Make Me Your Woman
11 I Really Need Your Help
Notas iniciais
(POV Damon)
– Elena?
– Oi... Damon... – Elena olhava para o chão.
– Nossa... quero dizer, que surpresa você ter vindo aqui...
– Eh...- Ela ficou me olhando por um tempo, eu realmente não estava vestido apropriadamente, minha camisa estava totalmente amarrotada. — Olha Damon, nós temos que conversar. – Ela disse meio abafada.
– Conversar? Mas, tem que ser agora? – Obviamente não podia ser agora. Ah Elena. Você tinha que vir logo agora? Logo hoje? Só porque Mila está aqui? Droga.
– Bem... eu adoraria se fosse agora. – Elena sorri. Mila vem correndo da sala. Coloca sua cabeça sobre os meus ombros e observa Elena.
– Oi? – Mila disse.
– Ah... oi. – Elena a respondeu com um sorriso não muito convincente. Um silêncio constrangedor nos rodeou por alguns segundos.
– Então, você quer entrar Elena? – Perguntei tentando ser educador e tentando não me desesperar. Já que o desespero já havia me atingido desde que vi Elena aquela porta.
– Na verdade Damon, eu acho melhor eu vir aqui em outra hora, está meio tarde, Carol, deve estar preocupada comigo. – Falou concordando com si mesma, ela estava estranha era obvio que foi Mila que fez isso com ela. Ou não.
– Tem certeza? – Insisti.
– Sim, Damon.
– Tudo bem então, já que você acha melhor assim. – Sorri. – Tudo bem. Am... Boa noite.
– Boa noite Damon. – Elena caminhou para o elevador e eu fechei a porta devagar. Não entendia o que Elena poderia querer comigo, nós não nos vemos há semanas e foi muito estranho. Mas a questão é: o que Elena queria comigo?
– Am... Elena? – Ela ainda estava esperando o elevador.
– Sim?
– Podemos nos encontrar amanhã? – Diga que sim, por favor.
– Sim, pode ser... na padaria aqui perto, aquela do lado da farmácia?
– Tudo bem. Marcado. Amanhã ás?
– Ás nove horas da manhã, pode ser?
– Sim. – Ela sorriu. – Claro. Bem... até amanhã Damon.
– Até amanhã Elena. – Esbocei um sorriso.
(POV Elena)
Estranho. Muito estranho. E quem era aquela garota? Bem isso não vem ao caso... Eu precisava conversar com Damon, e vi que foi uma péssima ideia. Toda aquela coisa de filme me deixou desse jeito. Droga.
Mas a questão é: O que eu iria falar com Damon? Que estou vendo filmes românticos e chorando horrores todo santo dia. E que eu ainda choro por saber que o pobre Jack morreu? Ok, eu não tinha nada para falar com ele, mas desde que ele disse tudo àquilo para mim senti que ninguém além dele podia me ajudar.
Depois de sair da casa do Damon, fui para casa, na verdade, casa da Carol. Não me sentia a vontade em dizer minha casa, não a sinto mais minha. Quando cheguei, retirei aqueles saltos horríveis, joguei minha bolsa na cama, derramarei o meu cinto, abri os botões da minha blusa. E finalmente me senti livre. Fui para o banheiro liguei a banheira, e tomei um banho bem relaxante.
– Elena, você está ai? – Ouvi a voz de Carol atrás da porta.
– Estou. – Gritei.
– Ah sim, tudo bem, só queria confirmar. Vou estar na sala com Klaus, ok?
– Ok. – Gritei novamente.
Terminei meu relaxante banho e me joguei na cama, aonde eu dormi serenamente.
(POV Damon)
– Quem era ela? – Mila perguntou se jogando no sofá.
– Apenas uma amiga. – Sorri, tentando ser convincente.
– Não parecia uma amiga, aquilo foi constrangedor, vou te dizer.
– Não nos víamos há algum tempo, apenas.
– Mas...
– Mila. – A interrompi. – Acho nós. – Apontei para nós dois. – Não vai rolar, não quero te iludir te chatear, apenas não vai.
– Damon, foi você que me chamou. – Ela falou irônica.
– Sim, eu sei, eu sei ok? É que eu apenas acho que não vai rolar.
– Quem era aquela menina Damon?
– Já disse que era minha amiga.
– Bem, não parecia uma amiga. Agiu tão diferente, antes de ela chegar estava diferente. Agora? Está todo travado.
– Me desculpe Mila, mas... ela era importante. – Não podia mentir para ela, não era justo. Estava na cara que Elena não era minha amiga e sim uma amada? Na realidade uma prostituta que me fascinou. Mas isso não vem ao caso.
– Percebi, olha Damon, eu vou embora. Vou te deixar sozinho... um pouco, para... pensar. – Mila falou recolhendo suas coisas. – Se quiser ajuda em qualquer coisa, me ligue ok? – Assenti. Ela esboçou um sorriso fraco.
– Obrigado Mila, por ser gentil e me compreender.
– Está tudo bem. Então... – Ela falou se aproximando. – Tchau?
– Boa noite Mila. – Falei educadamente. Ela me deu um selinho.
– Boa noite Damon. – Repetiu, seguiu para a porta e logo saiu.
Será que alguém pode me explicar porque a minha vida é tão difícil? Logo quando estava começando a me esquecer de Elena, ela reaparece do nada. E lá estava eu falando de Elena de novo. Mulher imprevisível, totalmente. O que diabos ela queria comigo? Ok, já vi que não iria conseguir dormir bem essa noite. Preciso relaxar, amanhã acabarei com esse mistério.
(POV Elena)
Retomei a consciência quando algo perturbador chamado alarme gritou em minha cabeça. Infernos. Eram oito e meia e ás nove eu deveria estar com Damon na padaria. Levantei-me rapidamente sai correndo para o banheiro para fazer minha higienes. Escolhi uma roupa básica e ao mesmo tempo bonita.
Não havia ninguém na sala, normalmente Carol está na sala à hora fazendo o café, mas não a procurei apenas saí e fui a rumo da padaria. Não era muito longe, apenas uns 15 minutos a pé. Quando finalmente cheguei na padaria, avistei Damon sentado em umas das mesas das varanda aonde todos os clientes tomam café. Damon estava em uma roupa bastante formal, provavelmente do trabalho. Aproximei-me e sentei ao seu lado.
– Olá. – O cumprimentei, lhe dando dois beijinhos em cada bochecha.
– Olá Elena. – Respondeu educadamente.
– Vi que pediu um café, vou pedir algo também. – Sorri. Logo chamei a garçonete e a pedi um capuchino. – Então... Damon.
– Elena...
– Me desculpa por ontem por não ter ficado para conversar, acontece que...
– Está tudo bem. – Ele me interrompe. – Eu lhe peço desculpas.
– Que nada, não precisa. – Sorri em graça.
– Elena, quando abri aquela porta realmente não entendi, na verdade fiquei um pouco chocado para dizer verdade.
– Nem eu sabia. – Sorri timidamente. – Eu... apenas precisava conversar com você.
– Conversar?
– Sim... – Não sabia o que lhe dizer, estava tão nervosa, minhas mãos estavam tremulas e eu soava frio. – Damon, não estou me sentindo mais eu. – Ele fez uma cara de confuso.
– Como assim Elena?
– Olha, a verdade é que eu não estou me sentindo muito bem desde aquele dia em que você disse sabe... aquilo.
– Me desculpe por aquilo, não queria te magoar, queria abrir os teus olhos.
– Damon, esse é o ponto. Acho que estou vendo o mundo de outra forma e nossa... como eu estou nervosa! Eu nunca fiquei tão nervosa para falar com um homem, eu estou com medo de mim.
– Medo?
– É, medo. Estou com medo do que estou me tornando, olha... coisas mudaram e sinto que só posso falar isso com você. Preciso que... me ajude. – Me encolhi.
– Tudo bem Elena, eu não estou te entendendo muito bem...
– Olha... eu tenho agido muito estranhamente. Estou gostando de coisas que eu não gosta, estou deixando de gostar de coisas que eu gostava, parei de ‘’trabalhar’’ e juro, faz um mês que não vou à Royal. E isso aconteceu depois que você me disse todas aquelas coisas, e eu preciso da sua ajuda. Eu não sei o que fazer, ao mesmo tempo quero continuar vivendo aquela vida, mas ao mesmo tempo quero poder sonhar em ter uma vida normal, ser como os outros. Trabalhar, estudar e ter filhos. E às vezes acho que não sou digna de tudo isso.
– Você é digna do que quiser Elena, você tem capacidade.
– Tenho? Porque eu não me imagino. Apenas imagino como estou agora, uma vadia que oferece o corpo por dinheiro, para ter o que comer, para sobreviver. Eu não quero ser assim Damon. Não quero, por favor, me ajude.
– Bem, posso começar... lhe perguntando algo.
– Sim, pergunte.
– Você gosta da vida que tem?
– Não.
– Quer ser uma pessoa normal?
– Sim.
– Então Elena, vamos à luta. – Ele sorriu.
– Obrigada Damon! – Disse lhe dando um abraço. Quando nos afastamos, o capuchino chegou.
– Quer sair para sei lá almoçar?
– Damon. – Estava entre risos. – Estamos tomando café.
– Sim, por enquanto, ficamos na minha casa, sei lá vendo um filme, o que acha?
– Acho uma ótima ideia. – Sorrio.
Assim que terminamos de tomar café, Damon me levou a sua casa. Não tenho que repetir que a casa dele é completamente adorável e bonita. Sentei-me no sofá e logo Damon sentou ao meu lado.
– Elena, posso lhe fazer mais uma pergunta?
– Sim, claro.
– Quando... eu falei tudo aquilo para você, e você foi embora provavelmente emburrada e nervosa, eh... você voltou para a avenida?
– Não.
– Não?
– Não.
– Por quê?– Damon me encarava com piedade, odiava isso.
– Porque eu estava abalada demais para voltar.
– Mas se não tivesse, voltava?
– Talvez, mas provavelmente não. – Ele assentiu angustiado.
– Quer ver um filme, fazer alguma coisa? – Me perguntou.
– Pode ser, um filme seria legal, mas por favor não coloca romance.
– Não gosto de filmes românticos.
– Eles são uma droga não? Sempre nos fazem chorar. – Falei emburrada.
– Bem, eu nunca chorei, não sinto a emoção. É tudo muito meloso.
– Realmente. – Concordei.
– Pode ser... Amor a toda prova? Não é romance... é comedia, de acordo com a capa.
– Pode ser.
Assim que o filme começou, Damon pediu para eu retirar os meus sapatos para ficar mais aconchegantes, ri de seu cavalheirismo. A sala estava totalmente escura, graças as cortinas super powers do Damon. Estava bom, muito bom para dizer a verdade. Eu tinha que admitir, Damon era o que eu precisava por agora. Um amigo. Ele sentou ao meu lado e ficamos ali rindo e rindo do filme como dois adolescentes idiotas. Foi bom.
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