Maison in Paris
11 A ascenção do King
Notas iniciais
Aquela era uma manhã gloriosa para Royce King. O homem de posses caras encontrava-se hospedado num dos mais luxuosos hoteis de toda França, o Plaza Athénée, conhecido por sua seletividade quanto aos hóspedes.
Ao primeiro despertar do relógio, Royce já havia se levantado com um grande sorriso no rosto, ligou para recepção exigindo que lhe trouxessem toalhas melhores do que as que estava na suite presidencial, queria uma banho digno de um rei, como ele mesmo se considerava. Pouco antes das oito da manhã, um serviçal bateu a porta com as tais toalhas, grandes, macias e brancas, como ele exigiu. Tomou um longo banho apreciando os momentos que antecediam sua derradeira vitória, como ele acreditava fielmente que seria.
Quando saiu de baixo do chuveiro, secou-se sem pressa e se vestiu, ainda havia muito tempo para que a fatídica reunião tivesse início. Assim que saiu do imenso banheiro que mais se parecia com uma casa, caminhou até a mesa de jantar ricamente servida para tomar um café, pegou um jornal, dobrou sobre as pernas e passou a ler a matéria que estampava a capa.
Obviamente, a capa trazia notícias sobre o embate que aconteceria naquele começo de tarde entre milionário King e o herdeiro das indústrias automotivas Cullen. Os olhos de Royce King se detiveram no nome que vinha logo ao lado de Emmett Cullen, era o nome dela, do troféu que ele há tanto tempo vinha almejando conquistar Rosalie Hale.
Segundo a matéria escrita no jornal, Rosalie Hale encontrava-se debilitada após um acidente, algo envolvendo um possível afogamento durante o final de semana. Royce sorriu largamente ao imaginar o quão fraco seu oponente se encontraria naquele momento, seu plano de usurpar a presidência das indústrias ia de vento em poupa. Nos último meses, o King fez alianças importantes dentre os acionistas, sabia que se convencesse alguns, os outros também migrariam a seu favor.
O acionista mais duro na queda era Louis Thierry Chermont, nome de grande peso nas decisões do conselho administrativo, representante dos acionistas e detentor do maior número de ações depois de Carlisle e de Royce, um homem firme em suas decisões e influenciador nato no ramo das grandes empresas. obviamente, Louis ficou ao lado de Carlisle, era seu braço direito na empresa desde o início, maior influenciador e grande investidor do projeto de carros populares, sempre depositou grade confiança nas decisões do Cullen.
Há algum tempo ele encontrava-se balançado, divido. Depois da doença de Carlisle, muitos acionistas se sentiram desprotegidos e amedrontados, Louis os esclareceu que o filho mais velho dos Cullen apenas seguiria o roteiro já planejado pelo pai, assim continuaram a acreditar na decisões tomadas. Mas então Royce surgiu, com sua figura imponente, o nome mais bem dito no mercado bancário, mais conhecido no ramo, um grande investidor que conseguiu triplicar a fortuna da família em poucos anos a frente das redes bancárias.
Louis continuou a se manter firme na decisão de apoiar Carlisle e os Cullen, talvez por fidelidade, pois sabia que àquela altura, grande parte dos acionistas já estariam contra o mesmo e apoiando o King, o que futuramente poderia significar um desatino com o possível presidente das indústrias. Mesmo com tantos pontos contra o amigo, Louis tentou da melhor forma possível convencer o conselho a manter o filho de Carlisle na presidência, em vista que dentro de no máximo um ano, o pai poderia retornar ao cargo, seria uma escolha mais segura, já que o negócio é da família há anos, e Royce se tonara acionista há pouquíssimos meses, além de que esta era sua primeira experiência no mercado automobilístico.
Quando Royce acabou o café-da- manhã, vestiu-se com o blazer caro que repousava sobre o luxuoso sofá de couro da ante-sala, pegou as chaves do carro e se direcionou à saída da suíte onde o motorista particular o esperava no corredor, jogou-lhe as chaves sem grande entusiasmo e sequer um cumprimento ou bom dia. Seguiu em direção ao elevador enquanto o empregado teria de ir pelas escadas, ao chegar ao saguão do hotel, uma fila de funcionários o recepcionou, todos com postura perfeitamente alinhada, mas sem nunca direcionar uma palavra ao King, era essa a regra, nunca diga uma palavra sequer sem ser solicitado.
O homem sorriu de sua imponência e andou a passos firmes até a porta giratória da saída, a maleta preta de couro nas mãos lhe davam ar de empresário respeitado que era, mas o sorriso cínico entregava sua outra face. Quando passou pela porta, não se surpreendeu ao ver a quantidade jornalistas com seus blocos de notas, canetas nas mãos e os fotógrafos que os acompanhavam, ali esperando-no. Afinal, naquele dia, as atenções parisienses e de todo o mundo voltado ao setor industrial estaria nele e no Cullen.
Os seguranças perfeitamente uniformizados trataram de abrir caminho entre os jornalistas para que o King passasse, este no entanto, parou no meio da caminho e se direcionou a um jornalista de renome que ali estava, lhe dando uma declaração mais que polêmica.
—Senhor King, o que tem a dizer sobre a disputa de hoje? — O jornalista perguntou já pronto para tomar nota da resposta do milionário.
—Olhem para mim. — Royce exigiu dando uma volta de 360 graus em volta de si mesmo. — Estão hoje a conhecer o novo presidente das indústrias Cullen, não entro em uma batalha para perder. Garanto que não será apenas isso que aquele Cullen, cujo nome é insignificante para mim, irá perder. — Ele concluiu e então sorrindo cinicamente se foi, deixando os jornalistas confusos para trás.
No outro canto da cidade, Emmett estava um pilha de nervos, sequer havia dormido durante a noite, a preocupação lhe roubava o sono há dias, e depois do acidente com Rosalie na tarde de sábado, tudo só havia piorado. Apesar de terem tomado apenas um susto, sua preocupação ainda se mantinha viva, a cada cinco minutos ou menos, ligava para os Hale para saber como a garota estava, Jasper sempre lhe garantia que ela estava melhor. Algumas vezes era Rosalie mesma quem antendia e lhe passava um belo sermão por estar se preocupando com ela e não com a reunião, como deveria ser.
Quando desceu para tomar café naquela manhã, o dia mal havia clareado, mas ele já estava pronto, com seu terno impecavelmente alinhado, a pasta na cadeira ao lado da sua e inúmeros papeis que há dias ele vinha estudando, uma forma de manter-se ocupado, com a mente sã e ainda assim atento aos assuntos da empresa.
Os pais ainda não haviam descido, mas Emmett os ouviu conversar quando saiu de seu quarto, deduziu que como ele, a família também não havia tido uma boa noite de sono. Edward foi o primeiro, depois de Emmett, a descer para o café, o semblante abatido não o deixava esconder o que os últimos acontecimentos lhe causaram, uma angústia tremendamente grande.
—Bom dia! — Edward desejou se servindo de uma xícara de café quente.
—Bom dia. — O mais velho respondeu sem emoção, ainda com os olhos cravados nos papeis.
—Está tudo bem? — Edward pediu colocando a mão por cima da folha amarelada que Emmett lia, chamando-lhe a atenção.
O mais novo notou que os olhos do irmão estavam inchados e o rosto vermelho, um típico sinal de que passara a noite toda em clara e ainda por cima chorando. Ele sabia que o estresse aos poucos estava matando o irmão, era só parar por um minuto e observá-lo, sempre tão distante e muitas vezes amargo, não era o brincalhão de sempre, seu rosto possuindo olheiras profundas que já começavam a ficar escuras, resultado de meses sem dormir, o corpo antes enorme, cheio de músculos e que lhe conferiam um ar de inquebrável, agora estava mais magro e aparentemente fraco, até os ternos que antes lhe caiam tão bem, agora não lhe eram mais tão bons, para quem via de longe, não era nada incomum, mas para quem convivia com ele, sabia que aos poucos ele estava definhando.
—Você acha que está tudo bem? — Emmett respondeu com uma carranca não pretendendo prolongar aquele assunto.
—Emmett, você é meu irmão, me dói vê-lo assim. — Edward disse-lhe, os olhos marejavam imaginando o quão pior Emmett ficaria se o resultado daquela reunião não fosse o esperado.
—Eu não posso evitar. — Ele disse passando as mãos nervosamente pelos cabelos. — Olha para mim Edward, sou um fracasso, tudo que toco torna-se pó. Primeiro tentei assumir as indústrias, e confesso por um momento pensei que estava me saindo bem, quando do nada eu destruo tudo. Rosalie quase morreu esse final de semana porque estava tentando me ajudar, estava tentando me fazer esquecer das coisas, mas mais uma vez tudo deu errado. Eu tentei assumir responsabilidades para as quais nunca vou servir, eu nunca servi pra nada, eu não sou nada. Não sou como papai ou mamãe, sempre tão esperançosos a meu respeito, eu sei que sou só um cara qualquer em quem ninguém acredita, só um moleque que apenas traz desgosto por onde passa.
—Emm, você sabe que isso não é verdade. -Edward tentou acalmá-lo em vão.
Carlisle que naquele momento descia as escadas, ouviu o desabafo do filho mais velho, sentiu uma profunda dor emocional por saber o sofrimento ao qual Royce King o submeteu, sentiu por saber que ele se sentia inútil a todos, como se fosse um peso morto.
—Filho. — Carlisle chamou assim que atingiu o último degrau da escada.
Emmett não tirou as mão do rosto que usava para encobrir os olhos que a essa altura derramavam as lágrimas que há tanto vinha segurando.
—Olhe para mim. -O pai pediu tocando-lhe o ombro.
Emmett virou a cabeça na direção do pai, pela primeira vez deixando que ele visse o quão machucado estava, como um animal ferido, procurou aconchego no olhar calmo do pai, procurou a segurança que ele sempre lhe dera.
—Escute bem o que vou dizer, e nunca duvide dessas palavras. Aconteça o que acontecer hoje, você continuará sendo parte desta família, continuará sendo meu filho mais velho, eu e sua mãe sempre o amamos, esse sentimento nunca irá mudar. Eu ficaria feliz exercendo qualquer profissão que fosse, independentemente de ser rico ou não, se isso significasse que você não precisaria passar pelo que está passando agora. Por favor, nunca mais diga que não é nada, você sabe que desde o dia em que nasceu, se tornou tudo para nós, assim como seu irmão. A vida é feita de altos e baixos meu filho, não deixe que os baixos te abatam, levante-se e fique firme, essa é a lei da vida, algumas vezes temos que aprender com os tombos que levamos. Talvez quando tiver a minha idade, entenderá o que digo, enquanto isso, apenas fique calmo e volte a ser o Emm que nós tanto amamos, precisamos de você, sempre precisaremos. — Carlisle concluiu já chorando, recebeu um abraço apertado do filho, como os que ganhava quando Emmett tinha cinco anos e se assustava com um pesadelo, então Carlisle o acalentava e contava histórias de sua vida até que dormisse, no dia seguinte, quando o menino acordava, o abraçava tão forte quanto podia, era sua forma de demonstrar amor e admiração, de dizer que ele sempre seria seu herói.
Pouco tempo depois, com os ânimos mais calmos, Esme desceu para tomar café com sua família reunida, sorriu docemente ao abraçar o filho lhe passando confiança para a batalha que estava por vir. Pouco antes de saírem para a empresa a campainha tocou freneticamente, Albert se apressou para abrir a porta, sorrindo largamente ao ver a doce Rosalie juntamente com Jasper, Alice e Bella à porta com mimos para Emmett.
Os jovens se sentaram na sala de estar onde Edward estava ao piano, aplaudiram quando seus dedos pararam de tocar as teclas e a melodia terminou. Edward sentiu-se um pouco envergonhado, mas logo sorriu largamente ao ver Bella tão tímida a lhe olhar sentada num dos sofás ao lado de Rose, que por sua vez olhava sugestivamente dele para Bella.
Logo Carlisle e Esme se juntaram aos jovens para conversarem animadamente enquanto esperavam Emmett finalizar uma ligação no andar superior. Quando o rapaz chegou à sala, sorriu ao ver todos os amigos ali e a noiva que dava sinais de que tudo voltou a ficar bem, apesar do susto, ela se encontrava perfeitamente bem de saúde e lindamente arrumada naquele dia, uma das poucas vezes que a via sem suas habituais calças, já que a mesma estava usando uma saia lápis e terninho.
—Olá noivo, como está? — Rosalie disse passando as pontas dos dedos por sobre as olheiras do rapaz.
—Muito melhor agora com você aqui, noiva. — Ele sorriu ao enfatizar a palavra noiva.
—Tudo bem meninos, é lindo ver vocês dois juntos, é lindo te ver sorrir Emm, mas precisamos ir ou nos atrasaremos. — Esme disse descontraindo o ambiente e já se levantando assim como os outros para irem à empresa.
O caminho fora tranquilo, Emmett, Esme e Carlisle foram no carro de Rosalie que a moça mesmo fez questão de dirigir, enquanto os demais foram com Jasper, até mesmo Albert os acompanhou com a autorização de Carlisle.
Ao chegarem na empresa notaram a grande concentração da imprensa parisiense, assim como naquela manhã quando cercaram a mansão dos Cullen e só saíram após a família deixar o local sem dar qualquer declaração. Quando adentraram as dependências do prédio, Rosalie segurou fortemente a mão de Emmett e lhe sussurrou um "Eu te amo, você vai conseguir", antes que o mesmo desaparecesse dentro do elevador.
Esme, Rosalie e os demais decidiram caminhar pelas dependências das indústrias que naquele dia encontrava-se com a produção parada, assim poderiam matar o tempo enquanto Emmett, Carlisle e Edward estavam na sala de reuniões.
Aos poucos, todos os acionista ocuparam seus lugares ao longo da mesa de reuniões, Emmett ao lado esquerdo do pai e Louis ao lado direito, enquanto Edward estava em uma cadeira um pouco afastado. Royce fora o último a chegar, as 13:00 em ponto como havia sido marcado, sentou-se na outra ponta da mesa de reuniões sorrindo presunçosamente em direção a Emmett, que por sua vez o encarava com tamanho ódio que poderia fulminá-lo com o olhar.
—Boa tarde, cavalheiros. Victória, tome nota. — Carlisle pediu a funcionária encontrava-se sentada em frente à uma máquina de escrever num canto da sala. -Daremos início e esta reunião, hoje às treze horas e quatro minutos do dia sete de outubro de 1934, será presidida por mim Carlisle Cullen presidente afastado das indústrias automobilísticas Cullen por motivos de saúde, auxiliado por Louis Thierry Chermont detentor de seis por cento das ações e vice-presidente. Esta reunião foi convocada pelo acionista Royce King II, detentor de dezesseis por cento das ações desta indústria, solicitando portanto, assumir a presidência desta empresa em minha ausência, de acordo senhor King?
—Sim. — O King respondeu.
—Peço que neste momento, senhor King, dê-nos motivos para assumir tal cargo de tamanho responsabilidade.
Royce ficou de pé, ajeitou o blazer e passou a falar altivamente, com todo ar imponente que tinha.
—Como é de conhecimento de todos, sou o segundo maior acionista desta empresa, sou empresário há muitos anos, lido com mercado financeiro, um mercado competitivo e instável, e mesmo assim, minha fortuna continua a crescer a cada dia. Todos sabem de minha capacidade como gestor, e o que tenho a dizer, é que posso oferecer muito mais a estas indústrias do que o atual ocupante do cargo, que só ocupa por ser filho do dono.
Assim que terminou seu discurso, Royce se sentou em seu lugar e encarou Emmett com um grande sorriso, o burburinho entre os acionistas foi grande, Carlisle teve de pedir ordem por duas vezes para que pudesse prosseguir.
—Senhores, agora ouviremos o atual presidente em exercício, Emmett Cullen, representante de Carlisle Cullen, maior acionista e dono das indústrias e empresas Cullen. — Louis concluiu.
—Bom, todos me conhecem aqui como filho deste homem, Carlisle Cullen. Não nego que assumi a presidência por ser seu filho, mas no tempo em que estive aqui, o que já totalizam quase seis meses, tentei gerir os interesses de todos nós, e sim, incluo-me neste grupo, pois serei futuro dono destas indústrias assim como meu irmão, tentei manter a empresa como meu pai a mantinha, confesso que foi um trabalho árduo e cansativo, mas como os resultado a frente de vocês provam, eu consegui manter não somente a sede em ordem, como também as filiais, além de ter garantido acordos significativos com novos compradores e importadores, e também ter conseguido impedir greves de trabalhadores que como todos sabem se arrastam por vários países e indústrias, o que não é o caso da nossa. Bom, espero que tenham em mente quando forem votar, números relacionados a esta indústria, números que aumentaram significativamente e que aumentarão ainda mais com a produção e revenda dos carros populares.
Emmett concluiu sua defesa baseada nos fatos decorrentes dos últimos meses, mantendo a fé que assim pudesse conseguir manter a presidência nas mãos de sua família. o acionistas debateram entre si por um longo tempo, até que o último deles entregou seu voto a Victória que estaria a cargo de contá-los e nomear o vencedor e presidente.
—O primeiro voto é do senhor King. — ela disse com coração acelerado, pois pelo pouco que viu e ouviu no dia da briga entre Royce e Emmett ela constatou que ele não era uma boa pessoa.
E assim ela fora contando um a um os votos dos acionistas, alguns justificavam, outros apenas ficavam em silêncio aguardando os resultados. Ao todo foram 24 votos de 24 acionistas, Emmett não pôde votar, pois era apenas um representante, portanto, apenas Carlisle votaria.
—Bom, com esse, temos um vencedor. São dezesseis votos contra oito, e o vencedor é o senhor King.
Royce comemorou com alguns acionistas que o apoiaram enquanto Carlisle tentava acalmar o filho.
—No entanto,- Victória interrompeu a comemoração. — Esta ata e as leis estabelecidas judicialmente no ano de 1916, ano de fundação desta empresa, define que o presidente terá de ser supervisionado diretamente por um representante do líder deste conselho e presidente afastado até a volta do detentor do maior número de ações, o senhor Carlisle Cullen. — A ruiva concluiu.
—Como? — Royce perguntou já em fúria.
—É isto mesmo meu jovem, os advogados desta empresa foram que redigiram os contratos de todos os acionistas desde os primórdios de sua criação, creio que tenha recebido uma pasta com informações. É do conhecimento de todos aqui, que um presidente que não possua a maioria das ações, terá de ser supervisionado por um representante do dono, ou seja, um representante escolhido por Carlisle. — Louis concluiu. — Com isso, damos essa reunião por encerrada por hora, Emmett Cullen continuará no cargo até o próximo dia 14 deste mês, quando teremos uma nova reunião para a posse de poderes de Royce King e a nomeação de Carlisle Cullen para que um tutor de sua confiança trabalhe com o senhor King.
Com esse choque nos planos de Royce King, os acionistas deram a reunião por encerrada, o homem poderoso saiu apressadamente daquela sala, quase podia-se vê-lo soltando fogo pelos olhos tamanho era seu ódio, antes, por uma última vez, encarando Emmett e Carlisle e jurando internamente que os destruiria. Uma coisa era certa a partir daquele momento, a guerra havia começado.
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