Notas iniciais
Olá amores, gostaria de agradecer as meninas que comentaram o último capítulo e dizer que estou muito animada com essa fic, espero que estejam também. Esse capítulo vai especialmente para minha grande amiga Mack Lutz que me incentiva muito e que estava doida para ler mais da Maison, espero que goste amiga! Deixem comentários para mim amores ♥

—Eu sei que é você que está aqui, Emmett.- Rosalie disse sorrindo sentada de costas para a porta de seu escritório, ela o reconheceu pelo perfume, que a propósito se tornara seu perfume preferido.

Haviam se passado algumas semanas desde que ela lhe roubara aquele beijo, ambos seguiam se encontrando, trocavam conversas e experiências, ela lhe contava sobre suas viagens e suas inspirações, ele a incentivava a viver grandes aventura, lhe contando sobre suas rebeldias. Assim os dois ficavam horas juntos, a sociedade parisiense já comentava sobre a aproximação dos dois jovens, destacando o status do casal como “o casal do ano”. Nenhum dos dois assumia nada, apesar de estarem sempre sendo perseguidos por todos os cantos por repórteres ou jornais de fofocas, ambos não declaravam uma palavra sequer sobre o suposto relacionamento.

No meio tempo em que se conheceram, Emmett passara a também cuidar dos negócios do pai, Carlisle havia sofrido um leve AVC, o médico da família havia constatado que os danos não seriam permanentes, mas ele teria de se dedicar muito à fisioterapia e repouso indicados até estar plenamente recuperado e poder retornar as atividades. Edward continuava a estudar medicina na universidade de Paris, mas se esforçava para se inteirar dos assuntos das fábricas e os negócios da família, Esme dividia seu tempo entre cuidar do marido ranzinza e administrar a casa.

Antes de conhecer a mulher que mudou seu jeito de ver as coisas, Emmett mal sabia a quantas andavam as finanças das fábricas, como funcionava a produção ou mesmo como eram administradas, mas Rosalie com seu jeito sutil o fez enxergar que naquele momento, Carlilsle precisava que ele se esforçasse para cuidar da família, e assim ele fez, se es forçou para aprender e manter as fábricas em perfeito funcionamento.

—Como sabia que sou eu? – Ele entrou com uma caixa dourada de chocolates nas mãos, sorria enquanto andava em direção a mesa dela.

A loira se virou sorrindo, usava seus óculos de grau, já que pouco antes do rapaz chegar estava analisando com sua amiga Alice, uns novos desenhos da nova coleção da Maison. Discretamente ela incentivava a amiga a criar seus próprios desenhos e entregar-lhe, sua intenção era que Alice pudesse assinar a próxima coleção junto com ela, seu maior desejo era que ela pudesse realizar seu sonho, assim como ela estava realizando.

—Seu perfume. – Ela respondeu dando de ombros e retirando os óculos redondos colocando-os sobre uns croquis espalhados sobre a mesa.

—Trouxe isso para você. – Ele estendeu a caixa.

—Meus preferidos. – Ela respondeu estalando a língua.

Ele lhe lançou uma piscadela e se sentou na cadeira de estofado macio em frente à mesa, em seguida desabotoou o paletó cinza e afrouxou o nó da gravata, retirou da pasta preta de couro que pertencera a seu pai um maço de cigarros e ofereceu a garota que prontamente aceitou deixando um pedaço mordido de chocolate de lado.

—Espera. – Ela pediu soltando uma leve gargalhada. – Você não deveria estar na fábrica?

—Hoje eu me dei uma folga. Estou morto.

—Nossa, começou a trabalhar tem menos de três semanas e já está “morto”? — Ela disse fazendo aspas com os dedos da mão desocupada, em seguida puxou um longo trago do cigarro.

—Aquilo é enorme, nunca pensei que papai tivesse tanto trabalho lá. São tantas fábricas e todas dando problemas e preocupações, isso me esgota.

—Entendi. Então, me diga, qual foi a desculpa para sair?

—Disse que minha namorada estava passando mal, que precisava encontrá-la.

—Então supõe-se que eu seja essa tal namorada?

—Se quiser. – Ele sorriu.

—Pensarei no seu caso. – Ela disse um pouco nervosa, as mãos suando, levantou-se de sua cadeira e seguiu em direção a Emmett, sentou-se no colo do rapaz e o beijou demoradamente após tomar-lhe o cigarro da mão e colocar num cinzeiro juntamente com o seu.

—Uau, se soubesse que seria recebido assim, teria matado o dia todo no trabalho. – Ele disse sorrindo quando pararam para tomar fôlego.

Apesar de estarem a tanto tempo juntos, beijando-se de maneira ardente, ainda não haviam avançado o sinal ou dado o próximo passo. Rosalie era uma mulher diferente, independente e ousada, Emmett sabia disso, mas sua intenção para com ela nunca fora física, ou puramente carnal, ele sentia coisas estranhas ao estar com ela, sentia um enorme desejo, ela o instigava demais para que não sentisse, mas sentia acima de tudo, respeito e carinho.

—Não diga besteiras Emmett. – Ela lhe deu um tapa leve no peito, ainda permaneceu sentada em seu colo.

—O que posso fazer se estou hipnotizado pelos seus encantos?

A loira riu mais uma vez audivelmente, recompôs-se assim que batidas leves soaram na porta, levantou-se do colo do rapaz sob protestos dele, não pôde deixar de sorrir ao constatar que ele era o homem mais engraçado e persuasivo com quem já esteve.

—Entre. – Ela pediu ajeitando a saia social de comprimento mídi que usava.

—Oi Rose, queria saber se quer... sair? – Jasper perguntou pausadamente ao notar que sua irmã estava acompanhada e com as roupas bagunçadas.

Jasper já sabia que Rosalie e Emmett estavam “se conhecendo”, como ela afirmava. O rapaz sempre dizia a irmã que já sabia onde aquilo daria, que via nos olhos brilhantes dela o fogo da paixão arder quando ela simplesmente mencionava o nome do Cullen, ou como sua expressão se retorcia em uma careta quando mencionava que ele era apenas um grande amigo, e ela negava veemente qualquer chance de que existisse um relacionamento, dizia que por enquanto não gostaria de assumir um compromisso sério, ainda mais sendo com Emmett, isso os levaria para o centro dos holofotes, e o que mais aquelas almas livres e rebeldes desejavam, era passarem despercebidos, sendo reconhecidos apenas pelos trabalhos pelos quais estão tanto lutando, e não por um romance qualquer.

—Oh, Jazz, oi. – ela passou o dorso da mão pelos lábios afim de dissipar qualquer resíduo do que antes fora seu batom vermelho. – Claro que sim, vamos! Hum, Emmett pode ir?

—Claro, vamos Emmett. – Jasper sorriu e estendeu a mão ao homem em um cumprimento formal.

—Vou fechar a loja, acho que seria uma boa Alice ir também, ela não tem saído muito. – Rose disse enquanto terminava de organizar a papelada jogada por todos os cantos de sua mesa.

—Claro, vamos esperar vocês lá embaixo. – Jasper lhe disse sorrindo.

Os homens saíram da sala de Rosalie conversando animadamente, Jasper era um grande entusiasta dos carros populares, apesar de ter tanto dinheiro a ponto de comprar dez carros de luxo se quisesse, ele era um homem simples e dado ao desapego material, como costumava dizer.

—Depois que papai ficou doente, as produções atrasaram um pouco, mas agora voltamos a todo vapor, creio que em cerca de três meses teremos finalmente a primeira demanda. – Emmett disse sorrindo ao imaginar a alegria do pai.

Ambos os jovens se sentaram à beira do meio-fio da Maison e ficaram a esperar as meninas por um longo tempo, Emmett de tempos em tempos acendia um cigarro, vez ou outra oferecia um a Jasper que negava, mas ao observar o quase cunhado, teve vontade de experimentar pela primeira vez, sentiu-se curioso ao lembrar-se do que a irmã dizia: “Fumar me acalma, é como um bálsamo em meus piores dias”. E aquele decididamente não havia sido um bom dia para Jasper, um cliente da alta sociedade havia encomendado o desejo de um projeto relacionado à uma mansão tão grande que poderia ser tida como uma das maiores de toda a Inglaterra. O prazo para ser entregue era um pouco apertado, tinha apenas seis meses para deixar tudo pronto para iniciarem a contrução, mas com certeza valeria a pena, afinal seria uma boa promoção para sua empresa. No entanto, naquela manhã um enorme e reluzente carro preto parou em frente à JH Arquitetura e Engenharia, era Phillip Ford quem havia chegado e o procurava avidamente, decidira em sua cabeça mirabolante que queria o projeto pronto em duas semanas a partir daquele momento, sendo que não haviam se passado nem quatro meses desde que acertaram o projeto original.

Emmett acendeu o cigarro para Jasper, tendo em vista que o mesmo tentou e não conseguiu, deduziu que como ele nunca antes havia sequer dado um trago em um, não saberia também como acender.

—Toma, é só puxar, como se estivesse respirando pela boca. – Emmett disse lhe passando o cigarro.

Jasper puxou a fumaça o mais forte que podia, quando chegou a seus pulmões, se engasgou de tal forma que mal conseguia respirar, os olhos lacrimejavam sem parar. Emmett ao seu lado lhe dava tapas nas costas e ria tanto que quase rolava pela calçada.

Quando Jasper parou de se engasgar, viu Alice correndo em sua direção, Rose sorria sugestivamente atrás dela. Da mesma maneira que Emmett e Rose se aproximaram, Jasper a Alice também se tornaram grandes amigos, claro que não se entregavam aos momentos de beijos quentes e carícias que Emmett e Rosalie protagonizavam, mas se entendiam bem e gostavam da presença um do outro, da amizade um do outro, mesmo sabendo que um sentimento florescia, mantinham-se apenas como bons amigos.

—Jasper, o que houve? Está bem? – Alice disse abaixando sobre os calcanhares, os enormes saltos que usava nos pés deixando seu corpo mais alto e consequentemente seu rosto ficando na altura do dele, ela o encarava profundamente nos olhos, visivelmente preocupada.

—Eu estou bem. – Ele disse secando uma lágrima que escorria do canto de seu olho esquerdo.

—Está se arriscando no mundo dos revoltados, irmãozinho? — Rosalie perguntou ao irmão enquanto passava um braço ao redor da cintura de Emmett que já estava em pé ao seu lado acariciando seus longos cabelos dourados.

—Apenas tentando relaxar, irmã. – Ele disse lançando uma piscadela à gêmea.

Juntos, seguiram em direção à um bar de Jazz à oeste de Paris, um dos lugares preferidos de Rosalie e Jasper. De fora do estabelecimento já era possível observar as luzes e ouvir uma voz suave cantando músicas famosas e animadas da época, o ambiente era realmente muito bonito e bem frequentado, haviam lustres enormes pendurados, mesas redondas com cadeiras longas de estofamento em couro vermelho, o palco alto feito em madeira abrigava um banda com homens bem vestidos e uma cantora trajando um longo vestido preto com fenda na perna direita e pedrarias encrustadas nos ombros cantava lindamente, Jasper e Rosalie a conheciam bem, era Billie Holiday, tida como uma das melhores cantoras de jazz da década.

—Uau, quem é? – Alice perguntou gesticulando em direção a Billie.

—Billie Holiday. – Jasper respondeu sem tirar os olhos da cantora.

—Simplesmente, uma das melhores vozes da década. Me arrisco a dizer, que seria uma das melhores vozes de todos os tempos.- Rosalie completou sentando em uma mesa de frente ao palco, a visibilidade era muito boa e os permitia assistir perfeitamente ao show.

—Ela é daqui? – Emmett também interessado perguntou.

Billie sendo uma das melhores cantoras que já pisaram na Terra, tinha uma voz explêndida, além de ser carismática e uma compositora fantástica, chamava a atenção de todos por ser uma grande lutadora. Vinda de uma família pobre, era filha de mãe solteira, fora obrigada a se prostituir ainda na adolescência, venceu o preconceito por ser negra e se tornou uma das melhores cantoras de todos os tempos, mesmo tendo começado de baixo, ela lutou e se esforçou muito.

—Não, ela é dos Estados Unidos, está em ascensão. Ouçam essa voz, não é divina? – Jasper disse fechando os olhos e balançando levemente a cabeça à medida que o ritmo da música saia pelos instrumentos e as palavras deixavam a boca de Billie.

—Temos sorte de ter conseguido entrar, é o último dia de apresentações dela aqui. – Rosalie acendia um cigarro enquanto falava, os bares mais bem frequentados permitiam que seus clientes fumassem dentro das dependências.

—Você e Jasper são famosos, acho que isso facilitou. – Alice concordou.

—Os prós de sermos os gêmeos mais queridos da cidade luz. – Jasper disse gargalhando e levantou a mão para a irmã que a acertou em um High Five.

Os quatro seguiram até a madrugada chegar, bebendo e fumando naquele bar, até Jasper se arriscou a tentar tragar um cigarro novamente, dessa vez conseguiu e os quatro aplaudiram. Por volta das 23:00 Billie já havia encerrado o show e recebeu muitos cumprimentos dos irmãos Hale e seus acompanhantes, ela sentiu-se imensamente grata e lisonjeada, já havia ouvido muitas vezes sobre os dois, sobre a nova queridinha de Paris principalmente, disse que gostaria de um dia usar um dos modelitos assinados por ela em alguma apresentação, o que deixou Rosalie radiante.

Nas demais horas que se seguiram, os quatro ficaram rindo até bem tarde, nem se dando conta de que horas eram. Contavam histórias engraçadas sobre suas vidas, algumas melancólicas, mas mesmo assim continuavam sorrindo e apoiando uns aos outros. No início da madrugada, resolveram pagar a conta e irem embora, Emmett disse que pagaria tudo, mas Rosalie, Jasper e Alice bateram o pé, queriam dividir tudo igualmente, e assim fizeram. Haviam ido em apenas dois carros, Rosalie deixara o dela na frente da Maison, pensou que não sairia tarde e daria tempo de buscá-lo, mas como estava um pouco alcoolizada, decidiram que o certo seria que Jasper levasse Alice para a casa dela e Emmett levaria Rosalie.

—Emmett, eu posso dirigir. – Rosalie repetia pela milésima vez enquanto Emmett a apoiava pela cintura e a arrastava até seu carro.

—Hoje não Rose, hoje você vai comigo e ponto final.

Ela bufou irritada, parou no meio do caminho que os separavam do carro de Emmett, cruzou os braços e fez um biquinho, o que Emmett achou adorável. Rosalie fazendo birra era uma novidade para ele, ele a vira de todas as formas possíveis, desde irritada e brava à doce e sensível, mas nunca vira ela tão linda como naquele momento, parecendo uma menininha fazendo birra afim de amolecer seu coração.

O rapaz andou em direção a ela, passou as mãos pelos cabelos dourados que estavam soltos, desceu a mão até que chegasse nas costas dela e parasse em cima do sobretudo preto que ela usava por cima da saia de mesma cor e da camisa de botões vermelha com arabescos dourados. Ele deslizou a outra mão pelo rosto dela e parou os dedos sobre seus lábios, fazendo-a desmanchar o biquinho e avançar em direção a ele, tomando os lábios dele furiosamente entre os seus.

Extasiado pelo momento, Emmett correspondeu-lhe prontamente, sentia seu corpo queimar em lugares impróprios, era o desejo o consumindo como nunca havia acontecido antes, soube que aquilo era o efeito que apenas ela conseguia causar sobre ele. Afastaram-se por alguns segundos para tomarem ar, ele acariciou as maçãs avermelhadas do rosto dela, beijou a testa e a puxou para um abraço.

De longe, um homem observava toda a cena, estava com sua enorme parafernália de fotografia nas mãos, escondido atrás de seu carro viu os dois se beijando apaixonadamente, mas não teve tempo de capturar a imagem, quando ambos se entregaram mais uma vez ao momento quente que protagonizavam, o homem foi certeiro, disparou o flash chamando a atenção do casal que por segundos não conseguiu identifica de onde estava vindo o clarão ou o que era aquilo, notaram somente depois de alguns poucos minutos que um carro saía em disparada, Emmett constatou que era um fotógrafo, colocou Rosalie apressadamente dentro do carro e deu a volta sentando-se no banco do motorista.

Antes que ele pudesse arrancar e ir atrás do homem que os flagrou, Rosalie levou sua delicada mão até o volante a postando sobre a dele, que encantado virou-se na direção dela, a pegou sorrindo.

—Deixa isso para lá Emm. – Ela disse carinhosamente, era a primeira vez que o chamava por um apelido. – Está tudo bem.

—Mas Rose... – Ele começou a protestar, mas fora calado com um beijo.

O beijo que começou calmo, tornou-se ardente, ele teve medo de fazer uma besteira ali do dentro do carro com ela tão entregue, afinal, ele gostaria que a primeira noite dos dois juntos fosse perfeita para ela, pois ela era especial para ele e o fazia se sentir do mesmo modo. Emmett a segurou pelos ombros e afastou um pouco, encontrando um olhar confuso assim que abriu os olhos.

—Você não me quer? – Rosalie perguntou, um misto de fúria e tristeza em seu olhar.

—Não é isso Rose. Droga! Eu te quero muito, como jamais quis alguém em toda minha vida, mas entenda, dentro de um carro e com você bêbada, não será uma das melhores noites para você, e eu quero que seja incrível. – Ele terminou e a beijou novamente, dessa vez sem pressa.

—Tá. Ela sorriu e se ajeitou no banco do passageiro, ele passou o cinto pelo corpo dela e o encaixou, de partida e acelerou o carro em direção a casa dela, como ele não sabia o caminho, ela o guiou, quando chegaram, reconheceram o carro de Jasper parado atrás dos portões de ferro.

—Então, é isso. Boa noite Emm. – Ela disse saindo do carro, mas foi parada por Emmett que sgurou delicadamente seu braço a puxando para si.

—Boa noite minha Rosie. – Ele desejou e a beijou novamente, ainda ficava encantando ao constatar em como beijá-la o deixava feliz.

Ela saiu do carro sorrindo e acenou uma última vez antes de adentrar a casa. Emmett seguiu rumo a sua, chegou e Edward ainda estava acordado, estava sentado no sofá da grande sala dos Cullen com um copo de whisky na mão.

—Vejo que a noite foi boa. – Edward disse arqueando a sobrancelha assim que viu o irmão passar pela soleira da porta com um sorriso tão grande no rosto que poderia rasgá-lo.

—Incrível seria uma melhor descrição. – Emmett sorriu.

—E acho que isso se deve a uma tal estilista. – O irmão constatou bebericando mais um pouco da bebida.

—Podemos dizer que sim. – Emmett seguiu em direção ao armário de bebidas do pai e também se serviu de uma dose. – E papai, como está?

—Está se recuperando melhor do que imaginávamos, hoje já deu alguns passos e conversou durante um bom tempo com Albert, escutei as gargalhadas quando cheguei da universidade.

—Fico feliz por isso. Mas se temos tão boas notícias, por quê está com essa cara de desiludido? – Emmett perguntou ao irmão ao notar a expressão triste e vazia em seu rosto.

—Fui até a Tiffany’s hoje, com a desculpa de comprar uma abotoadura para presentear nosso pai, quando cheguei, ela não estava mais lá. Uma vendedora disse que ela saiu na semana passada.

—Quando diz “ela”, – Emmett fez aspas com os dedos livres – quer dizer a Isabella?

Edward gesticulou com a cabeça afirmativamente.

—Imrão, — Emmett lhe tocou o joelho – vá atrás dela, alguém deve conhece-la nessa cidade, tome coragem e vá atrás da mulher que ama, antes que a perca para sempre. Ficar a olhando através do vidro, não vai mudar nada, o que vai mudar sua vida, são atitudes, então as tome.

Quando terminou essa frase, Emmett deixou o copo sobre o criado mudo ao lado do sofá e subiu as escadas indo em direção a seu quarto, naquela noite como em todas as outras em que esteve com ela, ele dormiu sorrindo, sonhou com Rose a noite toda, com seus olhos brilhantes e sua personalidade forte, sua beleza, sua felicidade e o carinho que ela direcionava a ele.

No dia seguinte, como em todos os outro, Emmett acordou pontualmente às sete da manhã, fez sua higiene matinal, escolheu um belo terno, passou sua loção, pegou a pasta e foi em direção a sala de jantar. Quando chegou, encontrou todos lá já sentados e servindo, ficou feliz ao ver que o pai finalmente havia saído do quarto e ria enquanto Esme lhe mostrava algo no jornal.

—Bom dia mãe, pai, Edward. – Ele disse sorrindo para a família, pegou um pedaço de pão e se serviu de uma xícara de café.

Emmett levantou os olhos da xícara que enchia com o líquido fumegante e viu que os três pares de olhos estavam em cima dele, podia jurar que estavam curiosos com algo, só não sabia o que era.

—Então quer dizer que você também entrou para o time dos comprometidos? – Carlisle disse, sua voz ainda era fraca, um pouco cansada.

—Como? – Ele repetiu a fala que dissera no mesmo dia em que Edward o acusou de estar encantando por Rosalie, quase cuspiu o pouco café que estava em sua boca.

Edward lhe passou o jornal sorrindo sugestivamente, na primeira capa, o artigo de destaque fora intitulado como “A mais nova queridinha de Paris e o rico herdeiro das indústrias Cullen estão juntos! ” Por um instante Emmett sentiu tanta raiva que quis socar o homem que os flagrou juntos, mas quando viu a foto em preto e branco, pouco nítida que estampava a capa sorriu, ele estava com o rosto a poucos centímetros do dela, uma mão em sua cintura e outra em seu rosto, ambos sorriam enquanto se aproximavam mais, foi impossível para ele não sentir o gosto doce dos beijos dela novamente, passou alguns minutos observando a foto e sorriu, era sempre esse efeito que ela tinha sobre ele, ela o deixava tonto e sorrindo feito um idiota.

—Parece que está mesmo de quatro. – Edward concluiu e se assustou a perceber um pão voando em sua direção, se assustou ainda mais quando vira que sua mãe quem o arremessara.

—Esme, não é você quem diz que não se pode brincar com a comida? – Carlisle gargalhou enquanto deixava sua esposa irritada.

—Edward, não fale assim com seu irmão. E você, querido, trate de comer para ficar forte. Ah, e isso não foi desperdício ou brincadeira, — ela disse apontando o pão que estava em frente ao prato de Edward, — foi necessidade.

Todos riram audivelmente quando ela concluiu seu raciocínio, Esme era realmente uma mãe incrível, apesar de respeitar as tradições antigas em que fora criada, ela mantinha-se sempre a frente de seu tempo, fazia de tudo pela família e para vê-los felizes, e naquele dia seu coração não poderia estar mais cheio de alegria, Emmett estava finalmente apaixonado, ela via isso em seus olhos, ela o conhecia tão bem como ninguém o conheceria, era sua mãe, sabia de todos os seus temores e sabia que graças a Rosalie ele estava finalmente pronto para amar alguém, sabia principalmente, que aquelas duas almas livres eram como encaixes perfeitos uma para a outra. Agora faltava apenas Edward para encontrar o caminho de sua felicidade.

Após o café animado, Emmett se despediu de todos e fora até a fábrica, teria uma reunião com acionistas logo pela manhã que tentariam tirá-lo da presidência, ela sabia que o fariam pois não o achavam capaz de administrar as indústrias, mas nem isso estragaria seu humor ou tiraria sua felicidade, ele a veria logo depois, e isso era o suficiente para alegrar sua alma e aclamar seu coração que pulsava rapidamente.

Sim, ele estava realmente “de quatro por ela”, como o irmão havia dito, estava encantado de todas as maneiras possíveis por aquela mulher, pelo seu jeito, pela sua simpatia e pela sua simplicidade apesar de ter tantas coisas. Ela o estava levando a conhecer novas coisas que começavam a fazer sentido em sua vida, e ele não ficaria atrás, a levaria por onde e para onde ela quisesse ou precisasse ir, lhe mostraria todas as coisas legais e ilegais que ele já havia visto por aquele mundo tão grande e que tanto conhecia, a levaria por entre as veredas e lhe mostraria as mais lindas paisagens, também lhe mostraria a emoção de correr em uma moto, e a liberdade que ela a faria sentir.

Era incrível para ele, pensar em como aquela mulher conseguira mudar sua vida em tão pouco tempo como nunca antes alguém sequer começara a conseguir fazer, e em como ele almejava estar com ela, fazer planos com ela era sua maior diversão nos últimos tempos, e isso ninguém poderia tirar dele, ele já havia decidido, que não a deixaria escapar nunca, que nunca a perderia de suas vistas ou deixaria de admirar os olhos mais lindos que um dia já vira.

Notas finais
Amores, perdoem se houver algum erro, estou sem computador, estou postando de um emprestado e não posso ficar demorando muito, então a revisão foi rápida e algo pode ter passado.. Por favor, comentem, deem ideias, digam o que acham, se algo precisa ser mudado ou se gostaram.. Até a próxima ♥