Make Up

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Bem escrevi aqui o primeiro capítulo depois de uma "pressãozinha"de duas amigas. Espero que gostem :3

Bem primeiramente vou me apresentar, meu nome é Nathan Jones, sou aluno de teatro, moro sozinho em uma cobertura de dois andares no Queens. Estudo na Winchester, cursando o primeiro ano. e sou filho de uma maquiadora profissional Namoro o garoto mais fofo do colégio tendo um pequeno detalhe: ele não sabe que sou um garoto.

Minha farsa começa em um 12 de maio, quinta feira. Eu tinha voltado quarta de Paris pra passar o dia das mães com minha mãe, embora ela esteja sempre trabalhando. No fim acabamos nos divertindo; ajudei ela nos bastidores de um musical que ela estava trabalhando, nunca os bastidores de um musical foi tão divertido. De noite ainda tentamos pedir uma pizza em francês mesmo sabendo que era o prato de outro país. Raramente tenho momentos assim com ela, então tento aproveitar ao maximo as chances que eu tenho.

Na quarta eu havia chegado as 21h e como as aulas haviam recomeçado na segunda eu teria que ir para a aula no dia seguinte. Era a volta das “férias”escolares de um mês. Na verdade era apenas uma reforma, porém como é difícil achar pessoas com cérebro por aqui para construir coisas a reforma demorou mais. Fiquei sabendo que os “construtores”destruíram algumas paredes a mais e tiveram que refaze-las (por isso sou a favor das paredes de lego na escola :3 ).

Obviamente não faria diferença para mim faltar o resto desta semana, porém minha amiga Annie iria me encher o saco com o mimimi: '' Você já foi pra paris sem mim, e agora vai me abandonar nesse colégio chato”e blá blá blá... Não sei o porque de ela querer tanto minha companhia; no ano passado quando fazíamos o nono ano ela vivia rodeada de garotos. Acho que é porque nunca tive segundas intenções com ela ( na verdade nunca tive com ninguém).

Na quinta segui meu ritual: acordei com sono, andava em direção ao banheiro com sono, tropeçava rolava escada a baixo com medo, subia de volta resmungando, me arrumava e ia pra escola.

Eu sempre encontrava a Annie em uma padaria na esquina da escola. E ela com sua mente brilhante me manda uma mensagem as 5 da manhã para ir lá antes da escola. Eu imaginei o que ela pensou naquele momento:

Ele me encontra todo dia a três anos no mesmo lugar todos os dias, mas acho que vou mandar uma mensagem pra ele. Mas ele vai chegar cansado de viagem... Então vou mandar uma mensagem de madrugada pra ele sentir meu recalque -HUEHUEHUE- “. Se meu celular não fosse fragil eu teria arremessado ele na parede.

Chegando lá (padaria Gordelícia... nunca me esquecerei deste nome zoado) me sentei na minha mesa favorita na janela, onde eu vejo todo o movimento, pedi meu café com leite e um pedaço de bolo mármore e esperei; quando o bolo chega, mal dou uma garfada e sinto uma presença surgir por cima do meu ombro:

Mim dá um pedaço?

Eu continuei comendo e retruquei:

Eu cheguei a menos de um dia de viagem de Paris, fiquei quase um mês sem falar com você, e você já chega assassinando a concordância verbal. Com tanta coisa pra perguntar você vem logo no meu bolo?

Ok – Ela por trás de mim me dá um beijo na bochecha, se senta ao meu lado e desanda falando: oicomofoiparis? Comoestásuamãe? trouxealgumacoisapramim? Ah, me dá um pedaço?

Quando ela quer ela consegue falar mais rápido que rapper drogado, e como eu perderia na insistencia logo cedi:

Vai no balcão e pede.

To sem grana

Vai lá e pede antes que – Eu nem terminei a frase e ela já estava no balcão escolhendo uma vítima. – Gorda... – Sussurrei.

É A TUA BUNDA! – Ela gritou... No meio da padaria... Vergonha.



Se fossem outros garotos , obviamente sustentariam o vicio da Annie, não pelo fato de ela ser legal, mas pelo fato de ela ser uma manipuladora inconsciente. Tipo: ela é o símbolo da fofura: baixinha (1,60 se não me engano), cabelo curto, óculos quadrado... qualquer otário babão pagaria qualquer coisa que ela pedisse achando que iria conseguir alguma coisa mais além (desculpem o palavreado, mas eu chamo estas pessoas de “escravos de vagina”). Coitado de quem tentar... vai morrer na friendzone. Como o efeito escravo nunca me afetava eu a agradava de vez enquando pra salvar a amizade (beeem de vez enquando)

Annie voltava para a mesa toda sorridente.

Nada como um bolinho de manhã.

Pois é, nada como uma despesa de manhã...

Ah para com isso.. – garfada – Diz aí, como foi em Paris?

Legal..

Tá, detalhes.

O básico: ajudar ela, pedir comida, e botar o papo em dia.

Cara...– ela larga os talheres no prato, causando um barulho estridente. – Você tem uma mãe foda, que mora em um lugar lindo, e ajudou ela em uma peça de alta classe, e me diz que foi só legal?

Eu terminei de comer meu bolo e abri um sorriso de canto:

Se eu disser que eu trouxe presente você cala a boca?

E la instantaneamente ela ganhou um brilho no olhar e estendeu a mão em minha direção:

Mim dá...



Puxei uma sacola de dentro da minha mochila e entreguei para ela. Uma semana antes de eu ir ela havia me pedido três coisas: uma pizza, uma miniatura do coliseu e uma jaqueta de couro. Como é impossível trazer comida em voo internacional, e o coliseu era de outra cidade, eu resolvi trazer o presente mais (e único) possível.

Ao ver o relógio mal pude contemplar a cara de fuinha feliz que ela esboçou. Me levantei e peguei minhas coisas.

Vamos indo que falta pouco pro primeiro sinal.

Mas falta quinze minutos.

Primeiro período com o Roger.

Então melhor correr, o coala odeia quando interrompem o assédio dele.



Roger é o professor mais ranzinza e zoado que já foi feito no mundo. Todos do colégio chamam ele de coala por três motivos: 1) ele é gordo ( e tem tetinhas); 2) Ele é baixinho; 3) Ele tem cara de coala: beiço grande e olho esbugalhado. Me pergunto se a mãe dele fez alguma safadeza na Australia com algum tratador de zoológico e eles acabaram levando um inocente coala pro limbo com eles.

Como ele é um carrasco (mesmo parecendo uma aberração de uma loja de brinquedos chineses) sempre tento chegar no período dele pontualmente, então corri para pagar a conta e fui para a escola junto de Annie, que ficava agarrada em mim agradecendo pela jaqueta (seria uma péssima hora pra dizer que comprei em uma liquidação?).

Eu e a Annie somos colegas desde a quarta série, porém com a guerrinha de sexos que se estende do 3 ano até o 5 ano, ela só veio falar comigo lá pelo fim do sétimo ano (sexta série), mais ou menos na época de quando os interesses pelas garotas mudam. Porém neste ano não tivemos a sorte de sermos colegas.



Uns cinco minutos antes de soar o primeiro sinal eu já estava organizado, Annie estava com suas amigas peruas e eu podia vadiar em paz. Antes de entrar eu resolvi guardar meu casaco no meu armário quando eu me deparo uma uma surpresa: um bilhete.

Um bilhete.

Sem suspeitas de quem o colocou ali.

Eu o pego e leio.



Intervalo, me encontre atras do ginásio de basquete ou eu te busco na saída.”



Ass: carrasco



Eu sintia que não seria boa coisa, mas como eu já tinha em mente quem seria, eu iria do mesmo jeito.



Notas finais
Bem espero que tenham gostado, este cap. foi só pra introduzir os principais (menos o coala e.e).Comentem mesmo que não tenham gostado, adoro lê-los :3