P...— Sim ela ta aqui, quer falar com ela? [.....]— Ela estendeu o telefone pra mim. — É pra voce Nathalie.
Eu peguei o celular e coloquei a mão em cima do microfone.
— Eu juro, eu vo enfiar esse telefone no teu cu quando eu desligar.
Respirei fundo e forcei minha voz
"Concentração... Nathalie em 3,2,1..."
— Oi...
— Nathalie? Lembra de mim?
'Se faz de dificil' Sussurrava Meg.
— Claro... Frank, correto?
Meg cola o ouvido no meu.
— Isso. Olha... Eu não consegui me despedir de voce direito na festa, e queria ver voce de novo.
— Entendo. Pretende fazer algo quanto a isso?
'uaaaaaaau, arraso amiga' falou meg sussurrando a uma distancia segura.
— Bom... Se voce quiser, a gente pode sair hoje a noite pra jantar ou algo assim?
— Hmmm não sei. Algum lugar em mente?
— Eu tava pensando em ir na pizzara perto do parque.
Minha mãe já dizia: se quer conquistar alguem, nunca coma pizza ou cachorro quente com ela. Voce sempre acaba com algum pedaço de comida atras da orelha.
— Hm... Não sei. Eu tava pensando em sair com a Meg hoje.
Meg vibrava com a conversa do meu lado.
— E que tal ir no parque de diversões então? Ai a gente come algo por lá mesmo.
Olhei para Meg. Ela fazia um jóinha com a mão.
— Hmmm parque de diversões... Meio clichê. Gostei. Que horas?
— As sete te encontro na frente da Lazzie pode ser?
— Tudo bem. Te vejo lá então.
— OK. Até mais.
— Até.
Desliguei o celular com um ar de alivio, meg havia terminado seu cigarro e voltado correndo para dentro da sala e se atirando no sofá.
— QUE DELICIA!!!! Ele ta caindo direitinho.
Eu voltei com ela e me sentei na poltrona proxima a ela.
— Meg, voce não acha que vamos passar um pouco do limite?
— O caralho.— Ela ficou séria — Esse filha da puta ficou me iludindo por quase um ano, agora eu quero mais é foder ele.
— E voce vai foder ele, fazendo ele tentar me foder?
Ela estreitou os olhos, juntou as palmas das mãos e apontou os indicadores pra mim.
— Nathan, voce é um babaca.
— Olha, eu só quero dizer que...
— BABACA. Olhe, não esquece que eu ainda vou lhe pagar os dez dólares por dia que voce estiver sendo a Nathalie.
— Eu posso ser currado e voce me paga só dez pratas. e depois eu que sou o babaca.
— Enttão voce é duplamente babaca: primeiro por não pensar em como essa bosta pudesse se desenrolar, e outra por não ter pedido mais.
— Mas eu tentei pedir...
— BABACA. Agora vai começar a se produzir. Demora pra caralho, então tu ja tem que estar pronto uma hora antes.
Eu me levantei e fui em direção as escadas.
— Babaca... teria pegado ele se não fosse uma vadia...— sussurrei
— COMO É QUE É??????
— Seria mais facil se eu tivesse ousadia.— eu virei e ela estava me olhando com uma cara séria. Ela ia me matar. — Sabe, pra executar o plano.
Ela voltou ra sacada, bufando de raiva.
"Merda... eu ainda morro por bosteira nessa vida"


*****************

Sete horas e lá estava eu na frente do Lazzie. O Lazzie era uma loja de doces chique, onde a trufa mais barata não sairia por menos de dez dólares. Sempre quis comer um bolo daquele lugar, porém eu não tinha como vender meu rim para comprar uma fatia. Enquanto eu retocava minha maquiagem no carro ao vir para cá, Meg e eu conversava-mos sobre o que eu devia fazer naquele encontro:
— E lembre-se: Se faz de dificil, mas não tão dificil.
— Tudo bem.— Suspirei fechando os olhos.— Meg...
— Voz de garota.
Forcei minha voz para ficar no tom feminino.
— Meg... E se algo der errado hoje e ele descobrir.
— Tu é mesmo um babaca, cade o otimismo ein? O sorriso no rosto e a cara de pau de sempre?
— Isso é com o Nathan, não com a Nathalie.
— A Nathalie tem o penis no Nathan, ela pode ter um pouco da confiança dele.
— Alem disso...— Ela freiou o carro — Eu te largo aqui. Lembre-se que qualquer coisa eu estarei aqui no parque cuiando voce.
— Isso era pra me confortar? Acho que não adiantou.
Em um movimento brusco Meg agarrou meu penis e apertou. Ai meus filhos.
— E que tal se eu arrancar sua fábrica de sucessores ein?
— Melhor tirar a mão daí...
— Por que?— Ela apertou mais.
— Minha saia combina com meu sapato, mas não com o meu pau duro.
Ela tirou a mão e destravou a porta.
— E lembra de me ligar caso de merda que eu apareço em um instante.
E Meg acelerou, indo reto na avenida. Em um instante ela aparecia... Esse era meu medo. O que de ruim poderia acontecer? Alem do mundo me sacanear, minha saia evantar, meu penis aparecer, ele querer me comer, minha peruca cair, meis peitos murcharem, eu peidar, o Kutchullo surgir e algum conhecido aparecer?
Ja era tarde demais para eu ficar me extressando com essas coisas. O carro de frank se aproximava de mim. Algo me dizia que ia ser uma longa noite.

Notas finais
Bem, eu espero que tenham gostado deste cap, eu demorei um pouco pra escrever ele, mas em breve eu posto o próximo. Caso atrase é por que eu to atualizando todas as minhas fanfics, mas estou dando prioridade é essa aqui. Bem, até a próxima. :3