Mais um verão

35 Comemoração? Que nada, treinos!


PERCY (Point of View)

Eu fiz o que deveria ser feito. Pedi Annabeth em namoro, novamente, mas agora estava na frente de todo o Acampamento. E ela aceitou. Eu com certeza sou o cara mais feliz de todo o universo. Annabeth estava rindo, feliz. Eu com certeza também estava assim. Nos beijamos mais uma vez, e todos bateram palmas. Quíron veio até nós, para nos cumprimentar. Até o Sr. D fez algo que nós não esperávamos, estendeu a mão para o ar e nela apareceu uma garrafa de vidro, que logo depois pude perceber que era vinho.

– Ora, se é para comemorar, vamos comemorar! – falou o deus do vinho.

– Sr. D... Odeio estragar sua festa, mas sabe que não pode. – falou Quíron, com uma expressão facial aborrecida. Acho que ele estava mesmo triste por isso.

– Mas é um Romanée-Conti! – disse Sr. D, implorando.

Annabeth e eu rimos, e todos os outros campistas também. Os outros estavam mesmo contentes por nós. Quando olhávamos para os lados, todos nossos amigos e até os novos semideuses que não conhecíamos acenavam para nós, felizes. Até Clarisse veio até nós.

– Finalmente, e dessa vez em público, hein. – ela disse, sorrindo.

Corei um pouco, e Annabeth também. Nossos amigos que estavam em nossa mesa também levantaram e vieram até nós, mas não estávamos tão longe da mesa assim.

– Parabéns! – disseram Andrew e Sophia.

– Eu já sabia. – falou Grover – Pude sentir suas emoções, Percy. Parabéns aos dois, pelo namoro renovado.

Nós sorrimos, felizes.

– Obrigado, Grover. – falei, abraçando meu melhor amigo, um sátiro.

Annabeth também agradeceu, mas logo Quíron começou a falar.

– Atenção, atenção: ficamos felizes por vocês, Percy e Annabeth, mas temos que começarnosso dia de Acampamento. – disse o centauro, e logo depois, pode ser ouvido um longo suspiro de todos que estavam no pavilhão.

Os semideuses das outras mesas diziam “Mas nós queremos é festa!”, e outros falavam “Vamos comemorar, não treinar!”.

– Eu garanto que o jantar hoje será especial. – disse Quíron – Mas por enquanto, vamos aos treinos.

Todos ainda não pareciam muito contentes, mas começaram a levantar de suas cadeiras e sair do pavilhão. Alguns outros amigos nossos vieram até nós e também nos deram os parabéns. Quando o pavilhão estava quase vazio, sendo ocupado apenas por mim, Annabeth, Grover, Samara, Sophia, Andrew, Quíron e Sr. D, e o deus do vinho, que não parecia muito feliz por não poder tomar o seu Romanée-Conti, queria estragar nosso momento também.

– Annabell, se importa de dar algumas aulas de grego antigo à alguns de nossos novos semideuses agora pela manhã? Quíron insiste que eles precisam aprender isso. Não sei para quê. – perguntou Sr. D, e começou a andar até a saída do pavilhão, parou quando percebeu que ela não estava o seguindo.

– É Annabeth... – tentei corrigir.

– Que seja! – Dionísio respondeu, sem demonstrar interesse.

Annabeth não estava muito feliz.

– Mas... – ela tentou protestar sobre o fato de lecionar. Nós ainda estávamos muito juntos um do outro, e ela não parecia feliz com a ideia de sair de perto de mim agora. Eu também não queria me separar dela tão cedo naquele ensolarado dia, mas eu tinha que aceitar isso. Ela olhou para mim, triste. Eu assenti, e forcei um sorriso.

– Tudo bem, falo com você mais tarde. – falei, e ela ainda não parecia muito contente. A puxei mais para perto, e a beijei. Separamo-nos, e os outros olhavam para nós como se nunca tivessem visto alguém se beijar. Que saco, não há privacidade?!

– Desde menores... Sempre achei que um dia namorariam, e fariam isso aqui. – disse Quíron, ainda em forma de centauro. Annabeth e eu coramos com esse comentário não necessário.

– Vamos, Annabell.

– Até mais tarde. – Annabeth falou em meu ouvido.

Em seguida, se despediu dos outros, e foi junto do Sr. D em direção à Casa Grande. Sophia e Samara também deixaram o pavilhão conversando sobre maquiagem, como mais cedo, quando chegamos aqui. Filhas de Afrodite só fazem conversar e usar maquiagem? – eu me perguntei.

– Bom Percy, eu também tenho que ir. Te vejo no almoço. – disse Grover, após falar com os outros, e em seguida, deixou o pavilhão.

Restaram apenas eu, Andrew e Quíron no pavilhão. Andrew parecia ansioso.

– Os outros foram treinar, certo? – perguntou o mais novo filho de Hypnos do Acampamento.

Quíron assentiu.

– Temos que encontrar algo em que você seja bom, além de dormir. – falou Quíron, Andrew não gostou muito do comentário – Oh, não quis ofender.

– Andrew não é como outros filhos de Hypnos que talvez tenhamos aqui. – falei, e Andrew se surpreendeu – Ele acorda cedo todos os dias, Quíron. – o centauro olhou para Andrew.

– Hum... – foi a única coisa que Quíron falou inicialmente.

– Mas e então? O que vamos fazer? – Andrew perguntou para mim.

– Eu gostaria de ajudar, mas tenho alguns problemas para resolver. Desculpe-me Andrew, não quis lhe ofender. Espero que encontrem algo que você goste de fazer, criança. – disse Quíron, e em seguida saiu.

– Por que ele me chamou de criança!? – perguntou Andrew, levemente irritado.

– Não liga cara, ele também me chama assim as vezes. – eu falei, e isso o tranquilizou um pouco. O por que? Eu não sei.

– Você curte arco e flecha? – perguntei, tentando ajudar. Ele balançou a cabeça, negativamente – Andar de cavalo? – ele, de novo, fez que não com a cabeça – Maquiagem? – ele olhou irritado para mim, e eu sorri bastante. Acho que ele também não gosta de maquiagem.

– Eu não sou um filho de Afrodite! – ele falou, irritado. Me controlei para não rir mais, e voltei a citar algo que nós fazíamos aqui no Acampamento.

Tentei lembrar de algo... Sabia que estava esquecendo alguma coisa... Alguma coisa que eu adorava fazer... Esgrima, é claro!

– Que tal esgrima? – perguntei.

– Esgrima?

– Sim. Eu gosto muito de fazer. – falei.

– Eu tive algumas aulas de esgrima e...

– Então vai ser esgrima mesmo! – falei – Vamos.

– Para onde?

– Antes de praticar, temos que achar uma espada para você, certo? – falei, e Andrew assentiu.

– Mas onde vamos...

– No arsenal. – eu disse, mesmo sem saber o resto da pergunta.

– Arsenal? – Andrew perguntou – Aquele time de futebol que disputa a Barclays Premier League?

– Não cara! – eu disse, sorrindo – O lugar onde guardamos armas!

Andrew ficou parado, sem graça. Eu já estava na saída do pavilhão, quando gritei.

– Você vem?

– Ah, claro. Espere!